Para Sempre Carrossel

44 2° Temp Capitulo 21


Capítulo 21

— Sim. — Respondeu lana, dando espaço no banco para que Daniel sentasse.

— E? -Perguntou ele olhando a garota com cara de deboche.

— Queria te pedir desculpas pelo tapa que eu te dei. — Respondeu ela sem olhar para o garoto.

— Ah, era isso, eu já sabia que aquilo foi uma cena. — Concluiu ele.

— Cena? Como assim? — Perguntou ela.

— Lana, olha pra mim. — Pediu ele vendo que a menina olhava para todos os lados menos para ele.

— Vai olha pra mim. — Pediu novamente, fazendo com que Lana o olhasse nos olhos.

— Desde o primeiro dia que eu te vi lá no hospital. — Começou ele.

— Aquele não foi o primeiro dia que nos vimos. — Disse cortando o garoto.

— Mas pra mim foi. — Respondeu ele. Lana sentia ser engolida cada vez que o olhava nos olhos, sentia que poderia perder as forças, que poderia ceder. — Eu percebi aquele dia que você sentia algo por mim. Por mais que eu não te conhecesse, você me conhecia. E Eu não sei aonde o meu antigo eu estava com a cabeça que não percebeu isso. — Completou ele.

— Você está enganado — Disse ela. — A garota tinha que negar, negaria ate a morte mas não diria para ele o que sentia… não enquanto ele estivesse daquele jeito. — Nunca senti por você mais do que amizade.

— Amizade? — Perguntou ele sorrindo. — Você não olha pra mim querendo amizade.

— E como você pode ser tão arrogante ao ponto de pensar que é irresistível? — Perguntou ela agora olhando para o garoto. — Você acha que pode me decifrar só pelo meu olhar?

Daniel se aproximou dela bem devagar e olhou profundamente em seus olhos, sentiu aos poucos que a garota ficou com a respiração mais pesada e por um segundo desviou o olhar.

— Sinceramente, acho que consigo sim. — Respondeu ele voltando a se sentar normalmente, o garoto olhou para o céu nublado.

— Você… — Começou Lana. — Alguma vez já esteve com a faca e o queijo na mão… mas sentiu que…- Dizia ela como se estivesse pescando cada palavra. — aquele momento não era o … certo para si servir? — Completou.

— Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar. — Disse Daniel.

William Shakespeare— Respondeu Lana, a garota se virou e encarou Daniel de verdade pela primeira vez em dias. Várias pessoas ainda faziam caminhada na rua e as nuvens começavam a trovejar.

— Daniel, eu … — Disse ela se aproximando muito lentamente do rosto do garoto. Daniel simplesmente ficou parado esperando a ação da garota. Lana chegou tão perto que seu nariz começava a se encostar ao de Daniel.

Enquanto isso na festa. Jaime e Carmem eram só chamegos. A garota estava sentada em uma das pernas do garoto e fazia cafuné em seu cabelo. Jaime estava mais serio apesar de fazer uma carinho nas costas da garota uma hora ou outra.

— No que está pensando? — Perguntou ela.

— Eu te falo depois. — Respondeu ele, não queria começar um relacionamento tendo que mentir, mas não poderia falar ali aonde qualquer um pudesse ouvir. O garoto queria muito falar com Cirilo e entender o por que de ter feito aquilo.

— Não pode falar agora. — Perguntou ela novamente.

— Posso… mas não vou. — Disse ele sorrindo e dando um leve toque no nariz da garota. — Curiosa. — Decretou ele, fazendo a garota sorrir também.

Enquanto isso, Kokimoto voltava a mesa depois de dançar com Bibi. Mario assim que se viu livre, foi ter com Alicia que estava sentada. Paulo assim que viu aquilo, largou Marcelina no vácuo e foi atrás do garoto.

— Será que nós podemos conversar? — Perguntaram os dois ao mesmo tempo.

— Eu cheguei primeiro. — Disse Mario olhando para Paulo.

— Não, e cheguei primeiro. — Respondeu o garoto.

— Chegaaaaaaaa. Disse Alicia atraindo a atenção dos dois.

— Vocês não vão aprender nunca… — Concluiu ela.

— Alicia, agente precisa conversar, quero te mostrar que eu sou o cara certo pra você. — Respondeu Paulo.

