Para Evitar Uma Inspeção...
9 E então, o Fim.
Notas iniciais
T^T Eu estou tão depressiva! Último capítulo aqui! Por favor, não me matem, tudo bem?
Olha, eu não revisei muito bem, pelo simples fato de estar LOUCA para postar. Eu sei que vocês vão me xingar... bem, é a vida.
Espero que gostem, encontro vocês depois (estarei vestindo um colete a prova de balas lá embaixo, okay?)
Boa leitura ♥
L’s POV
Acordei de madrugada assustado. Eu não me lembrava de onde estava... olhei ao meu redor e dei de cara com Raito, abraçado a mim, dormindo. E estava sem roupa alguma, exatamente como eu. Franzi o cenho. Então não foi um sonho? Um sorriso estampou minha face e eu aconcheguei a cabeça em seu peitoral.
Só que, por mais que eu quisesse ficar ao lado dele, eu não podia. Era como se eu tivesse um compromisso, algo me dizia que eu precisava sair dali... eu sentia algo estranho no peito.
Me levantei vagarosamente, sem acordar Raito. Fui atrás de minhas roupas, as vestindo, querendo acabar com aquele frio de noite em contato ocm minha pele. E então, abandonei a sala.
Passei pelos corredores, subindo as escadas ao final deles. Era como se meu corpo estivesse agindo sozinho. Havia algo errado e algo me dizia para refletir sobre isso, mas eu simplesmente estava com a mente cansada, não podia formar sentenças muito longas, quem dirá investigar algo.
No final, cheguei ao topo do prédio. O vento batia calmo, o céu era de um azul lindo, as estrelas cintilavam por trás da poluição e os carros passavam velozes lá embaixo. Os carros... eu estava com vontade de ver os carros lá embaixo.
– Ryuuzaki! – Um grito desesperado ecoou no ar. Eu reconhecia aquela voz... eu gostava dela. Mas na hora não consegui ligá-la a um rosto. Continuei minha caminhada em direção à beirada do prédio, sentindo o vento tranquilizador em meu rosto, penteando meus cabelos e soprando minhas roupas...
Raito’s POV
L não ligava para o garoto estranho ao seu lado, parecia hipnotizado, andando com o olhar vidrado, indo em direção à beirada do prédio, ignorando completamente meu grito. Comecei a correr em direção à ele, o vento da noite soprava em nossos cabelos e o barulho de meu coração tapava meus ouvidos. Eu nunca havia me sentido dessa maneira. E era simplesmente a coisa mais horrível que já havia sentido. Porra, L estava perto da beirada! Eu não podia admitir isso, eu simplesmente não podia. L estava perto da morte.
– Lawliet! – Eu gritei a plenos pulmões, pronunciando seu verdadeiro nome pela primeira vez. Mas ele não olhava para trás. Eu conhecia bem aquela hipnose em que ele parecia estar.
Cheguei até ele e segurei sua blusa, estava pronto para puxá-lo quando, estranhamente, o garoto loiro me impediu, segurando meu braço. Tentei bater nele com força para afastá-lo, mas ele desviou meu golpe com agilidade. E L continuou andando. Eu não ia deixar nenhum filho da puta me impedir!
Dei um enorme soco no nariz do loiro e cheguei ao Lawliet novamente, segurei-o pela blusa no exato momento em que ele pisou com os pés descalços, metade no ar e metade no concreto. Eu estava fazendo força para puxar o L quando senti o de cabelos cumpridos puxar meu rosto em direção à ele. Pelo visto meu soco não havia surtido o efeito desejado, pois ele parecia ótimo.
Eu vi um Death Note aberto nas mãos dele e quase não consegui distinguir as palavras escritas nele, enquanto tentava segurar um pesado Lawliet, tentando o impedir de cair.
“Raito Yagami, se jogará de um prédio após ver Lawliet cair.”
Olhei para os olhos perversos e escuros do garoto. O quê? E só então entendi que tudo aquilo fora... um plano dele. Minha pulsação pareceu parar. Ele estava gargalhando alto. Quem era aquele desconhecido? Senti o peso de L começar a aumentar na mão que eu segurava, olhei para ele, tentando o puxar, mas a surpresa do que eu acabara de perceber me deixara com os membros moles.
