Para Sempre
45 O Reencontro
Notas iniciais
POV Finn
O voo foi tranquilo, mesmo eu estando alienado pensando em como a Rachel estava, eu precisava encontra-la, eu precisava tela em meus braços, precisava escutar sua voz e principalmente dizer a ela o quanto a amava.
Assim que chegamos na cidade de Toulouse, fomos direto para um hotel, precisávamos descansar um pouco antes de começar a busca.
– Finn, o que você vai fazer quando encontrar com a Rachel e o Brody? – Puck perguntou deitado na sua cama, estávamos dividindo um quarto no hotel.
– Minha vontade é de matar o Brody, mas eu não sei, simplesmente não sei – eu respondi enquanto olhava pelo celular uma foto da Rachel e a Belle.
– Minha vontade é de socar a cara desse desgraçado – Puck confessa com os punhos fechados.
– A minha também, mas nos temos que ter calma, temos que ser cuidadosos, o Brody ainda está com a Rachel e não será tão fácil recupera-la, ele pode fazer algo com ela, se nós exaltarmos — comento agora olhando pra ele.
– Você esta certo , bom, vou ligar pra Santana para ver como estão as crianças, ok? – ele me pergunta e eu apenas concordo com a cabeça.
Puck saiu do quarto para ligar para a esposa, enquanto eu continuei deitado na cama, vendo fotos no meu celular e inerte aos meus pensamentos.
FlashBack On
– Ela é tão linda — Rachel sussurrou para mim, enquanto olhávamos Belle dormindo no berço.
– Sim ela é perfeita, perfeita igual você — eu sussurrei a abraçando por trás.
– Nem sou tudo isso — ela disse e eu podia perceber seu sorriso apenas ouvindo sua voz.
– Pra mim é, a mais perfeita do mundo todo, a mais linda, a mulher perfeita pra mim — eu disse e ela se virou, seus olhos estavam marejados, e ela sorria, o que me fez sorrir também.
– Eu te amo — ela disse e fechei os olhos absorvendo aquelas palavras.
– Eu te amo garota — eu disse assim que abri os olhos e pude ver seu sorriso ficar maior.
– Eu te amo mais — ela disse.
FlashBack Off
Meus olhos estavam pesados, sorri e logo os fechei.
– Se você diz — disse antes de cair em um sono profundo.
...
– Finn, Finn cara, acorda – Puck me chamou.
– Humm – foi a única coisa que eu conseguir dizer.
– Acorda mano, o Mark disse que já podemos começar a procurar a Rachel – Puck falou e me levantei da cama rapidamente
– Eu só vou me arrumar e já desço – falo e caminho para o banheiro.
– Estaremos te esperando no restaurante para tomarmos café da manhã — Puck disse antes que eu fechasse a porta e assenti antes de fechar a mesma.
...
– Bom, como eu havia dito a vocês, eu não me lembro aonde é a casa que minha mulher deixou para o Brody, mas antes de perguntarmos aonde é essa tal casa, acho que deveríamos procurar em 2 lugares que possivelmente ele poderia estar – Santiago diz e Mark concorda acenando com a cabeça.
– O que você acha Finn?- Mark me pergunta
– Por mim tanto faz, o que importa agora é achar a Rachel o mais rápido possível – digo e eles concordam
– O que estamos esperando, vamos? – Puck diz e nós então saímos do hotel.
...
Já no carro Puck resolveu falar por perceber a tensão que havia no mesmo.
– Sr. Weston, o que você tem em mente quando encontrar o Brody ? – olho para Puck meio assustado com aquela pergunta, mas ele somente dá de ombros, como se precisasse saber daquilo.
