Para Sempre
48 Para fazer você sentir o meu amor!
Notas iniciais
Pov Rachel
Por favor, meu Deus, por favor, o deixe vivo, por favor, o deixe viver ao meu lado, por favor.
Pedia silenciosamente, estava sentada nas cadeiras da recepção da parte de cirurgia, eu já tinha dado meu testemunho para a polícia e havia feito os exames, que comprovaram que Brody havia realmente abusado e batido em mim, o que fez Santiago sair impune por matar o próprio filho, mas claro que ele teria que responder a outros processos, Puck queria ter ficado aqui comigo, mas como Santiago não podia seguir sozinho até a delegacia, ele foi junto, Finn estava naquela sala de cirurgia há 10 horas e a única coisa que eu consegui fazer era chorar e pedir a Deus que deixasse com que ele vivesse.
Pelo que o médico falou ele levou um tiro perto do coração, tornando a cirurgia mais complicada e delicada a ponto dele morrer na mesa cirúrgica, há pouco tempo à enfermeira veio até mim e disse que ele tinha sofrido uma parada cardíaca, mas que o médico tinha conseguido salvá-lo, mas quando eu suspirei, ela sorriu triste.
– Sinto dizer, mas torna a cirurgia ainda mais delicada e você tem que saber os riscos — ela disse, me deixando ainda pior, mas não era sua culpa, ela tinha que me avisar dos riscos que ele corria, e a única coisa que podia fazer era continuar fazendo minha oração silenciosa.
Mais duas horas se passaram e a noite já havia chego, meus olhos começaram a fechar, mas eu precisava ficar com eles aberto, precisava ter notícias do Finn, porém o cansaço foi mais forte.
Abri os olhos assim que senti uma mão em meu rosto, a primeira imagem que vi foi a da enfermeira me olhando carinhosamente.
– O Finn, ele, me diz que ele está bem, por favor — pedi desesperadamente.
– Calma minha querida, calma, ele ainda está na cirurgia, os médicos conseguiram remover a bala, mas percebemos que o coração dele teve um pequeno problema, atingiu um ponte forte e estamos tentando estabilizar — ela disse e senti as lágrimas escorrerem — fica calma minha querida, se Deus quiser ele vai ficar bem — ela disse e assenti, a enfermeira se afastou e abaixei a cabeça, ouvi algumas vozes e olhei em direção a porta, levantei rapidamente ao ver meus pais, Carole e Burt adentrarem o local enquanto brigavam com a moça da recepção, que não entendia nada que eles falavam, já que os mesmos falavam inglês. Eles se aproximaram de mim nervosos.
– Lady Rachel, ils ont dit que vous savez — ela disse e como eu tinha feito curso de francês, entendi o que ela quis dizer.
– D'accord, ils sont avec moi, sont les parents du patient, et mes parents — disse a ela que assentiu.
– D'accord, mais tranquillement — ela disse e assenti, minha mãe correu em minha direção e me abraçou apertado.
– Meu bebê eu pensei que nunca mais fosse te ver — ela disse chorando e não consegui impedir as lágrimas de caírem também.
– Eu senti sua falta — disse.
– Eu também meu amor — ela disse o que me fez sorrir, assim que minha mãe se afastou, meu pai se aproximou e tocou meu rosto.
– Minha princesa — disse com lágrimas escorrendo por seu rosto e eu sorri, o abraçando.
– Ah Papai, que saudade — disse e ele soluçou.
– Eu te amo minha filha — disse.
– Eu também te amo pai — disse e ele se afastou um pouco e então olhei pra Carole.
– Eu sinto muito — disse chorando mais ainda e ela se aproximou me abraçando.
– Calma minha querida, vai ficar tudo bem, ele vai ficar bem — ela disse e senti as lágrimas descendo com mais intensidade — shi... meu filho é forte, você sabe disso — ela disse e assenti me afastei a abracei Burt.
– Oh querida, estávamos tão preocupados — ele disse, sempre considerei Burt e Carole como meus segundos pais, seria menos estranho se eu não tivesse um relacionamento com o filho deles.
– Desculpa — disse, tanto por ter sumido quanto por estarmos ali.
– Não precisa pedir desculpas — ele disse, entendendo o que eu quis dizer — você precisa se manter forte, por ele e pela Belle — ele disse e me afastei rapidamente.
