Para Sempre Te Amarei
2 Capítulo 2 Hospital
Notas iniciais
Pov elena
Mais um dia normal se passou. Estou agora no cemitério com meu telescópio olhando as estrelas, elas são incríveis. Me deito em uns dos túmulos e penso que a qualquer momento eu vou estar aqui. Quer dizer meu corpo vai estar aqui, mas eu, eu vou virar uma pequena estrelinha. Não reclamo mais de ter leucemia, Deus tem um propósito na vida de cada um de nós. Eu descobri a doença a 3 anos, e de lá para cá meus pais fizeram de tudo para tentar me curar, mas essa doença já está num estágio avançado e segundo o médico eu só tenho no máximo mais esse ano de vida. Eu tenho fé que posso ser curada, não por um médico, mas sim por um milagre de Deus. Por que é ele que tem essa capacidade e se ele quiser, eu serei salva. Mas se minha missão aqui na terra estiver cumprida e se for minha hora eu vou aceitar de bom grado. Faço parte do grupo de apoio do colégio, ajudando alunos com dificuldades. Contribuindo com doações aos centros de caridade e ao orfanato também. Meu pai é o pastor da cidade e minha mãe é médica, eu me chamo Elena Gilbert e tenho 17 anos. Já são 19:30 e já está na hora de voltar para casa. Eu não podia ter pais melhores que os meus. Eles queriam me internar para a chance de cura ser maior, mas eu não quis passar o resto dos meus dias em um hospital. Eu quero fazer coisas normais, ter uma vida normal enquanto eu posso. Cheguei em casa e passei a noite vendo filmes com minha mãe, comendo pão de queijo e rindo. Ela estava passando menos tempo no hospital, tentava fazer de tudo para passar mais tempo em família. Minha melhor amiga também, nós nos conhecemos desde pequena, crescemos juntas, eles estão tentando se manter forte por minha causa.
...
Acordei com o sol forte batendo em meu olhos, levantei tomei um banho e peguei uma roupa.
-Elena gilbert, você não vai vestir isso.- era Car na porta do quarto.
-Mas por que não? É confortável e fresquinho.- respondi me referindo a um vestido florido
-Você quer dizer antiquado.- falou e foi em direção ao meu guarda roupa e começou a mexer nas roupas.Minutos depois me atirou um shorts não curto nem grandão, jeans claro e uma camisa soltinha rosa escuro e me jogou um tênis. Analisei a roupa e balancei a cabeça negativamente.
-Car eu não me visto assim.- falei
-Mas se vestia Elena! E vai voltar a se vestir. Eu não vou deixar essa doença acabar com minha amiga, minha melhor amiga. É provavelmente seu último ano e eu quero aproveitar muito bem com você.- falou com lágrimas nos olhos
-Car, para com isso, não chara o que você me prometeu? Tudo bem visto.- falei e ela me abraçou e chorou.
-Poxa Elena, você é minha irmã e quer que eu não chore.- falou e me abraçou forte
-Se você continuar eu vou chorar também.- falei e ela parou enxugou as lágrimas e sorriu
-Ninguém ta chorando aqui não. Pega sua mochila e vamos.- falou eu penteei meus cabelos os deixando soltos como todos os dias e descemos. Me despedi dos meus pais e fomos andando para a escola.
Passamos pelo pátio e todos me olhavam, isso ta me incomodando.
-Olha se a nedelena não resolveu se vestir como gente e aposto que se inspirou em mim não foi?- rebekah falou. Ela nunca gostou de mim, eu chegava em casa e chorava perguntando a minha mãe por que a minha coleguinha não gostava de mim, mas eu tinha 6 anos e agora eu entendo, rebekah não recebia atenção dos pais e fazia de tudo para ter atenção.
-Não estou vestida de puta para me inspirar em você.- falei e todos riram. Ela ficou vermelha de raiva e eu saí andando com Car que ria descontroladamente. Eu ri também, mas logo senti uma tontura e parecia que minhas pernas não seriam capazes de me segurar, quando caí senti braços fortes segurar minha cintura fina e vi Caroline chorando depois apaguei.
...
Acordei num lugar claro e branco, estava no hospital, nas sala estava Car e Damon??? Damon Salvatore?? O que ele ta fazendo aqui?
-Elena? Elena graças a Deus! Você ta me escutando?- Era Caroline falando
-Estou..- falei com a intenção de levantar.
-O que você acha que vai fazer?- perguntou levemente irritada
-Levantar?- falei
-Não mesmo. Vou chamar sua mãe e Damon não deixe ela sair daqui.- falou e saiu
-Você ta bem?- ele falou pela primeira vez
-Sim, obrigada.- falei e fitei o teto. Ficamos em silêncio esperando minha mãe que não demorou muito
-Elena meu amor, como você está?- ela perguntou e começou a olhar meus batimentos cardíacos e colocar uma luz chata nos meus olhos.
-Bem.- respondi.
-O que aconteceu caroline?- perguntou me ignorando totalmente
-Nada tia, ela simplesmente desmaiou e se o Damon não tivesse por perto com certeza teria levado uma queda e tanto.- falou e fiz cara feia para ela
-Oh querido obrigada.- falou e sorriu para Damon, que deu um sorriso de tirar o fôlego
-Magina eu fiz o que qualquer um faria.- falou
-Eu não tenho tanta certeza.- murmurei para mim mesmo, mas acho que ele ouviu pois me olhou estranho.
- Elena você sabe que não pode se estressar. Aquela garota ainda te perturba?- perguntou e eu balancei a cabeça positivamente
-Conversamos em casa. Não vai voltar para escola, vá para casa e descanse.Vou ver se volto mais cedo.
-Mãe, eu ja to bem.- insisti
-Não Elena.- falou firme
-Vida normal lembra?- falei e percebi que Damon se sentia perdido na conversa
-Lena filha, por favor.- implorou
-Tudo bem.- falei
-Vou te dar alta e te deixo em casa.- falou
-Você ainda tem que trabalhar.- falei
-O John vai entender.- falou
-Se quiser eu deixo a Car na escola e ela em casa. Eu to de carro e não tem problema algum.- Damon falou
-Não precisa.- falei rápido
-Claro que precisa Elena.- Car falou
-Seria ótimo Damon, obrigada.- minha mãe falou
-Já sabe dona Elena, casa e cama entendeu?- minha mãe falou
-Sim senhora.- bati continência
Fomos par ao carro de Damon, Car foi na frente com ele e eu atrás. Damon deixou a Car no colégio e seguiu para minha casa, o caminho todo nós fomos em silêncio. Ele parou em frente a minha casa e eu desci.
-Obrigada.- falei
-Por nada.- falou e sorriu gentilmente.
Abri a porta e fui direto para o meu quarto escrever no meu diário.
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