Paraíso Perdido
3 Kagome e Sango vão ao resgate
Sango e Kagome se dirigiram para onde estavam aqueles homens mal encarados, mas chegando perto puderam notar que o líder deles, Mankitaru, era bem mais civilizado que os outros.
MANKITARU — O que as mocinhas querem conosco?
SANGO — Não somos \"mocinhas\" e queremos que nos diga o que sabe sobre o portal da harmonia e o lar das amazonas guerreiras.
MANKITARU — Eu não tenho que dizer nada a duas moças como vocês.
KAGOME — Por favor, nós precisamos saber por que nossos amigos estão lá.
SANGO — E ficamos sabendo que elas fazem coisas horríveis com os homens.
MANKITARU — O final que seus amigos terão não será nada agradável, mas o que eu poderia fazer por vocês?
KAGOME — Nós ficamos sabendo que vocês conhecem uma maneira de entrar nesse lugar.
MANKITARU — É verdade! O portal da harmonia só permite a passagem dos homens, mas são as amazonas que o controlam do jeito delas fazendo ele aparecer onde queiram.
KAGOME — E esse outro lugar onde poder entrar?
MANKITARU — O outro foi aberto por uma mulher chamada Neya que era uma delas e nós ficamos sabendo e o vigiamos.
SANGO — Já sei! Nesse portal só podem entrar mulheres, não é?
MANKITARU — É isso! Nós bem que tentamos entrar, mas ao tocarmos no portal fomos repelidos e concluímos que só as mulheres podem passar.
SANGO — Provavelmente para a aquisição de novas amazonas... Vamos tentar entrar Kagome por esse portal.
KAGOME — Acha que vai dar certo?
SANGO — Eu vou, se você quiser pode ficar... Mankitaru! Pode me levar a esse portal?
MANKITARU — Vocês podem vir amanhã que eu a levarei ao local.
SANGO — Não! Eu quero ir agora mesmo.
KAGOME — Eu também vou Sango pode contar comigo.
MANKITARU — Vocês duas tem certeza disso? Querem tanto salvar seus amigos?
SANGO — Quanto antes melhor.
MANKITARU — Certo! Talvez vocês podem até nos ajudar.
SANGO — Como?
MANKITARU — Elas têm uma substância chamada de Laterjante que está no ar do local que faz os homens perderem o poder e por isso precisamos que tirem esse Laterjante.
KAGOME — E como faremos isso?
MANKITARU — Dentro do palácio delas tem uma lareira onde elas queimam algumas flores e elas entram em contato com o ar fazendo o processo então é só apagá-la.
SANGO — Ok! Vamos agora mesmo, mas me diga Mankitaru, o que você e seus homens querem com as amazonas?
MANKITARU — E o que acha? Elas pegaram e mataram meus homens e vão ficar fazendo isso até serem impedidas.
KAGOME — Se temos que ir vamos de uma vez.
Mankitaru levou Sango e Kagome a uma caverna que escondia o local onde Neya saiu do lar das amazonas.
MANKITARU — É melhor as duas passarem a noite aqui, pois devem sacrificar seus amigos somente amanhã.
SANGO — Tem certeza disso? (ele responde afirmativamente com a cabeça)
KAGOME — Então vamos dormir aqui e depois iremos amanhã assim que acordarmos.
MANKITARU — Vou deixá-las sozinhas.
Mankitaru se retirou e Sango e Kagome passaram pelo portal e como estava de noite resolveram acampar, mas antes disso Kagome notou que sua energia continuava e as duas concluíram que o lugar só afetava os poderes dos homens.
Já no dia seguinte assim que acordaram Miroku e InuYasha foram ao palácio de Natsume para ver como estava Shippou e ficaram conversando no caminho.
MIROKU — Hoje o dia promete, InuYasha.
INUYASHA — Você ainda está pensando nesse ritual de acasalamento?
MIROKU — Claro que sim! E você não?
INUYASHA — Eu estou achando essa história muito estranha, você já ouviu falar que em tempos antigos, as amazonas sacrificavam seus machos bem depois de transarem.
MIROKU — Deixa de ser paranóico, acha mesmo que essas lindas garotas têm a intenção de nos matar?
INUYASHA — É que me sinto inseguro em ser um humano e não poder usar a Tessaiga.
MIROKU — Esquece isso! Vamos ver como está o Shippou e depois pensamos nisso... Olhe só InuYasha! (apontando para as mulheres que estavam acenando para eles) — Vendo essas mulheres eu não consigo imaginar o pior.
INUYASHA — Isso porque você é um monge pervertido! Ou não passou pela sua mente poluída que tanto Kagome quanto Sango devem estar mortas de preocupação? E acho que elas não iriam gostar muito de ver nós dois no meio dessa mulherada.
MIROKU — Mas elas não estão aqui! E o que os olhos não vem o coração não sente. (rindo)
Um pouco longe dali Sango e Kagome, já acordadas, continuam andando pelo local que aparentemente estava desabitado.
KAGOME — Sango! Já andamos quase uma hora e não vimos uma alma viva se quer.
SANGO — Pode ser, mas tenho a impressão que estamos sendo observadas, está escutando algum barulho?
KAGOME — Eu não!
SANGO — Esse é o problema! Está quieto demais, mas eu acho que tive uma idéia.
KAGOME – Idéia?! Qual?
SANGO — Vamos deixar sermos capturadas e depois deixa comigo.
KAGOME — O que pensa em fazer? Não é nada de perigoso ou é?
SANGO — Você vai ver.
Não demorou muito e as amazonas que comandadas por Sayaka que estavam vigiando as duas se apresentaram.
SAYAKA — Quem são vocês?
