Para Sempre...
4 Não queria que fosse assim
Notas iniciais
Bom gente, eu espero receber pelo menos uns 10 reviews para poder sentir vontade de postar e saber que eu tenho leitores(as)! Bjos e boa leitura!
4. Não queria que fosse assim
*Por Sophie*
Hoje é o meu primeiro dia de escola, estou muito entusiasmada com isso. Hoje passei o resto da madrugada pensando no beijo que Raymond me deu, eu estava tão perdida naquele momento, eu estou perdidamente apaixonada por ele. Mas hoje o verei na escola, será um dia muito bom.
Levantei-me do sofá e corri para o meu closet, escolhi um vestido branco, jaqueta de couro preta, meia-calça, e uma bela bota de couro sem salto, preta. Eu estava me sentindo como se o mundo não mais existisse, e que a única razão para o destino me trazer até aqui, é para que eu possa me apaixonar por alguém. Desci as escadas e todos já estavam na sala á minha espera, prontos para sair. Eu, Blacke, Madeline e Tracy iríamos á escola, o Derek para o escritório de advocacia dele, e a Hale estava indo inaugurar seu restaurante.
Cheguei á garagem e peguei minha BMW e fui para á escola. Chegando lá estacionei perto dos outros de minha família, e avistei imediatamente Raymond e a matilha que logo estavam vindo em minha direção.
– Oi gata! Bom dia. – disse Mark, me abraçando.
– Bom dia! – disse a todos com um sorriso.
E então todos vieram me cumprimentar, o Raymond foi o último, acho que ele ainda estava chateado por causa da noite no penhasco.
– Oi Raymond! Você está bem? – perguntei a ele. Ele estava me fitando, sua face demonstrava muita amargura.
– Oi Sophie. Eu estou muito bem, obrigada! E você? – perguntou ele com uma cara de “não estou interessado”, enquanto saiamos andando em direção á entrada da escola.
– Eu estou bem.
– Qual a aula que você terá agora?
– Eu ainda não sei, só fiquei sabendo que sou do terceiro ano, ainda irei falar com a diretora.
– Que bom! Sou da mesma turma que você!– disse ele com uma voz de decepção.
Assim que eu adentrei a escola, todos me encararam, e então ouvi vários comentários sobre mim:
“nossa ela é linda”
“é a aluna nova?”
“qual o nome dela?”
“será que tenho aula com ela?”
“quem é o cara que está com ela?”
“será que tenho chance?”
Entre vários comentários que tentei não prestar atenção, por algum motivo sabia que os mesmos comentários iriam se repetir várias e várias vezes.
Fui diretamente á direção, juntamente com o resto da minha família, que iriam me apoiar para que eu não ficasse nervosa. Entrei na pequena sala onde havia uma senhora, que deveria ter uns cinquenta anos, que logo abriu um enorme sorriso seguido por uma olhada que se seguia por cada um de nós, não sei se ela admirava ou desconfiava, mas eu não me importei muito com ela, eu estava louca para ir á sala de aula e fazer as pessoas recuarem com meu olhar, eu sempre gostei de assustar os humanos, sempre tão fracos e indefesos quando comparados á mim e minha espécie.
– Olá! Você deve ser Sophie, bem vinda a Port Walter High School, sou Catharina Voltaire. Aqui está seu horário e o mapa da escola, se precisar de alguma ajuda pode ficar á vontade para vir aqui.
– Obrigada senhora!
Retirei-me e fui para o meu armário, onde todos os livros que eu precisaria estavam. Minha primeira aula era de Inglês, eu amava essa matéria, mentira eu nunca gostei de Inglês, eu gosto mesmo é de Literatura, é para mim a matéria mais brilhante e sensata.
Fui para á sala, quando eu entrei, o professor fazia uma leitura com a turma, e por sorte o Raymond tinha a mesma aula que eu, então eu falei com o professor e ele me mandou sentar em um dos assentos vazios. Sentei-me ao lado de uma garota morena, que era muito tímida por sinal. Logo ela se apresentou como Anne Harrys, e então também me apresentei, e ficamos em silêncio, pois, o professor era muito impaciente e detestava os alunos que conversavam em sua aula. Logo o sinal tocou, para a minha sorte.
O Raymond não tinha me encarado o dia inteiro, e quando me via, fingia que não tinha visto, eu estava tentando entender isso, está muito complicado para mim.
O dia se passou rápido demais, eu estava com fome e estressada, queria saber o que havia de errado, até o Robert estava afastado da Tracy, o que era estranho, por que os dois viviam juntos, pareciam imãs, mas algo os fez se afastarem.
Chegando em casa, fui ao meu closet me trocar, e sai para a floresta, além de faminta eu precisava de um tempo sozinha. Eu adorava nadar no rio que havia no meio da floresta, era totalmente maravilhoso, me sentia mais calma, me esquecia das coisas ruins que estavam acontecendo.
