Para Sempre
8 Não consigo viver sem você
Notas iniciais
POV Finn
Faz 1 mês que soubemos sobre a gravidez da Rachel. Durante esse tempo ela passou mal 3 vezes, a 1º vez foi por causa de um problema com a Santana, foi um problema idiota mas que já foi capaz de deixar ela nervosa e fazer com que sua pressão caísse e ela desmaiasse.
Flashback on
Santana estava sentada no sofá ao lado da Rachel, chorando desconsoladamente, eu estava encostado no batente da porta, Rachel estava se mostrando realmente irritada com a Santana, ela estava nos contando que o Puck estava muito próximo da Brittany e que mesmo que a Britt namore o Sam, ela desconfiava que eles estivessem tendo um caso. Mas não era isso que estava acontecendo, e sim que o Puckerman estava amando a Sant e ele tinha pedido a ajuda da Britt para pedi-lá em casamento, ele ia pedir a Rachel porém eu disse que ela não conseguia guardar segredo e acabaria revelando a amiga, o que é pura verdade. Rachel se levantou do sofá irritada porque a amiga tinha brigado com o Puck, eles estavam muito amigos, assim como eu e a Sant.
— Eu não acredito Sant, é meio obvio que eles não estão tendo um caso, primeiro a Britt ama o Sam, e segundo, o Puck te ama — ela disse e começou a andar de um lado para o outro.
— Eu sei que a Britt ama o Sam, mas eu não sei se o Puck me ama, e ele não é esse santo Rach — Santana falou.
— Mas e se ele mudou Sant? Você vai ser muito idiota se achar que ele não te ama, e não pode mudar por você — Rachel disse.
— Rach, para de brigar com ela, eu conheço o Puckerman e a Sant tem todo o direito de desconfiar dele, ela com certeza tem seus motivos — eu disse tentando disfarçar, mesmo que eu estivesse piorando a situação do Puck eu tenho certeza que depois ele iria me agradecer.
— Ah agora vai ficar contra mim também? — Rachel perguntou e eu passei a mão no rosto, de uns tempos pra cá ela acha que todos estão contra ela, provavelmente culpa dos benditos hormônios — Eu tenho certeza que o Puck pode ter mudado, eu não conhecia ele antes, mas eu sei quando uma pessoa está apaixonada e como ela pode mudar por amor — ela disse e cruzou os braços sobre o peito — mas tudo bem, fiquem ai pensando que ninguém pode mudar, eu vou subir estou morrendo de dor de cabeça — ela falou e se virou indo para a escada.
Porém parou e colocou a mão no corrimão como se estivesse se apoiando, me levantei rapidamente e fui até ela, que se virou e olhou para mim, eu pude ver que ela estava pálida e me aproximei mais.
— Eu vou... — ela disse antes de desmaiar nos meus braços, Santana veio correndo até nos, descemos até a garagem e logo já estávamos seguindo para o hospital.
Flashback off
Felizmente foi só uma queda de pressão e ela ficou só algumas horas no hospital tomando alguns medicamentos e logo já estávamos em casa. A 2º vez estávamos sentados no sofá vendo filme, quando ela começou a sentir dores no ventre e começou a reclamar que estava muito forte e de repente desmaiou, eu a levei ao hospital e o medico disse que era normal mulheres que tem riscos na gravidez sentirem fortes dores no ventre e depois desmaiar, que não é nada muito sério, mas que era necessário levá-la ao hospital toda vez que acontecesse.
Já a 3º vez que ela passou mal foi a algumas horas atras; eu agora estava sentado na recepção esperando para vê-lá, eu já havia recebido a noticia de que ela e o bebê estavam bem, mas que ela ainda estava fazendo alguns exames para terem certeza e eu ainda não poderia vê-lá, o motivo dela ficar tão mal foi uma briga que tivemos antes dela se virar para mim pálida e cair desacordada nos meus braços.
Flashback on
Era 8:00 e eu estava sentado na minha mesa do escritório de casa, que a Rach tinha mandado fazer para mim, eu estava analisando um caso de divórcio que estava sendo um dos piores, estava me estressando ao máximo, eu não iria trabalhar nem hoje nem amanhã, mas precisava terminar a análise pois a audiência será daqui a 4 dias. Eu apoiei os cotovelos sobre a mesa, colocando o rosto entre minhas mãos. Ouvi o barulho da porta sendo aberta.
