Para Sempre
38 O que é o amor?
Notas iniciais
– Eu preciso que vocês trabalhem mais rapido – Finn disse desesperado.
– Finn estão fazendo tudo que esta ao alcance deles – Ken disse realmente eles estavam fazendo tudo que lhes era possível, mas Brody tinha sido mais esperto.
– Mas vocês tem que fazer mais – Finn disse e se levantou chutando a cadeira.
– Finn você tem que manter a calma – Mark disse.
– Minha filha... Eu não posso mais ficar sem ela – Finn disse e passou a chorar.
– Vai ficar tudo bem Finn, nos vamos acha-la – Ken disse e se abaixou ao lado dele.
– Eu preciso da minha filha... – Finn soluçou chorando mais.
...
– Ryder, eu preciso que você passe em uma farmácia, eu preciso comprar algo – Rachel disse do banco de trás e ele assentiu, havia uma farmácia ali à frente e ele parou em frente há mesma.
– Quer que eu a acompanhe? – ele perguntou assim que abriu a porta para Rachel sair.
– Não, pode me aguardar aqui, vai ser uma coisa rápida – ela disse e ele assentiu voltando a adentrar o carro, ela entrou na farmácia tremendo, sentia o pânico tomar seu corpo cada vez mais.
– Em que posso ajuda-la? – a atendente perguntou assim que ela parou em frente ao balcão.
– E-eu preciso de um remédio para dormir, mas um remédio bem forte, que me faça dormir rapidamente – ela disse e a atendente saiu indo buscar o remedio, ela batia a mão freneticamente no vidro.
– Nós temos esse remédio que é em pó, você pode toma-lo com um suco ou algo liquido, irá dormir rapidamente – a atendente disse para Rachel mostrando uma caixinha.
– Eu vou levar esse – ela disse e a moça a acompanhou até o caixa, Rachel pagou o remédio e saiu dali, colocou a caixa dentro da pequena bolsa que tinha na mão.
– A Senhorita esta bem? – Ryder perguntou antes de abrir a porta do carro para ela entrar.
– Sim, eu estou bem, só vamos... Para o meu apartamento – ela disse e entrou no carro, se sentou ali, e abaixou a cabeça, voltou a levanta-la e sentiu o ar faltar, começou a chorar e logo soluçar, Ryder passou a dirigir.
– Rachel... – ele tentou falar, mas ela fez sinal para ele continuar, depois de um tempo chorando, respirou fundo e limpou as lagrimas- chegamos – Ryder disse e desceu para abrir o carro, os dois subiram e Rachel apertou mais a bolsa na mão.
Adentraram o apartamento e ela olhou em volta, aquele lugar só lhe trazia lembranças ruins, mas também lembranças boas. Como o primeiro momento com Finn ali, quando ele descobriu tudo e entre outros momentos com ele, nem todos foram ruins.
– E-eu V-vou até a cozinha – ela disse e foi até lá, abriu um armário e sentiu o coração disparar ao ver um sachê de suco ali, pegou o mesmo e abriu outro armário pegando uma jarra e dois copos, fez o rapidamente sentindo a mão tremer, pegou o pó dentro da bolsa e despejou em um dos copos, o encheu com suco e mexeu um pouco para o pó misturar, voltou para sala segurando os dois copos – Ryder? – ela chamou e lhe entregou o suco com o remédio.
– Não precisava – ele disse sem jeito.
– Para com isso, beba logo – ela disse e bebeu um pouco de seu suco, ele deu um grande gole e olhou em volta, ela fixou o olhar nele, esperando, e não demorou muito, ele começou a sentir a vista escurecer e uma tontura muito forte.
– Rachel... Eu... – ele caiu antes de terminar a frase, Rachel se ajoelhou ao seu lado com lagrimas descendo por seu rosto.
– Me desculpa... Me desculpa... – ela pedia chorando mais.
Ela se levantou e voltou até a cozinha, pegou o celular e com dificuldade começou a escrever.
“Eu já estou aqui...”
“Em meia hora estarei ai.”
...
– Rachel? – Finn a chamou assim que adentrou a casa junto de Puck, que tinha ido ver como eles estavam.
– Ela não esta aqui – Puck disse meio nervoso.
