Para Sempre Carrossel

31 2° Temp Capitulo 08


Capitulo 08

— Vai Daniel, por favor, só meia hora. — Disse Alicia

— O que que custa? — Reforçou Marcelina.

— Além do mais, é por uma boa causa, A diretora Helena disse que todo o dinheiro arrecadado será todo doado para um orfanato que tem aqui perto.

—Tá bom, tá bom mas só por meia hora. — Disse Daniel se dirigindo para trás da barraca.

— Muito obrigado Daniel, tenho certeza que vai ser divertido. — Disse Marcelina.

— Pra quem? — Perguntou Daniel

— Pra todo mundo horas. — Disse Alicia sorrindo.

Não demorou cinco minutos e uma fila gigantesca de garotas de todas as series se formou na frente da barraca.

— Caramba, não sabia que daria tanta menina assim. — Disse Alicia sorrindo.

— Nossa barraca do beijo vai bombar agora. — Disse Marcelina enquanto as duas riam. Daniel não parecia muito satisfeito com a situação mas honraria sua palavra, olhou o tamanho da fila e coçou a cabeça. Tinha garotas de varias idades e de todos os tipos, feias, bonitas, magrinhas, gordinhas e agora, Daniel teria que dar um selinho para cada garota que pagasse um real.

— Aonde eu fui me meter. — Pensou o garoto.

Enquanto isso Kokimoto levava Bibi para um lugar mais afastado, aonde pudesse conversar a sós. Assim que se afastaram um pouco o japonês se aproximou da ruivinha.

— Bibi, faz tempo que eu quero conversar com você. — Disse ele.

— Sobre o que Koki? — Perguntou ela já imaginando sobre o assunto. O garoto começou a suar frio e sentir seu estomago revirar.

— Bem é que.... ( Pausou ele)

— O que Koki... Fala. — Disse Bibi. O garoto estava praticamente mudo, estava muito envergonhado. Gostava tando da menina e aquele era o momento.

— Queria saber se você aceita. — Disse ele pausadamente se olhar nos olhos de Bibi.

— Aceita? — Disse Bibi tentando incentivar Koki, ela já sabia do que se tratava, inclusive já tinha uma resposta, mas queria ouvir o garoto confessar tudo o que sentia por ela.

Nesse mesmo tempo, Maria Joaquina perambulava pelas barracas, a garota até estava se divertindo, o que era bem mais fácil sem a presença do Jorge. Estava jogando argolas quando sentiu alguém tocar seu ombro delicadamente. A garota se virou para ver quem era e não deixou de ficar surpresa.

— A quanto tempo hein. — Disse Margarida que passava pelo local e viu a garota.

— Pois é. — Disse Maria Joaquina, as duas nunca foram grandes amigas mas também nunca foram rivais quer dizer até agora.

— Iai já largou o Jorge ou ainda está com aquele mala. — Perguntou Margarida sorrindo enquanto se alinhava ao lado da garota.

— Ainda estou com o mala. — Disse Maria Joaquina sorrindo. Ambas agora jogavam argolas.


— E cade ele agora? — Perguntou Margarida.

— Ele disse que foi resolver uns assuntos de família, mas não sei. — Disse ela sem querer.

— Por que não sabe? — Perguntou Margarida.

— Ah nada não. — Disse enquanto acertava três argolas. Margarida olhou Maria Joaquina nos olhos.

— Parabéns mocinha. — Disse o senhor da barraca enquanto dava um pequeno premio a Maria Joaquina.

— Posso te perguntar uma coisa Maria? — Disse Margarida com o tom serio na voz.

— Claro. — Respondeu ela.

— Você sabe se o Daniel está gostando de alguém? — Perguntou Margarida. Maria Joaquina sentiu seu coração quase sair pela boca. Será que aquela pergunta tinha sido especifica para ela?

— Olha... o Daniel tem muitas admiradoras mas não sei se ele está afim de alguém. — Disse Maria Joaquina tentando disfarçar.

— Ah, beleza então, se souber de algo me avisa viu. — Disse Margarida deixando Maria Joaquina pensativa. De longe Adriano olhava a cena, teria que reportar a Lana tudo que Margarida fizesse durante a festa.

Cirilo não estava tendo sorte, o garoto procurava Maria Joaquina incessantemente, sem sucesso. Ele andava, andava, andava e não conseguia encontrar sua paixonite.

— Será que ela foi embora? Não é possível que ela esteja aqui. — Pensou o garoto.

