Para Sempre Carrossel

18 1° Temp Capítulo 18


Capitulo 18

No outro dia Davi chegou parecendo que estava em um velório. O garoto emanava tristeza, apesar de todas as brigas, ele gostava de Valéria, e não queria terminar o namoro. Mas a mensagem tinha sido clara, o que ele poderia fazer?

Já o oposto de Davi era Paulo, o garoto era um poço de felicidade, rindo para todos os cantos, nem parecia o... Paulo. Laura observava tudo de longe quando Alicia chegou, toda sorridente.

— Ai posso saber o por que desse sorriso tão romântico? – Perguntou a menina.

— Ah, Laurinha, chega mais aqui que eu te conto. – Disse Alicia enquanto Laura se aproximava da garota.

— Ontem a noite eu e o Paulo saímos. – Disse ela.

— Paulo. – Falou alto Laura.

— Pssssssssiu, fala baixo. Sim o Paulo, nós saímos ontem, nos divertimos muito e acabo rolando de nós ficarmos. – Completou Alicia.

— Nossa, que romântico, mas ainda não acredito... o Paulo? Irmão da Marcelina? – Dizia Laura.

— Sim, ele mesmo. – Respondeu Alicia.

— A Marcelina já sabe? – Perguntou Laura.

— Ainda não, vou contar pra ela agora. – Disse Alicia avistando a garota.

—Ahh, isso é tão romântico... Mesmo sendo o Paulo. – Disse Laura enquanto Mario se aproximava.

— Oi Laurinha, como está sendo seu dia. – Disse ele todo galanteador.

— Ótimo, ainda mais depois de ouvir coisas tão românticas. – Completou a menina.

— Vi que você estava conversando com a Alicia. – Disse ele tentando disfarçar. O garoto havia prestado atenção em Paulo e depois de ver Alicia, ele teve uma leve suspeita.

— Estava sim, ela está bem feliz, mas também, depois de uma noite romântica, quem não ficaria feliz. – Disse a menina.

— O que aconteceu? – Perguntou ele.

— Não posso te contar. – Disse Laura. Mario se aproximou, e colocou sua mão no queixo da garota.

— Que isso Laurinha, você sabe que pode confiar em mim. – Disse Mario. A garota se derreteu no mesmo instante.

— Promete não contar pra ninguém? – Perguntou ela.

— Claro, pode contar comigo, sou um tumulo. – Respondeu ele.

— É que a Alicia e o Paulo saíram ontem e depois de se divertirem, os dois acabaram ficando. – Disse Laura toda feliz. Já Mario não pareceu muito feliz, o garoto estava com muita raiva. Quer dizer que o Paulo era melhor que ele? O que o outro tinha que ele não. Não deixaria aquilo assim tão fácil.

— Ahhh então o plano deu certo. – Disse ele, esperando que Laura ficasse curiosa.

— Que plano? – Perguntou ela.

— Desculpa Laura mas eu não posso te falar, você é amiga da Alicia. – Disse ele.

— Me conta, por favor, eu confiei em você, você tem que confiar em mim. – Disse ela.

— Tá bom , mas primeiro promete que não vai contar pra ninguém. – Disse ele.

Nesse Momento Lana passava por perto e escutou que o garoto iria contar um segredo para a menina. Mario sorria por dentro.

— Eu prometo, me conta logo. – Disse Laura impaciente.

— Bem, é que eu e o Paulo armamos um esquema para que ele pudesse ficar com a Alicia. Eu iria forçar a barra com ela e ele apareceria me tirando da jogada se fazendo de herói. Depois era só jogar um charminho que ela cairia. – Contou ele.

— Não acredito nisso. – Disse Laura. Lana que ouviu tudo achou muito suspeito a historia, ela havia presenciado o ocorrido e podia falar com toda certeza que tinha tudo sido real.

— Pois pode acreditar, inclusive eu nem achei que funcionaria pela Alicia ser uma garota esperta.- Disse ele.

— Mas eu tenho que contar isso para a Alicia. – Disse Laura. Nesse momento, Lana se afastou.

— Olha você me prometeu heim. – Disse ele levantando uma das sobrancelhas. Sabia que Laura não conseguiria ficar com a boca calada diante de tal fofoca, e esperava que ela contasse tudo para Alicia.

— Ta bom. – Disse ela, saindo de perto do garoto. Mario não daria cinco minutos para que a gordinha contasse tudo para Alicia.

Não deu outra, Laura foi direto falar com Alicia, a garota olhava para traz , queria ter certeza que Mario não estava olhando, afinal ela tinha prometido que não contaria. Alicia estava perto de Marcelina, então Laura ficou meio sem jeito.

— Alicia, posso falar com você. – Disse Laura toda seria.

— Que isso Laura. Parece que você foi com o Davi para um funeral. – Disse ela sorrindo com Marcelina.