— Finn? — ouvi a voz da minha namorada e sorri, eu podia estar matando alguém de tanto nervoso, mas se eu ouvisse a voz da Rachel eu me acalmava rapidamente, levantei meu rosto e sorri ainda mais ao vê-lá com a minha camisa que ficava enorme nela.
— Oi meu amor... — eu disse e ela sorriu — vem cá? — falei e me afastei um pouco da mesa, ela assentiu e veio até mim, e mesmo com a minha larga camisa era possível notar a saliência em sua barriga, ela se sentou na minha perna e olhei sua cara de sono — você acordou cedo, o que houve? — eu perguntei acariciando seu rosto.
-Eu estou com saudade de você...eu acordei e vi que você não estava lá e resolvi vir matar as saudades... — ela disse e começou a adentrar minha camisa semi-aberta com as suas pequenas mãos e eu sorri.
— Eu também estou amor...eu não vou trabalhar hoje e nós vamos aproveitar bastante...mas antes eu tenho que terminar de analisar esse caso e receio que vá demorar um pouco — eu disse apontando para os papeis e ela se levantou bufando e ficou de costas para mim — o que foi? — eu perguntei sem entender o porque dela ter ficado brava, ela então se virou para mim.
— Você só fica nesse escritório, trabalhando o dia inteiro, nem liga mais pra mim — ela disse com os olhos marejados.
— Como eu não ligo? Eu não vou trabalhar para nós ficarmos juntos — eu disse.
— Mas o que adianta você deixar de ir trabalhar na empresa, para ficar trabalhando aqui, e quando estamos juntos mal me toca ou me beija — ela disse já se alterando um pouco.
— Você quer que eu faça o que? Que eu finja que esta tudo normal? Que esta tudo bem? Porque sinceramente Rachel, não está — eu disse me levantando.
— Você não quer que fique tudo bem Finn, eu estou fazendo de tudo para que fique mas você não... — ela disse mais irritada ainda.
— Mas como você quer que eu fique normal em relação a tudo, você acha que é fácil saber que sua namorada está gravida e o filho não é seu, você acha que é fácil? — eu falei elevando um pouco a voz.
— Eu não estou falando que é fácil Finn, mas pelo menos você podia estar tentando deixar tudo mais fácil e normal — ela disse engasgando as vezes, mas bem mais calma.
— Eu estou tentando deixar tudo mais fácil e normal — eu disse mais calmo e as lagrimas já enchiam meus olhos — é difícil, mas Rach, eu realmente estou tentando, a prova de que eu realmente estou é eu não ter te abandonado, estar com você de amar essa criança como se fosse minha, porque eu realmente amo, mas ela infelizmente não é minha, e você não sabe o tanto que eu queria que fosse — eu disse e senti as lagrimas deslizando por meu rosto.
— Você acha que eu não queria Finn? Você acha que eu não queria que esse filho fosse SEU? Sinceramente Finn, eu não queria um filho agora, e muito menos um filho do asqueroso do Brody — ela disse e as lagrimas escorriam com rapidez pelo seu rosto — quando eu soube que eu estava gravida um medo, um pânico percorreu meu corpo, mas a felicidade também apareceu misturada com esses dois outros sentimentos, mas eu também sabia que era do Brody, o medo e o pânico ganharam mais força do que a alegria, e eu fiquei muito mal...e-eu a-até pe-pensei e-em... — ela não conseguiu terminar de falar e abaixou a cabeça, e eu senti a raiva tomar meu corpo.
— Como você pode pensar nisso? Como Rach? — eu perguntava irritado — eu realmente não sei onde esta aquela garotinha delicada e inocente que eu conheci, aquela que eu amei — o que eu estava pensando quando falei isso, eu amei aquela garotinha mas agora amo essa mulher.
— Você não me ama mais? — ela perguntou chorando e eu passei a mão no rosto.
— Rach... — eu disse e me aproximei dela, que colocou a mão na frente impedindo que eu chegasse mais perto.
— Você disse que amava aquela garotinha, mas eu nunca mudei, só que eu não sou mais inocente...Finn mesmo com todos os problemas, eu sempre te amei, eu te amo e sempre vou amar... — ela parou puxando ar, eu pude ver que ela estava pálida e senti o pânico percorrer meu corpo, toquei seu rosto e ela estava gelada.
