Para Sempre Nemink
7 O que somos nós?
Notas iniciais
Capítulo 06
"Ok! o que vamos fazer agora?" Stiles perguntou descendo as escadas.
"Eu vou descansar!" Klaus abanou as mãos subindo os degraus.
"Não vai dormir em casa?" Peter perguntou.
Não obteve resposta.
Klaus retirou o enorme casaco e se jogou na cama de Isaac, não se importou se o loiro iria reclamar.
"É nós temos que voltar para Cover logo de manhã!" Stiles bocejou.
"Então vamos descansar..." Derek puxou Stiles.
Derek tomou um longo banho e depois tomou seu lugar de costume, ao lado de Stiles na cama.
"Não gosto de você com essa cara." Derek ergueu a sobrancelha.
"O que?" Stiles voltou a si.
"Você está pensativo, eu odeio isso!"
"Estava aqui pensando com meus botões." Sorriu.
"Sobre o que?"
"Peter veio conversar comigo, sobre o Klaus e os sentimentos dele..." Foi cortado.
"Peter não tem sentimentos ao não ser por ele mesmo."
"Acho que ele realmente quer ver Klaus feliz." Stiles ergueu as sobrancelhas se impondo.
"Não! Stiles, o lobo quer Klaus feliz." Derek passou a mão no rosto.
"Se você não gosta da ‘união’ deles, por que não se impõe? Você é o Alpha não?"
"Stiles, você gostaria que Klaus viesse até mim e dissesse. ‘Termine com Stiles?"
"Não!" Riu.
"Então! eu não posso me intrometer no relacionamento deles, só posso ajudar Klaus o máximo que eu puder."
"Dormindo com ele?" Stiles ergueu a sobrancelha.
"Eu já pedi desculpas..." Resmungou fazendo um sanduíche com a cabeça entre o travesseiro e o colchão.
"Só não faça mais!" Exigiu se enfiando com Derek em baixo do travesseiro.
"Eu sou um idiota!" Sussurrou.
"É!" Afirmou Stiles rindo.
"Eu te amo!"
"Eu também te amo!"
Então ambos se arrumaram na cama, Stiles se aconchegou no peito de Derek e o mesmo o abraçou e assim adormeceram.
–-
No outro dia de manhã Stiles levantou já pronto para voltar para Corver, foi levado por Klaus que estava a caminho do trabalho, com o Camaru de Derek.
"Por que você não levou Peter ou Derek junto ontem?" Stiles cerrou os olhos, ele queria te perguntado isso ontem, mas acabou esquecendo.
"Infelizmente Derek não é um bom Alpha e não queria Peter perto de mim!" Sorriu.
"Mentira!" Stiles desmascarou. "Você não os levou por que sabia que eles não nos deixariam lutar!" Sabia que era isso.
"Isso mesmo!" Klaus olhou para Stiles sorrindo. "Você está aprendendo Stiles, nunca pense o que é bom para você, mas sim para o bando, se Derek ou Peter fossem com certeza nenhum de nós iria voltar."
"Por isso Boyd e Isaac?"
"Sim, Boyd é forte, mas paciente, e Isaac não se meteria se você não pedisse." Klaus explicou. "Às vezes manter as pessoas que nós amamos longe, é a melhor coisa!" Suspirou.
"Você e Peter não..."
"Não é da sua conta!" Revirou os olhos.
"Tudo bem!" Stiles levantou as mãos. "Só queria dizer que ele veio conversar comigo."
"Não me importo." Deu os ombros.
"Se importa sim! E está morrendo de curiosidade para saber o que ele falou." Stiles afirmou com um sorriso no rosto.
"Talvez, mas eu aprendi uma coisa com você, às vezes é melhor deixar-se surpreender. Chegamos!" Klaus disse serio.
"Obrigado!" Stiles saiu do carro.
Logo o menino encontrou os outros, juntos embarcaram para Corver.
–-
"Klaus!" Melissa chamou.
"Perdão pelo atraso Melissa!"
"Não, tudo bem!" Ela abanou as mãos. "Só vá trabalhar!" Ela riu.
Klaus colocou seu jaleco e começou o trabalho, já estava beirando a hora do almoço quando Peter o ligou.
"Klaus!" Atendeu.
"Oi, sou eu queria almoçar com você!" A voz mansa de Peter dizia. –“Fiz muita burrice e quero me desculpar.”
"Desculpa, mas não vou almoçar!" Klaus disse preenchendo alguma papelada.
"Não pode ficar sem comer!" Peter revirou os olhos.
"Mas ontem eu não vim trabalhar, tenho que compensar, é meu trabalho." Afirmou desligando o telefone.
