Para Sempre Carrossel

22 1° Temp Capítulo 22: Season Finale


Capitulo 22: Season Finale

— Ah Valéria, você e suas confusões. — Respondeu Cirilo.

— Por favor Cirilo, nunca te peço nada. — Disse ela fazendo carinha de cachorro abandonado.

— Aina mais agora que tenho chances reais de conquistar a Maria Joaquina. — Disse ele sem querer.

— Como é? — Perguntou ela.

— Nada não, bobeira. — Disse ele, não queria contar pra Valéria que tinha ouvido a conversa entre Maria Joaquina e ela. Valéria tinha escutado o que o garoto tinha falado, mas não quis dizer nada, afinal não sabia por quem a Maria Joaquina estava interessada.

— Então, por favor Cirilo. — Continuou Valéria.

— Por quanto tempo? — Disse ele.

— Só por alguns dias, prometo. — Respondeu ela, o garoto pensou por mais alguns segundos , queria ajudar a amiga, mas isso poderia atrapalhar ele.

— Olha Valéria, eu aceito. — Concluiu ele.

— Obrigaaaaaadddaaaaa. — Disse ela dando um abraço no garoto.

— Mas com uma condição. — Revelou Cirilo.

— E qual seria essa condição? — Perguntou Valéria.

— No momento que eu achar que isso passou dos limites, nós acabamos com essa brincadeira. — Disse ele.

— Tá bem. — Disse ela, a garota entrelaça seus braços ao do amigo, Valéria faz questão de passar por Davi antes de ir embora.

O garoto olhou a cena cabisbaixo, não gostou nada daquilo. Lembrou na mesma hora do bilhete falsificado que Valéria teria recebido de Cirilo. Talvez ele não fosse tão falsificado. — Pensou o garoto.

Já a tarde, Lana e Davi passeiam pelo praça comendo uma casquinha ( sorvete). O garoto ainda não esqueceu a cena de Cirilo e Valéria.

— Pensando na Valéria? — Perguntou Lana que estava olhando o garoto. Davi então olhou a garota.

— Como pensaria nela estando com uma das garotas mais lindas que eu conheço. — Respondeu ele. A garota lhe olhou profundamente, Davi sentiu aquele olhos azuis invadirem sua alma do quão fundo a garota o olhou.

— Vou acreditar. — Disse ela pegando no queixo do garoto e dando uma leve balançada.

— Pode acreditar. — Respondeu ele. Nesse momento Lana interrompeu a caminhada dos dois.

— Mas iai o que você está pensando em fazer . — Disse ela com carinha de sapeca.

— Não sei, o que você deixaria eu fazer? — Perguntou ele se aproximando da garota, ainda gostava de Valéria, mas se tivesse a chance de beijar uma garota linda igual a Lana, com certeza não perderia.

— Depende. — Disse ela se aproximando dele. Davi estava muito próximo da garota, mais alguns centímetros e beijaria aquela deusa.

— Depende do que? — Perguntou ele se aproximando ainda mais, seus olhos fixos nos dela.

—Se você consegue me pegar. — Disse ela dando um sorrisinho e correndo do garoto. Davi se esforçou o máximo que podia, mas nem chegou perto da garota. Lana sabia que Davi não a alcançaria, já tinha visto ele correr, e com certeza não queria deixar que ele a beijasse.

— É, quem sabe na próxima . — Disse ela rindo enquanto Davi se aproximava todo ofegante.

— Você fica me provocando, uma hora eu te pego. — Disse Davi. Lana sorriu, o garoto precisaria treinar muito para conseguir pega-la.

Não demorou muito e ambos foram para suas casas, Davi ficou com tanta vergonha por não ter consigo pegar a garota, que nem a levou em casa. Quando finalmente chegou em casa, Lana adentrou seu quarto e sentou de frente para o espelho, pegou seu celular e fez uma ligação.

— Alô . — Disse Lana assim que a pessoa atendeu.

— Lana? — Perguntou Valéria.

— Ela mesma, iai como você está? — Perguntou a garota.

— Você tá ligando pra tirar com a minha cara não é? — Perguntou Valéria mal humorada.

— Nunca, que isso, você é minha amiga. — Respondeu Lana.

— Então por que está saindo com o Davi. — Perguntou Valéria.

