Para Sempre Meu! – Especial de Natal 2013
1 One-Shot
Para Sempre Meu! – Especial de Natal 2013 (Sasuke x Naruto)
By: Naruko Namikaze Uzumaki
- Amanhã é Natal! — Ele disse pela milésima vez naquela manhã, correndo de um lado para o outro se dividindo entre a decoração da árvore e a ceia de Natal que ele tava fazendo. Não entendo porque ele está tão animado.
[Esta criatura loira e cheia de energia saltitando por aqui é por incrível que pareça meu melhor amigo. Não, ele não é maluco. Só é muito hiperativo desde criança. O nome dele é Naruto Namikaze Uzumaki ou como ele gosta de dizer Naruto Uzumaki. Ele é um loirinho de olhos azuis safira e pele bem bronzeada pelos dias de praia. Seu pai era dono de uma das maiores empresas no ramo da moda juntamente com meus pais, a “Namikaze/Uchiha Modas”, porém a uns 7 meses atrás +/- depois de um acidente em que o avião em que nossos pais estavam caiu no oceano, que levou a morte dos quatro, ele herdou a empresa e começou a trabalhar como Dono/Presidente da Namikaze/Uchiha Modas e eu como Dono/Vice-Presidente ambos com apenas 19 anos.]
- Ainda não entendi o porquê de tanta animação. É só mais um Natal como qualquer outro. — Digo o vendo passar correndo em direção à cozinha novamente.
[Este Deus grego sou eu, Sasuke Uchiha. Moreno de olhos negros e pele clarinha. Diferente do Naru eu sou bem quieto, não gosto de sair por aí distribuindo sorrisos iguais ao Dobe. Sabe, não faz muito o estilo Uchiha. Como disse antes, tenho 19 anos igual ao Dobe e sou um dos Donos da empresa Namikaze/Uchiha Modas. Como ambos ficamos sozinhos, resolvemos que seria melhor morarmos juntos como bons amigos e sócios que éramos. Pouco mais de um mês depois eu me mudei para a casa que ele tinha ganhado dos pais dele quando fez 18 anos e desde esse dia estamos morando juntos.]
- Não é como qualquer outro. Esse Natal é diferente.
- E o que torna esse Natal tão importante pra você Naru? — Digo e ele para por um momento olhando para nada em especial, parecia devanear com algo até que disse algo.
- É que esse é o primeiro Natal que passo com alguém... Especial pra mim. — A última frase foi sussurrada, mas não baixo o bastante para que eu não ouvisse e corasse violentamente virando meu rosto para o lado contrario ao dele. O motivo? Simples. EU era o único que passaria o Natal com ele esse ano.
- A-ah... Entendo. — Digo ainda corado. — Quer ajuda? — Me aproximo por trás dele o tocando no ombro, mas parece que ele não tá me ouvindo. — Dobe? Tudo bem?
- Tudo bem sim Teme. Já que quer ajudar, pode terminar de montar a árvore pra mim? Assim eu me preocupo só com a cozinha. — Diz-me oferecendo um de seus sorrisos mais lindos.
- É claro! Qualquer coisa me chama. — Digo indo para a sala onde estava uma árvore toda desmontada.
A árvore dele era uma imitação perfeita de um pinheiro com cerca de 2m de altura. Ele já tinha montado os galhos, então só faltava colocar todos os enfeites. Comecei distribuindo bolas prateadas e douradas por toda a árvore. Depois comecei a colocar uns mini-presentes pendurados e vários lacinhos vermelhos. Alguns bonequinhos tipo, Papais Noel, duendes e bonecos de neve. E mais várias coisas que ele tinha comprado especialmente para esse Natal. Peguei os pisca-piscas e olhei para a árvore pensando em como colocá-los ali. Decidi colocá-los presos no topo e desse fazendo uma espiral com os cinco fios de pisca-pisca. Porém como eu disse antes, isso tem 2m de altura. Eu sou alto, mas nem tanto afinal.
- DOBE! — Grito e alguns segundos depois ele aparece correndo com um pau de macarrão na mão olhando pra todos os lados e gritando.
- Cadê? Deixa que eu mato. Onde?
- Hahahahaha... — Começo a rir feito doido e ele para olhando pra minha cara. — Hahahahahahaha... — Eu não consigo parar de rir e ele cora de vergonha pelo vexame que passou.
- Err... Precisa de algo? — Diz ainda corado. Ele é tão fofo. O que? Não me diga que você também não o acha uma fofura?
- Bem... - Digo parando de rir. — Eu só queria saber onde está aquela escada grande que você tem.
- Pra que você precisa dela?
- Pra prender o pisca no topo da árvore. - Digo esticando o braço pra cima mostrando que era muito alto pra mim.