Melissa colocou a mão no ombro do menino que estava com o rosto vermelho.
"Olha, eu sai com ele uma vez." Sua voz saiu calma, Klaus olhou estranho e ela revirou os olhos. "Sim! saímos, mas por que ele queria me transformar e blá blá.... Mas ele me parece um bom lobinho." Deu os ombros.
"Tão bom que quer compartilhar isso com todas as mulheres possíveis." Klaus revirou os olhos ordenando os papeis.
"Klaus, todos nós erramos, a vida é assim, mas quando sentimos a necessidade de pedirmos desculpa, é quando realmente sabemos que magoamos alguém, ele sabe as bobeiras que fez, deixa ele se desculpar." Melissa deu os ombros pegando a papelada das mãos do jovem e saiu pelo corredor.
Klaus não cedeu e nem almoçou ficou concentrado no seu trabalho, para compensar pegou mais algumas horas.
"Você está trabalhando de mais!" Derek disse.
"Ah, oi!" Sorriu. "Eu preciso Derek!"
"Vim buscar meu carro!" Derek se debruçou sobre o balcão.
Klaus pegou a chave do bolso e lhe entregou. "Obrigado mesmo! Preciso comprar uma moto logo!" suspirou.
"Já comeu?"
Klaus fez um sim com a cabeça enquanto estava vendo uns papeis.
"Você mentiu e está estressado!" Ergueu a sobrancelha.
"Daqui uma hora eu vou para casa ok?" Disse irritado.
"Quer que eu te espere?"
"Não! Tem um pessoal que sai mais ou menos esse horário também, peço uma carona ou vou de táxi!" Deu os ombros.
"Vai para mansão?" Derek levantou do balcão.
"Esse é o plano, até eu tiver tempo para achar um lugar pra mim!" Suspirou.
"Apartamento nunca mais?"
Klaus não respondeu, era triste o jovem ter que lutar contra o amor que sentia por Peter, mas era isso ou ficaria sendo humilhado.
"Estarei em casa qualquer coisa!" Derek deu as costas e saiu.
'Derek!”Chamou o jovem, vendo o outro se virar. “Você e Stiles estão bem?"
Derek sorriu e fez um sim com o rosto. Klaus precisava saber que o erro deles não havia destruído o namoro deles, era bom não se sentir culpado.
"Klaus? Precisa de uma carona?" Disse um dos enfermeiros.
Klaus pensou em responder.
"Não vai achar táxi por aqui!" Uma mulher disse.
"Por favor!" Sorriu.
Eles saíram do hospital e entraram no carro.
"E o casamento?" Perguntou o outro.
"Nunca fui casado!" Riu Klaus.
"Mas você morava com um cara certo?"
"Morava!" Suspirou.
"Então não tem problema se eu te chamar para jantar?"
A boca de Klaus ficou meio aberta, surpreso e com os olhos arregalados ele fez um não com cabeça.
"Pode ser hoje?"
Fez um sim ainda assustado.
–--
"Viu meu companheiro?" Peter perguntou no telefone.
“Não, Fui buscar meu carro, e ele disse que pediria carona ou viria de táxi." Derek disse sentado na mesa com Erika e Isaac.
"Ele não atende ao telefone!" Peter estava irritado.
Derek olhou no relógio. "Ele saiu já faz um tempo. Deve ter parado para comer alguma coisa no caminho, quando ele chegar vou pedir pra ele te ligar!" Derek deu os ombros.
"Tudo bem..." Suspirou o outro desligando.
Quando Peter desligou o telefone ele olhou, de dentro do carro, para dentro do hospital, já tinha ido perguntar se ele ainda estava trabalhando, mas disseram que não. Viu Melissa sair.
"Melissa!" Ele gritou, saindo do carro.
"Ele já foi embora!" Ela disse.
"É eu sei, você sabe se ele saiu com Alguém, pegou um táxi?" Peter tentou.
"Não posso te confirmar, mas acho que ele pegou carona com um dos enfermeiros que saiu no mesmo horário que ele. Já faz um tempo na verdade." Melissa confirmou no relógio de pulso.
"Como é este carro?" Perguntou desesperado.
"Não sei o modelo, mas é grande e preto, tipo o jipe do Stiles!" Ele disse vendo Peter virar de costas e caminhar até o carro. "De nada!" Ela riu.
Peter saiu procurando por todos os estacionamentos dos lugares que Klaus gostava de freqüentar, cuidadosamente olhava os carros, Ok! Melissa não dera uma boa descrição sobre o carro, mas ele o acharia.
Ele estava estressado, irritado e preocupado, Klaus não atendia o celular ou retornava as ligações, o estresse já estava o deixando maluco e imaginando coisas, mas a cena que viu não era imaginação.
