Para Sempre
33 Hora de nossa filha vir ao mundo...
Notas iniciais
POV Finn
Eu vou o mais rápido que eu conseguir, eu te amo, eu vou tirar você daí– eu disse convicto.
Eu também te amo e confio em você – ela disse e desliguei o telefone.
– Conseguimos a localização, precisamos levar até a polícia, porque eu sou apenas um detetive e não posso prender ninguém — Ken disse pegando o papel com as coordenadas do local e se levantando juntos com os demais.
– Precisamos ir logo, Rachel está com dor e Brody pode chegar a qualquer momento — Eu disse e todos começaram a ir até a porta — Santana acho melhor você... — eu comecei a dizer, mas ela me interrompeu.
– Escuta aqui Hudson, se você não me deixar ir com vocês resgatar a Hobbit, eu arranco o que você tem no meio das pernas e você não poderá mais ter filhos, e não duvide de mim, meus hormônios estão horríveis — ela disse apontando o dedo para meu rosto, eu olhei com cara de medo para o Puck que deu de ombros.
– Ok então, vamos todos — eu disse, pois realmente fiquei com medo, mas assim que abri a porta, quatro pessoas entrarem desesperadas — Opa opa, que merda é essa? — Eu perguntei irritado, não esperava nenhum deles ali.
– Finn Hudson, olha essa boca, não foi isso que lhe ensinamos — Minha mãe disse irritada, apesar de não vê-la há muito tempo, ela já chega me dando broncas como se eu ainda fosse uma criança.
– Pai? Shelby? Carole e Burt? O que fazem aqui? — Puck perguntou.
– Eu liguei para eles — Kurt adentrou a casa junto com Blaine, Sam e Brittany.
– Kurt, eu avisei... — eu tentei falar, estava com vontade de matar meu irmão.
– Finn, eu sei que não queria nos deixar preocupados, mas a Rachel é nossa filha — Will disse e eu abaixei a cabeça, isso é metade da verdade, eu realmente não poderia ter escondido tudo deles.
– E tem nossa neta agora também — Shelby disse e minha mãe se aproximou da amiga a abraçando.
– Finn, você não podia ter escondido isso da gente — Minha mãe voltou a dizer.
– Eu... — eu tentei falar mais Burt me interrompeu, essa minha família tem uma mania de interromper os outros, dai paciência.
– Nos poderíamos ter feito algo também — ele disse.
– Isso é verdade, você escondeu por um bom tempo de nós também — Kurt disse e então todos começaram a falar alto e discutir, menos Puck, Santana, Ken e eu que já passava a mão no rosto nervoso, eu estava perdendo a paciência.
– CHEGA — eu gritei e todos pararam o observando surpresos, menos Santana que começou a rir — Não dá assim, sinceramente, eu estou estressado ao máximo com tudo que vem acontecendo, e se vocês continuarem falando eu vou ficar mais irritado ainda, e vocês não vão saber como as coisas estão — eu disse e ouve um silencio absoluto — Rachel conseguiu um telefone e eu acabei de falar com ela, o Ken, conseguiu a localização do lugar onde ela está, e estamos indo na delegacia para depois seguirmos pra lá — eu disse mais calmo e todos ficaram surpresos e felizes.
– Nos vamos junto — Will se manifestou.
– Não pai, vocês vão ficar aqui, e vão arrumar as coisas para a chegada dela, eu e a Santana vamos junto com eles — Puck disse e eles assentiram.
– Quando acharmos ela tentaremos fazer o possível para ligar — Santana disse.
– Nos desejem sorte — Eu disse saindo rapidamente com os outros três logo atras.
...
– NOS PRECISAMOS ENTRAR — eu gritava com o guarda que estava na frente da sala do delegado e que dizia que nós não podíamos entrar.
– Já chega, sai da frente — Santana disse empurrando o guarda que caiu no chão, a latina adentrou a sala e nós fomos junto.
– O que está havendo aqui? — O delegado perguntou se levantando, havia uma pessoa junto dele, mas que tinha o rosto encoberto por um chapéu.
– Mark, Rachel conseguiu entrar em contato conosco — eu disse desesperado, porém aliviado ao mesmo tempo, e por mais encoberto que o rosto da pessoa ali estivesse eu consegui claramente ver um sorriso se formando em seu rosto.
– Ela disse algo sobre onde está? — Mark perguntou.
– Não, mas eu tinha pedido a ajuda de um amigo detetive, Ken Tanaka — Eu disse e Ken estendeu a mão para Mark que a apertou — e ele conseguiu a localização do local — eu disse.
– O que ainda estamos fazendo aqui? Vamos lá — Mark disse pegando o casaco, disse algo para a pessoa que estava ali e nós saímos rapidamente do local, junto com alguns guardas.