– Diga tchau ao Mello, Raito-kun... Pode ir tranquilo, cuidarei de tudo para você. O mundo ainda terá seu Kira, tudo bem? – Disse o loiro com a voz suave. Mas eu não prestava atenção nele.
Vi abaixo de mim os carros passando, iluminados por postes de luz. Tudo se fez silêncio. Apertei a mão de L e estranhamente, ele olhou para mim. Eu não sabia o que se passava em seus pensamentos, mas seus olhos liberavam lágrimas.
Meu corpo se recusava a se mexer. Ouvi Mello gargalhar mais uma vez. Senti suas mãos frias em meu ombro e as vi no de L também. Um leve empurrão. Afinal, quem imaginaria? O maior detetive do mundo e um verdadeiro Deus, morrendo com o leve empurrão, vindo de um adolescente de roupas pretas e olhar perturbador... Meu corpo se desequilibrou e o de L também. O vento batia forte e o céu era pontilhado por estrelas.
Desespero. Raiva. Frustração. Tristeza. Me agarrei ao L, ele também se agarrou a mim. Eu poderia dizer que fiz isso por instinto, já que ele era a única coisa sólida por perto, mas foi mais que isso. Foi um movimento desesperado, uma busca de segurança nele, um desejo de morrer ao seu lado, porque, sim, eu iria morrer. A queda pareceu durar eternamente, enquanto caía, mirei ao fundo, Ryuuku, rindo e escrevendo qualquer coisa em qualquer lugar. E então, L e Kira se tornaram um. A dor. Sentimos os espasmos do corpo, ouvi as risadas perversas... E perdi. O vermelho me atingiu e ao L também, o barulho dos carros. Eu perdi...
Olhei para o L e ele também olhava para mim. Um simples olhar... antes de tudo ficar escuro.
Mello’s POV
Olhei para os dois, o detetive já estava chorando, o Raito estava com aquela cara hilária de surpresa e ódio. Dei uma alta risada. Coloquei uma mão no ombro de cada um e... tchau, tchau. Os dois se desequilibraram como palhaços ridículos e então pisaram em falso. Caíram. As risadas que saíram de minha boca podiam ser ouvidas há quilômetros de distancia.
A queda não durou muito. Logo olhei para baixo e vi os dois em posições impossíveis no concreto, banhados de sangue, os carros tentando desviar dos corpos. Suspirei. Tão fácil... fácil demais. Afinal, que detetive imbecil conta tudo para uma simples criança albina? Eu seria um detetive muito melhor do que ele. E... Raito, que idiota se permitiria morrer de tal forma? Eu seria um melhor Kira também.
Olhei para a cidade com um enorme sorriso.
– Deem as boas vindas ao novo L... e ao novo Kira também. Abri os braços e comecei a gargalhar, tão grande era a minha alegria.
Vi Remu ao meu lado, com o olhar vago.
– Está atrasada Remu, perdeu todo o show. – Informei. Ela manteve o rosto sem expressão.
– Eu assisti tudo, Mello, não seja ridículo. – Sua voz era tingida de ódio. – Como eu poderia perder a morte de quem fez minha Misa se matar?
E novamente ela falou daquela Misa. Quem diabos era Misa? Dei uma risada. Eu não me importava, desde que eu pudesse dominar o mundo, estava tudo bem. Se uma idiota se matou pelo simples fato do namoradinho ser gay, o problema era dela.
Ignorei a shinigami.
Olhei para baixo novamente... eu deveria tirar uma foto! Mais gargalhadas romperam meus lábios. Era tão ridículo!
Continua...
Notas finais
kkkk Espero que tenham gostado da fic gente, me dediquei muito nela.
Aceito sugestões e críticas, eu mudarei se gostar das ideias de vocês e farei outro final se vocês odiarem esse. ^^
Não percam a continuação dela, tudo bem? Vou fazer outra que vai ser focada no Mello, no Near e no Matt. ^^
Espero não levar um tiro ao sair de casa,
Kissus ♥
P.S. Boas notícias (ou espero que sejam boas :S kk), a história vai ter final alternativo, ou seja, vou fazer outros como se esse não houvesse acontecido ^^ Espero que gostem.
OBS: valeu Nicky Yume *3*
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