Para Sempre
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Se está navegando pela primeira vez no meu perfil, te convido para dar uma olhadinha nas minhas outras histórias.
Se você já e meu leitor, peço um pouco de paciência, as atualizações estão atrasadas por conta de bloqueio, falta de tempo e correria louca de fim de ano rs
Essa one estava nos meus arquivos e resolvi trazer pra vocês, espero que curtam a leitura! Só pra matar a saudade do meu casal favorito do mundo ♥
Eles eram amigos.
Daquele tipo de amigos raros, que se conhecem melhor do que qualquer pessoa no mundo.
Bastava uma breve troca de olhar e eles conseguiam saber o se passava com o outro.
A tristeza e pressão que ela sentia por parte da família, era parte dos problemas dele.
A instabilidade emocional e o vício em álcool do pai dele, era parte dos problemas dela.
Compartilhavam desde os sapos de chocolate até os mínimos problemas.
Eram inseparáveis na maior parte do tempo.
Mesmo ela sendo uma Grifinória e ele sendo um Sonserino, conseguiam estar sempre juntos.
As pessoas em volta deles conseguiam enxergar muito além de uma amizade comum, eles eram leais e era quase impossível imaginar um mundo onde eles não fossem grudados como eram.
Até àquela noite de Natal em Hogwarts.
Rose decidirá ficar algumas semanas antes, havia dito aos pais que precisava estudar, embora todos soubessem que ela estava mesmo era evitando Hermione e sua constante cobrança sobre o futuro.
Então Scorpius disse que ficaria com ela, embora todos soubessem que ele estava tentando fugir de mais um show depreciativo de Draco Malfoy no auge de sua depressão, em datas como aquela era sempre mais difícil para ele.
E então depois disso Alvo decidiu que ficaria para cuidar dos seus dois melhores amigos e Dominique nunca admitiria mais ir à Toca sem Alvo e Rose lá não era mesmo interessante.
Por isso, eles estavam na Sala Precisa em uma réplica perfeita da Sala de Estar da Toca, com um enorme árvore de Natal cheia de presentes e em uma pequena mesa de centro, abarrotada de comidas típicas daquela época do ano que Alvo havia barganhado na cozinha com os Elfos.
Depois de já estarem empapados de tanta comida e de já terem abertos todos os presentes que lhe enviaram, haviam se sentado próximos a lareira bebericando o Wiskey de Fogo que Scorpius havia contrabandeado de Thomas Zabine, seu amigo de dormitório.
Já haviam entornado uma quantidade consideravelmente elevada quando Dominique sugeriu:
— Que tal aninamos um pouquinho as coisas com Verdade ou Consequência?
Houve um pouco de relutância da parte de Rose, embora que no final ela acabará sendo convencida.
Haviam enfeitiçado uma garrafa e a posicionado no centro em volta deles, quando Dominique girou pela primeira vez.
Aos poucos e muito lentamente eles foram se envolvendo na brincadeira e levando-a para um lado mais pessoal e intenso.
As perguntas deixaram de ser sem significados e passaram a significar tudo.
Quando Alvo girou a garrafa e ela apontou para Dominique e Scorpius, as coisas realmente sairiam fora dos eixos.
— Verdade ou Consequência, Scar. — Houve um pequeno período de silêncio, enquanto ele ponderava um pouco tonto por todo o álcool que circulava em seu sistema nervoso.
— Verdade. — Deu de ombros desleixado, porque simplesmente não estava afim de correr pelado pelo corredor, igual ela fizera com Alvo.
— Hm... E verdade que não existe nada além de amizade entre você e minha ruiva favorita?
Rose fechou os olhos irritada, sentindo o álcool intensificado suas emoções. Porque as pessoas não podiam simplesmente cuidarem de suas vidas?
— Touche, Dominique. — Scorpius resmungou exasperado. — Eu a amo, independente de qualquer coisa. — Foi a resposta sucinta e sincera que ele lhe deu e Domi bufou pela perspicácia do jovem.
A garrafa girou e foi a vez de Rose soltar um sorriso presunçoso.
— Verdade ou Consequência, Domi?
— Verdade.