— Eu não vou mais sair com ele. — Disse Lana. Valéria ficou meio sem entender. — Por que?

— Por que ele é sem graça, não sei como você aturou tanto tempo aquele garoto. — Disse Lana. Valéria não gostou muito do jeito que ela estava falando mas continuou escutando. — Ele é babão demais .

— O que ele fez? — Perguntou Valéria.

— Tipo, agente só ia sair, nada demais, nós estávamos tomando um sorvete e depois ele tentou me beijar. — Disse Lana sorrindo. Diante do espelho.

— E você? — Perguntou Valéria.

— É claro que eu não deixei, primeiro que gosto dele só como amigo e segundo, por que sei que você ainda gosta dele. — Disse ela mentindo.

— Bom saber que posso confiar em você. — Disse Valéria com muita raiva de Davi.

—Me diz, você gosta mesmo daquele garoto? — Perguntou Lana.

— Infelizmente ainda gosto, mas estou abrindo meus olhos. — Respondeu Valéria.

— Que bom então, tenho que deligar, beijos. — Disse Lana.

— Até. — Respondeu Valéria desligando o telefone.

Lana tacou o celular na cama e foi tomar um banho, estava se sentindo suada por ter corrido de Davi, abriu o registro e viu a banheira encher-se de água. Como Davi poderia ser tão ingenuo a ponto de achar que ela lhe daria um beijo. Riu sozinha pensando na situação.

— O Davi me paga. — Disse Valéria para si mesma.A garota ainda não acreditava que mal terminou o namoro e Davi já estava tentando beijar outras garotas.

Enquanto isso, Jorge está na casa dos Medsen. Fazia uma visita de cortesia para Maria Joaquina e os pais.

— Então Jorge, ouvi de seu pai que viajaram , é verdade? — Perguntou o doutor Miguel.

— Sim senhor, ficaremos fora por uma semana, por isso vim aqui ver se a Maria Joaquina ficaria bem . — Respondeu Jorge com a maior educação. Miguel sorriu para clara, gostava de Jorge apesar de saber que o garoto era esnobe.

— Bem então deixaremos vocês a sós. — Disse Miguel saindo juntamente com Clara. Jorge se aproximou e sentou ao lado da garota.

— Não quer vir comigo? — perguntou o garoto olhando Maria Joaquina.

— Não dá Jorge, nós temos aula. — Respondeu a garota.

— Ah, mas não vai fazer falta, nós dois estamos muito adiantados, poderíamos faltar até duas semanas que não faria falta. — Disse Jorge.

— É mas eu não sou de faltar. — Disse ela.

— Tudo bem então, mas você que vai perder. — Disse ele sorrindo.

— E que dia você viaja? — Perguntou ela

— Amanha mesmo, iriamos hoje, mas meu pai teve que resolver alguns assuntos. Maria Joaquina olhava o garoto, não sabia como dizer mas queria terminar com ele. Não se via mais junto de Jorge e não parava de pensar em Daniel.

— Bem, acho que já vou, ainda tenho que preparar minhas coisas, desde a ultima viagem aonde o mordomo fez tudo errado que gosto de eu mesmo arrumar. — Revelou Jorge, Maria Joaquina sorriu.

— Boa viagem. — Disse ela. Nesse momento, Jorge se aproximou da garota e quando lhe foi dar um selinho, Maria Joaquina virou o rosto, levando um beijo na bochecha. Jorge ficou meio sem entender.

— Espero que quando eu voltar, você esteja com muita saudade. — Disse ele se levantando. Maria Joaquina riu sem graça enquanto o garoto acenava. A menina permaneceu no sofá pensativa.

Nesse momento Alicia e Paulo estavam sentados juntos perto da casa da garota. Os dois conversavam e riam bastante.

— Então você sempre gostou de mim? — perguntou Paulo.

— Digamos que sempre tive uma quedinha por você. — Respondeu a garota, Paulo sorriu.

— Alias deixa eu te fazer uma pergunta. — Disse Paulo.

— Depende. — Respondeu ela.

— Do que? — Perguntou Paulo fazendo cara de confuso.

— Se você me dá um beijinho. — Disse a garota se aproximando de Paulo.

— Só se for agora. — Respondeu Paulo se aproximando e beijando a garota. Paulo finalmente estava feliz, Alicia era uma garota muito legal e não tinha frescuras como as outras.