Cheguei á floresta e fui me alimentar rapidamente, queria aproveitar a noite que estava linda, com o céu estrelado. Mas algo tinha que estragar minha noite, ouvi um uivo, e logo notei que havia algo de errado acontecendo com a matilha. Será que um novo vampiro? Eles estão lutando? Corri até o local e vi Ramon. O que ele fazia aqui? Ele está acompanhado! Quem é a garota? Estão machucando os lobos! Corri em direção a eles, mas algo me segurou, era um homem, extremamente forte!
– Olá Sophie! Achei que iria aparecer. Há quanto tempo não vejo você. Cadê os Nixon? – falou Ramon, sorrindo para mim.
– Seu... Seu cretino pare de machucá-los e te levo á minha casa, lá poderemos conversar melhor. – Se eu pudesse chorar, estaria derramando um rio de lágrimas. Como me acharam?
– Não acha que irei mesmo largar os cãezinhos? É a nossa principal arma! E sim vamos para a sua casa. – disse Ramon numa voz amarga. – Tragam os lobos. – disse gesticulando para o Raymond e Robert.
O que eles queriam eu não entendi, talvez seja proibido amar lobos, ou algo do tipo. Minha família já deveria ter pressentido algo errado a essa altura.
Nós estávamos apenas á alguns metros da casa, Ramon tinha forçado os dois lobos a voltarem à forma humana, acho que estava com medo de acabar sendo morto por eles, mas isso seria eu mesma que iria fazer, estava furiosa, quase voando para cima de Ramon.
Minha vida estava indo para o ralo, todo esse tempo me escondendo deles, não sei mais como irá ser depois da conversa. Talvez eles me quisessem para eles, eu tinha um poder muito estratégico para as batalhas, e Ethan adoraria me punir por ter fugido dele por cem anos, cem anos da minha vida que agora não serviriam mais de nada, já que me encontraram.
Minha decepção naquele segundo foram os lobos, eles sempre conseguiam se defender dos vampiros muito bem, sei que esses são bem mais fortes, mas eles teriam tido a capacidade de acabar com todos eles de uma única vez, com um só ataque.
[…]
Já estávamos dentro de casa, todos estávamos tentando ler os movimentos dos vampiros Match, eles estavam sentados em nosso sofá conversando entre si, é claro que nós estávamos ouvindo a conversa, eles queriam a mim, e queriam me punir de um jeito doloroso. Machucando o homem que eu amo, sabiam que me machucaria também, mas eu não poderia permitir isso.
– Vamos logo com isso. O que vocês querem? – perguntei impaciente.
– Antes de tudo, deixem que eu apresente meus companheiros de caça, esses são Kate – ele apontou para uma mulher de longos cabelos pretos. — e Ruxon – ele virou-se para o homem negro. -, vieram para lhe conhecer querida Sophie. Nós falamos muito de você lá no castelo. Ethan lhe espera ansioso. – disse com sua voz calma e angelical.
– Não irei, ele terá a decepção de me perder de novo. Mas os lobos, eles não tem nada haver com isso, solte-os. – eu falei rudemente para ele.
– Ah! Eles são a melhor parte, você vai amar. Iremos machucá-los até que você repense sobre nossa proposta. – falou ele enquanto Ruxon machucava Raymond e Robert sem pena.
– Eu irei com vocês! Mas, largue-os, não os machuque mais, são apenas lobos. – falei desesperadamente, olhando Raymond gritar de dor, enquanto Tracy rosnava ferozmente.
– Ok! Vá arrumar suas coisas, não queremos nos atrasar para a comemoração!
O que? Comemoração? Eles já previram que iriam conseguir que eu fosse? Ah! Mas agora não importava mais, eu iria para a Itália novamente, como há um século e teria que viver infeliz pelo resto de minha vida, ou até que os Match fossem destruídos, o que seria impossível, já que eles são o clã mais forte, e por isso eles que comandam as regras básicas para todos de nossa espécie.
Desci as escadas me despedindo de todos, dei um beijo em Raymond, ele estava muito machucado, mas logo estaria recuperado e pronto para uma batalha. Eu não queria ir embora, não queria abandoná-los, principalmente ao meu Raymond, não queria passar nem um minuto sabendo que nunca mais o veria, sabendo que fui embora sem saber o motivo pelo qual ele estava sem falar comigo, mas eu não queria causar dor a ninguém, eu sabia que não deveria ter me juntado a uma família, sabia que Ethan nunca desistira de me caçar.
Entrei no meu carro junto com Ramon e os outros, e fomos embora. No caminho, eu não parei de olhar pela janela do carro, vi Raymond seguindo o carro através da floresta. E então ele ficou para trás e uivou, um uivo triste e dolorido, como se estivessem tirando-lhe a vida.
Chegamos ao belo castelo, que continuava da mesma forma de quando fui lá pela primeira vez. Entrei e fui levada até a velha sala onde Ethan e sua esposa Debime esperavam ansiosos. Eu não queria estar ali, não queria ficar ali, não queria reencontrar os monstros que me transformaram em um ser sem alma, quando eu apenas estava indefesa. Meus pensamentos nunca mais estariam seguros com Ethan por perto, ele poderia ler meus pensamentos e ver minhas lembranças.