Enquanto isso Lana chegava na barraca da Laura. Era uma das barracas mais cheias de toda a festa. Com certeza Laura tinha o dom e parece que seus quitutes estavam agradando e muito.

— Iai Laurinha. — Disse Lana.

— Oi Lana, quer alguma coisa? — perguntou a garota.

— Hummmm.... Deixa eu ver. — Disse Lana olhando a vitrine com muitas variedades.

— Fica a vontade. — Disse Laura enquanto atendia outros clientes.

— Me dá uma maça do amor Laurinha, faz tempo que não como uma. — Disse Lana tirando o dinheiro da bolsa.

— Aqui... — Disse Laura satisfazendo o pedido de Lana.

A garota deu uma mordida e escutou uma conversa entre duas garotas que estavam próximas, ambas pareciam muito animadas

— É verdade, ele está lá. — Disse uma delas.

— Não posso acreditar, nós temos que ver isso. — Respondeu a outra.

— Claro, guarda pelo menos um real ai, se não você vai perder essa oportunidade. — Disse .

— Já tenho aqui, mas acho que irei gastar três reais, afinal não é todo dia que se pode dar um selinho em Daniel Zapata.

— Ah isso é verdade. — Disse a outra.

— Então vamos? — Perguntou

— Vamos. — Respondeu a garota.

— Humm, que interessante. — Disse Lana sorrindo , comendo sua maça do amor, a garota seguiu as meninas. Queria ver se realmente Daniel estava na barraca dos beijos.

Enquanto isso Kokimoto tenta se expressar para Bibi.

— Queria saber se você aceita... — Dizia ele sempre empacando nessa hora.

— Fala Koki, já estou ficando nervosa. — Disse Bibi. Kokimoto suspirou e colocou a mão no bolso.

— Aceita ser minha namorada? — Perguntou ele tirando do bolso uma caixinha. O garoto abriu a pequena caixa e mostrou dois lindos anéis de prata.

— Você quer que eu seja sua namorada? — Perguntou Bibi, a garota queria ouvir mais uma vez o garoto dizer.

— Com todas as forças que eu tenho. Faz tempo que gosto de você e só ultimamente tive coragem de me aproximar. Você é a garota mais linda que eu conheço e seria uma honra ter você como namorada. — Desabafou o japonês que de tanta vergonha olhava para o chão.

Bibi se aproximou do garoto e delicadamente com as mãos, ergueu o rosto do menino para que ambos se olhassem nos olhos.

— Claro que eu aceito ser sua namorada, nada me faria mais feliz. — Respondeu ela com um leve sorriso no rosto. Aquelas palavras inundaram o coração de Kokimoto com um mar de felicidade.

O garoto tirou um dos anéis da caixinha e colocou no dedo da menina e sem seguida fez o mesmo em si. Ambos estavam muito contentes e sorriam o tempo todo. Kokimoto enfim se aproximou mais da garota e lhe beijou, um beijo longo e apaixonado. Enfim o Japonês estava se sentindo o homem mais realizado do mundo. Os dois se abraçaram e voltaram para a festa.

Enquanto isso, Jaime procurava uma maneira de atrair a atenção de Carmem que passava pra lá e pra cá o tempo todo, afinal ela era o “cupido” da festa.

— Já sei. — Disse Jaime, o garoto pegou um papel e uma caneta e escreveu um bilhete.

Enquanto isso, Daniel já estava cansado de tanto selinho que já tinha distribuído e o pior a fila não parecia diminuir.

— Alicia. Marcelina, vocês podem dar um jeito. A meia hora já está quase terminando. — Disse ele. As meninas admiravam o pote de moedas que já tinha mais de cem reais.

— Calma Daniel, só mais um pouquinho. — Disse Alicia. — Marcelina, toma conta ai que vou comer alguma coisa.

— Tá bom amiga, vai lá. — Disse Marcelina sorrindo. Alicia saiu dali rumo a barraca da Laura mas antes foi barrada por uma pessoa.

— Alicia, nós precisamos conversar. — Disse Paulo.

— Olha Paulo nós já conversamos o que tinha para conversar. — Respondeu ela seca.

— Eu não acho, você nem quis me ouvir, aquilo não foi uma conversa. — Respondeu Paulo. O garoto estava inconformado com o jeito que a situação acontecera.

— Pra mim foi uma conversa e ela já chegou ao fim. — Disse Alicia que começou a andar.

— Espera ai, você vai ter que me escutar. — Disse Paulo segurando a garota pelo braço.