— E agora? Posso perguntar? — Disse Paulo.

— Pode . — Disse Alicia sorrindo.

— Há um tempo atrás, eu recebi uma carta em seu nome, naquela época, alguém estava falsificando vários bilhetes e copiava as letras quase que perfeitamente. — Falou Paulo.

E? — Perguntou Alicia, sabia aonde aquilo levaria e só estava esperando ele perguntar.

— Aquela carta … Foi você quem mandou? — Enfim disse Paulo.

— Sim, foi eu mesma. — Concluiu Alicia sorrindo, era uma garota muito decidida e não seria agora que faria o contrario.

— Ahhh, e eu pensando que tinha sido o falsificador. — Disse ele.

— Teria feito algo diferente? — Perguntou Alicia.

— O que acha? — Perguntou Paulo se aproximando de novo da garota e lhe beijando.

Enquanto isso na residência dos Palilo, Jaime mostrava a medalha de prata para o pai e para a mãe.

— Então você conseguiu a medalha de prata. — Disse Rafael.

— Sim, ganhei varias partidas até enfrentar o Jorge. — Respondeu Jaime.

— Ah, então foi o Jorge que venceu você. — Concluiu Rafael meio desanimado.

— Não, eu enfrentei o Jorge na semifinal, ganhei dele e perdi na final para a garota nova. — Respondeu Jaime.

— Não acredito, você ganhou do Jorge? — Perguntou Rafael animado.

— Foi. — Disse ele.

— Ahh, você só me da orgulho. — Disse ele abraçando o filho. Para Jaime aquilo era uma das melhores sensações do mundo, saber que seu pai sentia orgulho dele deixava o garoto tremendamente feliz.

O dia passou e logo a noite também, o dia já raiva e Maria Joaquina acordava com seu celular tocando. A garota bocejou e ainda com muito sono olhou no visor, viu que era Jorge.

— Bom dia Jorge. — Disse Maria Joaquina.

— Bom dia princesa, só liguei para lhe desejar um bom dia mesmo, daqui a pouco nós sairemos. — Disse Jorge.

— Boa viagem, e se cuida viu. — Disse ela dando outro bocejo.

— Você também, quando eu chegar lá eu te ligo.- Disse Jorge.

— Certo, eu vou esperar. — Disse ela se levantando.

— Beijos. — Disse Jorge desligando o celular. Maria Joaquina aproveitou que estava acordada e foi tomar banho.

Já na escola, os alunos chegavam aos poucos. Havia uma grande faixa na entrada dizendo.

Primeiro festival de gastronomia da Escola Mundial.

A Escola Mundial, em toda sua qualidade de ensino e integração com os alunos, decidiu mais uma vez, realizar um evento aonde os alunos se confraternizarão, fazendo pratos para que os professores ( jurados ) deem notas. Ao final todos que participaram poderão trocar os pratos fazendo assim uma grande troca de experiencias.

Os interessados devem formar duplas e trazer os pratos amanha no período da tarde

Atenciosamente, a direção.

Davi que via Lana entrando, foi até a garota. Ainda estava com um pouco de vergonha pelo dia anterior mas mesmo assim resolveu conversar com a menina.

— Oi Lana,tudo bem. — Disse ele.

— Tudo, iai o que conta de bom? — Perguntou a garota, ele nem imaginava as atrocidades que ela havia falado dele para Valéria.

— Tá afim de fazer dupla comigo no festival gastronômico? — Perguntou ele direto.

— Ah... Infelizmente não vai dar, por que eu já... — Disse a garota olhando para os lados. Assim que viu Marcelina puxou a garota pelo braço e antes que ela pudesse falar algo. — Faço dupla com a Marcelina. — Completou ela.

— Ah... que pena. — Disse Davi olhando para os lados para ver se achava alguém para fazer dupla.

— Desculpa de pegar assim.- Disse Lana para Marcelina.

—Por que você fez isso? — Perguntou Marcelina.

— Pra ser sincera, não queria fazer par com o Davi, ele era namorado da Valéria e fica correndo atrás de mim o tempo todo, mesmo antes de terminarem. — Mentiu a garota.