– Tudo bem cara, ela foi até o apartamento, Ryder está com ela – Finn disse e ele ficou mais calmo porem ainda estava preocupado com a irmã.
– Finn eu estou preocupado com ela – Puck disse se sentando em um dos sofás enquanto Finn sentava em outro.
– Eu também, eu tenho medo que ela faça alguma loucura – Finn disse e Puck não entendeu.
– Como assim? – Ele perguntou.
– Você sabe que ela é capaz de qualquer coisa por quem ama, eu tenho medo que ela faça algo... Sem pensar – ele disse.
...
Rachel estava sentada na mesa da sala de estar, escrevia aquela carta chorando, lhe doía escrever aquilo, principalmente o final, terminou de escrever e sentiu as lagrimas deslizarem mais rápido.
Flashback on
– Filha, se você não parar de brincar eu não vou conseguir te dar banho – Finn pedia e Rachel entrou no banheiro se fingindo de brava, o que fez Belle parar de se mexer.
– Finn você é um bobão que deixa ela fazer tudo – Rachel disse pegando a filha no colo.
– Eu só não consigo resistir a essa coisinha fofa – ele disse enchendo a filha de beijos o que fez ela gargalhar.
– Dá pra parar vocês dois, eu estou tentando dar banho nela – Rachel disse fazendo de tudo para resistir àquela cena de pai e filha.
– Sua mãe é uma chata – Finn disse e Rachel se fingiu de indignada fazendo os dois rirem.
– Você vai ver quem é chata – ela disse pegando a mangueira da banheira e jogando agua nele, Belle e ela riam da cara dele.
– Você não fez isso Rachel – ele disse e se aproximou agarrando as duas tomou a mangueira da mão de Rachel e jogou agua nas duas, Belle dava gritinhos e Rachel gargalhava cada vez mais, depois que ele já tinha molhado bem elas, Rachel tomou a mangueira de sua mão e jogou agua nele, deu na mão da filha que começou a balançar a mangueira e molhou todo o banheiro, os dois gargalhavam com a cena, Finn tirou a mangueira da mão da filha e desligou a agua e puxou Rachel colando seus corpos, Belle gargalhou ao sentir o pai beijando seu rosto, Rachel começou a fazer o mesmo e ela com suas pequenas mão tentava empurrar a cabeça dos pais, os dois pararam ao ver que ela estava tentando puxar folego de tanto rir, ela encostou a cabeça no ombro de Rachel, já estava sonolenta.
– Eu amo você – Rachel disse sorrindo.
– Eu te amo mais – ele disse e deu um selinho demorado nela e depois um beijo de leve no rosto da filha que já estava praticamente adormecida.
Flashback off
Ouviu a campainha tocando e sentiu o coração disparar, correu até a porta e sorriu entre as lagrimas ao ver a filha no bebe conforto, ela estava um pouco pálida, Rachel tomou o bebe conforto da mão dele e colocou sobre a mesa.
– Meu amor – ela disse e começou a distribuir beijos por todo seu rosto – meu bebezinho, a mamãe sentiu tanto a sua falta – ela disse e se afastou um pouco para olhar a filha que estava com uma aparência cansada.
– Nossa quem é esse cara? – Brody disse olhando Ryder adormecido e que agora estava no sofá.
– É meu segurança – Ela disse dura – o que você fez com ela? – Rachel perguntou com raiva e preocupada com a filha.
– Segurança? O Hudson esta com medo hein – ele disse sarcástico e se aproximou de Rachel, apertou as bochechas dela com força – eu não fiz nada com a nossa filha, ela está assim faz dois dias – ele disse e soltou seu rosto.
– O Finn não tem medo de você, isso são ordens da policia e ela não é sua filha, ela é minha filha e do Finn – ela disse ríspida – porque você pegou ela? Você poderia ter me pegado como em todas às vezes, mas não você tinha que envolver minha filha nisso – Rachel disse sentindo o sangue ferver.
– Eu queria que você viesse ate mim de bom grado e até que foi fácil – ele disse dando um sorriso cínico o que só fez ela ficar mais irritada.
– Eu.Te.Odeio – ela disse pausadamente e ele riu.
– Chega disso tudo, vamos embora logo – ele disse e dois homens altos entraram no apartamento, ela mudou a expressão rapidamente ao ver que tinha chegado a hora.
