Notas iniciais
Yoo Minna-sama! ^^ Terceiro capítulo aqui o/
Eu não sei se vocês vão gostar, estou levando a história pra um outro lado... asokaoks espero que gostem :S
Enfim, chega de falatório, boa leitura >< Vejo vocês lá embaixo ;*

– Você não vai atrás dela? – L perguntou a mim enquanto se vestia. Ele estava de costas pra mim de modo que não pude ver seu rosto, imaginei qual seria a expressão do detetive. Comecei a me vestir também, tentei ignorar as dores que sentia.

– Não sei, L. Uma hora ela vai ter que aprender que não pode ameaçar se matar a cada vez que eu pedir pra terminar. Talvez deixá-la pensando que eu sou gay seja melhor. – Menti enquanto fechava os botões da camisa social. L se virou para mim, suas bochechas estavam vermelhinhas. Dei um pequeno sorriso ao ver isso. – Espero não estar tão vermelho quanto você. – Provoquei.

– Não vou esperar até o final do dia, Raito-kun. Iremos à sua casa daqui à uma hora, só vou resolver um negócio e vamos. – Ele disse com a expressão séria. Nos encaramos e os olhos de L eram frios. Senti uma lágrima escorrendo silenciosa de meu olho esquerdo.

Pelo visto eu estava ficando bom em chorar... mesmo sem tentar fazer isso.

– Tudo bem, Ryuuzaki. – Concordei com a voz rígida. Eu permaneci parado, mas ele foi em direção à porta, andando curvado, vagarosamente. Estava quase saindo quando chamei: – Ei, Ryuuzaki. – Ele parou onde estava.

– O que foi? – Perguntou.

– Eu nunca vou te perdoar por isso. – Prometi com mais duas lágrimas escorregando, uma em cada bochecha. L entendeu que eu me referia a ele me fazer transar e então agir como o mesmo detetive sólido de sempre. Mas não falou nada, continuou andando. Foi embora.

Eu senti uma raiva fulminante tomar conta de meu ser. Filho da puta, maldito! Soquei a mesa a minha frente com força. Estava saindo muito caro essa forma que eu arranjei de impedir que o detetive revistasse meu quarto. Muito caro. Mas que inferno!

Dei mais socos na mesa para descontar minha raiva. Aquele desgraçado ia me pagar.

Saí da sala e me tranquei em um banheiro perto dali, iria mandar umas mensagens pra Misa. Caso L suspeitasse eu diria que fiquei lá chorando, magoado, sei lá. Por sorte eu não precisava dela para ir até meu quarto tirar o death note de lá, fiz isso assim que tive a chance, na noite passada. Queria simplesmente esclarecer as coisas com a garota. Ou teria de me ver com a Remu.

Misa, não seja boba. Eu NÃO SOU GAY. É uma longa história, não passa de um sacrifício que tive que fazer pra proteger minha identidade. Não vá fazer uma besteira, garota. Eu te amo.

Raito.

E mandei. Claro que não usei meu celular pessoal, usei um do qual ninguém sabia a existência. Afinal, vai saber quando aquele detetive filho da puta vai resolver grampear meu celular também... Saí do banheiro e fui em direção à sala central do QG. Graças aos céus ninguém reparou em minha chegada, até mesmo o L continuou com os olhos no computador.

Me sentei no meu lugar anterior e voltei a investigar a droga do caso. Para os outros aquilo podia realmente ser interessante já que eles podiam achar algo. Mas qual é a graça de investigar a si mesmo? Suspirei demoradamente e comecei a encarar meus dedos pousados sobre a mesa. Lembranças do que acabara de acontecer invadiram minha mente...

–Raito, por que demorou a descer? – L perguntou.

– Fui ao banheiro, Ryuuzaki. Nada demais. – Respondi de má vontade. L não disse mais nada. Depois disso o silêncio voltou.

