Notas iniciais
LEIA:
https://fanfiction.com.br/historia/648637/Para_Sempre/

Eu só não sabia o que fazer, eu realmente achei que ela voltaria, que ela não partiria num avião para Paris.

Mas ela embarcou, ela partira.

Minha Julie tinha ido embora por um erro meu. Somente meu. Eu não conseguia entender como eu conseguia amá-a de tal maneira que o sentimento no meu peito era tão forte que chegava a doer de verdade.

Depois de semanas mandando mensagens, e de não obter nenhuma resposta, eu percebi que ela não voltaria mesmo. Eu ainda tinha uma ponta de esperança que ela voltaria, entraria na minha casa dizendo que me amava.

— Steve?

Era Mary. Desde que Julie se fora eu não tinha coragem para olhar na cara dela. Eu me isolara no quarto envolvido por muito álcool.

— Oi – foi só o que eu disse.

— Você vai ficar nesse quarto para sempre?

— Não sei.

— Steve, vai tomar banho, você está fedendo.

— Se está incomodada, saia do meu quarto. Ou melhor, da minha casa. Suma, Mary. Por sua culpa ela foi embora.

— Por minha culpa? Steve, eu estou esperando um filho seu, afinal. Eu não pedi por isso, não queria estar grávida. E outra, não fique sofrendo por uma idiota. Ela não compartilhava do mesmo amor que você. Sempre há alguém no relacionamento que ama mais, esse alguém não é ela. Esqueça, por favor.

— Eu nunca amei ninguém como eu a amei. Como a amo, na verdade.

— Você é muito jovem para dizer tal coisa.

Suspirei. Ela veio até mim e depositou um beijo na minha cabeça.

— Vamos, você precisa sair daqui.

Passados dois meses desde que Julie partira para Paris, eu tinha ficado totalmente devoto a minha filha. Mary estavamos no hospital para ela poder dar a luz e eu estava muito, muito ansioso. Pelo menos eu teria uma luz na minha vida, já que Julie tinha levado tudo e me deixado na escuridão sombria e fria.

Eu estava na sala de parto junto com Mary, segurando sua mão enquanto ela fazia força. Ela quis parto normal para não ter cicatriz na barriga, já que era muito nova. Não discuti, quem gerou a criança foi ela, no corpo dela.

O médico que estava realizando o parto avisou que a cabeça já estava saindo. Ela suava muito, e os berros agonizantes me faziam estremecer.

Mais meia hora de parto e a criança saiu. O médico deu um tapinha em sua bundinha e ela gritou de chorar. Chorei também, mas de felicidade.

— Qual o nome dela? – A enfermeira perguntou, entregando o pacotinho que era minha filha.

— Rosie.

Ela pegou a menina e envolveu-a nos braços. Depois me entregou e eu fiquei olhando para cada traço de seu rosto, tentando achar alguma coisa minha na criança. Não achei, mas isso porque ela ainda era muito nova. Ainda tinha cara de joelho, assim como todo bebê.

Algumas semanas depois nós estávamos em casa e tínhamos improvisado um berço para ela no meu quarto. Mary e eu não tínhamos nada, e eu não pretendia ter. Entre nós havia apenas o laço amarrado por Rosie, e nada mais além disso. Eu não dividiria a minha cama com ela então pedi que ficasse com o quarto e eu dormiria na sala.

Rosie chorava todas as noites pedindo comida. Eu não tinha no que ajudar no momento, já que eu não dava leite. Eu ficava acordado para vê-la se alimentar, os olhinhos fechados saboreando o gostinho do leite materno. Ela nascera gordinha, com quase quatro quilos. O pouco cabelo era loiro e seus olhos azuis. Talvez ficasse escuro, pensei, mas ela poderia puxar Mary.

Enquanto Mary dormia, eu a peguei no colo e fiquei cantando musicas de criança. Imaginei que logo a casa estaria cheia de brinquedos e músicas infantis tocando na TV.

Minha mãe não se metia muito, ainda duvidada um pouco de Mary, mas já estava se derretendo por Rosie, assim como meu pai.

— Ela é linda – minha mãe disse num dia de sábado. – Se parece muito com Mary.

— Eu também acho – disse meu pai. Os dois não mantinham uma relação de amizade, mas como eu era filho deles JUNTOS, eles tinham total maturidade de tratar de assuntos que me envolviam com muito amor, e se aturavam até onde dava.

DOIS MESES DEPOIS.

— Certo, você comprou fraudas? – Mary me perguntou.

— Não.

— Ah, Steve!

— Calma, eu posso ir agora. Deixa eu ver se eu estou com o meu cartão – e abri minha carteira, me deparando com a foto de Julie que eu mantinha guardada. Eu não tinha me esquecido, mas tinha deixado esse sentimento guardado num baú dentro de mim. Não queria que isso atrapalhasse na faculdade e nem na minha nova vida como pai. Retorci a boca ao ver a imagem, não tinha coragem de tira-la de lá. E nem vontade.

— Você não tira a foto dela daí. Você gosta de ficar sofrendo.

— Não há motivos para tirar a foto daqui. É uma simples foto de uma menina bonita, para embelezar a carteira, sabe?

Ela me olhou mortificada.

— Ache o que quiser. Você precisa de alguém que te faça esquece-la. Já se passaram quatro meses e ela nunca mandou nenhum sinal de que está sentindo sua falta.

— Hum – é tudo o que eu conseguia dizer. – Vou ir comprar as fraudas.

E quando cheguei no mercado, me deparei com inúmeras marcas. Eu escolhi uma que Mary já tinha comprado uma vez e fui para o caixa.

Voltei para casa e tudo estava em silêncio. Tinha feito um quartinho para Rosie no quarto de hóspedes e entrei lá para deixar as fraudas. Ela dormia profundamente e nem pareceu se incomodar com a minha entrada no ambiente. Fechei a porta com cuidado e fui para meu quarto. Mary estava só de toalha, provavelmente que acabara de sair do banho. Minha mãe não estava em casa e não tinha ninguém olhando Rosie.

— Mary, desculpe – e fechei a porta.

Ouvi ela gritar do quarto, me chamando. Abri a porta novamente.

— Você já viu meu peito mais de mil vezes, Steve.

— Mas não tinha malícia, você estava amamentando.

— Então tem malícia agora? – Ela abriu um meio sorriso e veio na minha direção, me puxou para dentro do quarto e trancou a porta. Sua toalha caiu quase que propositalmente e ela me olhou.

Eu não sabia o que ela queria exatamente, mas fiquei imóvel enquanto ela passava as mãos pelo meus ombros, massageando meu corpo. Ela me jogou na cama, beijando meu pescoço, descendo...

— Mary...

— Steve.

E ela tocou no meu sexo, acariciando minha ereção indesejada. Pau traidor! Eu não estava preparado para entrar nessa, mas ele não sabia disso. Ela tirou minha calça jeans e com rapidez já tirou minha cueca, e tão rapida quanto ela fora antes, ela subiu sobre mim, se movimentando para cima e para baixo com lentidão. Coloquei minhas mãos em sua cintura e deixei que ela galopasse até cansar.