Para Evitar Uma Inspeção...

10 Agindo por impulso. (FA, parte 1)


Notas iniciais
Yoo Minna-sama! Finalmente eu aqui, com mais um capítulo ^^
Eu fiz a partir da parte em que o L se confessa para o Raito, no cap. Amando, porque se não fosse assim iria dar errado :)
Eu particularmente não gostei tanto desse capítulo, mas como minha amiga e meu amigo (sim, eu o forcei a ler yaoi) gostaram, eu resolvi postar :33
Me perdoem se houver algum erro (no anterior eu achei alguns quando estava revisando agora, obrigada por terem ignorado :D).
Espero que gostem, vejo vocês lá embaixo *3*
Boa Leitura ♥

Raito’s POV



– Eu... amo você. – Disse ele. Meu corpo se enrijeceu e foi como se meu coração parasse de bater. Ao ouvir aquilo, algo se quebrou dentro de mim. Ele me amava. Eu também... finalmente amara alguém. E L iria morrer em poucas horas. Não teríamos uma história, não teríamos nada... Lágrimas caíam de meus olhos quando ele olhou para mim.

– Eu também amo você. – Eu disse. E era verdade. Era a mais pura verdade. Eu nunca mais poderia negar isso. L beijou meus lábios e, algo me dizia que esse seria nosso último beijo, tentei guardar a sensação dentro de mim.

Ele se aconchegou em mim novamente, parecia calmo. Pouco a pouco fomos adormecendo, ignorando o frio, um com o calor do outro.

Eu já estava cochilando quando abri os olhos, olhei para o detetive e vi que este ainda estava dormindo. Olhei para seu rosto calmo e pálido, pousado gentilmente em meu peitoral, os olhos fechados. Meu coração batia rápido com o plano que se formava em minha mente... Era loucura. Eu sabia disso. Principalmente porque o realizando eu poderia pôr tudo a perder.

Eu conseguiria me esgueirar sem que ele acordasse? Bem, L havia deixado a porta aberta, o QG devia estar vazio à essa hora, mesmo porque, se não estivesse, ele não teria feito comigo em frente às câmeras. Suspirei. Que merda de pensamentos eu estava tendo? Isso era simplesmente deplorável... No entanto, eu já possuía o nome dele. E tinha a Misa como aliada, bastava fazer as pazes com ela.

Tirei L de cima de mim gentilmente, pousando-o no chão. Me levantei. Peguei as roupas dele jogadas no chão, o cobrindo com elas, sabendo que com minha ausência ele sentiria frio. Mas isso não deu muito certo. No final, cedi meu blazer ao detetive, pelo menos ele apararia o frio. Vesti minha calça e minha camiseta social sorrateiramente. Saí da sala.

Ao passar pela sala onde ficava a tela que recebia as imagens da sala (na verdade, “as telas”, pois eram mais de uma), mirei Lawliet ali, para minha sorte, ainda dormindo. Suspirei. Vamos Raito, agora que começou terá de ir até o fim.

***

Cheguei à minha casa, pegando a chave reserva que se escondia sob um vaso de plantas para abrir a porta. Fiz todo o silêncio possível, provavelmente ninguém perceberia minha presença. Mesmo assim, eu já inventava uma desculpa para estar ali. Soltei um suspiro. Que porra eu estava fazendo dessa vez?

Mas já era tarde para desistir. Tarde demais.

Subi as escadas sorrateiramente, chegando ao meu quarto, abrindo a porta com cuidado. Adentrei o lugar, indo até o Death Note, sem precisar acender as luzes. Peguei-o na gaveta (havia o deixado lá quando estive aqui da última vez, junto à Misa).

Peguei-o em mãos, junto à uma caneta. L. Lawliet. Pousei a caneta no papel, já certo do que faria, tinha de ser rápido. L. Lawliet. E L. Lawliet mais uma vez.

– Está anulado, não é Ryuuku? – Perguntei com a voz seca, sem precisar olhar para o shinigami para saber que ele estava lá. Ryuuku simplesmente deu uma risada. – Me responda, Ryuuku. – Exigi. Mas sabia que ele estava certo em rir. Era simplesmente ridículo. Eu já começava a me arrepender, mas não poderia arriscar, já era tarde. Se L morresse ficaria óbvio que fui eu, já que fugi do QG. Eu não tinha mais escolha.

– Sim, Raito, sua donzela já está a salvo. – Caçoou.


L’s POV

Abri os olhos vagarosamente, sentindo um frio intenso nas pernas. Raito-kun...? Olhei ao meu redor alarmado. Eu estava sozinho na sala, deitado no chão frio, coberto pelo blazer de Raito. Sozinho.

Me sentei no chão, começando a me vestir. Droga, as roupas de Raito não estavam pelo quarto. Me levantei do chão, indo até a porta. Eu havia a esquecido aberta – conclui com pesar.

Saí da sala, andando pelos corredores do QG, procurando por algo que eu sabia que não iria encontrar. Me sentei no sofá e, ao me certificar de que não havia realmente ninguém por perto, deixei que as lágrimas caíssem. Que droga, Lawliet! Soquei a mesa à minha frente com força e deixei que um grito de raiva saísse de minha garganta.