– Ai meu Deus, a Belle, cadê ela? Cadê minha bebê? — perguntei sorrindo.
– Ela está no hotel, com a Santana e o Murilo, o humor dela até melhorou, parece que ela já sabia que ia encontrar a mãe novamente — Carole disse me fazendo sorrir mais ainda.
– Eu preciso ver ela, eu... — parei de falar assim que vi o médico se aproximando, os quatro olharam confusos pra mim e quando viram o médico perceberam porque fiquei daquele jeito.
– Bom, tenho boas e más notícias — ele disse e senti meu coração disparar, Rodrigo era francês, mas foi estudar no Estados Unidos e claro, aprendeu o inglês, ele havia ido à mansão de Brody algumas vezes, quando eu ficava muito mal e a Maria insistia em chamar um médico, então quando o Brody saia, ela ligava pra ele que ia até lá me examinar, ele prometeu segredo, mas também me fez prometer que tentaria fugir dali, porque ele não podia fazer nada — qual prefere? — me perguntou.
– A Boa — disse e ele assentiu.
– A boa notícia é que conseguimos tirar a bala e estabilizar os batimentos e a respiração — ele disse e todos nos suspiramos aliviados — mas a má notícia é que descobrimos o motivo das paradas cardíacas e respiratórias durante a cirurgia — ele disse e entrei em desespero.
– Qual o motivo? — Carole perguntou aflita, já que eu não conseguia abrir a boca pra falar algo.
– A bala perfurou um órgão e o como defesa, o cérebro, pois seu corpo em coma e nós não temos previsão de volta, muito menos sabemos se haverá uma volta — ele disse e por alguns segundos não conseguia respirar, senti o chão vindo ao meu encontro, como se fosse me engolir e deixei que isso acontecesse, era isso que eu queria que o chão me engolisse.
...
Senti algo gelado em minha testa, abri os olhos, observei em volta, estava em uma cama de um dos quartos do hospital, fitei a enfermeira que havia falado comigo antes, uma das que falava inglês.
– Finn, cadê o Finn? Eu preciso dele, por favor — pedia desesperadamente, as lágrimas já escorriam por meu rosto.
– Calma minha filha, fica calma, você precisa ser forte — ela disse e passei a soluçar — precisa ser forte pra ele, ser forte por ele, Finn só vai acordar com a sua ajuda — ela disse e assenti, a porta se abriu e Puck adentrou o quarto, se aproximou e me abraçou.
– Calma, ele vai ficar bem, shi... — ele disse tentando me acalmar.
– Cadê a Belle? — perguntei me afastando dele que sorriu e pediu pra enfermeira chamar a Santana.
– Como saberei quem é ela? — a enfermeira perguntou.
– Assim que sair vai ver uma latina bonita fazendo escândalo pra ver a Rachel, e com um bebê na frente e outro atrás — ele disse e eu me permiti sorrir por um pequeno tempo, ela saiu e nos deixou ali sozinhos.
– E se ele não ficar bem? — Perguntei a ele com medo.
– Ele vai, qual é mana, ele é forte, sempre foi forte — ele disse e tive que concordar, Finn sempre foi capaz de suportar coisas difíceis, conseguiu se manter forte quando Brody me sequestrou a primeira vez e mais forte ainda quando ele pegou a Belle e troquei de lugar com nossa filha.
Por favor, Deus.
A porta foi aberta rapidamente e uma Santana chorada adentrou o quarto.
– Mi Hobbit, senti tanto sua falta, eu não sei se conseguiria viver sem você, nunca mais faça isso — ela disse brava e eu ri.
– Isso não vai mais acontecer — eu disse e ela ficou confusa, acho que o Puck não havia lhe falado — Santiago matou o Brody — disse e ela arregalou os olhos.
– Ele está bem? — perguntou se referindo ao Santiago.
– Sim, ele esta muito triste, mas disse que não poderia ficar ali vendo Brody mirando a arma em nossa direção e não fazer nada — disse e ela assentiu.
– Coitado, apesar de odiar o Weston, não desejo a morte de ninguém — ela disse e eu e Puck a fitamos com cara de "sério?" — ook, a dele eu desejava, mas eu queria ter eu mesma o matado, ele ia sofrer mais com a Snixx — ela disse e gargalhei.