— Rachel? — eu falei e ela me olhou.
— Finn... — ela disse antes de cair nos meus braços.
Flashback off
Eu escondi o rosto nas mãos, não podia acontecer nada com lá nem com o bebê, mesmo eu sabendo que eles estavam bem, o pânico ainda estava passeando por meu corpo, e eu tenho tanto medo que ela me deixe, eu a amo mais que tudo, se eu a perder eu não sei se vou viver, eu amava aquela criança também mesmo ela não sendo minha, mas na verdade ela era sim minha, a Rachel decidiu ficar comigo, e ela me quer como o pai dessa criança, e é assim que vai ser, a partir de hoje eu faço uma promessa a mim mesmo que não deixarei nada acontecer com ela e com o bebê. Eu estava absorto em meus pensamentos quando senti uma mão no meu ombro, levantei a cabeça e vi uma enfermeira ela sorriu para mim que dei um sorriso triste como resposta.
— O doutor quer falar com você — ela disse e eu assenti, logo a seguindo até o consultório do medico.
Eu entrei na sala e fiquei um tempo perto da porta.
— Sente-se Finn — ele disse e eu assenti e me sentei na cadeira em frente a mesa, ele ficou olhando para mim durante um tempo antes de falar — pelo estado dela e olhando para você agora e percebendo o seu, eu tenho certeza que não é só um caso mais sério de queda de pressão — ele falou e eu abaixei a cabeça — o que houve Finn? — ele perguntou sério.
— Nós brigamos e eu acabei falando coisas que não devia — eu disse.
— Finn isso não pode voltar a acontecer, você não pode esquecer que o caso dela é grave e se algo acontecer eu não sei se ela vai aguentar — ele disse e eu assenti.
— Eu sei...eu não vou deixar nada acontecer com ela — eu disse e ele suspirou.
— Bem...você já pode ir vê-la eu vou ver como estão os exames e logo sigo pra lá — ele disse e nós saímos da sala ele foi para o outro lado e eu segui para o quarto.
Eu suspirei antes de abrir a porta, adentrei o quarto e encontrei ela dormindo, parei um pouco a observando e logo fui até um dos lados da cama e segurei em sua mão, me sentei na poltrona que ficava do lado da cama.
Fechei os olhos e me permiti pensar em como seria se eu não a tivesse mais, e senti meu coração apertar, eu não conseguiria viver sem ela, eu a amo muito. Ouvi o barulho dos lençóis, abri os olhos e vi que ela se mexia e logo abriu os olhos.
— Rach? — eu falei e ela olhou para mim logo olhando para o outro lado — Amor olha pra mim — eu disse porém ela não olhou, peguei em seu queixo e virei seu rosto, seus olhos estavam cheio de lagrimas — me desculpe, eu não devia ter dito aquilo, eu não devia ter mentido porque a verdade é que eu te amo Rach, e se algo acontecer com você e NOSSO bebê, eu não sei se vou aguentar — eu disse chorando e ela também chorava — eu fiquei com tanto medo que algo acontecesse com você ou com o bebê...eu... — não conseguia terminar e abaixei a cabeça e ela começou a passar a mão no meu cabelo.
— Não aconteceu Finn...e não vai acontecer... — ela disse e eu levantei a cabeça — aquela hora eu não consegui terminar de falar, mas agora eu vou dizer a verdade pra você, eu realmente pensei em aborto mas quando eu vi o amor, apoio, carinho que vocês estavam me dando, eu pude ver que essa criança ia ser amada por todos, eu me arrependo muito por ter deixado essa idéia passar pela minha cabeça e eu vejo a sorte que eu tenho por ter pessoas como você, como a Sant, o Puck e o Kurt comigo...e eu vejo o quão grande é meu amor por essa criança, e por você...quando você disse aquilo, eu fiquei tão magoada eu senti como se estivessem cortando meu coração, eu sinceramente achei que era verdade que você não me amava mais...a dor que senti quando ouvi você falando aquilo... — ela não terminou e as lagrimas deslizavam rapidamente por seu rosto e senti meu coração apertar ainda mais.