— É urgente. – Disse a garota.

— Tá bom ,pode falar. – Disse Alicia.

— A sós. – Disse Laura. Marcelina não gostou muito da idéia, mas concordou.

— Tudo bem, preciso ir ali falar com a Carmem mesmo. – Disse ela saindo.

— Pronto, pode falar Laurinha. – Disse Alicia.

— Tá preparada? – Disse Laura.

— Credo Laura, está começando a me assustar. – Disse a garota. Laura se aproximou da menina e disse bem baixinho.

— Foi tudo uma armação. – Disse Laura.

— O que? – Perguntou Alicia.

— Mario me contou que forçou a barra com você na festa para que o Paulo se passasse por herói, ai teria mais chances com você. – Disse Laura na lata. O mundo de Alicia caiu naquele momento. A garota perdeu o chão e para ela aquilo parecia muito plausível já que Mario e Paulo sempre foram muito amigos.

— Mas... Não acredito que ele fez isso comigo. – Disse Alicia querendo chorar.

— É do Paulo que estamos falando Alicia, abre os olhos. – Disse Laura quando algumas lagrimas deixavam os olhos da amiga.

— Eu achando que ele estava gostando de mim. – Disse Alicia. Laura se aproximou e abraçou a garota.

—Calma que logo isso passa, você é uma garota excepcional e tem muitos pretendentes. Não precisa sofrer por alguém como o Paulo. Laura pegou o rosto da garota com as duas mãos e olhou em seus olhos.

— Você não merece sofrer, na verdade nem sei como você está sofrendo por algo como aquele garoto. – Completou Laura.

—É que... eu ... sempre gostei... dele. – Confessou Alicia para surpresa de Laura

— Tudo bem, calma, isso vai passar. – Disse ela abraçando a amiga.

— Olha, eu prometi para o Mario que não contaria para você, mas não poderia deixar você ser enganada. – Disse Laura.

— Tudo bem. – Disse Alicia se recompondo.

Enquanto isso Lana se aproxima de Davi e Cirilo que conversavam.

— Nossa que cara é essa Davi? – Perguntou a garota.

— Nada não. – Disse ele

— É que a Valéria deu um pé na bunda dele. – Disse Cirilo.

— Cirilo...- Bradou Davi.

— Eu só quis dizer. Disse Cirilo com seu habitual gestos com as mãos.

—Ah então é isso. – Disse Lana sorrindo por dentro.

— É mas, eu não vou desistir assim tão fácil não. – Disse Davi decidido.

— Você está mais que certo, temos que lutar pelo que queremos. – Disse a garota.

— Belas palavras. – Disse Cirilo.

— Escuta, vocês não estão afim de correr comigo hoje a tarde? – perguntou a garota.

— Eu estou. Disse Cirilo prontamente.

— Ah, acho que vou passar. – Respondeu Davi.

— Que isso Davi, o mundo não acaba por causa de relacionamentos não. – Disse Lana.

— É mas o meu acabou, quem sabe outra hora. – Disse o garoto se retirando.

— Que horas então? – Perguntou Cirilo.

— Lá pelas cinco da tarde, pode ser? – Perguntou a garota.

— Claro. – Disse Cirilo animado.

— Combinado. – Respondeu a garota saindo.

A maioria dos outros alunos conversavam sobre o amigo secreto que se aproximava, todos queriam saber quem havia saído com quem, e as especulações rodavam todas as conversar.

Maria Joaquina conversava com Valéria perto dos banheiros. A garota não parecia muito satisfeita e as duas desabafavam uma com a outra.

— Sabe eu sempre dei tudo de mim nesse relacionamento, mas eu cansei. – Disse Valéria.

— É eu sei como é isso. – Disse Maria Joaquina.

— Ele ficava babando por outras ai enquanto eu só pensava nele. – Continuou Valéria que parecia descontrolada.

— As vezes os namorados são muito egoístas, não pensam na gente. – Disse Maria Joaquina.

— Ontem foi o ponto final, terminei com o Davi. – Disse ela decidida.

— Em definitivo? – Perguntou Maria Joaquina.

— Sim, quer dizer, não, quer dizer... Não sei. – Disse ela toda confusa.

— Posso te confessar uma coisa? – Perguntou Maria Joaquina. Nesse momento Cirilo que estava no banheiro escutou o que a garota falava.

— Estou pensando seriamente em terminar com o Jorge. – Decretou Maria Joaquina.

— Serio? Vocês parecem que se dão tão bem – Disse Valéria.

— É, as aparências enganam. – Disse Maria Joaquina. – Já tentei de tudo para melhorar a personalidade do Jorge, mas não dá, uma relação de um lado só não existe.

— Só eu cedo, ele nunca cede e para dar certo, os dois tem que ceder. – Completou Maria Joaquina.