– Eu realmente não sei meu filho, sabe eu queria tanto que o Brody fosse uma pessoa diferente, nunca pensei que isso iria acontecer, nunca pensei que um filho meu chegaria a sequestrar alguém por, como ele diz “amor” – Santiago respondeu enquanto olhava pela janela, os campos de trigo que haviam ali – A coisa que eu mais quero agora é acha-los e devolver a Rachel para a família dela, eu percebo como o Finn fica estando longe da mulher dele, e como a pequena Belle fica, eles sentem falta da Rachel, e eu percebi que a família de vocês é feliz, muito feliz, as vezes me pergunto o que foi que eu fiz de errado, o que foi que eu fiz para não ter uma família assim — ele diz olhando o horizonte, ficamos um tempo em silencio no carro — Sabe, quando Andréa ainda era viva eu podia dizer que eu era feliz, que nos tínhamos uma família feliz, após ela dar a luz ao Brody e falecer, eu não fui mais feliz como era antes, e grande parcela de culpa de tudo que o Brody esta fazendo é minha, por que eu pensava que a culpa era dele por minha mulher não estar viva, muitas vezes cheguei a jogar na cara dele que ela só estava morta por causa dele, que ele era um peso na minha vida e na vida de nossa família, eu não ensinei ele a ser um homem correto, um homem honesto – ele falou de cabeça baixa.
– A culpa não é sua por ele ser assim, o senhor é um homem bom e mesmo com seus defeitos, Brody poderia ter se baseado no senhor, o senhor não merece levar a culpa pela merda de pessoa que o Brody é – eu disse e ele desviou o olhar da janela para mim e deu um sorriso triste, logo voltando a olhar para fora do carro.
...
– Aqui é um dos lugares em que ele poderia estar, esse galpão era da minha esposa quando ainda morávamos aqui, era aqui em que ela vinha quando queria pintar seus quadros – Santiago disse com a voz embargada e adentrou o tal galpão, havia vários quadros ali, um mais lindo que o outro, lindo não perfeitos, havia um quadro mais no canto de um menininha, que eu deduzi ser Marley já que era muito parecido com ela.
– Ele não esta aqui – diz Mark voltando com dois policiais que estava com ele.
– Por que você pensou que o Brody poderia estar aqui? – Puck perguntou curioso.
– Por que quando ele tinha seus 5, 6 anos e eu o culpava pela morte da mãe dele, ele vinha para cá se esconder, e quando eu dava sua falta, vinha buscá-lo, ele ficava admirando as pinturas de Andréa, inclusive essa, não foi pintada por ela, e sim por Marley, mas ele amava essa pintura, mesmo não sendo pintada pela mãe, havia duas pinturas do rosto de Andréa aqui, mas provavelmente Brody veio aqui é a levou — Santiago respondeu e me aproximei fitando uma pintura do rosto de Andréa, ela era morena igual Rachel, era até bastante parecida com ela.
– Ela era linda — eu disse olhando a pintura.
– Sim ela era — ele disse com a voz embargada e saiu do galpão junto com Mark e os outros policiais.
– Você acha que nos vamos encontrar a Rachel? – Puck perguntou se aproximando enquanto eu continuava olhando a pintura de Andréa.
– Sim... eu tenho esperança que sim – respondo e saio do galpão com ele logo atrás.
...
– Este é o outro lugar em que ele poderia estar – Santiago diz saindo do carro – lembro de vir aqui com meus filhos, Marley vivia insistindo para vir sempre aqui — ele disse, estávamos em frente a uma cabana no meio da floresta, a madeira da casa já estava desgastada pelo tempo em que ela estava ali, porém parecia bem arrumada, Mark adentrou o local com os dois policiais enquanto estávamos do lado de fora, logo ele saiu.
– Não tem ninguém aqui — ele disse e suspirei — mas acho que isso era dela — ele disse e abriu a mão mostrando um colar, com um pingente de coração.
– Sim, era dela — eu disse e vi um reflexo nos óculos escuros, levei o olhar e vi um senhor de idade aí perto.
– Quem são vocês? — ele perguntou.
– Henrique? — Santiago disse e passou a minha frente — sou eu, Santiago Weston — ele disse e o velho sorriu emocionado.
– Oh meu querido — ele abraçou Santiago e fiquei confuso.
– Quanto tempo, o que você está fazendo aqui? — Santiago perguntou assim que se afastaram.
– O menino Brody me trouxe para cuidar da cabana e de sua casa — ele disse simplesmente e assim como todos ali, arregalei os olhos.
