Para Sempre Carrossel
46 3° Temp Capitulo 01
[1° Capítulo]
A garota correspondeu ao beijo, em nenhum segundo duvidara do que sentia em relação ao garoto. Era uma sensação única beijar o garoto que ela amava, e ali nada mais importava.
Cirilo naquele momento se sentiu tão enfurecido que se desvencilhou de Jaime que o segurava pelo braço e se aproximou do casal enquanto a maioria dos alunos ainda olhavam a cena sem entender o que estava acontecendo.
— Seu traíra. — Disse Cirilo ao chegar e puxar Daniel, fazendo com que o beijo enfim cessasse.
— Cirilo, eu… — Dizia Daniel quando o garoto lhe acertou um soco no rosto fazendo Daniel se curvar.
— Para Cirilo . — Gritou Maria Joaquina enquanto Jaime corria para segurar o garoto que parecia querer bater mais no “ex-amigo”. Jorge apenas ria vendo toda a situação. Alicia, Marcelina e Margarida correram para perto de Daniel fazendo um cordão de isolamento.
— Me solta Jaime, quero ver a cara desse fura olho traidor. — Gritava Cirilo.
— Uhuuuu , valeu chocolate. Encorajou Paulo .
— Vai Cirilo, mostra pra ele... — Completou Mario. Alicia fazia um sinal de negação com a cabeça, a garota não poderia estar mais decepcionada com os dois.
— Você não tem direito de falar isso Cirilo. — Disse Maria Joaquina que estava de frente para o garoto.
— Calma Cirilo. — Dizia Jaime tentando segurar o garoto.
— Não tenho o direito? — Perguntava ele ironicamente, quando Davi se aproximou para ajudar Jaime.
— Que barulho é esse? — Perguntou Lana para Adriano.
— Parece que está acontecendo algo lá fora. — Disse Adriano se levantando. Lana também se levantou e ambos sairão para ver o que estava acontecendo. Assim que chegaram, Lana percebeu exatamente o que estava acontecendo, a garota permaneceu estática enquanto via Daniel rodeado de pessoas enquanto Maria Joaquina discutia com Cirilo que era contida por Jaime.
— Você está bem? — Perguntou Margarida.
— Sim, isso não foi nada. — Respondeu Daniel se levantando e olhando Cirilo.
— Tem certeza? — Perguntou Alicia.
— Sim. — Disse ele dando um sorriso sem graça.
— EU passei minha vida inteira. — Dizia Cirilo agora descarregando todas suas magoas.
— Mas o que eu posso fazer? Perguntava Maria Joaquina. — Se eu não te amo. — Completou a garota.
— Não me ama? Claro que não me ama, sempre tem gente atrapalhando nosso amor. — Dizia Cirilo.
— Cirilo , se toca. — Disse Marcelina.
— Cirilo, eu… nunca quis te esconder isso. — Disse Daniel saindo de trás das garotas.
— Ah claro, não quis esconder. — Cirilo disse ironicamente. — Não me faça te dar outro soco, você está com ela não é de hoje, eu sei, eu vi vocês na quadra se beijando.
— É verdade que estávamos nos beijando na quadra, mas não faz tanto tempo assim que estamos juntos. — Respondeu Daniel enquanto Maria Joaquina o olhava.
— Pois é, por que você não me contou… Você sabe que eu sempre amei a Maria. — Dizia ele ainda tentando se desvencilhar.
— E adiantaria eu te contar? — Perguntou Daniel que finalmente tinha visto Lana perto da porta que dava pra sala de aula. — O garoto sorriu.
— Ainda ri da minha cara. — Disse Cirilo fazendo uma força sobre humana e conseguindo se desvencilhar. O garoto foi pra cima de Daniel mais uma vez e quando foi acertar outro soco em Daniel, Maria Joaquina se jogou na frente.
Por mais que Cirilo tenha percebido a investida da garota, não foi o suficiente para parar totalmente o golpe, que acabou acertando a garota que acabou caindo.
— Covarde. — Gritou Alicia. Cirilo, viu o que tinha feito e acabou recuando, todos os alunos ficaram paralisados. Até Jorge agora olhava sério a situação.
— Cirilo… Eu não me importo de você me bater. Não me importo que me xingue de traira, de fura olho, de judas ou o que for. — Dizia Daniel se aproximando do garoto que ainda olhava Maria Joaquina caída.
— Mas eu nunca, nunca vou aceitar.. Ver uma mulher… apanhar na minha frente… ainda mais se ela for a mulher que eu amo. — Disse aumentando a vós. Daniel segurou o garoto pelo colarinho e o ergueu com tamanha força que parecia possuído.
— Desculpa… não foi minha intenção. — Respondeu Cirilo tentando voltar ao chão.
— Nunca imaginei que você… tivesse esse lado. — Disse Daniel empurrando o garoto que caiu. Daniel se virou e agachou para ver como Maria Joaquina estava.
— Deixa eu ver isso. — Disse Daniel olhando para a leve vermelhidão que estava no rosto da garota.
— Não foi nada. — Disse ela sorrindo ao encontrar os olhos do garoto.
