Para Sempre
30 Ela está te enganando
Notas iniciais
Brody adentrou o restaurante, olhou em volta e viu alguns homens de terno, parou frente a uma porta e um dos seguranças que estavam ali começou a revista-lo.
– Qual é precisa disso? — ele perguntou.
– Sim, ordens do Sr.Weston — o rapaz disse.
A porta se abriu e Brody adentrou o local, viu a grande cadeira virada de costas para ele.
– O que faz aqui? — ele ouviu a voz que ainda lhe aterrorizava um pouco.
– Eu vim vem como o senhor está pai — ele disse com a voz trêmula.
– Me poupe de suas mentiras Brody, você veio aqui para que? — ele virou a cadeira fitando o filho que se arrepio com o olhar do pai.
– E-Eu vim aqui, para lhe contar que... — ele começou a dizer e não conseguia falar fazendo o pai gargalhar sombriamente.
– Brody, você é tão mole, nem parece meu filho, você não foi capaz de fazer uma moça te amar — ele disse frio.
– É sobre ela que eu vim falar — Brody disse.
– Você não é bom o suficiente para ela Brody, ela é uma mulher linda, educada e maravilhoso, você não tem nenhum desses requisitos, aquele noivo dela sim, é um homem de respeito, que merece ela — ele disse se levantando e indo até o filho — Você não merece ter o nome Weston, não é capaz de dominar nada, a única vez que eu te dei a chance de se mostrar bom, você fracassou saia daqui eu tenho que trabalhar — ele disse e foi para a sala do lado deixando Brody ali, ele abaixou a cabeça meio triste mais logo levantou ao ouvir a porta se abrindo.
– Como é bom te ver irmãozinho — ele ouviu uma voz e se virou.
– Oi Marley — ele disse e sorriu cinicamente para a irmã.
– O que faz aqui? Achei que você nunca mais iria voltar — ela disse se sentando na cadeira do pai.
– Eu não ia, mas eu tinha uma coisa para contar para ele — Brody disse.
– Que você está com a Rachel por conta de ameaça? — ela perguntou e ele arregalou os olhos surpresos — qual é Brody? Acha mesmo que o papai não me mandou ficar de olho em você — ela perguntou.
– Então ele sabe? — Brody perguntou com a esperança que sei pai ficasse orgulhoso dele.
– Não — ela disse seria — o papai não gostaria de saber que você está ameaçando a mulher que "ama", ele acha esse tipo de coisa covardia — ela disse e ele ficou bravo.
– Eu amo ela e não sou covarde — ele disse nervoso e exaltado e Marley se levantou.
– Se amasse deixaria ser feliz e é covarde sim, se não, não estaria obrigando ela a ficar com você, mesmo ela amando outro — ela disse também exaltada — mas como eu disse, papai mandou eu ficar de olho em você — ela disse indo até ele e começando a andar em volta do mesmo — mas você Brody, é tão burrinho, cego pelo "amor", nem percebeu que ela está te enganando — Marley sussurrou a ultima parte no ouvido do irmão.
– Do que você está falando? — ele perguntou em choque pela revelação.
– Ela está te enganando, o ex noivinho dela — ela disse e ficou na frente dele — nem tão ex na verdade... Sabe da gravidez dela e eles voltaram, estão vivendo um relacionamento escondido, não é romântico — ela disse a ultima coisa feliz e deu pulinhos festejando e ele agarrou seu pescoço, chorando e ela sorriu vitoriosa, nem se abalando com a mão do irmão apertando seu pescoço.
– Você está mentindo — ele disse com a voz embargada e algumas lagrimas escorrendo e ela em um piscar de olhos se soltou de sua mão indo até seu ouvindo e sussurrando.
– Se você não acredita, vá nesse local — ela disse lhe entregando um papel com um endereço, saindo da sala e dando uma gargalhada sombria igual a do pai.
...
– É tão bom estar com você aqui, sem precisar me esconder — Rachel disse enquanto estava sentada no meio das pernas do amado e ele tinha os braços envolto o seu pescoço.
–Não é só bom, é maravilhoso, mas eu estou preocupado e se o Brody descobrir? — Finn perguntou preocupado e olhando em volta, os dois estavam no Central Park sentados na grama em frente ao lago.
– Não tem com o que se preocupar, ele esta viajando, o pai dele tem um escritório na cidade vizinha e ele foi para lá — ela disse se aconchegando mais nele.
– Então? Podemos aproveitar e ficar mais tempo aqui, não é meu amor? — ele disse acariciando a barriga dela e recebendo um chute em resposta, fazendo os dois gargalharem.