– Você sabe onde o Brody está? — perguntei desesperado.
– Sim, ele está na casa de sua mãe — Henrique disse e senti os olhos encheram de lágrimas.
– Henrique venha conosco até lá, eu não lembro o caminho e preciso achar ele — Santiago pediu e ele assentiu logo entrando no carro conosco.
...
– É aqui — Henrique disse assim que paramos o carro, um pouco afastado da casa, olhei Santiago e seus olhos estavam marejados.
– Vocês levam o senhor Henrique de volta e eu vou entrar — eu disse pronto pra abrir a porta do carro, Mark e os outros dois policiais já haviam saído do outro carro, senti uma mão em meu ombro.
– Finn você está louco, o Brody deve ter um monte de pessoas aí — Puck disse desesperado.
– O menino Brody mandou todos para um hotel, só deixou a cozinheira e o filho dela aí, ele disse que queria ficar sozinho com a sua mulher, disse que tinha um presente pra ela — Henrique disse simplesmente e senti o sangue ferver.
– Eu preciso entrar — disse e sai do carro rapidamente porém antes de fechar a porta, me abaixei — se vocês ouvirem qualquer barulho, entrem — disse e fechei a porta — Mark, eu vou entrar sozinho — eu disse.
– Finn... — ele tentou mais eu o interrompi.
– É necessário, preciso disso — disse e ele assentiu.
– Leve isto — ele disse me mostrando a arma e balancei a cabeça negativamente.
– Nunca me dei com armas — disse me afastando.
– Boa sorte — ele disse.
POV RACHEL
Eu não aguentava mais essas dores, estava acabada, meu corpo todo doía.
– Rachel, querida, vamos acorde – Marcia veio me chamar.
– Não... eu não quero sair daqui – digo abafado por causa do travesseiro.
– Pode deixar Marcia, eu a tirarei da cama – Ouço Brody dizendo e meu corpo se arrepia.
Escuto passos até a porta e outros até a cama, logo sinto a cama afundando.
– Hey princesa, vamos levantar – ele toca no meu braço e eu puxo o mesmo, não querendo que ele encoste um dedo em mim – levanta – ele diz agora ríspido.
Junto forças da onde não tenho e sento na cama, não sei como ainda aguento ficar em pé, parece que a qualquer momento eu vou quebrar.
– Isso... venha vamos descer e tomar o nosso café da manha – Brody diz sorrindo e e sinto vontade de vomitar só por ver aquele sorriso nojento.
– Eu não quero – digo baixo e olho para as minhas mãos.
– Você não tem que querer, você vai e pronto – ele diz agora em pé na minha frente.
– Eu... – ia começar a falar algo, mas ele me interrompe.
– Vamos e pronto – ele me puxa pelo braço, assim que eu fico em pé sinto uma tontura forte e tudo em minha volta fica preto.
...
Acordei sozinha no quarto, ainda me sentia um pouco tonta, levantei fiz minha higiene e resolvi descer para ver se o Brody estava em casa e para a minha alegria não estava, fui ate a cozinha procurar a Marcia e a mesma não estava la, assim que sai da cozinha encontrei com Jesse.
– Jesse cadê sua mãe e o Brody? – perguntei com a voz fraca.
– Minha mãe foi ao mercado e o Brody disse que ia fazer alguma coisa na cidade – ele me respondeu.
– Só estamos nós aqui? — perguntei.
– Sim, porque? — ele pergunta confuso e antes que eu pudesse responder, alguém me interrompe.
– Cadê ela? – escuto Brody e sinto o pânico passando pelo meu corpo.
– Esta na cozinha – escuto a voz de Jesse tremer.
– Oi princesa – Brody diz atrás de mim me assustando.
– O-oi – respondo caminhando para longe dele.
– Esta fugindo de mim? – ele pergunta segurando meu braço com força.
– N-não – respondo com a voz embargada e de cabeça baixa.
– Pois é o que parecia – ele disse e com o dedo faz eu levantar o rosto – gosto de ver seus olhos – ele diz e eu estremeço.