Pousei a cabeça nas mãos. Afinal que droga de pensamentos eu estava tendo? Balancei a cabeça negativamente. Você é o Kira, Raito. Se preocupe em limpar a sujeira do mundo, se preocupe em matar cada filho da puta que apodrece a terra, se preocupe com coisas que realmente importam. Não com um detetive maldito, nem com seu orgulho de merda.

***

– Já está satisfeito ou quer procurar algo entre o cimento das paredes? – Indaguei.

O detetive foi até minha cadeira e se sentou nela. Não olhou pra mim, ficou fitando o chão do quarto, parecia tenso.

– No que está pensando? – Perguntei com o mesmo tom de tédio de antes. L não me respondeu. Tirou os pés de cima da cadeira, ficando de pé. Me lançou um olhar de soslaio.

– Vou voltar ao QG antes que sua família chegue. – Disse ele, mas ainda não encarou meu rosto. Foi indo até a porta e quando pousou a mão na maçaneta, o fiz parar.

– Ei, Ryuuzaki. – Chamei, tomando cuidado para não mostrar nada na minha voz. Ele parou em frente a porta. Por que ele evitava meu olhar? – Você acredita em mim?

– 50%. – Disse com a voz baixa. Abriu a porta de madeira e saiu depressa. Depois de sua saída, fiquei encarando o chão, sem saber o que pensar.

Então acabou? Ele diminuiu suas suspeitas e não tocamos mais no assunto sentimentos, bastava manter isso assim, eu não precisava mais fingir porra nenhuma. Era ótimo. Não tinha o que pensar, estava resolvido. Suspirei.

Peguei o celular no bolso, digitei os números e esperei que ela atendesse. Chamei a Misa pra vir à minha casa e esclareci as coisas com ela rapidamente. Não sei porque fiz isso.

– Raito-kun, você está bem? – Perguntou a loira com a vozinha melosa. Simplesmente assenti. – Deve ter sido muito difícil. – Mais uma vez assenti. – Você está envergonhado por eu ter visto, Raito-kun? Não se preocupe. Eu sei que tudo foi uma encenação, foi pelo Novo Mundo.

Misa esfregou a cabeça em meu peito e me deu um beijo no pescoço, dando outro na bochecha. Por que eu chamei essa garota aqui? Misa tomou meus lábios com os dela num beijo, eu retribuí com desânimo enquanto a loira explorava toda a minha boca, parecendo animada.

Eu estava cansado de encenar, será que a Misa não podia ver isso? Dei uma risada mentalmente, sem humor. É claro que ela não podia ver. Porque pra ela não era uma encenação.

Rodeei-a com meus braços e mantive o beijo enquanto ela acariciava meus cabelos. Eu não pensava em nada. Não me sentia bem, um peso estranho tomava meu coração. Que merda eu estava sentindo?

Misa começou a desabotoar minha camisa.

– Amane? O que está fazendo? – Indaguei confuso. Ela deu uma risadinha.

– Eu não quero que pense que isso é algo ruim... agora fará por prazer. – Ela disse dengosa. Me esforçei para manter minha expressão normal. O que a fazia pensar que eu queria transar com ela?

Eu já estava sem camisa quando tirei as roupas dela também, pegando em seu corpo, tentando ignorar quem ela era. Era isso, eu a usaria para me sentir melhor.

Abocanhei o bico de um dos seios da garota.

– R-raito... Hmm... – Ela gemia. Logo senti que estava excitado. E estava prestes a empurrá-la na cama, mas Misa me surpreendeu.

Desceu a cabeça à altura de meu pênis e mais depressa do que eu poderia imaginar o abocanhou. Não pude evitar um gemido alto. Ela estava fazendo de uma forma tão familiar...

Comecei a soltar gemidos abafados enquanto sentia sua boca indo e vindo. Olhei para baixo, segurando seus cabelos negros para fazê-la ir com mais força. Cabelos negros? Tentei organizar meus pensamentos, reconhecer quem era realmente...

O que aquele maldito estava fazendo ali? Eu não conseguia pensar, seu toque me deixava louco. L ia cada vez mais rápido, indo e vindo com sua cabeça, eu sentia seu toque tão quente...