— Aquilo tudo foi uma armação para nos separar, será que você não entende? — Perguntou Paulo.

— Ah tá certo, e quem iria querer isso? — Perguntou Alicia

— Eu não sei, mas se eu descobrir essa pessoas vai estar ferrada. — Disse ele, Alicia olhou nos olhos do rapaz e ele pareceu estar falando a verdade. Mas infelizmente, a cota de confiança da garota já tinha se esgotado.

— Olha Paulo , não quero saber disso mais, só deixa eu seguir meu caminho e você segue o seu. — Disse Ela.

— Não posso e não quero. — Disse Paulo.

— Paulo, deixa a garota em paz. — Disse Mario que chegava por trás.

Nesse mesmo momento, Lana entrava na fila. Assim como as outras garotas, não perderia a chance de ganhar um selinho do garoto mais popular da escola, além do mais, ultimamente ela toda vez que ela via o garoto, sentia algo diferente.

Daniel continuava a distribuir seus selinhos, claro que uma hora ou outra pintava meninas super bonitas, mas sua mente estava em Maria Joaquina. Se perguntava se a garota ainda estava na festa.


Enquanto isso Jaime corria atrás de Carmem, o garoto queria entregar o bilhete para ela e enfim depois de alguns minutos conseguiu alcançar a menina.

— Carmem, eu tenho um recado aqui. — Disse ele meio ofegante.

— Hummm, e pra quem quer que eu envie? — Disse Carmem olhando o destinatário.

— É pra mim?? — Disse ela toda contente.

— Sim, você é a única garota que merece meu recado. — Disse ele meio sem pensar, fazendo com que Carmem corasse as bochechas.

— Obrigadinha. — Disse ela dando um abraço em Jaime.

— Vou guardar na minha bolsa e depois eu leio tá. Disse ela.

— Claro. — Disse ele sorrindo.

— Preciso ir, depois nos vemos. — Finalizou ela.

— Eu vou esperar. — Disse ele mais uma vez. Jaime não acreditou que tinha dito tudo aquilo, mas se sentiu muito satisfeito com seu desempenho. O garoto estufou o peito e andou de volta para a barraca da Laura.

Enquanto isso, Daniel só pensava em Maria Joaquina e já dava os selinhos praticamente no automático.

— Minha vez. — Disse uma voz que Daniel conhecia.

— Oi Lana. — Respondeu o garoto.

— Iai aonde coloco o dinheiro? — Perguntou a menina.

— Não acredito que até você vai entrar nesse jogo. — Disse Daniel.

— É por uma boa causa não é. — Disse ela tirando uma nota de cem da bolsa

— Cem reais??? — Perguntou Marcelina incrédula, você não vai querer dar cem selinhos nele vai?

— Não, claro que não. — Lana olhou Daniel nos olhos. — Só acho que o beijo dele vale muito mais que um real. — Completou Lana. Marcelina fez cara feia enquanto Lana chamava Daniel para se aproximar com o dedo indicador.

Daniel se aproximou um pouco e sentiu quando as mãos de Lana tocaram seu rosto. A garota o puxou lentamente em direção e ela, deu um leve sorriso e fechou os olhos. Com a boca semiaberta ela deu um beijo no garoto que permaneceu com os lábios cerrados. Daniel sentiu um arrepio quando a garota o beijou, e assim que o beijo cessou , Lana abriu os olhos para novamente sorrir.

— Não foi tão mal assim foi? — Perguntou ela sorrindo. Daniel permaneceu ali petrificado enquanto Marcelina olhava tudo com reprovação.

— Bem depois nos vemos. — Disse Lana, a garota sem saber por que, estava sentindo uma alegria enorme no peito.

— Marcelina, acho que já chega, com o dinheiro da Lana, acho que tá bom. -Disse ele se retirando sem falar nada.

Marcelina olhou enquanto o garoto saia.

— Droga, poderia ter feito o mesmo que a Lana.- Disse ela ainda se martirizando por não aproveitar a chance de beijar o garoto que gostava.


— Olha Mario você não tem nada a ver com a historia, vaza daqui. — Disse Paulo. Mario se posicionou na frente da Alicia, fazendo com que Paulo mal pudesse vê-la.

— Escutei muito bem ela dizer que não queria mais conversa, então respeite a vontade dela assim como você disse para que eu a respeitasse um dia.

— Já disse pra não se meter. — Disse Paulo.

Nesse momento Cirilo avistava Maria Joaquina pela primeira vez no dia e melhor, estava sozinha.

— Até que enfim achei você.

[Continua]