- Mas acho que não precisa da escada. Acho que aquela cadeira deve servir. - Diz pegando uma cadeira de madeira e colocando ao lado da árvore. Sobe e estica a mão pedindo os pisca-piscas. — Me deixa prender, depois você circula a árvore do seu jeito.
- Okay!
Ele pegou todos os pisca-piscas deu um nó juntando todos e se esticou por cima da árvore para prender no topo, porém este ser loiro é um desastre quando menos se espera...
- Sasuke! Me segura! - Não disse? Ele tá caindo U.U Ai meu Deus! Ele tá caindo O.O
Eu como sou um bom amigo, o peguei antes que fosse ao chão. Mentira! Ele caiu feito um saco de batatas em cima de mim, derrubando nós dois. Eu como tenho muita sorte, bati minha cabeça no chão, provocando um leve corte na testa (nem pergunte como) que tava sangrando bastante. Agora imagine a cena. Eu deitado no chão com esse loiro de olhos fechados, ofegando, deitado em cima de mim, com o rosto a centímetros do meu. Meus braços o prendendo contra mim pela cintura. Esse loiro é simplesmente lindo de se olhar. Ele abriu os olhos, olhando diretamente nos meus. E eu me perdi naqueles olhos claros e lindos, desci meu olhar por seu rosto, nariz pequeno e arrebitado, bochechas com três risquinhos de cada lado, lábios vermelhos e carnudos, tentadores.
- T-teme? Você tá sangrando. — Diz olhando diretamente para o corte em minha testa.
- Não é nada Dobe. — Sento-me ainda com ele no meu colo, fazendo assim com que se sente sobre minhas cochas ficando ainda mais perto de mim. Olho em seus olhos e só vejo uma coisa neles. Preocupação.
- Ah Sasuke! Se eu fosse menos desastrado você não teria se machucado. — De seus olhos escorrem lágrimas e mais lágrimas. Isso me deixa mal. Não gosto de vê-lo triste assim. Isso me machuca mais que qualquer coisa.
- Tudo bem Naru. Foi só um "cortezinho" de nada. — Digo limpando suas lágrimas. — Não chore. Não foi sua culpa.
- Me deixa ver isso. — Diz levando a mão até minha testa.
- AI!
- DESCULPA! Desculpa, desculpa. — E lá estão as malditas lágrimas novamente.
- Naru, se acalme. Tá tudo bem. — Digo depois dele se agarrar ao meu pescoço. Eu o abraço pela cintura e deslizo uma de minhas mãos por suas costas até que parece de soluçar por causa do choro. — Você é muito fofo Naru. — Digo apertando suas bochechas depois de vê-lo corar de vergonha.
Embora não demonstre aos outros, Naruto é um cara sensível e muito emotivo. Ele chora muito fácil, principalmente quando acha que a culpa por ter acontecido algo seja dele. Ainda me lembro do dia em que avisaram que nossos pais tinham falecido. Ele se fingiu de forte e não derramou uma lágrima sequer. Depois se trancou em casa, não queria sair, comer, tomar um banho, ele tava vegetando naquele quarto. Um dia em que fui ver como ele estava ele me abraçou do nada e chorou por horas, acho que nunca me senti tão mal na vida, chorei muito também, fiquei lá por uns dias e em todos não o deixava sozinho muito tempo. Depois desse dia ele só se abria comigo.
- Eu não sou fofo. — Diz fazendo um biquinho que me deu vontade de morder.
- É sim! — Aperto suas bochechas outra vez o fazendo corar novamente. — Lindo! — Dou um selinho em seus lábios que o faz corar ainda mais.
Acho que não disse, mas, a gente tá ficando há seis meses. Os melhores meses da minha vida. Naru é a minha luz, meu motivo de viver. É pra ele que vivo.
- Lindo é você, Sasu. — Ele me deu um rápido, porém delicioso beijo. — Por que acha que tem esse bando de vagabundas correndo atrás de você?
- Ciúmes minha raposinha?
- Sempre!
- Sabe que há tempos que só tenho olhos pra você.
- É bom mesmo. — Diz inflando as bochechas.
- Eu disse que você é fofo.
- Teme!
- Dobe?
- Hum?
- Você não tava cozinhando.
- Ai meu Deus! A tortaaaaaaaa... — Grita e sai correndo pra cozinha. Eu não disse? FOFO!
Enquanto ele estava na cozinha novamente, eu fui até o banheiro procurar um Kit de Primeiros Socorros o encontrando dentro do armário debaixo da pia. Limpei e passei algum remédio no corte colocando logo em seguindo uma gaze prendendo com esparadrapo. Guardei tudo novamente e desci em direção da sala para arrumar o pisca em volta da árvore, ao terminar fui para a cozinha ver como meu loirinho estava se saindo. Ao chegar vejo Naruto praticamente brigando com um peito de frango cozido tentando desfia-lo, e o mais engraçado é que ele tava perdendo a briga, ele pegava um pedaço e ele caia de sua mão em menos de um segundo. Eu ri e ele olhou pra mim implorando ajuda com os olhos. Fui até ele e peguei a bacia levando-a até a mesa onde me sentei e comecei a desfiar os peitos que ele cozinhou. Não sei pra que tanto frango. Ele veio até mim virando meu rosto em sua direção dando um selinho em meus lábios e dizendo um obrigado.