— Se me der uma chance eu vou ter fazer a garota mais feliz do mundo – Dessa vez , Mario.

— Olha, se querem saber, depois do que aconteceu hoje. — Disse Alicia. — Não sei se quero ficar com um de vocês. Completou deixando os dois no vácuo e saindo dali. Mario e Paulo se olharam mais uma vez.

— Daniel. -Disseram os dois juntos.

— Ele hipnotizou a Alicia, só pode. — Disse Mario.

— E fica pagando de santinho. — Completou Paulo.

— E agora, o que agente faz? — Perguntou Mario, Paulo olhou o garoto fazendo sinal de negativo.

— Se enxerga maluco, vai caçar seu rumo, pensa que esqueci o que você fez. — Disse Paulo.

— Claro que não esqueci, só achei que queria ajuda para dar uma lição naquele santinho. — Respondeu Mario.

— Não preciso de um traidor como você pra nada. — Declarou Paulo saindo de perto.

— É vamos ver então. — Disse o Mario olhando enquanto Paulo se afastava.

— E então Adriano, quer fazer algo no final de semana? — Perguntou Laura que não parava de dançar.

— Humm, não sei, o que você quiser. — Respondeu ele.

— Que tal irmos na praia? — Perguntou ele.

— Mas não é muito longe?- Laura questionou.

— Bem… — Pensou ele, podemos ir de ônibus, não fica tão caro e acho que não gasta mais que meia hora.

— Nossa, é uma ótima ideia, vou chamar as meninas também. — Disse Laura deixando o garoto na pista de dança e puxando Valéria que dançava com Davi.

— Mas era pra ser só… — Dizia ele quando a garota já estava longe. — Nós dois, ahh tudo bem então.

As meninas fizeram um grupinho e começaram a conversar., até Carmem tinha deixado Jaime de lado para saber o que Laura queria dizer.

— Garotas, já temos o que fazer no final de semana. — Completou ela.

— E o que seria? — Perguntou Valéria

— O Adriano teve a ideia… Por que não vamos todos para a praia no final de semana? — Perguntou ela animada. A reação das meninas foi uniforme, todas adoraram a ideia. Já planejavam biquínis e produtos para comprar.

— Tenho que avisar pra Maria Joaquina e pra Margarida. — Disse Valéria.

— Será que os meninos vão topar? — Perguntou Carmem.

— Obvio que sim. — Disse Valéria antes de pegar o celular. O Davizinho vai aonde eu vou.

— Alô … — Disse Valéria.

— Pois não Valéria. — Disse Maria Joaquina sem empolgação.

— Você está convocada a ir a praia com agente no final de semana. — Intimou a garota.

— Não sei Valéria, pode ser. — Respondeu ela.

— Então está combinado. — Completou Valéria desligando o celular. — Nossa ela está bem desanimada… talvez o jantar tenha sido chato. Beleza agora só falta Margarida.

— Margarida… conseguiu falar com sua tia? — Perguntou Valéria assim que a escultou a voz da amiga.

— Sim, consegui adiar para o inicio da semana que vem. — Respondeu ela . — Já Mudei o dia da passagem.

— Que bom por que temos o que fazer no final de semana. — Disse Vléria.

— E o que seria? — Perguntou ela.

— Praia. — Respondeu Valéria.

— Estou dentro, pode contar comigo. — Respondeu Margarida.

— Isso ai, então nos vemos amanha. — Respondeu Valéria.

— Tomara que não chova né. — Disse Margarida desligando o celular. — Com esse tempo maluco, tem que torcer mesmo. — Completou olhando para o céu que começava a cair algumas gotas.

Lana sentia a respiração ofegante de Daniel. Os dois estavam muitos próximos quando um pingo de água caiu em cima da cabeça da garota que se afastou. A chuva começou a engrossar de modo que molhava os dois. Daniel pegou sua jaqueta e cobriu os dois da chuva que caia.

— Vamos, eu te levo pra casa. — Disse o garoto.

— Tá bom. — Respondeu ela. Os dois caminharam silenciosamente durante uns 10 minutos até chegarem perto da casa da garota. O casal juntinho debaixo apenas da jaqueta que os protegia da chuva.

— Pronto, está entregue. — Disse ele agora olhando a garota.

— Sim… Daniel… Eu… — Começou a garota.

[Continua]