Para Sempre
13 I Need Help!
Notas iniciais
POV: Katy.
[...]
Por um instante, me vi caindo um andar abaixo. Mas com sorte, consegui me segurar em uma janela, com Josh segurando nos meus pés.
– Sua puta velha! Vai pagar por isso! — exclamou Josh.
– Acho que não! — exclamou sacando uma arma para Josh.
Josh ficou caladinho e estático. Então, acabamos de ver que ele ainda tinha que pegar muita experiência com esse ramo.
A mulher olhava para gente, esperando uma reação. Qualquer reação que déssemos, ela mirava para nossas cabeças e atirava. Ainda estava a, aproximadamente, cinco metros e meio do chão. Olhei para Josh, que esperava que eu dissesse algo.
– Parece que esse é o fim... — comentou Josh.
– Claro que não! — exclamei. — Pensei que estivesse pronto para jogar assim.
– Não pensei que seria tão... Mortal!
– E quem disse que você vai morrer? — perguntei.
– Eu disse! — exclamou Helena destacando o "Eu".
– É o que veremos! — exclamei soltando minha mão da janela.
Josh soltou um grito, e eu caí no chão agachada. Já não posso dizer o mesmo de Josh, que caiu deitado.
– Calma Josh! Isso faz parte! Se levante daí e siga-me! — exclamei.
Ele se levantou e começamos a correr pela casa. Pela nossa sorte, a mulher demorou muito para atirar na gente. Na cozinha, trancamos as portas e Josh começou a andar em círculos.
– E agora, o que faremos? — perguntou Josh.
– Onde você deixou a bolsa com os materiais necessários? — perguntei.
– E isso existe?
Passei a mão pelo cabelo, tentando me acalmar.
– Não acredito que você esqueceu a bolsa! — exclamei.
– E o que faremos agora?
– Vamos ter que nocauteá-la até a fazer desmaiar, colocar ela no porta-malas do carro e levá-la para a delegacia, e isso eu não posso fazer porque não é função minha. Tudo isso por incompetência da sua parte!
– Por que não ligamos para a delegacia mandando alguém vir aqui buscar o assassino?
– Eu deixei meu celular na bolsa, e o seu?
Ele pegou o celular do bolso, que estava todo destruído.
– Ah cara! Que sacanagem! — exclamou Josh.
– Pois é.
– Mas você não me falou nada sobre essa bolsa antes de sairmos!
– Pensei que você já soubesse! Afinal, você tinha a obrigação de saber!
Josh ficou quieto.
– Vamos lá nocautear a vítima. — disse destrancando umas das portas.
POV: Kyle.
– O que? Pensei que você gostasse da sua religião, rapaz! — exclamou o padre Max.
Estávamos no escritório do padre, na igreja.
– E eu gosto. Se eu pudesse, não a renegaria nunca. Mas tenho um propósito maior como motivo para fazê-la. — respondi.
– Como o matrimônio, huh?
– É.
– Você tem certeza que quer virar católico, filho?
– Bem, eu... Não sei. — respondi.
– Bem, Senhor e Sra. Broflovski, gostaria de conversar com seu filho á sós. — pediu o padre, após suspirar.
Meu pai e minha mãe assentiram e levaram o Ike junto, para ficarem do lado.
– Como assim você não sabe meu jovem? — retomou o padre.
– Tudo isso esta sendo rápido demais para mim e eu... Eu só quero agradar a minha namorada. Eu quero deixar ela feliz. Eu to apaixonado por ela, padre. O sonho dela é entrar em uma igreja e casar-se e eu gostaria de realizar esse sonho por ela.
– Você tem certeza de que quer fazer isso?
– É claro! Desde que a faça feliz.
– Ela realmente te ama?
– Sim.
– Como você sabe?
– Ela retribui tudo o que eu sinto e quase morreu por mim. Essa última experiência não foi legal.
– Então... Acho que vale a pena. Mas sinto que você não falou tudo para mim.
– É verdade padre, eu... Eu não sei no que vai dar, mas eu gostaria muito de saber. Eu não consigo me ver católico, entende? É tudo muito novo para mim.
– Confie em mim, filho. A religião é uma falha. A religião é uma falha que o homem inventou. — disse o padre colocando a mão no meu ombro.
Olhei para a mão dele no meu ombro e depois olhei para o olho dele.
– Padre... Eu tenho certeza de que quero fazer isso. — respondi.
– Perfeito! Vamos começar a organizar as coisas! — exclamou o padre retirando a mão do meu ombro. — Vá chamar seus pais, por favor!
Fui chamar meus pais.
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