- Pra que tanto frango Naru?
- Ah! É que eu vou dividir entre o salpicão, a torta de frango que vou fazer depois e o arroz. AHHH! Prepare as suas lindas mãozinhas por que o salpicão é por sua conta.
- O QUE? Não, sabe que eu nunca acerto essa receita. — Digo emburrado me levantando da cadeira deixando o frango de lado.
- Por favor, Sasu. — Ah, droga. Esse olhar... Eu nunca resisto a esse olhar. - É só seguir a receita.
- Hn! Tá bem! — Digo fazendo um beicinho. Ele se aproxima de mim e morde meu beicinho.
- Depois eu que sou fofo. — Diz com um sorriso enorme.
- Humf. Baka. — Digo corando novamente. Isso acontece muito nos últimos dias. Droga, porque eu tive que me apaixonar por ele?
Ele vai ate um armário rindo, pega uma panela de pressão colocando um pouco de água e leva ao fogão colocando-a no fogo.
- Panela de pressão? Pra que? — Ele me oferece mais um de seus sorrisos caminhando ate a bancada lateral onde tinha uma bacia com um pano de prato cobrindo-a.
- É um lagarto*. Eu temperei hoje quando acordei e deixei descansando. Comprei ontem quando voltava do shopping.
- Hum! A tia sempre fazia lagarto no Natal não é?
- Sim! Mamãe gostava muito de cozinhar.
- E você herdou esse dom dela. Vamos ver se fica tão gostoso quanto o que ela fazia. — Digo vendo-o colocar o lagarto na panela e tampar.
- O ruim é que demora pra ficar pronto. E também não é nada barato um lagarto.
- Sim. Mas é muito gostoso. — Digo terminando de desfiar o último pedaço do frango. — Pronto.
- Ótimo. Vai pegando os ingredientes do salpicão e colocando ai na mesa. E nem venha com esse beicinho por que você vai fazer sim.
- AH! Tá bom querida esposa. — Digo ironicamente vendo-o corar.
- Cala a boca! E anda logo.
Eu rio um pouco e vou começando a procurar os ingredientes pelo armário e na geladeira, enquanto ele dividia o frango em três vasilhas menores. Peguei milho, ervilha, cenouras, bata-palha, uvas passas e etc... Fiz tudo de acordo com a receita e pus na geladeira pra esfriar. Espero que fique comestível. Porque né? Eu sou uma negação na cozinha, por esse motivo o Dobe que ta cozinhando.
As horas se passaram e a comida já estava praticamente pronta. Só faltava o peru terminar de assar no forno [o que aconteceria em exatos 37min.] e tudo estaria prontinho pra ser devorado por nós dois. E ainda eram 23hrs e 03min. Tínhamos pouco tempo antes da meia noite, mas daria tudo certo. Nesse curto tempo, eu como sou mais rápido fui tomar um banho primeiro, uns 10min depois, saio do banho e grito o Dobe dizendo que ele pode ir tomar banho agora e vou diretamente pro meu quarto me trocar. Antes de sair, pego na gavetinha do criado mudo um pequeno embrulho do tamanho da minha mão o guardando no bolso do meu casaco, logo em seguida abro meu guarda roupas e pego um presente consideravelmente grande e vou para a sala de estar o escondendo atrás da enorme poltrona que lá havia. Só espero que o que eu estou planejando também dê certo. Vou para a cozinha a fim de beber um copo de água e o Naruto também aparece na cozinha já de banho tomado. E como ele é perfeito, não sei como consegue ser tão lindo.
Exatamente as 23hrs e 40min o Dobem foi tirando o peru do forno e colocou no centro da mesa, logo em seguida pegando os demais pratos que tinha preparado e colocando também na mesa ao redor do peru. (Não vou colocar tudo o que imaginei, mas, imaginem uma mesa como aquelas de filme natalino, cheia de varias coisas gostosas pra comer).
- Nossa! Você caprichou hoje. — O elogio.
- A-ahh... Obrigado! — Diz envergonhado e suas bochechas adquirem um leve tom rosado.
- Já são 23hrs e 55min. — Digo olhando no relógio da sala de jantar. — Ta quase na hora. O que fazemos primeiro? Comemos ou trocamos os presentes?
- Bom, que tal trocar os presentes?