— Nossa, não sabia que o Davi era assim. Coitada da Valéria. — Disse Marcelina

— Pois é... mas iai, topa fazer par comigo? — Perguntou Lana.

— Por que não, acho que a Alicia vai querer fazer dupla com o Paulo. — Respondeu a menina.

— Fechado então. — Disse ela. Com certeza não queria fazer dupla com Davi, achava ele muito sem graça e afinal, já tinha conseguido o que queria... ferrar a vida do garoto e sua namorada... quer dizer ex-namorada.

Enquanto isso Kokimoto vê Bibi conversando com Maria Joaquina, queria perguntar se Bibi faria dupla com ele,os dois estavam muito próximos ultimamente, então foi até elas.

— Bibi, posso conversar com você? — Perguntou ele.

— Claro. — Respondeu ela.

— Bem, deixa eu ir ali né. — Disse Maria Joaquina sorrindo e piscando para a amiga. Assim que Maria Joaquina saiu de perto , os dois começaram a conversar.

— Então, você estaria afim... — Perguntava Kokimoto quando foi interrompido.

— Aceito. — Disse ela.

— Mas nem sabe o que eu iria falar. — Disse ele confuso.

— Eu te conheço, aposto como iria me chamar para fazer dupla com você não é? — Disse a menina sorrindo.

— É verdade. — Disse Kokimoto. Maria Joaquina olhava de longe, ficou feliz pela amiga. Achava que Kokimoto era um bom garoto e que poderia fazer a menina feliz.

Cirilo que tinha acabado de chegar, observava o enorme cartaz, pensou instantaneamente em fazer dupla com Maria Joaquina, iria chamá-la.

— Maria Joaquina, hey Maria Joaquina. — Bradava o garoto.

— O que foi Cirilo, já te escutei. — Disse ela enquanto o garoto se aproximava.

— Desculpa ter gritado. — Disse ele chegando perto da menina.

— Que isso, desencana. — Disse ela sorrindo.

— Queria saber se... você.. — Dizia o garoto.

— Fala Cirilo. — Disse a menina, quando Valéria chegou por trás abraçando o Cirilo e olhando de longe Davi

—É claro que eu tenho par, e é o garoto mais legal dessa escola. — Disse ela alto para que Davi escutasse. Cirilo não ficou muito feliz, mas acabou aceitando, já que tinha combinado de ajudar a garota.

— E então Cirilo? — Perguntou Maria Joaquina.

— Saber se você dormiu bem, era isso. — Disse ele inventando a primeira desculpa que veio a cabeça.

— Dormi sim. — Disse ela sorrindo muito, achou aquilo muito engraçado.

— Então, vamos Cirilo. — Disse Valéria.

— Vamos. — Disse ele cabisbaixo.

— Tchau Maria Joaquina, nos vemos na sala. — Disse Valéria acenando para a amiga.

Maria Joaquina ficou ali olhando a cena, viu Jaime conversando com Carmem, provavelmente fariam par no festival. Estava prestando atenção nas pessoas a sua volta, quando alguém chegou por trás e tampou seus olhos com as mãos. Tinha um perfume muito gostoso e as mãos macias apesar de serem grandes.

— Ahhh, não to com humor pra isso. — Disse ela.

— Advinha, se não eu não destampo. — Disse Daniel. Maria Joaquina sentiu seu estomago esfriar, não tinha como não reconhecer a voz do garoto.

— Daniel, eu sei que é você. — Disse ela. Daniel enfim soltou a garota, que se virou instantaneamente para olhar o garoto. Sentiu uma enorme vontade de abraça-lo mas se conteve.

— Iai como você está? — Perguntou ele

— Ah não sei, ando meio assim. — Disse ela toda charmosa.

— Ué cade seu segurança? — Perguntou Daniel sorrindo.

— Viajou, vai ficar uma semana fora. — Respondeu ela.

— Então não vai participar do festival? — Perguntou ele.

— Até agora ninguém me procurou para fazer dupla. — Disse ela fazendo biquinho.

— Tadinha, oh meu deus. — Disse ele. — Se não se importar, eu faço par com você, aceita?

— Claro. — Disse ela animada.

— Nos encontramos na minha ou na sua casa? — Perguntou o garoto.

— Pode ser na minha. — Respondeu ela.