– Esse foi um som que eu estava v saudade de ouvir — Puck disse c lágrimas nos olhos, Meu Deus, tinha sentido tanta falta dos dois.
– Senti tanto a falta de vocês — disse e cada um me abraçou de um lado, a porta abriu um pouco, porém, ninguém entrou não alguém que eu pudesse ver, mas ouvi e senti meu coração disparar.
Santana se aproximou da porta e se abaixou, quando levantou, as lágrimas já escorriam por seu rosto, Belle estava em seu colo e começou a bater palma assim que me viu, meu pai adentrou o quarto sorrindo.
– Como ela não parava quieta, a coloquei no chão e ela engatinhou até aqui — disse e sorri mais ainda, minha bebê, estava tão grande, tão perfeita, tão linda.
– Meu bebe — disse e Santana se aproximou colocando ela no meu colo — oi meu amor, mamãe sentiu tanto a sua falta — disse e ela tocou meu rosto com as duas mãozinhas, seu rosto mudou de feliz para confuso por sentir as lágrimas batendo em suas mãos, as afastou e ficou olhando as mesmas e passou em seu rosto, nos fazendo gargalhar, a coloquei de pé a lhe dei vários beijos pelo rosto, a cada um ela gargalhava mais, como senti falta disso, a trouxe para meus braços e a abracei, estaria tudo perfeito se o Finn estivesse aqui, senti meu coração apertar mais ainda, mas precisava ser forte por ele.
...
Peguei na mão de Finn, era tão estranho ver ele ali naquela cama, sem mexer algum membro, sem sorrir, sem fazer suas brincadeiras ou falar suas frases sem sentido e mais estranho ver seu rosto sem cor. Já havia se passado três semanas e ele não deu nenhum sinal de que iria acordar, nem mesmo se mexeu, os médicos disseram que era normal, pois não foi um coma induzido, minhas esperanças tinham diminuído, e as coisas pioraram quando o médico me chamou e disse que não sabia quanto tempo ele demoraria pra acordar, poderia durar anos. Eu passava o dia todo aqui, esperando algum sinal, alguma coisa e o que eu tinha era o barulho da sua respiração e era isso que mantinham minhas esperanças, ouvir sua respiração, saber que ele estava lá, definitivamente era isso. Belle estava aqui agora pouco junto com Carole e Burt, desde que voltei, não são muito os momentos que fico com ela, já que fico aqui no hospital e tem tornado as coisas mais difíceis, pois Belle não quer sair do meu lado e do pai, e como uma lei do hospital, crianças não podem ficar aqui.
Por favor, por favor, meu Deus, eu amo ele e preciso dele, não o tire de mim.
Como sempre estava fazendo minha oração silenciosa, era uma das coisas que fazia nos últimos tempos, orar, cantar e ler pra ele.
– Por favor, meu amor, acorde — pedi a ele, que como sempre, continuava de olhos fechados, todo dia antes de cantar, pedia a ele que acordasse, e como resposta, tinha o silêncio.
When the rain is blowing in your face
And the whole world is on your case
I could offer you a warm embrace
To make you feel my love
When the evening shadows and the stars appear
And there is no one there to dry your tears
I could hold you for a million years
To make you feel my love
Senti as lágrimas escorrendo por meu rosto, ele sempre amou essa música e toda vez que eu cantava ele chorava.
I know you haven't made your mind up yet
But I would never do you wrong
I've known it from the moment that we met
No doubt in my mind where you belong
I'd go hungry, I'd go black and blue
I'd go crawling down the avenue
No, there's nothing that I wouldn't do
To make you feel my love
The storms are raging on the rolling sea
And on the highway of regret
Though winds of change are blowing wild and free
You ain't seen nothing like me yet
Eu já havia cansado de impedir os soluços e os deixei vir livremente.
I could make you happy, make your dreams come true
Nothing that I wouldn't do
Go to the ends of the earth for you
To make you feel my love
Abaixei a cabeça e fechei os olhos, era isso que eu sentia pelo Finn, eu faria qualquer coisa pra que ele pudesse sentir todo o meu amor.
Senti um aperto em minha mão e abri os olhos, algumas lágrimas deslizavam pelo rosto de Finn, levantei rapidamente e toquei seu rosto, ele abriu seus olhos e me fitou, sorri entre as lágrimas.