— E verdade que você está caidinha pelo irmão do seu ex namorado? — Dominique perdeu a compostura por alguns segundos, sem acreditar no que havia escutado da prima, enquanto tentava ignorar o olhar em expectativa de Alvo em cima de si.
James havia sido apenas uma forma de provocar Alvo, já que ele sempre ficava em cima do muro, não fora nada realmente sério, mais Alvo não parecia entender isso.
— Depende de que ex namorado você esta falando. — retrucou áspera, driblando assim como Scorpius o feitiço que haviam posto na garrafa.
Houve mais algumas partidas antes da garrafa voltar a apontar para Rose e Dominique.
E foi a vez de Dominique sorri diabólica.
— Verdade ou Consequência? — Rose ponderou. Não estava afim de contar nenhum dos seus segredos para seus melhores amigos bêbados, qualquer que fosse a consequência não seria pior que contar algo comprometedor.
Sorriu.
— Consequência.
E a escolha da consequência naquela noite lhe traria uma mala cheia de acontecimentos nos próximos dias.
— Hm... Eu te desafio a beijar o Scorpius. — Dominique contarolou animada, soltando um sorriso convencido.
— Ahhh e nada de selinho, beijo na bochecha ou qualquer outra variante que sua mente genial possa inventar, estamos falando de beijo de língua.
Alvo soltou um ruído tentando segurar a gargalhada ao ver o desespero estampado no rosto da sua prima. Rose não esperava por aquilo, de todas as coisas que imaginou que sua amiga poderia lhe desafiar, aquilo nem havia se passado por sua cabeça.
— Isso é ridículo. — A ruiva resmungou exasperada, enquanto observava Dominique e Alvo sorrirem animados. Viu o momento que o primo girou a varinha meticulosamente e um pequeno visco surgiu, pairando sobre a cabeça de Rose e Scorpius, que até aquele momento se manteve pensativo e calado.
— E tradição. — Alvo insistiu fazendo Rose revirar os olhos.
Suspirou derrotada e olhou Scorpius ao seu lado.
— Tudo bem pra você? — Ela sussurou, procurando qualquer indicativo em seus olhos. Scorpius havia ficado repentinamente estranho e distante.
— É tradição. — Ele resmungou, soltando um leve sorriso ao dar de ombros.
E então Rose se aproximou um pouco, encarando os olhos azuis cinzentos de Scorpius de um ângulo completamente novo, ela conseguia sentir a respiração quente dele bater em sua pele e olhou por alguns segundos os lábios pálidos, buscando coragem para o que estava prestes a fazer.
Scorpius sentia todos os seus músculos tensos por baixo da pele, seu coração batia em um ritmo completamente louco pela ansiedade, e ele conseguia ver nitidamente a hesitação e o medo dela, por isso, sem se dar conta do quanto estivera desejando aquilo, uniu suas bocas em um beijo rápido, intenso e repleto de sentimentos.
Um beijo que entorpecera todos os sentindos deles e abalou com todas as certezas. Como poderiam estar tão envolvidos ao ponto de desejar mais?
Olharam assustados um para o outro, com os lábios vermelhos e com as respirações entrecortadas, enquanto lentamente viam suas perspectivas mudarem.
Nada seria como antes agora. Aquele ímpeto sempre estaria presente.
Aquela pequena vontade enraizada dentro deles, se mistutariam com todos os outros sentimentos conflituosos. Nada era certeza.
Tudo se resumia as dúvidas.
Por isso foi quase impossível fingir que não estavam instáveis depois do beijo, foi um enorme alívio quando Dominique decidiu que a graça da brincadeira havia acabado e que todos já estavam bêbados o suficientes para irem dormir.
Rose rezou silenciosamente no quarto compartilhado com Dominique, para que todo aquele emaranhado de sentimentos e vontades fosse impulsionado pelo álcool em seu organismo, e esperou que no outro dia tudo estivesse como sempre foi.
No entanto, sua teoria ruiu quando as horas foram passando e o teor do álcool diminui, mais todos os anseios continuavam lá. Mau havia pregado os olhos e já se arrastara para o banheiro, tentando dissipar aquela confusão que estava em sua mente.
Quando viu sua imagem refletida no espelho, permitiu-se observar-se com atenção. Seus olhos azuis estavam brilhosos, embora as olheiras estivessem sutilmente presente. Sua pele estava mais corada que o habitual e um sorriso incerto impregnava seus lábios contra sua vontade.