Eu queria fugir, sumir novamente daquele castelo sombrio e devastador, com vampiros que eu não conseguiria vencer, mesmo com toda minha experiência de luta. Já que eu lutava constantemente com os soldados que Ethan mandava para me capturar. Eu era forte, mais não forte o suficiente, eu precisava de ajuda.
Antes de chegar à sala, eu limpei todos os pensamentos que estavam me atordoando, Ethan não poderia saber ou me impediria de qualquer coisa.
– Oh! Sophie. Finalmente. Por que sua expressão está tão preocupada? Ah! O lobo! – deu uma pausa. – Fique calma, não iremos mais perturbá-los, já te recuperamos, não precisaremos mais deles ou do... Raymond. Estamos felizes. Guardamos uma recordação sua durante esses anos, o cordão que você deixou cair na sua fuga. Oh! Boas lembranças. – disse em um tom de riso.
– O que você quer de mim? Eu não vim aqui para brincadeiras ou recordações Ethan. – falei seu nome entre meus dentes, com toda a raiva que eu sentia dele. Aquele era o cordão da minha mãe, eu o perdera na noite em que fugi.
– Ethan, os visitantes chegaram. – disse uma bela mulher, que entrava na sala com dois rapazes e uma garota, que eram velhos conhecidos meus.
– Obriga Dominic! Olá Kevin, Frank e Michaela. É muito prazeroso os ver novamente.
– Não podemos dizer o mesmo Ethan. O que você quer? – disse Kevin, o chefe do pequeno clã Walker. Eu conhecia todos os clãs existentes, ou quase todos.
– Quero que se junte a nós! Precisamos de mais aliados, vocês servirão bem para nós.
– Não iremos nos aliar a vocês, estamos muito bem assim, nos deixe em paz. E se nos der licença estamos voltando para o México. – disse Kevin com a voz rude.
– Claro! A escolha não deixa de ser sua. Foi um prazer revê-los. – disse Ethan, enquanto os três jovens me encaravam.
– Você está forçando a pobre moça a se juntar a você Ethan? – deu uma pausa – Você não tem esse direito, e sabe disso.
– Não deveria se meter nos assuntos dos outros, querido Kevin. – disse Debi com um olhar traiçoeiro.
– Oh! Mais isso não é assunto que se discuta, vocês não podem fazer isso. — disse a pequena Michaela, uma grande amiga minha.
– Nós somos a verdadeira família dela. – disse Ethan olhando para mim, fazendo sinal para que eu confirmasse, mas eu não fiz seu desejo.
– Acho que ela não concorda com isso, caro Ethan. – Kevin se aproximou de mim. – Deseja ir conosco minha cara Sophie?
– Ela não pode ir. – disse Ruxon segurando Kevin, que rapidamente se afastou de mim.
– Não toque em mim! Ou não respondo pelos meus atos. – ele falou entre os dentes, olhando diretamente para Ruxon.
A vontade de sair dali naquele momento se transformou em sede de morte, e a morte que eu desejava era principalmente a de Ethan e de Ramon, se eu pudesse matá-los naquele misero segundo em que fiquei esperando a discussão se transformar em uma luta mortal, eu os teria matado sem nenhum remorso.
Logo que sai de meus pensamentos mortais, notei que Kevin e seu clã já haviam ido embora, e que meus pensamentos foram descobertos por Ethan, que estava com um olhar furioso para mim, mas eu nem me importei com ele, não o temia, eu apenas temia que machucasse as pessoas que amo, principalmente Raymond. Minha chance de luta já tinha acabado, resolvi me render aos fatos que não me deixavam escolhas, não me deixavam alternativas, e agora eu só poderia continuar lá, junto ao clã que eu mais detestava.
Eu não estava preparada emocionalmente para nada naquele momento, se Ethan tentasse me matar eu deixaria tal coisa acontecer sem ao menos tentar impedi-lo. Meus pensamentos estavam presos á Raymond, queria poder estar com ele, eu ficava mais ligada á ele a cada segundo que se passava.
Já era noite quando senti um encomodo em minha mente, Blacke estava entrando contato comigo, conversamos mentalmente durante algum tempo, ele sabia que eu estava triste e desconsolada.
–Oi! Ethan está próximo de você? – perguntou Blake, um pouco preocupado.
–Não, ele não está, estou sozinha no momento, amanhã nós iremos á paris, vamos visitar o clã Cross.
–Aconteceu algo de errado com eles também?
–Estão sendo acusados de estarem dando pistas demais aos humanos, dizem que andam matando muitas pessoas ao mesmo tempo.
–Oh! Sophie tenho que ir agora, eu e Tracy vamos caçar. Boa noite, logo entrarei em contato novamente.
–Ok!
Nós não nos falamos por uma semana após a conversa, o Ethan estava sempre comigo, e Derek sempre muito prevenido deve ter achado melhor ficarmos sem contato por um tempo.
O mais importante é que todos estavam a salvo, eu não me importava com minha vida. Eu sabia que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde, nada me surpreendeu.
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