Notas iniciais
Yoo minna! :3
Finalmente postando o segundo capítulo ^^
Esse me fez mudar a classificação de +16 pra +18 U_U
Eu ainda estou no começo, então não peguem pesado comigo T^T
Enfim, espero que gostem :D Boa leitura, vejo vocês lá embaixo =w=

Eu entrei e imediatamente todos do QG calaram a boca. Soltei o ar com força e fui até minha cadeira sem olhar na cara de ninguém, fitando meus sapatos. Eu sabia que todos olhavam pra mim, não pude evitar ficar um pouco vermelho.

– É Raito... Acho que seu pai não é muito bom em guardar segredos. – Disse Ryuuku com uma risada de escárnio. Ignorei o shinigami idiota e me sentei em frente a uma tela de computador. Comecei a mexer nos dados sobre o caso Kira.

Pouco a pouco ouvi o barulho de dedos correndo pelos teclados, de cliques no mouse e o mesmo burburinho de sempre vindo de conversas sobre o caso. Droga. Como eu iria encarar aquelas pessoas?

Tinha ao menos um lado bom. A Misa só apareceria no final do di-

– Raito-kuuuun! – Meus pensamentos foram interrompidos pelo grito agudo e estridente de uma loira que entrava correndo na sala. Caralho, me diz que isso não está acontecendo.

– Oi Misa. – Murmurei enquanto ela me dava um abraço e se sentava em meu colo. – Não é muito cedo pra você vir aqui?

– Nossa, Raito! Eu pensei que você fosse ficar feliz com a minha surpresa... – Disse com a voz manhosa. Então pareceu se lembrar de algo. – Misa trouxe uma coisinha pra você!

Ela abriu a bolsa pegando um pedaço de bolo de dentro dela. Um pedaço de bolo cheio de chantilly. Assim como o que o L comia ontem...

– Ah, um bolo. – Dei um sorriso falso. – Mas, Misa, você sabe que eu não gosto tanto de doces... e ainda é de manhã.– Comentei. Sem querer meu olhar cruzou com o de Matsuda e este balançou a cabeça negativamente para mim, como que reprovando minha atitude com a Amane. Desviei o olhar rapidamente.

– Você não quer? – Ela fez beiçinho. E então se virou para o L, que estava sentado da forma estranha de sempre olhando dados na tela do computador com o polegar nos lábios. – Ryuuzaki-kun? – Chamou-o.

L se virou para ela, mas acabou cruzando o olhar com o meu. Desviei fingindo estar com vergonha, na verdade, não precisei fingir tanto assim.

– O que foi, Misa? – Ele perguntou com a voz entediada.

– Você aceita esse pedaço de bolo? É que o meu próprio namorado recusa meus presentes, sabe? Então eu sou forçada a dá-los para outra pessoa. – Disse me mandando um olhar fulminante, pareceu perceber algo e encarou L. – Sem querer te desmerecer, L.

– Hum, então tá. Me dê o bolo. – Disse o detetive dando de ombros. Misa sorriu, se levantou de cima de mim e foi até ele, entregando o “presente”.

Era cada vez mais constrangedor, eu tinha que tirá-la dali logo. Todos olhavam para mim de soslaio, menos meu pai que não falava ou olhava pra mim desde o incidente.

– Misa-chan, você não tem uma sessão de fotos ou coisa assim? Pensei ter te ouvido comentar sobre isso. – Falei. Ela levou as mãos à boca e pareceu surpresa.

– Nossa, Raito-kun, valeu por me lembrar! – Então veio correndo em minha direção, se curvando e tocando meus lábios com os seus. A beijei rapidamente, à contra gosto. – Tchauzinho, Raito, te vejo mais tarde. Tchau pessoal!

– Tchau, Misa. – Matsuda foi o único a responder.

Soltei um longo suspiro ao vê-la ir. Voltei minha atenção ao computador que agora mostrava índices de mortes. Não sei quanto tempo fiquei assim quando senti o mesmo toque frio em meu ombro.

– Quero conversar com você, Yagami Raito. Me siga. – Disse L. Senti meu coração gelar.

– C-claro.

Segui-o em silêncio, ao final ele entrou em uma sala e fechou a porta quando também entrei. Na sala só havia uma mesa e algumas cadeiras. Me sentei em uma delas.

– 65%. – Disse ele após longos segundos me encarando com os olhos negros. Franzi o cenho.

– Como? – Indaguei. Ele puxou uma cadeira e se sentou do modo característico vagarosamente.

– Minhas suspeitas sobre você. Agora elas são de 65%. – Falou. Reparei que em seus lábios, havia um pouquinho de chantilly. Droga, exatamente como ontem. As lembranças invadiram minha mente e imediatamente eu corei.

– Eu não entendo... – Eu disse abaixando a cabeça para que ele não visse minha vermelhidão. – O que houve pra aumentar suas suspeitas?