— Marcado então, passo lá de tarde. — Disse Daniel piscando para a garota. Maria Joaquina quase derreteu, lembrou imediatamente de Jorge e se recompôs.

A manha passou rápido, a maioria dos alunos estava ansiosa demais para pensar nas aulas.

A tarde chegou rápido, Daniel logo estava batendo a porta de Maria Joaquina. Não demorou muito e a própria atendeu.

— Ah, oi Maria Joaquina, cheguei cedo? — Perguntou o garoto.

— Não, entra. — Disse ela puxando o garoto para dentro da casa.

— Ué, cadê a Joana? — Perguntou o garoto.

— Saiu para fazer compras. — Disse a patricinha enquanto se dirigiam para a cozinha.

— Já tem ideia do que iremos fazer? — Perguntou ele.

— Tava pensando em um bolo. — Respondeu ela, a garota estava muito animada, a presença de Daniel em sua casa fazia com que ela irradiasse felicidade.

— Por mim, tudo bem. — Disse ele.

— Bem , já peguei os ovos, o fermento em pó, o leite e a farinha, o que mais está faltando. — Perguntou Maria Joaquina enquanto Daniel lia a receita.

— Falta o chocolate para terminar o bolo mas ainda falta muita coisa pro recheio, morango , leite condensado, coco ralado. — Dizia Daniel quando Maria Joaquina se aproximou do garoto e sujou seu nariz com farinha de trigo.

— Ficou lindo. — Disse ela.

— Sei. — Respondeu ele pegando um pouco de farinha e passando na testa da garota. — Agora sim, ficou linda.

— Você quer guerra? — Perguntou a garota pegando um saco de farinha de trigo

— Saiba que eu não entro em batalhas para perder. — Disse pegando outro saco.

Maria Joaquina não perdeu tempo, e logo quando Daniel terminou de falar, ela pegou uma porção com a mão e atirou contra o cabelo do garoto, o deixando grisalho.

— Ficou um velhinho boa pinta viu. — Disse ela sorrindo. Daniel respondeu tacando pó no rosto da garota.

— Acho que você exagerou na maquiagem. — Disse ele sorrindo também.

Daniel não acreditava no que estava acontecendo. Pensar que essa garota já gostou dele quando pequenos o deixava irado. Poderiam ter namorado e teria a garota só para ele, estava completamente apaixonado pela menina, não era somente por ela ser extremamente linda e sim pela garota que Maria Joaquina tinha se tornado.

Os dois começaram a tacar farinha um no outro, os dois sorriam bastante enquanto deixavam a cozinha um caos. Joana teria trabalho para limpar aquilo depois. Em um dado momento da brincadeira, Daniel acabou escorregando na farinha que estava no chão, mas antes de cair, acabou puxando Maria Joaquina pelo braço, fazendo com que a garota caísse em cima dele.

A cena poderia parecer cômica, mas estava longe disso. Daniel caído no chão segurando a cintura de Maria Joaquina com as duas mãos , a garota tinha a cabeça de Daniel entre os cotovelos que estavam no chão. Seu nariz encostando no de Daniel.

Os dois se olharam, Daniel sentiu ser sugado pelo verde dos olhos da garota. O clima estava leve e ambos se sentiam muito nervosos. Daniel pega uma mexa de cabelo de Maria Joaquina com os dedos e os passa para trás da orelha da garota. Ela fecha os olhos e aproxima seus lábios dos dele.

Ambos estavam tão nervosos. Não parecia que seria o primeiro beijo entre eles e sim o primeiro beijo de suas vidas.

Daniel fechou os olhos e se aproximou da garota, fazendo com que seus lábios tocassem nos dela, sentia seus lábios abrirem e se encaixando aos dela. Pela primeira vez sentia o delicioso e adocicado sabor do beijo de Maria Joaquina.

Os lábios se encaixaram perfeitamente em um beijo que só poderiam ter sonhado até aquele momento.Agora, realidade, nada mais importava.

Depois de quase dois minutos , o beijo se cessou. Os dois adolescentes se olharam sem graça, as barrigas extremamente geladas de tanto nervosismo e ambos com os rostos corados. Estavam constrangidos com o que tinha acabado de acontecer.

— Isso é um sonho? — Perguntou Maria Joaquina.