– R-ryuuzaki... – Gemi enquanto segurava seu ombro esquerdo e empurrava involúntariamente sua cabeça. – M-mais... Hmmm... R-ryuuzaki! – Dei o gemido alto quando senti a sucção mais forte. Mas então ele parou. Por quê?! Iria falar para eu pedir por ele novamente? Já não bastava a humilhação da última vez? Esse puto não podia ser no mínimo carinhoso?

Esperei com os olhos fechados para que ele pedisse, me preparando para manter o orgulho, por mais que fosse difícil... Mas quando alguém falou, esse alguém não possuía a voz confiante e grave do L.

– R-raito-kun? D-do que você me chamou? – Uma voz feminina perguntou. Abri os olhos espantado. – Diga Raito.

Misa deixou algumas lágrimas escaparem, eu estava sem voz. Então era ela o tempo todo? Cacete, é óbvio que era.

– Eu te chamei de Amane. Você não quer que eu te chame assim? – Indaguei sínico, tentando dar a volta na situação. Mas não adiantou. A loira se levantou e começou a se vestir apressada, tremendo como vara verde. – Ei, Misa, o que aconteceu? – Continuei fingindo que nada acontecera. Ela me ignorou completamente. – Misa! – Praticamente gritei.

Ela parou onde estava, me olhando com a expressão estranha.

– Eu só confundi seu nome, não quer dizer nada. – Falei. Ela me encarou por alguns segundos, dei um leve sorriso. – Deve ser a força do habito, de tanto encenar eu-

– Eu não sou idiota Raito. – Misa me interrompeu. – Antes você estava agindo só por desejo, como se... não me amasse. Foi só depois de me chamar de Ryuuzaki que sua atitude mudou. – Ela fez uma pequena pausa, me esperando falar algo. Mas eu não tinha nada pra falar e acho que ela interpretou meu silêncio da forma errada. – Me pergunto se essa experiência não mudou algo dentro de você, Raito. – Ao acabar de dizer isso ela saiu andando.

– Misa, isso não tem sentido nenhum! – Argumentei enquanto ela virava o corredor chorando. – Misa, espera!

Ela não me ouviu. Me deixou sozinho no quarto.

Passei alguns segundos tentando me acalmar. Minhas mãos tremiam. Vesti minhas roupas desajeitadamente e tentei ignorar os pensamentos que se formavam em minha mente. Me sentei na cama e fechei os olhos, massageando minhas têmporas com as pontas dos dedos.

– Que merda está acontecendo? – Perguntei para mim mesmo, tentando me acalmar. Me levantei novamente e quase tive um infarto com o susto. Havia uma shinigami parada, me encarando, sombria.

– Re-remu? – Gaguejei.

– Não ouse fazer a Misa chorar novamente Yagami. Nunca mais.

E então todas as coisas que estavam em cima de minha cômoda começaram a voar em minha direção, um abajur se chocou contra minha cabeça, fazendo-a sangrar. Caí no chão com a dor, olhando com ódio quem estava fazendo isso. Aquela shinigami do caralho estava me fazendo sangrar só por ter confundido o nome da vadia da Misa!

Mais coisas cortantes me atingiam e então vi com pesar o espelho se aproximando de meu rosto depressa. Caralho! Faltavam poucos centímetros quando o objeto parou no ar. Olhei para Remu que deu um leve sorriso.

– Espero que tenha entendido Raito.

E o espelho caiu no chão junto às outras coisas que ainda flutuavam fazendo estardalhaço. Eu estava sozinho novamente. Nos meus ouvidos o barulho alto de meu coração, e, ao fundo, as risadas de Ryuuku.


Notas finais
E então? Espero que tenham gostado :S
Desculpe não ter colocado lemon nessa, na próxima COM CERTEZA vai ter, asokaosk ^^
Onegaai, comentem, digam se está uma merda que aí eu tento melhorar U_U
Até o próximo capítulo,
Kissus ♥