— Com certeza essa criança é amada por todos nós, e eu que tenho sorte de ter uma pessoa como você na minha vida...e-eu sei como você deve ter se sentido e eu me sinto a pessoa mais horrível do mundo por ter feito você se sentir assim, Rach eu prometo que nunca mais vou fazer isso, eu não vou deixar que nada aconteça com você ou com o bebê, mas eu preciso que você me perdoe, porque eu não sei se vou conseguir viver sem você — eu disse engasgando e ela sorriu em meio as lagrimas.
— Eu também não consigo viver sem você, todos esses anos que ficamos separados eu achava que conseguia, mas sinceramente eu não consigo...eu que deveria te pedir perdão por tudo que falei, mas sim eu te perdôo e tenho certeza que você vai cumprir essa promessa — ela disse sorrindo e eu sorri também.
— Eu digo o mesmo...e não você não tem que me pedir perdão...eu amo essa criança, e agora eu vejo que ela também é minha, eu sou o pai e nada nem ninguém vai mudar isso...eu te amo tanto — eu disse me aproximando mais dela.
— Nada nem ninguém...eu também te amo...muito — ela disse e eu selei nossos lábios, em um beijo apaixonada e calmo, ouvi o barulho da porta e afastei nossos lábios deixando nossas testas coladas.
— Vejo que vocês fizeram as pazes — o doutor disse e Rachel afastou a cabeça dando um sorriso largo e assentindo.
— Ah eu não consigo viver sem essa coisa chata — eu e o doutor riamos e ela olhava pra mim fazendo cara de indignada — brincadeira, ah verdade é que eu não consigo viver sem essa coisa pequena, linda, perfeita e meiga — eu disse ela sorriu corando, eu lhe dei um selinho demorado e ela se virou para o doutor.
— Então Doutor como esta meu garotão? — ela perguntou e eu a olhei confuso.
— Garoto? — perguntei.
— Eu quero um garoto, você quer o que? — ela disse.
— Eu quero uma garotinha, igual você — disse e sorri pensando em uma miniatura da Rachel, não que ela já não fosse pequena, correndo pela casa.
— Ah não, minha filha ou meu filho na pode ter meu nariz — ela disse e pois a mão sobre o seu nariz e eu revirei os olhos.
— Para com isso Rach, seu nariz é lindo — eu disse e ela negou com a cabeça, olhei para o doutor desistindo de argumentar — então doutor como está o bebê? — eu perguntei e ela gargalhava.
— Na verdade está muito bem, mas algumas coisas vão ter que mudar, a sua alimentação terá que ser mais saudável, não pode fazer esforços, em vez de academia faça uma caminhada matinal lenta e tem mais alguma coisa que eu estou esquecendo — ele disse e ficou com cara de pensativo — ah sim, tentar ficar sem fazer sexo... — ele disse normalmente e fui um pouco pra frente na cadeira.
— O que? — eu e a Rachel perguntamos juntos.
— Tentar quer dizer que se rolar uma escapadinha não tem problema, não é? — Rachel falou e eu olhei para o doutor esperando um sim.
— Tentar na expressão que usei quer dizer não fazer para o bem da criança — ele disse e eu passei a não no rosto — eu acho que é melhor ter essa prevenção até o bebê nascer — ele disse.
— Fica tranquilo doutor até lá já morri — eu disse e passei a mão no rosto novamente.
— É mais fácil eu morrer, o que vai ser de mim? — Rachel falou e o doutor revirou os olhos.
— Fiquem tranquilos vocês vão aguentar — eu olhei para a Rachel com um olhar de " não é ele né?" e a Rachel olhou para mim com cara de " Ah tá" — bem, eu percebi que vocês estão bem animados para saber o sexo do bebê — ele disse e nós voltamos a ser felizes — o bebê de vocês deu o ar da graça nos minutos finais do ultrassom e abriu as perninhas — ele disse e eu senti lagrimas rolarem por meu rosto assim como no da Rachel — Parabéns, vocês teram uma menina...
— U-uma men-menina ? — perguntei e ele assentiu, olhei para a Rachel e ela olhava para sua barriga a acariciando — nós vamos ter uma menina meu amor — eu disse e ela olhou para mim chorando e sorrindo, eu coloquei a mão em sua barriga e comecei a acariciar.
— Nós te amamos tanto filha — ela disse e eu lhe dei um beijo apaixonado e logo depois beijei sua barriga, eu não poderia estar melhor, é uns dos melhores momentos da minha vida.
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