– Vamos Raito-kun, você é inteligente. Por que você não ia me querer sozinho em seu quarto? – Perguntou.

Fiz que estava pensando por três ou quatro segundos e então mostrei que entendi.

– Ah. – Abaixei os olhos. – Você acha que foi tudo um plano. – Dei uma risada seca. – E o pior é que eu nem sei se você pensar isso é algo bom ou ruim. – Comentei com falso humor, já com uma estratégia em mente.

– Por que eu suspeitar de você seria algo bom? – Indagou.

– Bem, você é o único que não acha que eu sou gay. – Expliquei com mais uma risada sem humor, só que dessa vez fiz com que ela parecesse um pouco nervosa, como se eu estivesse envergonhado.

– E você não é?

Dei um longo suspiro.

– Não é como se eu fosse gay, L. Eu não me sinto atraído por homens. Só por... você. – Confessei. Meu plano era que antes do “você” eu levantasse os olhos em direção à ele e fizesse soar sexy, mas algo me impediu de fazer isso. Estranhamente, senti o estomago dar um salto e as mãos esfriarem. Que porra estava acontecendo? Acho que o fato disso ser extremamente ridículo estava me afetando, de alguma forma.

– Nossa, estou adorando toda essa performance só para evitar uma inspeção. – L zombou.

– Performance?

O detetive riu.

– Você acha mesmo que estou acreditando nesse showzinho? – Perguntou. Levantei os olhos irritado.

– Será que você não liga pra nada além dessa sua suspeita idiota? Será que nem por um momento pensou que eu posso ter sentimentos? – Explodi. – Quer saber, Ryuuzaki? Faz a droga da inspeção. Aliás, foi uma ótima ideia ir até minha casa procurar provas, bem a sua cara. Eu que sou um idiota por pensar outras coisas.

– Tudo bem. Irei revistar seu quarto ao final do expediente. – Disse me olhando de baixo pra cima — eu havia me levantado na empolgação do momento. Assenti com a cabeça. Olhei para baixo, deixando minha expressão séria.

– Me desculpe por ontem, Ryuuzaki. Realmente. Eu me sinto ridículo por tudo isso... De qualquer forma, você é o maior detetive do mundo, acha que eu sou um assassino e deve me achar um imbecil por namorar alguém como a Misa. Eu devia estar delirando quando pensei... – Eu estava dizendo essas coisas quando algo estranho aconteceu. Eu devia ser realmente um bom ator porque uma lágrima escorreu de meu olho. Limpei-a depressa, mas sabia que L tinha visto. – Bom, eu só queria dizer que não vai se repetir. Finja que isso nunca aconteceu.

Senti as mãos frias de L, cada uma em um ombro meu. Olhei-o surpreso. E ele fez algo ainda mais estranho. L... me abraçou.

– R-ryuuzaki? – Gaguejei confuso. Meu corpo quis se aconchegar ao dele, eu estremeci ao seu toque. Mas, porra, não queria dizer que eu estava gostando daquele desgraçado. Só queria dizer que eu estava carente já que fazia um tempo que a Misa não servia pra nada senão pra encher meu saco.

Mesmo assim, deslizei meus braços pelas costas dele, retribuindo o abraço. Pousei a cabeça na curva de seu pescoço, aspirei seu cheiro e senti mais algumas lágrimas caírem. Até para mim mesmo soou convincente.

– Vamos voltar à sala. – L disse com a voz rígida. Fiquei surpreso ao ouvir isso e senti algo estranho no peito, algo como mágoa. Então ele não acreditava em mim mesmo depois disso tudo? Minha respiração ficou urgente.

– Por que você não acredita em mim? – Perguntei com a voz tremida e rouca. L me empurrou levemente, nos separando.

– Vamos à sala, Raito-kun. – Repetiu. Se virou e deu dois passos. Não, eu não podia deixá-lo ir. Não sem desfazer suas suspeitas, ou parte delas.

Peguei sua mão puxando-o para mim, segurei seu rosto e olhei no fundo daqueles olhos negros.

– Você acha mesmo que foi tudo mentira? – Minha voz era urgente e um desespero que não sabia de onde veio dominou meus olhos. Eu vi algo mudar nos olhos dele também, mas ele desviou o olhar.

– Não posso acreditar em nada sem provas, Raito. – Argumentou. Empurrei-o até a parede, encurralando-o lá.

– Então eu irei provar que te amo. – Eu disse decididamente. L fez força pra sair de meus braços, mas não tanta força assim. Foi fácil o segurar. Foi fácil selar meus lábios aos dele. Foi fácil sentir nossas respirações aceleradas.

– R-raito... – Ouvi-o gemer quando sentiu minha mão pousada sobre seu órgão, por cima da calça.

– Você me deixa louco Ryuuzaki. – Gemi. Beijei sua pele, sentindo seu cheiro por toda parte, explorando seu corpo com uma mão e com a outra acariciando seu pênis.

