Notas iniciais
Yoo Minna! Aqui está o Raito uke pra vocês!
Eu fiz com muito amor e espero que gostem, danoninhos :33
É mais um presentinho pra vocês e quero dizer que amo vocês cada vez mais! E estou triste, porque depois desse, só mais um e... fim. TT.TT
De qualquer forma, espero que gostem.
Perdoem qualquer possível erro.
Boa Leitura! ♥

Raito’s POV

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Por algum motivo, Misa não havia vindo ao QG nos últimos dias. E eu já estava tão acostumado a me ver livre de sua presença irritante que quase me esqueci do fato de que teria que enfrentá-la novamente.

Ela veio com sua voz alta e aguda demais, falou várias besteiras, roubou-me um beijo e marcou um encontro para depois que eu saísse do centro de investigações. Enquanto ela fazia tudo isso, eu notava um olhar satisfeito de meu pai, o que só me deixava mais irritado.

No entanto, eu realmente me sentia mal por estar fazendo aquilo. Quero dizer, por estar agindo com a Misa como se fossemos realmente namorados.

L era muito sensível, por mais que seus olhos negros que pareciam ser feitos de gelo não demonstrassem. E ele não podia entender o motivo de eu estar com ela. Soltei o ar com força, irritado comigo mesmo. Não, Raito, pare de besteira. Você e o detetive não são um casalzinho ridículo. Apenas...

Me ergui da cadeira, mandando um olhar angustiado ao relógio. Olhei para L e pareci estar carregando em minhas costas mil toneladas de ferro. Eu o deixaria sem mim hoje e ainda o deixaria pensando que estava com aquela loira burra, a amando, ao invés dele. Soltei o ar.

– Ryuuzaki, posso sair agora? Havia marcado um encontro com a Misa mais cedo. Aposto que não irão precisar de mim. – Falei sem demonstrar emoções. O detetive me olhou fixamente e eu sabia que ele iria deixar, simplesmente porque o conhecia o bastante para saber.

– Não. – Negou. Como é?

– Não?! – Espelhei sua palavra, as sobrancelhas erguidas em incompreensão. Ele se voltou para o computador.

– Claro que não. O tempo que você perdeu conversando com ela tem que ser recuperado. Eu criei novas teses e acho que só você pode ajudar-me a desenvolvê-las.

Longos segundos encarando seus olhos escuros, só para constatar que aquele desgraçado estava falando sério. Soltei o ar mais uma vez.

– Tudo bem. – Disse à contra-gosto, voltando ao meu lugar e me sentando nele. Mandei uma mensagem à Misa, cancelando o encontro. Estava irritado. Mas não por não ter me encontrado com aquela garota, agradecia aos céus por isso. O que me irritava era aquele detetive autoritário, mandando em mim como se eu fosse um funcionário seu.

Bem, eu era um Deus. E estava sendo obrigado a receber ordens.

Pouco a pouco todos do QG foram se retirando, deixando a Lawliet e a mim sozinhos. Eu estava concentrado na tela, ainda contrariado com a ordem de Ryuuzaki, quando ouvi passos macios que quase se faziam inaudíveis e então lábios frios pressionaram-se contra meu pescoço, arrepiando minha pele.

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L’s POV

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Eu sabia que Raito estava irritado comigo, por eu ter o impedido de sair com Misa. O impedir de reconstruir sua ideia de homem perfeito. Ou simplesmente impedir de manter laços com Misa, o que poderia estar ajudando Kira de alguma forma. Mas saber disso não me impediu de levantar-me de meu lugar e ir até ele, abaixando-me e beijando seu pescoço macio.

Senti sua pele quente sob meus lábios e comecei a beijá-la cada vez mais, sugando-a de vez em quando e lambendo-a quando ele parecia impassível. Finalmente, Raito esboçou uma reação. Se virou para mim com os olhos brilhando e encarou meu rosto pálido. Mantive o olhar fixo em suas avelãs que pareciam se perder em minhas ônix.

– L, eu... – Ignorei o que quer que ele fosse falar e o interrompi, juntando nossos lábios. Eu estava curvado para conseguir contato, mas logo isso mudou, pois ele se ergueu. Encaixou meu corpo magro ao seu e me senti acolhido ali, onde era o meu lugar.

Nossas línguas se entrelaçavam, uma sentindo a agradável textura da outra. Não era incrível? Eu ainda não havia me acostumado com o beijo de Raito. Eu ainda não havia me acostumado a ser tocado por Raito. Eu ainda não me acostumara com o mero olhar de Raito.

Porque tudo era... bom demais para um ser como eu.

L. Lawliet não nascera para amar. E, no entanto, estava enlouquecendo em suas mãos.

Senti a mão de Raito deslizar agradável por meu abdômen, me arranhando daquela maneira provocante que tirava a estabilidade de minha respiração.

– Raito...? – Murmurei enquanto sentia seus lábios deslizarem por meu pescoço.

– Hum? – Grunhiu, o barulho assemelhando-se ao som de um gato, enquanto continuava beijando minha pele.

– Não gosto da... Misa. – Era difícil falar com suas mãos apertando minha coxas contra si, com seus lábios marcando meu pescoço e seu cheiro inebriando minha mente.

– Eu também não. – Respondeu com a voz rouca, cessando com os beijos e tirando minha camisa.

– Mas ela é sua namorada. – Afirmei enquanto via-o jogar minha blusa ao chão. O garoto me olhou com uma careta.

– Não é não. De onde tirou isso, Ryuuzaki? – Perguntou como se eu estivesse sendo ridículo. Olhei-o irritado.