– Ryuuzaki? O que está fazendo? – A voz de Raito me fez dar um pulo. Olhei para ele incrédulo, segurava nas mãos um copo de água e me olhava parecendo confuso. – Você está chorando?

Limpei as lágrimas com força. Então ele só havia levantando para ir tomar um copo de água? Não. Era claro que não. Isso era o que queria, mas não a verdade. Havia grandes chances de tudo não ter sido mais que um plano para ele poder me matar.

– Eu iria dizer que você foi muito inteligente por conseguir fazer isso, mas acho que, no caso, eu que fui muito burro. Sim, realmente, deve ter sido entediante conseguir isso tão fácil. – Falei. Eu já aceitava minha derrota, já havia me conformado. Bastava achar Near, Mello ou o Matt, já que os outros dois haviam sumido e eles me substituiriam, eu deixaria o caso Kira para eles e...

– Do que você está falando? – Ele perguntou soando cansado. Se sentou ao meu lado, no sofá e soltou um suspiro. – Quer um pouco de água? – Perguntou.

Ignorei sua mão estendida e me levantei do sofá, indo em direção as escadas que levavam ao meu quarto, pensando em fazer uma carta em meus últimos momentos de vida... Desgraçado. Ele havia conseguido. Um criminoso sujo e egoísta conseguira vencer a Justiça. Era simplesmente repugnante. Mas eu não deixaria isso assim, colocaria pessoas em meu lugar, o faria se arrepender amargamente. Ele não ia sair bem dessa. Não ia!

Me joguei em minha cama, sem lágrimas para chorar, sem forças para entrar em desespero. Simplesmente peguei uma caneta e um pedaço de papel, deixaria claro a todos quem era Kira, mesmo morto, não o deixaria vencer.

Eu estava na metade da carta quando Raito cobriu a luz com seu corpo, parado a minha frente. O fitei, ele parecia sério.

– O que está fazendo? – Perguntou.


Raito’s POV

Ele me ignorou, continuou escrevendo aquela porcaria. Por que ele tinha que acordar? Se ele soubesse da loucura que eu havia acabado de fazer, não estaria tão irritado, escrevendo aquela merda com o rosto vermelho de choro. Me dava raiva vê-lo ali, me odiando, como se eu fosse um monstro. Eu iria fazer um mundo melhor e havia o perdoado por se opor a isso. Ele deveria no mínimo agradecer!

Me aproximei de Ryuuzaki, abraçando-o por trás, os joelhos apoiados na cama. Ouvi-o soltar o ar com força.

– Me deixe sozinho, Raito. – Ele pediu. Dei um beijo úmido e quente em sua bochecha, o ignorando.

– Eu não saí do QG, detetive. Simplesmente odeio ficar horas sem água e odeio não usar um banheiro descente há dias. Só isso. – Sussurrei em seu ouvido, beijando seu pescoço carinhosamente. Vi seus pelos se arrepiarem.

– Você não precisa mais fingir, Kira. Já venceu. Pra que se sacrificar tanto? – Indagou ele com a voz seca. Eu o entendia, afinal, poderia mesmo estar correndo risco de vida, se eu não fosse tão bonzinho... Passei a mão por seu tórax, o rodeando com os braços.

– Eu não saí do QG, Ryuuzaki. Eu não sou Kira. E... eu nunca o mataria, mesmo que eu fosse o Kira, eu não teria a coragem. – Afirmei. Então dei uma leve risada e resolvi o provocar. – Ou você acha que alguém consegue ser tão bom ator? – Perguntei mordiscando seu lóbulo esquerdo. L estremeceu e se levantou com força, se livrando de mim. Lançou-me um olhar duro, pude perceber seus olhos marejados.

– Por mais que seja difícil para você entender, Kira. Vidas não são brinquedinhos manipulados por você e as pessoas são mais do que simples conchas vazias. Por mais que seja difícil pra você entender, as coisas vão além desse seu mundinho egoísta. E eu não vou deixar que me humilhe novamente. – Ele começou a andar em direção à porta, mas parou segundos antes de sair. – Eu também sou um humano, Raito.

– Não fale como se tivesse 100% de certeza de que vou te matar. Você pode estar errado.

Ele saiu do quarto, ignorando minhas últimas frases. Me deitei na cama dele por reflexo, seu cheiro estava preso à ela. Agora ele estava nervoso, mas depois tudo voltaria ao normal e eu poderia ficar com ele, escondendo o fato de que sou o Kira... Ri com meu último pensamento.

É, detetive... eu devo estar ficando completamente louco.


Notas finais
E então, Minna, gostaram?
Esse capítulo foi só uma introdução para o que eu realmente quero fazer, por isso foi meio curto e sem sal U_U kkk
Bem, acho que gostaram mais dessa opção do que do final trágico, né? ^^
Até o próximo capítulo, meus danoninhos ^^ (de onde eu tirei isso, meu Deus? O.o')
Kissus ♥
P.S. Gente, quem quiser, leia a fic Sickly Incest (é minha), me deixaria feliz, feliz, feliz *o* kk