- Tudo bem então. Vamos à sala. — Caminhamos para a sala e ficamos esperando bater meia noite. Não muito tempo depois o relógio apita e o Dobe se atira em meus braços.
- Feliz Natal Teme! — Diz com os braços ao redor do meu pescoço e encostando sua testa na minha enquanto fazia uma leve caricia em meus cabelos.
- Feliz Natal Dobe! — Digo roubando-lhe um beijo apaixonado, circulando sua cintura com meus braços puxando-lhe pra mais perto do meu corpo. Algum tempo depois nos separamos e ele se afasta dizendo que ia a seu quarto buscar meu presente. Enquanto ele ia eu peguei o presente e coloquei sobre a mesinha de centro. Pouco depois ele volta com um embrulho médio em mãos e o estende pra mim.
- Espero que goste. — Diz enquanto eu pego, percebendo que era mais pesado do que aparentava. — Um dia você me disse que gostava disso e que queria muito comprar, então quando fui ao shopping eu vi e pensei que iria gostar. — Quando terminou de falar eu já tinha terminado de desembrulhar o pacote e vi na caixa escrito "Livraria Saraiva", quando abri meus olhos brilharam. Era a coleção completa dos livros de Harry Potter que eu tanto queria.
- Ai. Meu. Deus. Dobe... OBRIGADO! Era tudo que eu queria. — Digo puxando-o para um abraço de urso.
- De nada Sasu... Que bom que gostou. — Diz todo sorridente.
- Bem... Aqui o seu. - Digo pegando o embrulho grande e lhe entregando. — Eu vi como olhou pra ele quando o viu no shopping então eu comprei pra você deixar no seu quarto. — Digo vendo-o abrir uma caixa grande e tirar um enorme urso de pelúcia branco junto com um coração escrito "Eu te Amo!". Ele corou quando viu o que estava escrito e abraçou o urso junto com coração.
- Ai Sasu... É lindo. Obrigado!
- Bem, na verdade tem outra coisa também.
- Mais?
- Sim. Bem, sei que não sou muito de dizer que te amo, mas, quero que saiba que eu realmente amo você, muito, muito, muito... — Me aproximo dele segurando seu rosto com minhas mãos vendo seus belos olhos azuis se encherem de água. — E eu quero que saiba que, depois de tudo que passamos você é o que eu tenho de mais valioso. E... Eu seria o homem mais feliz do mundo se dissesse sim a minha próxima pergunta. - Digo me afastando dele e me ajoelhando em sua frente, tiro o pequeno embrulho do meu bolso e digo a frase que tanto ensaiei, abrindo em seguida a pequena caixinha deixando a mostra duas alianças de ouro branco com uma pequena pedra de safira em cada uma.. — Naruto Namikaze Uzumaki. Aceita ser meu namorado me fazendo o bastardo mais feliz do mundo?
- ... — Ele estava ali parado me olhando com os olhos arregalados, eu ja estava ficando angustiado achando que havia sido precipitado em fazer tal pedido assim do nada ate que ele pulou em meus braços derramando lágrimas e me deu um beijo demorado e apaixonado. — Sim, mil vezes sim. Eu te amo tanto Teme. Esperei tanto por isso.
- Também te amo meu amor. Minha raposinha! — Dou-lhe um selo nos lábios e tiro uma das alianças colocando em seu dedo anelar direito. Ele pega a outra e coloca no meu dedo anelar direito, selando assim o nosso compromisso com um beijo intenso.
- Estou tão feliz amor. Mamãe ia amar saber disso.
- Tia Kushina? Por quê?
- Ela vivia me dizendo que a gente ia acabar juntos.
- Hehehe... Mamãe também falava isso pra mim. Acho que também ia gostar muito.
- Bom, vamos comer? To morrendo de fome amor. - Diz pegando na minha mão e me arrastando pra mesa de jantar.
- E quando é que você não tá com fome? — Digo vendo-o servir em um prato um pouco de cada coisa que ele fez e me entregando, depois fazendo o mesmo pra ele.
- Nem é pra tanto Sasu. Acha que é mole me segurar depois que fiz tudo isso sem poder comer nadinha?
- Eu amo tanto você Dobe. Promete que nunca vai me deixar?
- Eu prometo! Não vai se livrar de mim fácil...
- Você me faz lembrar-me de um poeminha bem famoso.
- Ah é? Qual?
- "Não te quero por um dia,
Não te quero por um ano,
Te quero por toda a vida,
Te quero por que te amo."
Ao terminar de recitar ele tinha corado e estava com os olhos lacrimejando. Levantou do lugar vindo ate mim e me dando mais um beijo, um beijo de paixão e emoção. E foi nesse momento que percebi que não importa o que aconteça. Nada nem ninguém vão conseguir tira-lo de mim. Ele seria... Para sempre meu!
FIM!
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