–-
"Então você não é casado realmente?" Perguntou o outro tomando algo.
"É uma história complicada." Klaus fechou os olhos.
"Você gosta dele?" O outro ergueu a sobrancelha.
Klaus se pegou em uma duvida, ele gostava de Peter ainda?
"O que ele fez de tão errado?"
"Você chamou para um encontro ou para um interrogatório?" Klaus riu erguendo a sobrancelha.
Eles continuaram a comer e conversar agora sem Peter como assunto.
–--
Klaus acordou e sentiu-se preso a algo, na verdade a alguém, nos braços de Peter, ele se virou, olhou o homem que dormia e tentou se lembrar de como veio parar ali, ele realmente não conseguia lembrar. Bufou e levantou arrumando a roupa de dormir que estava toda amarrotada, foi para cozinha e ligou a cafeteira, preparou o café e sento-se a mesa com a xícara na mão ainda procurando o motivo por estar no apartamento, ele tinha ido embora dali, mas estava ali. Como?
Na noite anterior...
"Peter!" Gritou Klaus, olhando para o outro fora do carro, assustado.
"Saia!" Rosnou, assustando o outro homem que estava com Klaus.
"Peter se acalme!" Klaus saiu cuidadosamente do carro. "Ele não tem culpa."
"Vamos embora!" Gritou olhando fixo para o outro dentro do carro.
"Eu não quero." Disse Klaus cruzando os braços já fora do carro.
"Pouco me importa o que você quer." Peter deixou os olhos normais e os caninos sumirem. "Entra no carro!" Gritou apontando para o seu próprio.
"Peter, você não pode me obrigar!" Retrucou irritado.
"Não posso?" Ele ergueu a sobrancelha.
Peter se aproximou rapidamente de Klaus que tentou se afastar, mas não sendo rápido o suficiente, o lobo o jogou por cima do ombro carregando-o até o carro, Klaus berrava e esperneava, Peter até queria rir da cena, mas a raiva que sentia era maior. Abriu a porta do carro e jogou o jovem no banco de trás, deu a volta entrou na do motorista e saiu cantando pneu.
"Isso não é justo!" Gritou Klaus.
"Pensei que você me amasse." Peter devolveu o grito, sua voz parecia mais chateada do que nervosa.
"O que isso tem haver?" Klaus chutou o banco de Peter.
"Se você me amasse, não faria isso!" Peter desviou a atenção para Klaus por alguns segundos.
"E você acha justo o que você faz comigo?" Klaus falou baixo. "Eu estou cansado."
"Você sabe muito bem que seria assim." Peter também ficou mais calmo.
"Talvez... Eu não te ame mais, não do mesmo tanto que eu amei..." Gaguejou o menino fechando os olhos.
Peter freou o carro na hora, se virou e viu Klaus encolhido abraçado em suas pernas. Ele tinha feito Klaus infeliz, triste e infeliz. Sentiu algo dentro dele quebrar ao ver o rosto triste do garoto, por mais que seu lobo dissesse para ele fazer aquilo, se entregar, Peter tinha medo de machucar ainda mais Klaus, talvez, mas só talvez por isso ele nunca se deixou levar pelo lado meigo, carinhoso, atencioso e fiel que Klaus sempre demonstrou, o lobo sabia que Klaus o ama incondicionalmente, mas Peter já o machucava sendo só seu companheiro, imagina escolhendo-o como parceiro também, o lobo amava sim o jovem, mas o medo de fazê-lo mais infeliz era angustiante.
"Eu vou tentar, ok?" Suspirou se virando ainda mais para Klaus.
"Não quero seu dó, Peter." soluçou o menino com o rosto escondido entre os braços.
"Não farei isso por dó, farei por que quero fazer." Peter tentou alcançar o braço do outro, mas ele se afastou.
"Até ela voltar..." Klaus virou o rosto para janela.
"Não, eu prometo ela não vai voltar." Peter tirou o cinto passou para o banco de trás. "Eu juro para você. vou tentar ser bom pra você, do mesmo jeito que você se esforça para ser esse garoto ótimo pra mim." A voz de Peter era suave, mas insegura, ele não sabia se conseguiria ser o que Klaus tanto esperava que ele fosse.
"Não precisa fazer todo esse esforço, eu sou seu companheiro já." Klaus rebateu cruzando os braços.
"E eu sou o seu, e isso implica que eu tenho que te proteger e te fazer feliz, e você não está feliz." Peter alcançou o queixo do menino e o virou, sorrindo. "Eu quero te fazer feliz, mas vamos ter que trabalhar nisso." Disse abrindo um sorriso olhando os olhos de Klaus.