– Brody... – ia começar a falar algo quando fui interrompida por seus lábios sobre os meus me forçando a beija-lo, tentei impedir, mas ele era mais forte do que eu e continuou a me beijar.
– Você é minha, só minha... – após ele dizer isso, ele da um tapa com força em meu rosto, grito por ser pega de surpresa, escuto Jesse vindo e Brody olha para a porta da cozinha — Saia daqui moleque – ele grita e Jesse me olha assustado, eu somente balanço a cabeça fazendo com que ele vá embora.
– Tão linda... tão minha – Brody diz ele ia levantar a mão para me bater de novo mas eu seguro seu braço – solta o meu braço sua vadia – ele grita e me empurra, fazendo eu cair e bater as costas na parede.
– Para Brody... você já não me bateu o suficiente? – pergunto me levantando.
– Nunca me cansarei de te bater princesa – ele diz caminhando ate mim enquanto eu me afasto.
– Como você pode me bater e dizer que me ama, você é louco – falo assim que me encosto na parede por não ter por onde me afastar, quando finalmente ele chega perto de mim me pega pelos cabelos fazendo com que eu grite de dor.
– Você é uma vadia, e merece apanhar – ele diz rispido e bate com a minha cabeça na parede com muita força, fazendo eu ficar tonta – fique aqui, vou pegar um presentinho para você – ele diz e se afasta indo ate seu escritório.
– Jesse querido, venha aqui me ajudar com essas sacolas – escuto Marcia e caminho ate a sala aonde vejo Jesse pegando as sacolas e acompanhando sua mãe ate a cozinha, me levanto com um pouco de dificuldade e começo a caminhar por toda ela, como pode ser tão grande? Nunca vim aqui, Brody nunca deixou, sempre que ele não estava, eu ficava trancada no quarto e quando ele estava, ficava apenas na cozinha ou na sala.
Flashback On
– Finn... para – disse em meio as gargalhadas.
– Você me desafiou... falou que eu não conseguia te achar – ele disse rindo também.
– Okay eu confesso... você... consegue – Falei ofegante assim que ele parou de fazer cócegas em mim.
– Eu disse que conseguia, eu iria até o fim do mundo por você, mesmo que ele te levasse pro inferno, eu iria atrás de você, eu te amo — ele disse e sorri emocionada.
– Eu também te amo — disse começando um beijo calmo.
FlashBack Off
Lembrei daquilo e fechei os olhos, senti as lágrimas deslizando por meu rosto, assim que abri meus olhos, olhei de relance por um lugar e pude ver um jardim, havia uma saída e ela estava aberta, ela era um pouco distante de onde eu estava, comecei a caminhar rapidamente, até a saída, olhando para os lados, para que ninguém me visse, logo cheguei a porta, mas só então pude ver que era um quintal com muro em volta, voltei a chorar olhando aqueles muros e pensando que nunca conseguiria sair dali, Finn, por favor, venha atrás de mim, pensei e me virei, enquanto caminhava olhava para o chão, logo bati em algo ou alguém, levantei o rosto e senti o meu coração disparar e as lágrimas de felicidade escorrerem por meu rosto, levando embora as lágrimas de tristeza e dor. Ele estava ali, ele veio me salvar. Finn estava ali por mim, as lágrimas também escorriam por meu rosto, me aproximei devagar e toquei seu rosto, fechei os olhos ao perceber que não estava enlouquecendo, ele realmente estava ali.
– Meu amor — sussurrei e ele segurou meu rosto entre suas enormes mãos.
– Rachel, meu amor, minha vida, eu te achei... — seu tom de voz era de puro desespero eu balancei a cabeça emocionada.
– Eu te amo, te amo, te amo mais que tudo, te amo... — comecei a repetir desesperadamente.
– Eu te amo — ele disse e aproximou o rosto encostando nossos lábios e começando um beijo calmo e molhado pelas lágrimas, como eu sentia falta disso, ouvi alguém batendo palma, e nós afastamos, porém continuamos abraçados.
– Que lindo, o casal do ano juntos — Brody disse segurando uma arma e o desespero voltou a tomar conta de mim.
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