— Nossa, então não sou só eu que estou com esse problema. – Disse Valéria.

— E tem mais. – Disse Maria Joaquina.

— O que? – Perguntou Valéria

— Acho que estou gostando de outro. – Disse Maria Joaquina. Nesse Momento Cirilo se desequilibrou e acabou caindo provocando um barulho. Aquela noticia fez o garoto ir as nuvens. Talvez aquela dança com a garota tivesse aberto seus olhos para o garoto que ele era.

— Ouviu isso? – perguntou Valéria enquanto olhava para o banheiro masculino.

— Sim. – Disse a amiga. Seguiu-se um silencio e logo elas voltaram a conversar.

—Mas me conta, quem é esse outro? – Perguntou Valéria curiosa.

— Segredinho . – Respondeu Maria Joaquina fazendo cara de sapeca.

— Ahhh, você fez isso só pra me deixar curiosa. – Disse Valéria fazendo careta. Maria Joaquina apenas sorriu para a amiga. Enquanto o sinal para a aula tocava.

— Vamos? – Perguntou Maria Joaquina.

— Vamos. Respondeu a garota enquanto andavam rumo a sala. Cirilo enfim saiu do banheiro, ajoelhou e levantou as mão para os céus.

— Graças, sabia que isso iria acontecer um dia. – Disse ele quando algumas garotas saíram do banheiro feminino e viram o garoto ajoelhado. Cirilo imediatamente se levantou constrangido enquanto as meninas saiam rindo. O garoto correu para a sala afinal, a aula já estava para começar.

Logo as aulas passaram e o tocava o sinal para o intervalo. A primeira coisa que Cirilo fez, foi ir conversar com Maria Joaquina. O garoto mal esperou a patricinha sair da sala para conversar com ela. Jorge assistia tudo de sua carteira.

— Iai Maria Joaquina, como você está? – Disse ele todo empolgado.

— Estou bem Cirilo, e você? – Perguntou a garota.

— Melhor agora. – Disse ele dando uma piscadela para a garota. Maria Joaquina ficou sem entender o garoto e acabou sorrindo da situação. Se lembrou que Cirilo não mudara nada.

O garoto ficou parado olhando a menina sem saber o que fazer ou falar até que.

— Você não cancã não, zé mané. – Disse Jorge que chegava. Cirilo fechou a cara.

— Bem, depois a gente se fala Maria. – Disse ele saindo. Não via a hora de Maria Joaquina dar um pé na bunda do garoto e correr para seus braços.

— Não sei pra que você fica dando bola pra esse zé ninguém. – Disse Jorge. Maria Joaquina o olhou com a cara fechada e saiu sem ao menos dizer uma palavra.

Lana que estava em sua carteira observando a cena se levantou para sair.

— Sabe , você é diferenciado, não deveria ser tão inseguro assim. – Disse ela passando por Jorge.

— É verdade, nosso nível é outro. – Disse ele levantando a cabeça o mais alto que pudesse e saindo. Lana sorriu, como era fácil elevar o ego de alguém esnobe.

No intervalo Paulo viu Alicia sentada sozinha e se aproximou da garota.

— Iai gatinha, pronta para outra? – Disse ele todo inocente.

— Me deixa em paz seu idiota. – Respondeu ela rispidamente.

— Como assim? Idiota? – Perguntou ele sem saber o que estava acontecendo.

— É isso que você escutou ou está surdo, ME DEIXA EM PAZ. – Disse Alicia se retirando sem dar chances para que o garoto dissesse qualquer coisa.

— Mas o que foi isso? – Se perguntou o garoto.

Não demorou para que o pequeno intervalo passasse. As três aulas seguintes foram entediantes mas assim que bateu o sino os alunos começaram a sair rapidamente.

— Vejo você a tarde Cirilo. – Disse Lana para o garoto antes de sair.

Logo era tarde e Lana chegava na praça. Dessa vez a garota estava com uma suplex que cobria todo o seu corpo. A garota começou a se alongar e ao olhar em volta viu que Cirilo ainda não tinha chegado mas viu alguém que conhecia correndo.

— Que grata surpresa. – Disse a garota quando viu Daniel correndo. A garota largou o alongamento e correu o maximo que pode para se aproximar do garoto que corria com fones de ouvido. Quando estava para se aproximar ela fez um esforço e tocou a costela do garoto com a mão. Daniel se virou imediatamente .

— Ah, oi Lana. – Disse ele.

— Posso te acompanhar enquanto meu par não chega? – Perguntou Lana fazendo biquinho.

— Pode sim, — Disse ele sorrindo.

— Que bom. – Respondeu Lana piscando.

—Mas você vai ter que correr pra me acompanhar. – Disse Daniel voltando a correr.

—É , eu queria mesmo ver do que é capaz. – Pensou Lana começando a correr.

[Continua]