– Eu posso pelo menos por ela para dormir? – ela pediu já com algumas lagrimas nos olhos.
– Você tem no máximo 15 minutos – Brody disse.
Ela subiu com a filha até o quarto, colocou o bebe conforto perto dos travesseiros e tirou Belle sonolenta de lá, pegou alguns travesseiros e fez um pequeno cercado colocando afilha no meio, se deitou do lado dela e pegou em sua pequena mão, Belle virou o rosto olhando a mãe, Rachel secou o próprio rosto e deitou à cabeça no colchão, correspondendo o olhar, começou a cantar a música que Finn cantava pra filha, quando ia pegar ela no meio de noite.
– O que é que um pai pode fazer... Pro nenê nanar... O que é que um pai pode fazer... No meio da noite... Pro nenê nanar... – a lagrimas escorriam por seu rosto, Belle já estava quase dormindo — Ouça essas canções... Da tua fita de ninar... Ela não foi feita pra dançar... O que é que um... Pai pode faze... Pro nenê... nanar... – Belle dormia tranquilamente, Rachel colocou a mão na boca reprimindo um soluço, se levantou pegando uma coberta e cobrindo a filha, tirou as folhas do bolso e colocou ao lado da cabecinha da filha, se abaixou dando um beijo em sua cabeça e a abraçou, não conseguia mais sair dali, Brody apareceu quarto e foi até a cama, começando a puxa-la.
– Vamos Rachel, vamos embora – ele disse e ela fazia que não com a cabeça – Nos temos que pegar o voo, vamos embora – ele disse e voltou a puxa-la, fez um pouco mais de força e Rachel se afastou da filha, passou a chorar baixo, sentindo uma dor no peito.
– Belle – ela dizia porem, não conseguia gritar, sua voz saiu baixa e rouca – Não, Belle, não não – ela repetia, Brody a arrastou para fora do quarto, onde seu choro ganhou som ela começou a soluçar.
– Vamos embora logo – Brody disse já irritado começou a puxa-la com mais força.
– Não... – ela sussurrava, os dois chegaram até a sala e um dos homens colocou um pano na boca de Rachel, que nem se esforçou, estava tão abatida que deixou o remédio fazer efeito e caiu ali mesma desmaiada.
...
3 Horas Depois
Mark tentou abrir a porta, mas ela estava fechada forçou mais um pouco e nada, Finn o empurrou e chutou a porta arrombando, que caiu pro lado de dentro do apartamento.
– Oh meu deus Ryder – Ken disse se aproximando, o rapaz ainda estava adormecido no sofá.
Finn foi até a cozinha desesperado, mas voltou rapidamente ao ouvir um choro afinado, subiu correndo as escadas e quase caiu ao ver a filha na cama chorando descontroladamente.
– Meu bebe, meu amorzinho – ele disse sorrindo entre as lagrimas, se aproximou pegando a filha no colo – esta tudo bem, papai esta aqui – ele disse e ela pareceu se acalmar, Puck parou na porta e sentiu as lagrimas descendo ao ver a sobrinha ali no colo do cunhado, mas seu sorriso sumiu ao ver um bilhete perto de um dos travesseiros, foi correndo ate a cama e abriu a primeira folha do bilhete, passou a chorar alto e Finn sentiu o desespero tomar seu corpo.
– O que é isso? – Ele perguntou desesperado, mas Puck não conseguia falar nada, Ken se aproximou pegando o bilhete e dando um lida rápida.
– Ela fez uma troca, foi no lugar da Belle – Ken disse com lagrimas nos olhos, Belle passou a chorar novamente e as lagrimas deslizavam pelo rosto do rapaz.
– Não... de novo não... não isso não pode ter acontecido... i-isso – ele dizia baixo, sua voz saia em um sussurro – meu amor... Rachel – a garganta começou a secar e ele voltou a colocar a filha na cama, caiu ajoelhado no chão chorando descontroladamente, Belle chorava alto. Mark apareceu no quarto e sentiu um aperto ao ver Finn ajoelhado no chão chorando alto, Belle chorando descontroladamente enquanto Puck chorava baixo e tentava acalma-la, Ken matinha a cabeça abaixada.
– NÃO... – Finn gritou entre o choro e olhou pra cima – POR QUÊ? – ele perguntava e chorava mais – NÃO...
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