...
– Finn, você está errando o caminho — Santana repetia pela vigésima vez, o que me deixava cada vez mais estressado, eu dirigia o carro onde estavam Santana, Puck, Ken e mais um guarda, enquanto Mark estava no carro de trás com mais dois guardas.
– Santana, eu não estou errando o caminho, eu sei como essa estrada é — eu disse irritado ao máximo, meu deus nem a Rachel ficou assim.
– Larga de ser burro Frank, você está errando esse caminho sim — Ela disse também irritada e revirei os olhos.
– Amor, eu já vim pra esses lados com o Finn, ele não está errando o caminho — Puck disse com medo.
– Você está falando que EU estou errada Puckerman? — ela perguntou e ele arregalou os olhos — eu NUNCA estou errada, pode ter certeza ele está errando o caminho — ela disse cruzando os braços.
– SANTANA EU NÃO ESTOU ERRANDO O CAMINHO — Eu gritei, já perdi totalmente a paciência, se é que eu ainda tinha.
– NÃO GRITE COMIGO HUDSON — Ela disse e começou a chorar, oh hormônios.
– Amor, fica calma, você não pode se estressar, e outra, o Finn está no caminho certo — Puck disse e ela o olhou com raiva.
– Escuta aqui, vocês dois, quando não chegarmos ao local, eu vou esfregar na cara de vocês e Puckerman, eu... Eu estou em greve de sexo — ela disse cruzando os braços.
– Amor... — ele pediu desesperado.
– SÉRIO MESMO QUE VOCÊS ESTÃO DISCUTINDO SOBRE ISSO, AGORA? — Eu perguntei irritada, olha a hora que a Santana decidi fazer greve.
– Finn vá por esse caminho de terra — Ken disse e eu segui por ali, havia uma casa um pouco grande no começo da estrada e então eu vi Brody saindo da casa e logo depois Rachel saiu, apoiada em uma mulher. Senti o coração acelerar ao vê-la depois de tanto tempo, Rachel parou de andar e percebi que ela respirava rapidamente e logo se curvou, senti um frio correr minha espinha.
– Ah meu deus, ela está entrando em trabalho de parto — Santana disse e o desespero meu tomou, adentrei a estrada da propriedade, parei o carro e viu Brody segurar Rachel fortemente pelo braço, sai rapidamente do carro e parei junto com os outros em frente eles, porém a alguns metros.
– SOLTA ELA — Eu gritou e Brody gargalhou, que ódio desse cara.
– NUNCA, A RACHEL É MINHA, NINGUÉM VAI TIRAR ELA DE MIM — ele disse e foi a minha vez de gargalhar.
– Brody já era pra você, você vai ser preso, a Rachel nunca foi sua — disse começando a me aproximar, fiz um sinal com a mão e Santana entendeu, aproximando-se sorrateiramente de Rachel, vi Mark junto com os outros dois soldados vindo por trás da casa, onde Brody não poderia vê-lo, eu e Puck nos aproximávamos cada vez mais.
– Você nunca vai ter ela Finn — Brody disse e no mesmo momento Santana e a tal mulher puxaram Rachel, Brody olhou para o lado e quando ia pegar Rachel novamente eu fui pra cima dele.
– Você não tem noção do quanto eu esperava por isso — eu disse dando um soco em seu rosto e dando outros dois logo em seguida, ele caiu no chão e comecei a chutar sua barriga, o vi se contorcer no chão e senti alguém me segurar, Mark se aproximou levantando Brody do chão.
– Senhor Weston, você está preso, o senhor deve se manter calado, tudo que disser, poderá e será usado contra você — Mark começou a falar enquanto colocava as algemas nele, que se contorceu e tentou vir até nós novamente.
– RACHEL, EU SEI QUE VOCÊ ME AMA, NÃO DEIXE QUE ELES ME LEVEM — ele gritava desesperadamente enquanto se debatia me aproximei rapidamente de Rachel ao ouvi-la gritar de dor.
– Rachel, amor respirar, lembra o que a médica disse você tem que respirar — Eu disse.
– Vamos levá-la ao hospital mais próximo — Santana disse e Rachel passou a chorar.
– NÃO VAI... DAR... TEMPO — ela disse com dificuldade e gritou de novo.
– Leve-a para dentro, eu vou ligar para o medico do hospital local — a mulher disse e senti o tom da minha pele mudar, passei os braços pelas pernas dela, a pegando no colo.
– Hora de nossa filha vir ao mundo — disse e ela pela primeira vez sorriu me dando um selinho demorado, adentrei a casa rapidamente com os outros atras.
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