Para Sempre
53 Our First Step.
Notas iniciais
Boa leitura!
POV: Katy.
[...]
– Alex, por que você me perguntou isso?
– É porque...
- Ô KATY! MAIS QUE SACO, VOCE JA DEMOROU DEMAIS AÍ! — interrompeu Danny berrando.
- Desculpe, terei que ir lá espancar a fera — me desculpei — Eu acho melhor você se sentar, porque podemos passar por mais turbulências. Depois você me responde.
- Tudo bem. — suspirou derrotada.
Cada uma de nós fomos para nossos respectivos lugares — ela para os assentos e eu para a cabine.
- O que você quer, praga ambulante? — perguntei me sentando do lado dele.
- Escute, descobri que nesse avião há misseis. Ou seja, caso encontrarmos algum inimigo você será a encarregada de atacá-los.
- Quantos misseis temos?
- Acho que uns oito.
- Nesse caso, tem como você voar mais para cima? Se voarmos aqui, seremos facilmente detectados.
- E daí? É só meter mísseis nos que nos detectarem!
- Dá pra parar de ser imprudente? Não temos mísseis para ficar brincando! E, além do mais, se resolverem de nos atacar, como ficará o grupo A?
- Tem razão... Vou voar um pouco mais alto. Porém, de qualquer forma, ficará difícil para acharmos a FBI.
- Neste avião não tem nenhum radar?
- Tem, mas ele está indicando para o próximo aeroporto.
- Há alguma mata por perto?
- Eu não conheço essa região. Para isso, teremos que voar mais baixo.
- E se formos detectados?
- Mais que saco! Esqueça isso de uma vez e vamos voar baixo.
- Se formos detectados, não terei dó nem piedade de te jogar do avião.
- E onde você arrumará outro piloto?
- Certo, quando todos estivermos a salvo, eu vou te matar. Satisfeito?
- Um pouco.
- Certo. Procure por uma mata e pousaremos lá.
- Mas a gente esqueceu de um detalhe... Esse avião não é nosso! Temos que ir até o aeroporto.
- E como faremos então?
- Nós podemos sair antes de chegarmos no aeroporto com paraquedas e aí eu ativo o modo de pouso automático no avião.
- Ok.
O silêncio reinou entre a gente.
.
Cinco horas depois, a noite havia finalmente chegado. E aquela não era uma noite qualquer — tirando o simples fato de que se fosse uma noite qualquer, você estaria confortavelmente na sua casa, assistindo TV ou mexendo no computador, correndo nenhum risco de vida. Todos aqui estamos ficando esgotados, estressados e temendo o misterioso futuro que nos espera. Para todos ficou muito bem claro que podemos perder a vida, perder o que estamos procurando, perder tudo, tudo mesmo.
- Danny, pare de pilotar. Coloque no piloto automático e eu fico a noite vigiando.
- Não se preocupe, Katy. Você está temendo o que? Ninguem tem motivos para nos atacar! — exclamou Danny sorrindo. Apesar do sorriso dele transmitir um "Ei! Eu está tudo bem, não precisa se preocupar com nada!", as suas olheiras profundas transmitiam ao contrário. Diferentemente de mim, eu dormi noite passada — depois de tanto chorar -, já Danny não. Ele simplesmente não conseguiu dormir e, em compensação, ganhou olheiras. Olheiras que transmitiam "Eu estou trabalhando duro demais e não estou tendo nenhum descanso", o que me fazia sentir um pouco culpada por envolvê-lo.
- Os sequestradores. — respondi.
- Vamos lá, Katy. Vamos nos dar um descanso. Você também está com uma aparência horrível. Vamos, pelo menos, procurar por alguma pista com o grupo A e nos alimentar um pouco. Precisamos manter a sanidade.
- Certo.
Ele apertou um botão que ligava o piloto automático e fomos juntos pegar comida que tinha guardado no avião — barras de cereais, biscoitos e garrafas de água — e levar para as meninas.
- Meninas, acordem. Vamos pensar. — acordei-as, sentando nos assentos atrás delas.
- Sinto muito por acordá-las. — desculpou-se Danny fazendo o mesmo que eu.
- Eu trouxe comida e água. — informei as oferecendo.
- E então, meninas. Peço que respondam ás nossas perguntas. — pediu Danny — Eu não sou nenhum detetive, reconheço. A unica detetive aqui é a Katy. Porém, eu tenho experiências necessárias que me permitem fazer o papel de detetive.
- Vamos parar com essa conversa afiada e ir diretamente no assunto — pediu Amy — Interrogue-nos logo.
Danny coçou a garganta.
- O que houve de mais estranho antes do sumiço? — perguntei.
- Nada. Estava tudo indo perfeitamente bem. — respondeu.
- Alguém lhe disse alguma informação? Não precisa ser justamente sobre o sumiço deles.
- Hm... Eric recebeu uma proposta de emprego como professor em South Park. — respondeu Alex.
- A irmã de Kenny está noiva. — respondeu Amy.
- Um dia, Kyle convidou Stan para um almoço na casa dos pais do Kyle, e a mãe do Kyle nos disse que comprou dez passagens para ir á Palestina em uma viagem.
- Dez? Há tantos membros na família dela assim? — perguntou Danny.
- Não. Há só quatro. — respondeu Addie.
- RÁ! Tenho uma teoria! — exclamei — Essas passagens: Quatro membros da família, Os quatro sumidos, Laurence e um desconhecido que chamaremos de x.
- Faz sentido... — murmurou Danny.
- Essa teoria é bem provável — disse Addie — A mãe do Kyle diz que tem um novo amigo que fez uma viagem para o Canada e retornará no mês que vem.
Encarei Danny.
- Minha filha ainda está no Canadá então. — disse.
- Porém, tem a possibilidade desse amigo ir para a Palestina. — disse Danny — Vamos esperar mais um tempo.
- Não temos tempo! Temos que agir o mais cedo possível! — exclamou Addie.
- Eu sei que a Palestina é o país dos Judeus e tal, mas o que eles pretendem fazer lá? — disse Alex.
Nos entreolhamos para ver se alguém sabia a resposta, mas ninguém se atreveu a abrir a boca.
- Talvez devêssemos deixar isso pra lá por um tempo. — disse Danny quebrando o silêncio.
- Tem razão. — concordei — Danny, vá dormir. Eu ficarei vigiando hoje.
- Eu ficarei, não se preocupe comigo.
- Isso é uma ordem, e não um pedido.
Ele assentiu.
- Vocês farão a mesma coisa. — disse indo á cabine. Essa noite seria longa.
Sheila Broflovski, você realmente tem algo a ver com isso?
Fale com o autor