Aqueles sentimentos todos eram tão novos e tão incertos.
Scorpius sempre fora uma das pessoas que mais amava no mundo, desde que começaram uma amizade no segundo ano.
No entanto, agora, tudo parecia ainda mais forte e real, sentia como se uma injeção de adrenaliva fosse aplicada em seu organismos sempre que sua mente era inundada com a lembrança da noite anterior.
O beijo havia mexido com toda sua instabilidade emocional.
Será que ele sentia-se assim também? Era o que Rose se perguntava naquele momento. Ela o conhecia o suficiente para saber que ele ficara extremamente confuso com a situação, tinha visto todos os seus anseios na noite passada quando se olharam pela primeira vez depois do beijo.
Parecia louco, mais toda sua perspectiva havia mudado e Rose torcia internamente para que ele estivesse tão sem rumo como ela.
Quando finalmente se encontrou com seu melhor amigo naquele dia, as coisas pareciam ainda mais loucas e entorpecidas. Scorpius parecia estar pisando em ovos a cada duas palavras que trocavam e Rose estava irritada.
Não queria sentir-se daquela forma. Porém, era como se sentia.
Ao contrário de todos os outros dias eles não ficaram juntos o tempo todo, pelo ao contrário, se evitaram na maior parte do tempo.
Nenhum dos dois estavam prontos para ficarem sozinhos novamente. Por isso nos dias seguintes o grupo dos quatros amigos acabaram se dividindo ocasionalmente.
As vezes Dominique lhe fazia companhia, em outras Alvo estava lá.
Ficava sozinha quase todas as tardes, tentando entender como um simples beijo fora capaz de transformar tudo ao seu redor.
Um dia antes do Ano Novo, em meio a mais uma madrugada de insônia e muita auto avaliação, Rose percebeu que aquele beijo só havia lhe aberto os olhos para o que parecia já estar nitidamente claro para o mundo.
Todo mundo que conhecia em algum momento sempre dizia que ela e Scorpius eram um casal, ou que um dia seriam.
Até mesmo sua mãe acreditava naquilo.
E ela não conseguia ignorar como eles agiam como um em todo o tempo, desde o sexto ano eles passaram a estarem mais próximos, a compartilharem praticamente tudo.
Desde problemas a pensamentos aleatórios.
Rose conhecia Scorpius melhor que a si mesma.
Assim como ele a conhecia como nenhuma outra pessoa seria capaz.
Mesmo que eles tivessem ignorado aquilo, era impossível tentar negar. Depois daquele beijo era ridículo tentar negar um para o outro qualquer coisa.
Mais valeria apena colocar em jogo uma amizade daquele jeito?
E se Scorpius não quisesse aquilo? E se ela não fosse suficiente para ele? Será que daria certo? Poderiam dar certo?
Rose não sabia, mais estava ansiosa para tentar.
Não queria mais fechar os olhos para aquilo, por isso que na noite seguinte, no momento em que estavam posicionado lado a lado na Torre de Astronomia, esperando pelo Show de Fogos de Artifício que Hogwarts estava dando naquele ano, quando o relógio bateu meia noite, anunciando o Novo Ano que estava entrando, ela o beijou.
Não foi só apenas a perspectiva do ano novo que estava entrando, mais sim, da vida nova que teria de agora em diante.
Estava disposta a arriscar. Scorpius era seu melhor amigo, afinal.
Confiava nele ao ponto de lhe entregar seu coração.
— O que foi isso? — Ele sussurou baixinho, sem se afastar completamente, quando tiveram que parar o beijo em busca de ar.
Rose sorriu.
— Isso sou eu te entregando meu coração, não o quebre. — respondeu, selando seus lábios antes de olha-lo.
Scorpius riu, sem consegui conter a felicidade que lhe inudara.
— Nunca. É uma promessa. — ele resmungou, antes de cobrir os lábios dela com os seus novamente.
— Então quer dizer que estamos juntos? — ela sussurrou, entre um beijo e outro.
— Para Sempre. — Eles sorriam juntos, cúmplices daquela promessa.
Notas finais
Xoxo
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