— Espera ai, deixa eu ver. — Disse Daniel beijando mais uma vez a boca de Maria Joaquina. — É acho que não.

— É que eu sempre sonhei com isso. Sempre tive uma paixonite por você. — Revelo Maria Joaquina.

—Eu sabia, e sempre fui um idiota por não dar uma chance pra nós. — Respondeu ele. Maria Joaquina sorriu, estava tão feliz que nem notava a sujeira que tinha feito na cozinha. Daniel segurou o rosto da garota com as duas mãos olhando profundamente em seus olhos.

— Você é a garota mais linda do universo.- Disse ele dando pequenos beijinhos nela. Maria Joaquina correspondia todos com um grande sorriso no rosto.

— E agora? — Perguntou Daniel.

— Eu vou terminar com o Jorge, já faz tempo que estou me esforçando nesse relacionamento que a já estava acabado. — Respondeu a garota.

— Sim mas, e a gente? — Perguntou o garoto.

— Exatamente. A palavra nós, agora existe. — Disse Maria Joaquina.

— Estou completamente apaixonado por você. — Revelou Daniel. Maria Joaquina sorriu e deu mais um longo beijo no garoto.

— Acho melhor nós não falarmos nada para ninguém até você terminar com o Jorge, esperamos as coisas acalmarem e ai sim, iniciamos nossa vida. — Completou Daniel sorrindo.

— Concordo.- Responde Maria Joaquina.

Os dois decidiram se levantar, não tinha mais clima para o bolo. Daniel olhou para um lado e depois para o outro. Se aproximou da garota segurou em sua cintura e beijou a garota novamente.

Quando pararam para tomar folego, o garoto anunciou que estava indo embora.

— E como fica o festival? — Perguntou ele antes de sair.

— Amanha você volta e nos terminamos o bolo. — Disse ela toda sorridente, a tempos a garota não ficava tão feliz.

— Então até amanha. — Disse ele pegando a mão da garota e dando um leve beijo. Maria Joaquina o puxou e lhe deu um selinho.

Daniel saiu ainda andando de costas, olhando a garota, estava no céu. Se virou e começou a correr.

— UuuuuHHHuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu. — Gritou ele todo feliz. Maria Joaquina conseguiu escutar o grito e não deixou de sorrir. A garota ia andando rumo a cozinha para pelo menos limpar um pouco da farinha se não Joana ficaria irada.

Enquanto limpava seu celular tocou. A garota olhou no visor e viu que era Jorge.

— Alô. — Disse Maria Joaquina.

— Princesa, minha mãe. — Disse Jorge chorando.

— O que aconteceu? — Perguntou Maria Joaquina confusa.

— Minha mãe sofreu um acidente. — Revelou Jorge, o garoto parecia chorar muito.

— Calma, me conta direito. — Disse Maria Joaquina.

— Depois que chegamos, minha mãe saiu no carro, e um motorista alcoolizado acabou batendo no carro dela.. — Disse ele entre soluços.

— Aonde você está? — Perguntou Maria Joaquina preocupada.

— Estamos no hospital, ela está na UTI entre a vida e a morte. — Respondeu ele que não parava de chorar.

— Calma Jorge, vai ficar tudo bem. — Disse ela.

— Não sei o que eu faria se eu perder ela. — Disse Jorge.

— Calma Jorge, ela vai se recuperar, tenha fé. — Disse Maria Joaquina.

—Promete que nunca vai me deixar? — Disse ele chorando.

— O que? — Perguntou Maria Joaquina.

— Sem você eu não sou nada, preciso de você mais do que nunca. — Disse Jorge.

— Claro Jorge , não largaria você nesse momento. — Disse Maria Joaquina, sentiu como se um raio tivesse caído em sua cabeça, logo agora que iria terminar com o garoto. O que Daniel iria pensar?? Sentiu uma lagrima escorrer pelo seu rosto.

— Olha qualquer noticia você me liga. — Disse ela.

— Tá bom, beijo. — Disse ele parecendo um pouco mais calmo.

— Beijos. — Respondeu ela desligando o celular. Se encostou na parede e sentiu seu corpo pesar, acabou se ajoelhando. A alegria que lhe invadira a alma momentos atrás agora era tristeza.

— Por que isso tinha que acontecer? — Se perguntou ela. — E agora o que eu faço?

[Continua]