Para Sempre
8 Vaga-Lumes
Notas iniciais
Sara acabou dormindo de tanto esperar por ele. Mas fora acordada por alguém que ela não imaginaria ser acordada.
– Greg? – ela abriu os olhos que tentavam continuar fechados.
– Não! – a voz aguda a assustou.
–Quem é? – ela tentava enxergar na escuridão.
– Ah me poupe disso Sara! Levante logo dessa cama. – Grissom estava encostado na porta.
– Grissom?! – Sara passou a mão nos olhos – O que faz aqui?
– Venha logo. Só... Troque de roupa. – Grissom estava realmente com pressa.
– Cadê Greg? – a morena perguntou olhando pra seu lado.
– Não esta em casa. Bom, só tem nós dois em casa.
– Pra onde eles foram? – Sara ficou sentada na cama num pulo, fazendo sua cabeça girar – Ai.
– Não sei! Cheguei ainda agora. – ele deu uma pausa indo em direção a ela – Comeu alguma coisa?
– Não! – ela o olhou, agora que seus olhos se acostumaram com a escuridão — O que esta fazendo aqui?
– Vamos fazer um passeio? – ele esboçou um sorriso.
– Não vou sair com você! – ela franziu a testa encarando-o.
– Tem certeza? – ele esperava mais dela. Sara não parecia mas aquela mulher doce e adorável.
– Eu já disse. Pode me deixar sozinha. – ela se virou deitando na cama.
Grissom foi pra porta de novo e antes de fecha-la falou:
– Coloque calça e tênis... E se quiser ir de biquíni por baixo... – ele suspirou.
– Tchau Grissom. – ela o interrompeu e ele saiu...
**~~
A noite estava fresca como sempre. Mas a agua do mar estava quente, o que não era sempre. A brisa que soprava era uma brisa também fresca o que dava a sensação de estar nem quente e nem frio, apenas uma temperatura perfeita pra uma caminhada que Grissom planejava fazer. Mas agora ele estava sozinho, apenas com aquela pequena mochila nas costas. Grissom pegou uma pequena estradinha, e começou a andar.
– Ei, me espere. GRISSOM. – ela gritava enquanto corria, tentando prender os cabelos.
Grissom parou olhando assustado pra morena que corria ao luar.
– Ainda bem que parou. – Sara colocou as mãos nos joelhos respirando fundo.
– Decidiu vim? – Grissom a encarou sorrindo.
– aquela casa é horrível há essa hora. – ela o olhou – Comecei a ouvir uns barulhos estranhos. Fiquei com medo.
– Você costumava ser mais corajosa. – Grissom se virou andando.
– Eu sou corajosa! – ela se esticou andando ao seu lado.
– então por que veio? – ele a pressionava.
– Ok! Fiquei curiosa, pra onde estamos indo? – ela esboçou um lindo sorriso.
– Você verá. – ele disse fazendo um biquinho e sempre olhando pra frente.
Sara revirou os olhos. Grissom às vezes a irritava. Mas prosseguiu com ele em silencio total. Caminharam talvez por meia hora até chegarem a uma caverna.
– Andamos isso tudo pra nada? – Sara olhou pra Grissom furiosa.
– Quem disse que acabamos? – Grissom balançou a cabeça.
– O que? Entrar nessa caverna. É isso mesmo que esta pensando? – Sara arregalou os olhos.
– Sim! – Grissom a olhou em câmera lenta o que foi bem estranho.
– Nem pensar, posso ser corajosa, mas não sabemos o que tem ai dentro! Pode ter um vac...
– Sara, cala a boca e me escute! – ele segurou nos ombros dela – Eu já entrei ali dentro.
– Então ficou esse dia todo sumido... – ela olhou pras mãos dele que acariciavam seus ombros – Tem como parar?
– O que? – ele não entendeu, porque nem ele sabia o que estava fazendo.
– Nada. – ela se afastou – Vamos.
Grissom deu de ombro e pegou dentro da mochila duas pequenas lanternas. Sara que estava um tanto desconfiada acendeu sua lanterna e seguiu Grissom que entrou na caverna.
Sara seguia cada passo de Grissom, às vezes pisava na agua e molhava o tênis e acabava resmungando algo, até a hora que errou onde tinha que pisar e seu pé afundou na agua.
– Merda! – ela levantou a perna sacudindo o pé que estava encharcado – Por que pediu pra eu vim de tênis e calça? Olha só estou toda molhada.
Grissom virou o rosto pra trás observando-a.
– Não tenho culpa se pisa em local errado. – então se virou de novo andando enquanto Sara bufava atrás dele.
– Esse lugar nunca chega? – ela estava pingando de suor – Minha calça molhada esta me dando nervoso.
Grissom tentou ignora-la, mas ela reclamava mais a cada passo que avançavam.
– Se quiser voltar... Esta livre! – Grissom passou por uma pedra. Deu uma olhadela pra trás pra ver se Sara ainda o seguia, porque estava muito tempo em silencio. Acabou vendo-a parada olhando para o lado. Ele franziu a testa curioso e olhou pra seu lado também e sorriu.
Milhões de vaga-lumes faziam a festa na caverna voando livres, piscando sem parar sua luz verde e hipnotizante. Sara olhou pra Grissom impressionada.
– Então era aqui...? – ela sorria.
– Não! – ele riu – Pra dizer a verdade eu não sabia que tinha vaga-lumes aqui!
– Quando eu era criança. – ela deu uma pausa rápida – Eu me perdi no parque e eu chorava tanto. Foi quando vi uma pequena luz verde acendendo e apagando. Fiquei curiosa e o segui. Queria saber por que uma luz miúda acendia e apagava pra mim. – ela riu baixando a cabeça – Então corri atrás dela...
– E ela te levou até seu pai. – Grissom completava a historia fazendo Sara olhar pra ele – E você se esqueceu do vaga-lume ao abraçar seu pai e quando se lembrou dele já tinha sumido. Então seu pai...
– Me contou que os vaga-lumes te levam a pessoa que você mais ama, antes dele apagar sua luz. – Sara o interrompeu e suas lagrimas brotaram em seus olhos.
– Quer...
– Não. Vamos continuar. – Sara passou pela pedra com a ajuda de Grissom então caminharam por mais alguns minutos até chegarem onde Grissom tanto esperava.
Quando saíram da caverna a luz do luar tomou conta de tudo, fazendo a pele clara de Sara brilhar. Sara não sabia o que dizer sobre o lugar, era tão grande e tão bonito.
Com seus olhos brilhando ela olhou a sua volta, onde tinha um imenso mar e logo atrás um morro que era coberto pela mata. A longa extensão da praia havia vários coqueiros o que deixava o lugar charmoso e gostoso de se apreciar.
Grissom só ficou observando a alegria da linda morena. Era como se ele revivesse o passado.
– Esse lugar é lindo. – Sara sentou na areia clara e fina, diferente da outra praia.
– Sim é maravilhoso. – ele concordou se sentando ao lado dela e olhando pro mar.
– Muitas pessoas veem aqui? – ela observava as ondas bateram de forma delicada.
– Muito raro. – ele deu de ombros.
– É tão lindo. – sara disse mais uma vez como se nunca tivesse visto aquele lugar antes.
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