— Mesmo assim, vou te levar pra enfermaria. — Disse o Daniel segurando a garota e carregando ela pelos braços, sem falar mais nada, ele seguiu.
— Cirilo, acho que vamos ter que conversar depois, pois se conversarmos agora, eu posso não me segurar e te dar uma surra. Disse Jaime se virando e indo em direção a sala de aula.
— Vamos Carmem. — Pediu ele. Carmem consentiu com a cabeça.
O clima geral era de reprovação, até Paulo e Mario que no começo instigavam, agora pareciam se arrepender do ocorrido. Todos os outros alunos deixaram Cirilo caído no chão e entraram na sala sem falar nada, todos menos Jorge. O garoto estendeu a mão para que Cirilo se apoiasse nele.
— Belo show. — Disse Jorge rindo.
— Para de palhaçada, eu não queria ter feito aquilo. — Disse Jorge.
— Pois é, mais fez… — Completou o garoto fazendo Cirilo abaixar sua cabeça. — Agora não é hora pra você ficar tristinho. Está na hora de pensar antes de agir… e isso é o que eu faço de melhor.
— No que está pensando. — Perguntou Cirilo, parecendo mais calmo.
— Promete que vai me apoiar a acabar com o nerd. — Perguntou Jorge.
— Prometo. — Respondeu Cirilo sem titubear.
— Certo então, primeiramente, você pode dar adeus aos seus amiguinhos, graças a sua boa ação, todo mundo vai te evitar. — Disse o garoto.
— É… imaginei. — Disse Cirilo cabisbaixo.
— Beleza, então depois eu falo sobre meu plano.- Disse Jorge sorrindo enquanto ambos entravam na sala. Neste mesmo momento, Lana saia da sala rumo a enfermaria e logo chegou. Chegando lá ela viu enquanto uma enfermeira passava algo no rosto de Maria Joaquina enquanto Daniel olhava, resolveu se aproximar.
— Iai? Tudo bem. — Perguntou Lana.
— Isso não foi nada. — Respondeu Maria Joaquina sorrindo. — Ai… Só arde um pouquinho. — Completou enquanto a enfermeira continuava passando um algodão embebido em algum produto no rosto da garota. Daniel olhou a garota, se aproximou e deu um abraço apertado. Maria Joaquina ficou meio sem entender.
— Obrigado Lana… Se não fosse por você, talvez eu não me lembrasse de tudo. — Disse ele.
— Eu não fiz nada. Respondeu ela corando.
— Como assim? Perguntou Maria Joaquina.
— Acho que a Lana me ajudou e me lembrar quem eu era e quem eu realmente amava. — Disse Daniel olhando Maria Joaquina. — Lana se sentiu desconfortável, por mais que não quisesse, aquelas palavras doeram no coração da garota.
— Serio? — Perguntou Maria Joaquina deixando a enfermeira e se aproximando da garota.
— Muito obrigada. — Disse a garota abraçando Lana, que sorria da forma mais sem graça. — Mas como sabia… que eu e o Daniel…
— Já sabia a muito tempo… sou boa observadora. — Respondeu Lana.
— Te devo uma. — Completou Maria Joaquina, Lana mais uma vez riu sem graça. Sabia que aquilo aconteceria… mas não tão rápido, ou não daquele jeito… talvez a garota tinha esperanças de que mesmo Daniel lembrando do passado, ainda teria chance com o garoto.
— Volta aqui garota. — Pediu a enfermeira dando uma bronca em Maria Joaquina. A garota fez careta e voltou para que terminasse o procedimento.
— Então eu vou indo… — Disse Lana se virando.
— Espera… quero falar com você. — Pediu Daniel.
— Princesa… vou conversar com a Lana rapidinho e já volto. — Disse Daniel se virando para Maria Joaquina.
— Tá bom. — Respondeu ela. Daniel e Lana saíram da sala mas ainda sim, poderiam ser vistos, já que a parede e porta da enfermaria eram de vidro.
— O que foi? — Perguntou Lana.
— Queria saber se está tudo certo entre agente. — Perguntou Daniel.
— Como assim? — Disse Lana sem jeito.
— Bem, eu… te beijei meio a força e peço desculpas por isso… sinceramente eu não sei aonde estava com a cabeça. — Respondeu Daniel.
— Assim você me ofende. — Disse Lana.
— Não foi o que eu quis dizer e você me entende. — Completou Daniel.
— Não, eu sei… de boa, tudo certo. — Disse Lana sorrindo, não sabia se estava sorrindo direito mas se esforçou.
— Amigos? — Perguntou Daniel estendendo a mão. Lana ainda relutou um pouco mas acabou cedendo.
— Amigos. — Disse ela mentindo para se mesmo e quebrando a própria promessa de que confessaria assim que ele recobrasse a memória. Daniel sorriu e passou a mão no cabelo da garota assim como um irmão mais velho.
Lana viu enquanto Daniel voltava para a enfermaria com o coração apertado. Aquele último gesto de Daniel tinha deixado a garota com uma sensação tremendamente ruim.
— O que eu faço agora? — Perguntou a garota enquanto Olhava Daniel beijar Maria Joaquina.
[Continua]
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