– É claro que ela é. E faz questão de deixar bem claro. – Retruquei. Ele me mandou um sorriso sacana, mas que acabou soando envergonhado.

– Ryuuzaki... Você é o meu namorado. – Afirmou. Aquilo me surpreendeu, mas eu não podia aceitar aquele fato, pois sabia que era uma completa mentira. Encarei-o com raiva.

– Nunca vi ninguém ter dois namorados. – Informei. Ele riu, mais uma vez.

– Misa é só fachada, L. – Ele chegou para perto de mim, mergulhando a mão em meus cabelos. – Eu não a amo. Eu não toco nela. Eu não converso com ela. Ryuuzaki... Misa é uma coitada. – E então ele beijou meus lábios rapidamente. Me encarou e suas bochechas eram extremamente vermelhas. – Eu te amo. E amo te tocar. E conversar com você. Porque você é o... meu namorado.

Aquele sorriso que surgiu em meus lábios, tão satisfeito, não poderia ser evitado de forma alguma. Eu simplesmente... estava sorrindo. Cada célula de meu corpo e mesmo minha alma. Tudo sorria. Eu nunca havia amado. Mas parece que agora esse era o único sentimento que habitava meu ser...

Beijei-o com mais voracidade, empurrando-o para o sofá. Raito caiu nele e então trilhou um caminho com sua língua até um de meus mamilos. Senti o corpo estremecer e soltei gemidos quase inaudíveis que foram ganhando cada vez mais volume. Ele os rodeava com a lingua, fazendo movimentos circulares e os sugando sem muita força... Mas mesmo aquilo parecia insuficiente.

Sem aguentar, comecei a tirar suas roupas, meus dedos atrapalhados com os botões da camisa. E em segundos estávamos os dois completamente nus.

Eu estava montado sobre seu abdômen definido e encarava seu rosto levemente invadido pelos fios castanhos e levemente rosado. Mas, como que não aguentado a repentina falta de movimentos, Raito colocou-se sobre mim mais uma vez, friccionando o membro ao meu, enquanto mordia meu pescoço e meu lóbulo. Gemi alto, enlouquecendo com seu toque. A pressão que fazia em meu membro me fazia querer acabar com aquilo de uma vez e me ver inteiramente pertencente a Raito, dentro de seu corpo.

Assisti extasiado enquanto ele se abaixava, ficando na altura de meu órgão e o lambendo ferozmente, depositando saliva. Ao perceber o que fazia, dei um sorriso sacana, ele não sabia o quão desnecessário era. Mas claro que não o parei. Simplesmente por aquilo ser... muito bom.

Eu já gemia como louco, levando meu quadril de encontro com sua boca, quando ele parou.

– P-pode ir... – Pediu, mostrando que seria capaz de aguentar. Eu apenas sorri em meios aos ofegos. Puxei de debaixo da almofada a embalagem de lubrificante e ele teria me xingado se não estivesse excitado demais para isso.

Depois de fazer o procedimento rapidamente, me posicionei entre as pernas de Raito, pressionando meu membro contra sua entrada. Raito gemeu impaciente.

– Está com medo? Vai logo! – Grunhiu. Soltei uma risada que não durou muito e então levei minha cintura para frente, colocando todo o membro dentro dele de uma só vez.

– Aaaaaahn! – Soltei. Era sempre tão apertado e extremamente quente... Eu estava louco para iniciar os movimentos e ia fazê-lo quando Raito me surpreendeu, colocando-se sobre mim e sentando repetidamente sobre meu membro. Joguei a cabeça para trás e nós dois gemíamos sem pudores. Raito descia até o final, ficando completamente sentado.

– Ryuuzaki! Ryuu... za... ki! – Ele gemia meu nome, desesperadamente enquanto eu fazia o mesmo com o seu. Eu havia finalmente atingido sua próstata e isso parecia deixá-lo maluco.

Levei uma das mãos até seu membro e então passei a masturbá-lo achando a sincronia entre seus movimentos e os de meu braço. Iniciamos uma dança excitante, Raito indo e vindo sobre meu membro, o apertando, o satisfazendo... Em minha mente tudo era ele. O corpo de Raito. A voz de Raito. O rosto de Raito. Os movimentos de Raito. O amor de...

– E-eu vou go- – Mas um gemido interrompeu minha fala. Estremeci e assim que caí com o corpo mole, Raito também se desfez, sujando meu abdômen. Nossas respirações eram altas o suficientes para serem ouvidas à metros de distância.

Olhei para o lado e ele entrelaçou as pernas às minhas, beijando meu peitoral. Sorri e beijei o topo suado de sua cabeça. Ele soltou uma leve risada.

– Obrigada, L. – Disse.

– Pelo quê?

– Por ter me livrado da Misa. – Respondeu. Soltei uma leve risada.

– E não é isso que fazem os namorados? – Perguntei. Ele riu e se esticou, chegando aos meus lábios e me beijando.

– Então eu finalmente tenho um namorado... Não é irônico? É justo a única vez em que eu amo.

– Não vejo onde está a ironia. – Afirmei. Raito riu, passando o braço por minha barriga.

– Ele é um detetive estranho que me chama de Sr. Uke e eu sou o gostosão que conseguiria pegar até a mulher do presidente. Completamente irônico.

Dei um tapa nele, sem evitar uma risada.

– Fica quietinho aí, Sr. Uke.

Foi minha vez de levar um tapa.


Notas finais
E então? Muito açúcar?
Mais uma vez: É um presente e se não gostar, avise que melhorarei. ^^
Espero que tenham gostado, fiz com muito carinho mesmo!
Até o próximo (e último) extra...
Kissus ♥