SANGO — Kagome! Deixa comigo que eu falo com elas... Nós ficamos sabendo do lar das amazonas e queremos ser amazonas como vocês.
KAGOME — O que?! (falando baixinho no ouvido dela)
SANGO — Confie em mim, Kagome! (falando baixo também)
SAYAKA — E por que acham que merecem ser uma de nós? Isso aqui não é um clubinho onde entra quem quiser.
SANGO — E como podemos provar que somos capazes disso?
SAYAKA — Foi bom perguntar! (com um sorriso maligno) — Sigam-me as duas.
KAGOME — Eu não gostei do sorriso dela.
SANGO — Se for uma armadilha, não tem saída! Temos que nos arriscar.
Enquanto isso no palácio de Natsume ela recebia as visitas de Miroku e InuYasha.
NATSUME — Que bom vê-los cedo, já estão preparados para o ritual?
MIROKU — Ah! Eu não vejo a hora de chegar.
INUYASHA — Nós viemos aqui para saber como está o Shippou.
NATSUME — Ele ainda esta tremendo um pouco, mas isso deve ser o Laterjante.
INUYASHA — Laterjante! O que é isso?
NATSUME — Eu não queria contar antes, pois pensei que ficariam com medo de nós amazonas... O Laterjante é um produto tirado das flores desse lugar sagrado que tem efeito nos homens, ele poderia ter um efeito maior, mas nos o diluímos no ar e ele somente retira o poder dos homens.
MIROKU — Então vocês consideram, nós homens, seus inimigos, não é?
INUYASHA — E se isso for verdade como podemos acreditar que vocês não farão nada contra nós depois desse tal ritual?
NATSUME — Me ofende esse tipo de questionamento! Se quiséssemos fazer algo contra vocês, já teríamos feito ontem mesmo.
INUYASHA — Eu já ouvi histórias de que vocês amazonas depois de usarem os homens os matam e que se tiverem filhos homens também os matam.
NATSUME — Isso não é verdade! É certo que precisamos dos homens para a reprodução, mas não os matamos e se os filhos nascerem homens ficaram junto de seus pais.
MIROKU — Isso me interessa, pois estou combatendo um Youkai que amaldiçoou a minha família e um filho seria bem vindo caso eu não consiga cumprir com meus objetivos.
NATSUME — Vejo que seu amigo não está tão desconfiado quanto você senhor InuYasha, deveria seguir o exemplo dele.
INUYASHA — Eu seguir o exemplo de um pervertido! Seguir o exemplo do Miroku só me dará dor de cabeça.
MIROKU — Não liga para que ele disse e a propósito quando será o ritual?
NATSUME — Agora à tarde, antes do almoço e depois o portal se abrirá.
INUYASHA – Ótimo, quero sair daqui o mais rápido possível.
MIROKU — Então até mais tarde Natsume.
Os dois se retiram do aposento de Natsume que fica conversando com sua criada Nanami.
NATSUME — O que acha deles Nanami?
NANAMI — Sinceramente são os melhores que já pegamos, mas eu me preocupo com o tal de InuYasha.
NATSUME — Eu sei! Ele está muito desconfiado e creio que pode nos dar problemas.
NANAMI — Então desse eu vou pedir que duas tomem conta dele.
NATSUME — Faça isso e quanto ao monge esse não me parece mais fácil de domesticar, viu como ele está totalmente fascinado com as mulheres.
NANAMI — Mas e quanto ao menino raposa, o que faremos com ele?
NATSUME — Ele é muito novo para isso! Vamos deixá-lo se recuperar e se ele não servir faremos com ele o mesmo que fazemos com os outros. (rindo com Nanami e nesse instante elas recebem a chegada de Tomoko)
TOMOKO — Senhora Natsume! Senhora Natsume!
NATSUME — Já escutei! Fale o que quer.
TOMOKO — A Sayaka acaba de chegar com duas novas moças e elas disseram que querem ser uma de nós.
NATSUME — Mesmo! Vamos ver.
Natsume se dirigiu ao local onde Sayaka estava com Kagome e Sango.
NATSUME — São essas duas aí, Sayaka?
SAYAKA — Isso mesmo senhora! Chamam-se Kagome e Sango.
NATSUME — Por que querem ser amazonas? (se dirigindo para as duas)
SANGO — Porque nós nos achamos bem melhores do que os homens e o lugar onde se prova isso é no lar das amazonas guerreiras.
NATSUME — E você? Não diz nada? (notando que Kagome estava meio nervosa com a situação)
KAGOME — A Sango disse tu-tu-tudo. (visivelmente assustada)
NATSUME — Olha! Eu acho que você consegue. (olhando para Sango) — Mas você eu tenho minhas dúvidas. (olhando para Kagome)
SANGO — E como provamos que somos merecedoras de serem amazonas?
NATSUME — Terão que lutar com nossas melhores guerreiras e se passarem no teste podem ser consideradas nossas irmãs.
KAGOME – Lutar?! Ninguém falou nada de lutar.
SANGO — Calma Kagome! Tudo vai acabar bem. (sussurrando no ouvido dela)
KAGOME — Pra você é fácil falar sabe lutar, mas e eu como fico?
SAYAKA — As duas! Venham comigo as duas iram lutar antes do ritual do acasalamento e vê por ventura vencerem as nossas guerreiras terão direito de até escolher um homem para cada uma.
KAGOME — Um homem para cada uma?! É assim que funciona? — \"Será que estão falando do InuYasha e do Miroku?\"
SANGO — Tudo bem como quiserem! — \"O Miroku e o InuYasha devem estar no meio disso tudo\".
Próximo capítulo = O RITUAL
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