Para Sempre
23 Revelação
Notas iniciais
Rachel estava pensativa na sua sala, não conseguia parar de pensar em como seria a conversa com seu pai e o irmão, não saberia como seria a conversa, nem qual seria a verdade que seu pai tanto escondeu deles, seus pensamentos foram interrompidos por seu irmão adentrando a sala.
– Oi Rach — ele disse sorrindo
– Puck — ela praticamente gritou e levantou correndo se jogando em seus braços.
– Que saudades maninha — ele disse a erguendo no chão e a rodando no ar.
– Também estava com saudades — ela disse assim que ele a colocou no chão — cadê a Sant? — ela perguntou.
– Está em casa, àquela mulher parece cada vez mais estressada, chegamos e deixei ela é depois vim para cá — ele disse e ela riu.
– Pronto para irmos falar com nosso pai? — ela perguntou pegando a bolsa e dando o braço para ele.
– Pronto — ele disse entrelaçando seu braço ao dela.
Os dois foram conversando até o café e quando chegaram foram atendidos por uma garçonete que já anotou seus pedidos, ele olharam em volta e puderam ver Will sentado em uma mesa de canto, Rachel apertou o braço do rapaz um pouco e ele a olhou.
– Calma ok? — ele perguntou e ela assentiu.
– Noah, Rachel — Will disse e os dois se sentaram um ao lado do outro, ficaram em silencio durante um bom tempo, até que alguém resolveu falar.
– Então, alguém vai falar? — Puck perguntou.
– Acho melhor eu falar só por enquanto — Will disse — por onde querem que eu comece? — ele perguntou.
– Começa do começo não é William — Rachel disse seria e os dois lhe fitaram Puck segurando o riso.
– Eu namoro sua mãe desde colegial Rachel, nós tínhamos 15 anos quando começamos isso, no ultimo ano da faculdade sua mãe descobriu que estava gravida, nos nós casamos porque nós nos amávamos, mas quando você já tinha dois anos, começamos a brigar muito e teve uma época... — ele começou a falar e ela o interrompeu.
– Que você sumiu de casa, minha mãe dizia que você estava em uma viagem — Rachel disse se lembrando de e ele assentiu.
– Nos havíamos nos "separados" — Will disse — foi quando eu conheci a mãe do Puck, e sua mãe também conheceu alguém Rach... Eu amei sua mãe Noah, só que como amiga, e eu não soube separar isso, e acabamos ficando juntos — Will disse desconfortável por falar aquilo com os filhos — mas percebemos que não iria dar certo, e fui falar com a Shelby e nós vimos que nós sempre nos amamos — Ele disse com um sorriso nos olhos e eles sorriram — mas sua mãe me procurou Noah e me disse que estava gravida, eu contei tudo para Shelby, ela me expulsou de casa, mas logo percebeu que eu não tive culpa total, afinal estávamos separados, sua mãe sempre conviveu com o Noah filha — Will disse e Rachel pareceu decepcionada.
– Porque não me contaram? Vocês sabiam como eu queria ter um irmão, vocês não se lembram do meu ciúmes do Kurt, porque não me contaram pai? — ela perguntou quase chorando.
– Pelo seu bem filha, nós iríamos contar quando vocês estivessem velhos, só que nos mudamos para cá, depois de anos a mãe do Noah me ligou falando que ele estava se mudando para a cidade e foi quando voltamos a ter contato, nós iríamos te contar bebê — Will disse.
– Eu não entendo porque queriam esperar? Porque achavam que era para o nosso bem? — Puck perguntou.
– Porque não queríamos que você sofressem a pressão, você era criança Rach e você nem havia nascido Noah, não seria fácil para vocês dois — Will disse.
– Mas você podia ter dito quando já tivéssemos uma idade boa, mas não vocês deixaram para falar isso no dia do casamento do Noah — Rachel disse e cruzou os braços.
– Eu decidi isso, eu iria contar para vocês logo depois que você terminou com o Brody, só que a Santana chegou daquela viagem dizendo que tinha conhecido o modelo mais perfeito do mundo e me mostrou a foto, eu então soube que vocês provavelmente eram ou seriam amigos, então decidi esperar mais um pouco, eu não iria contar no dia do casamento, iria contar na festa do dia seguinte — Will disse e Rachel começou a se desarmar.
– Você, queria nos contar desde de que éramos pequenos? — Puck perguntou.
– Sim, eu queria tanto que vocês tivessem crescidos juntos, terem se conhecido desde de pequenos, convivido um com o outro, conhecendo cada mania — Will disse com os olhos brilhando.
– Eu já sei de tudo isso do Noah e com certeza não poderia ter pedido irmão melhor — Rachel disse emocionada e ele a abraçou — nem um melhor tio coruja — Ela cochichou no ouvido dele que sorriu.
– E eu não poderia ter escolhido uma irmã e um sobrinho (a) melhor — ele disse e ela se afastou tentando secar as lagrimas.
– Que saco, estou sensível — ela disse pegando um guardanapo para secar o rosto.
– Provavelmente é TPM — Will disse e os dois ficaram meio sem dizer o que falar.
– É deve ser mesmo — Puck disse depois de um tempo.
– Eu estou tão feliz que vocês se dão bem, espero que possam me perdoar — Will disse abaixando a cabeça.
– Você acha que não perdoamos? — Rachel perguntou docilmente e ele levantou a cabeça.
– Apesar de tudo, entendemos seus motivos, você só estava querendo nos proteger — Puck disse sorrindo e Rachel o acompanhou.
– Sério? — Will perguntou ainda incrédulo.
– Sério, agora quero um abraço dos dois — Rachel disse e os dois se aproximaram a abraçando.