Voltei aos lábios dele e nos entregamos a um beijo apaixonado, entrelaçando as línguas e exploramos as bocas um do outro em um ritmo intenso... Cacete, eu disse um beijo apaixonado?

– R-ryuuza... ki... – Soltei seu nome em um gemido quando senti as mãos dele em minha intimidade, brincando com meu membro. Me excitei imediatamente. E o dele também estava duro sob minhas mãos. – V-você sente algo por mim, Ryuuzaki? – Perguntei com dificuldade em fazer as palavras saírem com clareza. O toque daquele maldito era enlouquecedor...

– Espero que não seja o Kira, Raito-kun. – Ele sussurrou em meu ouvido arrepiando todos os meus pelos. Então abriu minha camiseta social, beijando meu abdômen, descendo com a língua até o cós de minha calça jeans. Ele a abriu com destreza, abaixou minha boxer. Fechei os olhos e esperei por aquilo. Cada célula de meu corpo desejava o toque, tudo em mim ansiava por L... Eu senti sua língua, mas logo ele a retirou.

– Peça Raito. – Ouvi-o dizer. O quê? L estava fazendo uma vingançazinha? Abri os olhos para encará-lo, um olhar malicioso enfeitava o rosto pálido. – Peça logo, antes que eu mude de ideia.

– F-faça... por favor. – Pedi à contra gosto. L fez tão repentinamente que me fez contorcer de prazer. Abocanhou o membro. Senti seu toque quente e úmido, a boca indo e vindo. Minhas mãos foram a sua cabeça, fazendo-o ir mais forte. Ele fazia movimentos de sucções cada vez mais fortes. – L... pare, se não... Hmm... R-ryuuzaki... eu... – O liquido esbranquiçado saiu dentro da boca de L que o engoliu com um sorriso.

Fui em direção a ele, abaixando suas calças. Era sua vez. Mas quando eu estava prestes a pagar pra ele, L me impediu.

– Prove que me ama, Raito. Me deixe ter você. – Pediu com a voz rouca. Encarei-o assustado. O que esse filho da puta pretendia? Ele levou dois dedos aos meus lábios. – Lamba-os. – Me recusei e mantive o olhar assustado. – Vamos lá, Raito-kun. Prometo que serei cuidadoso.

Lambi os dedos dele, os chupando levemente. Nos beijamos mais uma vez e então senti um dos dedos deslizando por minha entrada. Cortei o beijo e fiquei sem reação. Eu tinha que fazer isso, se eu queria um novo mundo, tinha que fazer.

Um por um, L enfiou os três dedos. Doía. Mas ele realmente fora cuidadoso, simplesmente deixando-os parados por um tempo. Começou a mexê-los e... aquilo começava a me provocar, principalmente porque meu órgão deslizava no dele e ele beijava meu pescoço...

– Faça logo!

Fiquei sobre a mesa e L se posicionou entre minhas pernas, fechei os olhos, esperando. L enfiou só a cabeça e eu senti meus olhos lacrimejarem. Ficou um tempo assim.

– Posso continuar? – Perguntou. Assenti.

Já estava com metade dentro de mim e L parecia louco para finalmente ter prazer.

– Pode ir, L.

Ele enfiou até o final e gritei de dor. L deixou ali por algum tempo, até que a dor deixou de ser tão terrível.

– Me diga quando sentir prazer. – Ouvi-o dizer rouco. Ele procurou o lugar certo, eu sentia sua pulsação enquanto ia e vinha dentro de mim. Foram algumas vezes e L gemia de puro prazer. Então, finalmente, senti. Ele havia tocado em algo, mas foi um lugar tão sensível... Gemi de prazer. Depois de ouvir meu gemido L começou a ir toda vez no mesmo lugar, indo bem fundo, enfiando tudo.

Começamos a nos movimentar mais urgentemente e cada vez eu gemia mais e mais alto, L se juntava aos meus gemidos e ao final um deles em especial chamou minha atenção.

– R-raito... Ahh... – Ele havia gemido meu nome. Meu nome. Eu não sabia por que, mas uma alegria enorme me tomou. Talvez por meu plano ter dado certo, mas parecia algo maior que isso. – Acho que vou...

A frase dele foi interrompida por a porta abrindo em um rompante.

– Raito-kuun, eu acabei a sessão de... O quê?! – O grito agudo dominou toda a sala. Já era constrangedor. Mas ficou ainda pior. L, suado pelas estocadas intensas, gozou dentro de mim. Dentro de mim. E se retirou com cuidado, caindo ao meu lado. Pareceu que a loira ia ter um treco, estava paralisada e tremendo, os olhos arregalados. Senti algo escorrer entre minhas nádegas.

– E-eu posso explicar!


Notas finais
E então minna-sama? Espero que tenham gostado :3
Me digam se cometi algum erro ou no que tenho que melhorar, onegaai, comentem! *--*
Até o próximo capítulo (que já está quase pronto por sinal, kk)
Kissus ♥