Klaus sentiu a sinceridade de Peter, ficou feliz ouvindo que o lobo queria fazê-lo feliz, ele esperou isso desde quando descobriu que Peter estava vivo, era um sentimento bom recíproco àquele que ele sentia, ele sentiu o amor de Peter.
"Você..."
"Eu vou tentar te fazer feliz." Peter sorriu o puxando para um abraço.
"Obrigado." Sorriu Klaus apertando o lobo.
Ele mexia a xícara em sua mão vendo as poucas ondas se formarem, sorriu por lembrar daquilo, mas ainda não lembrava como tinha ido parar no apartamento. A campainha tocou, ele levantou e foi até ela, não conseguiu ver ninguém pelo olho mágico, bufou o abriu a porta.
"Bom dia!" Disse uma moça morena, alta e com um sorriso enorme no rosto.
"Bom dia." Respondeu puxando um sorriso.
"Eu sou a nova vizinha, seu pai está?" A moça procurou olhando para dentro da casa e viu Peter sair do corredor coçando os olhos só de samba canção.
De fato quem os olhava juntos eles pareciam pai e filho, Klaus tinha uma aparência jovem até no modo de se vestir o que o mostrava mais novo, Peter sempre usava social ou coisas elegantes, o que o mostrava um homem com experiência.
Klaus ergueu a sobrancelha e se virou. "Peter!"
Peter olhou estranho para a porta e foi até lá mantendo o corpo escondido atrás do de Klaus. "Bom dia." Sorriu.
"Eu sou Emily, a nova vizinha." Ela disse apontando para a porta do apartamento ao lado. "Pensei em conhecer alguns vizinhos." Os olhos da moça não se desligavam de Peter.
Klaus revirou os olhos mentalmente e pensou em sair dali, mas as mãos de Peter o abraçaram na cintura.
"Bom, este é Klaus e eu sou Peter." Ele esticou a mão para moça, que ficou assustada vendo o abraço.
"Namorados?" Ela perguntou com um sorriso nervoso tentando disfarçar.
"Casados." Ele sorriu apertando o abraço.
"Ou, desculpa... Certo. Vou conhecer os outros vizinhos." Sem graça e vermelha ela se despediu com um tchau que foi retribuído.
Peter fechou a porta e começou a rir, Klaus franziu a testa e se sentou no sofá.
"O que foi isso?"
"Isso o que?" Peter serviu uma xícara de café, dando os ombros.
"Esse ‘casados’ que você disse." Klaus usou os dedos fazendo aspas. "Do que você está falando?" viu o homem sentar ao seu lado e largar a xícara na mesa de centro.
"Como assim? Você não lembra?" Peter olhou confuso para Klaus. "Ontem... Você não lembra mesmo?"
Klaus fez não com a cabeça ele só lembrava até a parte do abraço, só.
"Depois da nossa conversa no carro, você dormiu dentro do carro, aí eu te trouxe no colo, a dona moça ali do lado, estava na porta do apartamento dela, talvez tenha me visto entrar contigo nos braços, e pensou que eu fosse seu pai, eu te troquei e deitamos, te pedi em casamento, e você aceitou." Explicou Peter sorrindo depois fez uma careta. "Na verdade você resmungou algumas coisas e eu considerei um sim."
"Eu dormi? Do nada?" Klaus não estava acreditando.
"Bom. não foi do nada, a hora que eu parei de te abraçar você já estava dormindo."
"Quanto tempo demorou esse abraço?" Klaus riu.
"Uns 20 minutos." Chutou.
"Você ficou me lambendo!" Klaus começou a bater no lobo. "Agora eu me lembro, você me fez dormir seu cachorro."
"Eu tinha que tirar o cheiro do outro do seu corpo, você não ia deixar eu te lamber se você estivesse acordado. O cheiro estava insuportável!" Boquejou se protegendo.
"Que ódio Peter!" Gritou parando de estapear o outro.
"Você deu uns gemidinhos..." Brincou subindo um pouco no corpo de Klaus para beijá-lo.
Klaus recebeu os lábios do lobo de boa vontade, colocou uma das mãos no pescoço do lobo e a outra no peito. Peter o puxou fazendo quase deitar no sofá, passou a perna por cima de Klaus e sentou no colo dele.
"Só acho que devemos pensar." Disse Klaus saindo do beijo.
"No que?" Peter parou de puxar a camiseta do jovem.
"Eu não quero te obrigar a isso Peter." Klaus fechou os olhos.
"Você não está obrigando." Ele puxou Klaus para outro beijo.
E a campainha tocou.
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