– Eu não poderia estar mais feliz, mesmo com tudo que estamos tendo que passar, eu não poderia estar mais feliz por ter você e nossa filha na minha vida – Rachel disse virando o rosto e olhando nos olhos dele.
– Eu também não, eu te amo mais que tudo nesse mundo, vocês duas são as coisas mais importantes da minha vida — ele disse sorrindo e ela sorriu também.
– Eu também te amo, muito... — ela disse encostando seus lábios e começando um beijo calmo, ele se afastou e voltou a encostar seus lábios em um selinho demorado e voltaram a apreciar a vista do lago, enquanto aproveitavam aquele momento família.
Mal sabiam eles que tinha alguém os observando.
...
Rachel chegou em casa mais feliz que em qualquer dia, aquele momento família que tivera com Finn tinha sido muito especial pra ela, adentrou o apartamento e estava tudo apagado, decidiu ir até a cozinha, mas ouviu uma voz e sentiu o coração disparar.
– Você achou mesmo que poderia me enganar? — ele disse.
– Brody? — ela se virou tremendo e o abajur que ficava ao lado do sofá acendeu revelando o rapaz sentado no sofá.
– Olá querida, você realmente achou que poderia me enganar? — ele perguntou se aproximando e ela deu passos para trás.
– D-Do q-que você está f-falando? — ela perguntou com medo.
– Não se faça de rogada — ele disse pegando os cabelos dela com força e segurando — eu sei que você voltou com ele, você acha que eu sou idiota? — ele perguntou e ela começou a chorar compulsivamente — mas agora, tudo vai acabar — ele disse e um rapaz que também estava no apartamento, colocou um pano na boca dela que se debateu um pouco, mas logo depois desmaiou nos braços do ajudante dele — Vamos embora logo — Brody disse e o outro rapaz saiu carregando Rachel para fora do apartamento, Brody colocou um em cima da mesa, sorrindo e saiu dali.
...
Finn estava na casa dos Puckerman's esperando a amada, mas o horário que eles tinham marcado já tinha passado e nem sinal dela.
– Onde será que sua irmã está? — Finn perguntou apreensivo.
– Não sei cara, porque você não liga pra ela? — Puck falou e foi isso que fez, ligou para o celular, ligou para casa, mandou mensagem, ligou na empresa, mas nada, ela não atendia não respondi e nem ligou de volta o deixando mais preocupado.
– Eu estou com uma sensação ruim, como se algo fosse acontecer – Finn disse e Puck o convenceu que aquilo era normal, porque ele estava preocupado.
Três horas já tinham se passado e Rachel ainda não havia aparecido e agora que Santana estava lá, não era só Puck e Finn que estava preocupados, a latina também estava.
– Já chega eu vou até o apartamento dela — Finn disse se levantando nervoso.
– Finn, calma ela deve ter todo algum problema — Santana disse tentando conversar não só ele como a si mesma de que era aquilo que tinha acontecido.
– Não interessa eu preciso ir até lá, vê-la e toca-la para poder acreditar nisso — ele disse.
– Eu vou com você — Puck disse se levantando.
– Eu também vou — Santana disse e Puck fez que não com a cabeça enquanto colocava o casaco.
– Fica aqui, você esta gravida, é melhor ficar — ele disse e deu um beijo na testa dela, saindo com o cunhado.
...
– Rachel? — Finn batia na porta do apartamento, mas ninguém respondia ou vinha abrir e ele então empurrou a mesma e ela estava aberta, adentrou o apartamento que estava todo apagado.
– Rachel? — Puck gritou enquanto Finn subia desesperadamente até o quartos, ele podia ouvir os gritos do rapaz, olhou em volta e viu um bilhete, pegou o mesmo e começou a ler.
– Cara, ela não está aqui, o que é... — Finn se interrompeu ao ver o amigo levantar a cabeça e seu rosto estar molhado.
– É do... — ele não conseguiu terminar e o cunhado pegou o bilhete.
Agora tudo acabou. Você nunca mais irá ver ela e essa sua filha.
Brody Weston.
As lagrimas começaram a escorrer pelo rosto do rapaz.
– NÃO... ESSE FILHO DA PUTA NÃO A LEVOU... NÃO — Finn gritava desesperado, Puck se apoio na mesa tentando se acalmar, Finn pegou uma cadeira que estava ali perto e jogou longe quebrando a mesma — NÃO... — ele gritou novamente, mas não havia nada que se pudesse fazer no momento.
Fale com o autor