Meu Deus, obrigado, obrigado, ele estava ali, estava acordado, obrigado Deus.
– Meu amor — ele disse em um sussurro, as lágrimas ainda escorriam por seu rosto e pelo meu.
– Você acordou, você está aqui — disse e com um pouco de esforço ele conseguiu sorrir.
– Eu sempre estive aqui — ele me disse e me aproximei lhe dando um selinho.
– Eu te amo tanto, tanto — disse enquanto distribuía beijos por seu rosto.
– Eu também te amo meu amor, eu senti tanta a sua falta — ele disse e sorri, a enfermeira adentrou o quarto pra lhe dar remédio e arregalou os olhos quando o viu acordado.
– Ah meu Deus, ele acordou — disse e sorri, olhei pra Finn que estava confuso — eu vou chamar o médico — disse saindo correndo do quarto.
...
Assim que o médico chegou pediu que eu saísse do quarto para que ele pudesse examinar meu grandão. Acho que felicidade era pouco para o que eu estava sentindo, nós finalmente poderíamos ser felizes.
Belle estava sentada em meu colo brincando com a barra da minha blusa, Puck a tinha trazido para cá, ele estava com os outros na lanchonete almoçando, enquanto eu só queria ver meu homem.
– Rachel, pode vir vê-lo — Rodrigo disse e sorri, levantei com Belle no colo e segui até o quarto, assim que o adentrei, Belle passou a gritar ao ver o pai a olhando, o que fez nos dois gargalharmos.
– Meu Deus, quanta saudades que estava do Papai — disse e ela começou a pular em meu colo, parei ao lado da cama e ela praticamente se jogou em cima dele.
– Calma filha, Papai Esta com dodói — ele disse e ela pois a mão em seu peito, fazendo meus olhos encherem de lágrimas.
– Ela está tão linda, eu senti tanta falta dela — disse e ele segurou minha mão e deu um beijo na mesma.
– Ela também estava com saudades de você, assim como eu também estava — ele disse e sorri — o que aconteceu? Depois que eu levei o tiro — ele disse e pareceu com medo da resposta.
– Acabou — disse e ele ficou confuso — Brody está morto — eu disse e ele arregalou os olhos — Santiago o matou, ele tinha entrado na casa armado e quando viu que Brody ia atirar, ele atirou, mas já era tarde, Brody já tinha disparado contra você, porém ele conseguiu acertar o filho em cheio, Brody morreu agonizando nos braços dele — disse e ele fechou os olhos.
– Santiago? Onde ele está? — me perguntou, Belle estava encostada no pai e estava quase dormindo.
– Ele está cuidando de algumas coisas, vai vender a casa que Andréa deixou para o filho e vender as coisas dela que estão aqui na França, ele veio te visitar algumas vezes — disse — não sabia que vocês tinham se tornado próximos — falei.
– Santiago foi muito importante, ele virou um grande amigo, não pensei que pudesse ser amigo do pai do cara que queria tomar a minha mulher — ele disse e sorri de lado — ele nos ajudou muito, virou um avô pra Belle — disse e acariciou o cabeça da nossa filha — e agora depois disso, eu nunca vou ser capaz de agradecer o que ele fez por nós — disse com lágrimas escorrendo por seu rosto, levei as mãos até seu rosto e limpei o mesmo.
– Estamos livres — disse e ele pegou uma das minhas mãos e beijou a mesma.
– Sim, estamos livres — disse e olhou nossa filha — eu sei que, eu já pedi isso, mas antes tivemos problemas, então agora eu quero que seja pra valer — ele disse e fiquei confusa — casa comigo? — perguntou e senti as lágrimas deslizando rapidamente por meu rosto, aproximei meu rosto do seu e encostei nosso lábios, começado um beijo calmo, afastei nossas bocas e encostei a testa na sua — isso foi um sim? — perguntou.
– Pode ter certeza — disse e voltei a encostar nossos lábios em um selinho, sentei ao seu lado na cama e comecei a acariciar os cabelos da Belle, enquanto ele tinha sua mão na minha.
Sim, nós finalmente estávamos livre, para vivermos juntos e sermos felizes, acabou o pesadelo e começou um sonho.
Fale com o autor