– Eu amo vocês meus amores — Will disse.
– Nós também te amamos pai — Rachel disse e eles ficaram ali abraçados, aproveitando o tempo família.
...
– Ok, porque será que o Puck ligou para mim avisando que estava chegando e ligou para você avisando para você vir para cá? — Santana olhava de um lado para o outro tentando resolver o mistério.
– Olha Sant eu não sei, eu só sei que você realmente está incomodando por estar andando tanto — Finn disse irritado e ela parou.
– Foi mal é que eu estou nervosa — Santana disse se sentando.
– Eu também est... — ele começou a falar porém foi interrompido pela porta se abrindo e Rachel chegando com o amigo.
– Oi — ela disse desconfortável, não sabia que o irmão tinha chamado o ex.
– Oi — ele disse feliz e ela se virou para o irmão fazendo cara feia.
– Fica feliz — ele disse e ela riu.
– Porque você mandou o Finn vir aqui? — Santana perguntou com um pouco de ciúmes.
– Bem, eu e a Rach temos algo para contar para vocês – Puck disse e Santana passou a chorar o que assustou os demais ali.
– Você tá me traindo? – Ela perguntou entre os soluços e Finn se jogou para trás no sofá bufando.
– Sant, se ele estivesse te traindo ele não te contaria – Finn disse meio irritado e ela lhe deu um soco – ai! – ele reclamou passando a mão no local.
– Ok, nós vamos falar logo – Rachel disse e sorriu para Puck que sorriu de volta.
– Bem, nos descobrimos no casamento e hoje fomos conversar com o Will... – Puck começou a falar e Santana o interrompeu.
– Que o Tio Will tem haver? – ela perguntou.
– Bem o Tio Will é meu pai – Puck disse e só Santana arregalou os olhos já entendendo e depois de mais ou menos uns 30 segundos Finn arregalou os olhos também.
– Nós somos irmãos – Rachel completou e os dois ali pareciam cada vez surpresos.
– Espera aí... – Finn foi um pouco mais para frente no sofá, enquanto Santana ainda continuava imóvel – Vocês são irmãos? Tipo irmãos? – o grandão perguntou ainda mais confuso.
– Sim, Irmãos – Rachel disse.
– Como? – Santana disse pela primeira vez.
Puck e Rachel se sentaram e começaram contar toda a historia que Will havia lhes contado, Finn e Santana ficavam cada vez mais abismados e sem saber o que falar, nunca podiam imaginar que algo assim poderia acontecer. Ficaram mais um bom tempo conversando e quando viram já passava das nove horas da noite.
– Eu tenho que ir embora, já está bem tarde – Rachel disse se levantando.
– Você veio comigo Rachel – Puck disse se levantando.
– Não precisa se preocupar eu pego um taxi – Ela disse.
– Tá louca? Eu não vou deixar você sair a essa hora sozinha na rua – Puck disse.
– Eu te levo – Rachel ouviu e se virou fitando Finn de pé.
– Eu... Não quero incomodar – ela disse corando.
– Não vai... – Finn disse achando fofo aquilo.
– Espera ai – Santana disse e todos olharam para ela – Porque vocês dois não ficam aqui, podemos pedir pizza, vocês dormem e amanha vão trabalhar – ela completou e Puck sorriu.
– É por isso eu que te amo – ele disse e deu um beijo em sua bochecha fazendo a latina sorrir.
– Eu não sei... – Rachel tentou dizer mas foi interrompida.
– Por Favor? – Santana pediu fazendo bico e a baixinha se rendeu.
– Ok, eu fico – ela disse sorrindo e os dois comemoraram.
– E você Finnessa? – Santana perguntou.
– Ainda tem duvida? – ele perguntou e olhou para Rachel sorrindo que a abaixou a cabeça antes o lançando um sorriso fofo.
Após curtirem bastante a noite, conversando e se divertindo, Santana e Puck decidiram ir deitar e Rachel fez o mesmo indo até o quarto de hospedes, enquanto o grandão estava no outro quarto ao lado do dela, mas nenhum dos dois conseguia dormir, eles só conseguiam pensar na saudade que um senti do outro, e que mesmo estando tão perto um do outro, não poderiam ficar juntos como antigamente, Rachel então decidiu ir até a cozinha tomar uma agua, quando estava saindo do quarto fechou os olhos por um segundo e quando abriu deu de cara com quem menos queria encontrar, na verdade queria, mas fazia de tudo para não acontecer, suas respirações se juntavam tornando se uma só.
– Oi – ele disse e Rachel fechou os olhos sentindo aquele cheiro de menta.
– O-oi – ela disse nervosa.
– Que você tem? – ele perguntou e ela abriu os olhos.
– Estou sem sono e-e você? – ela perguntou olhando fundo nos seus olhos.
– Também – ele disse e olhou para a boca dela e antes que pudesse ver seus lábios já estavam encostados nos lábios dela em um beijo delicado mas urgente, Finn pediu passagem com a língua que lhe foi dada, Rachel gemeu baixou ao sentir a língua do rapaz passeando por sua boca, ele a encostou na parede do corredor e ela subiu em seu colo entrelaçando as pernas em sua cintura, o beijo se tornava cada vez mais intenso, ele então desceu as mãos das costas dela indo até a bunda e dando leves apertos enquanto ela massageava sua nuca, foi quando ele começou a subir sua camisa que ela se lembrou e encerrou o beijo descendo do colo dele e correndo até o quarto, ele ficou confuso mas se encostou na cabeça passando a mão no rosto e sorrindo mal sabia ele que ela estava do mesmo jeito encostada na porta, sorrindo que nem boba.
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