Paper Lanterns
52 I'm not okay (I promisse) - part 2
Notas iniciais
Bem, nós paramos com o Frank descendo as escadas com uma salvação em suas mãos, uma coisa não tão óbvia e fácil para os amigos, que estão tendo um ataque de pânico. Mas eu vou ficar quieta agora, porque provavelmente você quer ir direto a fic. LOL Have fun!
- Calma, Ray. Olha só, eu preciso que você crie um solo. Eu sei que é meio em cima da hora para pedir uma coisa tão difícil assim. Eu mesmo até hoje não consegui criar meu próprio solo e...
- Passa a guitarra, Frank.
- Vai criar agora, nossa, eu não esperava...
- Passa a guitarra! Agora! — E Ray começou a tocar um solo, como se aquilo já tivesse sido criado há algum tempo.
- Você acabou de inventar isso, não né?
- Claro que não, eu inventei isso semana passada, quando eu tava sem nada para fazer. Mas eu não sei se está legal, o que vocês acham?
- Ray, essa é a coisa mais foda que eu já ouvi. Totalmente aprovado na música. – Gerard disse, voltando a interagir com o meio humano.
- Nossa, assim eu até fico sem graça. – disse, enrolando um cachinho.
- Mikey, eu vou tocar a música. Eu quero que você toque exatamente os acordes que eu tocar, só que com uma inversão, para dar uma quebrada. Entendeu? – eu falei
- Acho que sim. Vamos lá para o jardim, a bateria e o meu baixo estão lá.
- Bob, até a Jamia chegar, você vai criando a batida. Depois, você ensina pra ela.
- Tão em cima da hora assim, Frank? Você acha que vai dar certo?
- Tem que dar certo! Temos que acreditar!
Ray ficou na sala aprimorando um pouco mais o solo e o começo, enquanto eu, Mikey, Bob e Gerard fomos para o jardim. Gerard foi cantando a música e Bob foi dando o compasso. Mostrei para Mikey os acordes e nós fomos tentando fazer um arranjo com o baixo.
Ficamos naquilo até as cinco. Eu, Ray e Bob já tocávamos em harmonia. Mikey dava uns deslizes de vez em quando, mas na última tocada, saiu tudo certinho. Gerard tinha voltado para o quarto fazia meia hora. Disse que ia se arrumar e aquecer a voz, para o show. Pelo menos ele já tinha treinado um pouco o compasso com Bob. Não seria problema. A única coisa que me preocupava era a Jamia, que ainda não tinha chegado.
No momento em que peguei meu celular para ver aonde estava Jamia, ela apareceu no portão da casa com um lindo vestido azul.
- Cadê o Gerard? Ele já saiu de lá de cima? O que houve? Porque vocês precisam de mim?
- JAMIA QUE PORRA LEGAL AZUL É ESSA NO SEU CABELO?
- Eu pintei mechas – ela falou dando um sorriso.
Que bagulho mais foda que ela tinha feito no cabelo. Eu fiquei um tempo dando voltas pela Jamia e analisando cada fio pintado. Até o Bob gritar um “nós temos pouco tempo, para com a babaquice” e eu sair do transe e entrar em desespero de novo.
- Jamia, você vai ter que aprender a tocar uma música.
- Como assim?
- Vem cá – Bob chamou.
Bob explicou para Jamia o que ela teria que fazer e ela ficou treinando com a gente por um tempo, mas mesmo assim, ainda pareceu meio insegura. Gerard desceu pronto – e com uma gravata verde muito legal — e ficou assistindo a gente ensaiar.
- Frank, eu estou com medo – ela disse assim que deram sete horas e a gente teve que parar de ensaiar para ia ao baile – não dá pro Bob tocar I’m Not Okay, não?
- Jamia, vai dar tudo certo.
- Vai dar tudo certo pra você que ficou cinco horas treinando! Eu só treinei duas horas!
- Jamia, confia em mim.
- Você pode pedir para o Bob ficar do meu lado, caso eu não consiga tocar?
- Peço sim – falei, segurando seu rosto e beijando seus lábios – não chora, tá? Se não vai borrar a maquiagem.
- É a prova d’agua.
- Ah, desculpa, é que eu ouvi a minha mãe falando isso pra minha prima – falei – Toda a maquiagem agora é a prova d’água?
- Não age como se você não soubesse não, que eu sei que você gosta de um lápis de olho e uma sombra vinho.
- Caham, então achei muito legais suas mechas azuis.
- Achou? Combina com o meu vestido.
- Percebi. Também combinam com o meu conjunto de roupa de cama – falei rindo.
- Bozo você, hein.
A gente estava esperando os táxis que o Gerard chamou chegarem e o Mikey ainda estava treinando os acordes. O primeiro táxi chegou e o Ray, o Bob e o Mikey foram.
O Gerard pegou seu celular e discou algum número. Ele estava discutindo com alguém pelo celular. Cheguei mais perto para ouvir e ver o que estava acontecendo.
- Mas Lindsey, eu quero estar com você no baile! – ele esperou por uma resposta – Mas esse vai ser nosso primeiro baile anual juntos – esperou de novo – quem sabe um outro baile? Mas Lyn, esse seria nosso primeiro... – essa outra resposta pareceu ter o assustado porque ele prendeu a respiração e arregalou os olhos – Não Lindsey! Por favor... Droga, ela desligou – Gerard falou enquanto passava a mão no pescoço e sussurrava um “eu não acredito”.
- Gerard, o que houve? – perguntei assustado. Gerard olhou para mim e começou a chorar.
- A Lindsey... o que ela acabou de dizer... – ele disse.
- O que ela disse? – perguntei.
- “Então esse SERIA o nosso primeiro baile anual. Seria, porque não há mais nosso.” Foi isso que ela disse – ele falou, secando os olhos.
- O que ela quis dizer com isso?
- Que não vai ser mais o nosso primeiro baile juntos porque ela terminou comigo.
- COMO ASSIM? – perguntei.
- Eu não sei, mas eu queria tanto ficar com ela no baile!
- Meninos, calma, eu converso com ela assim que a gente chegar.
Gerard abraçou a Jamia e começou a chorar. Jamia, sem saber o que fazer deu três tapinhas amigáveis nas costas dele.
- Gerard, o táxi chegou – avisei.
Nós três entramos no carro, falamos o endereço e ficamos em silêncio. O único barulho ali eram as fungadas que o Gerard dava a cada 30 segundos.
Chegamos no colégio, pagamos o motorista e saímos do carro, ainda em silêncio. A Jamia avistou a Lindsey e foi salvar o dia, enquanto o Ray, o Mikey, o Gerard e eu repassávamos a música. Lindsey parecia querer ficar na mesa em que estavam Jimmy, Steve, Kitty e Bob, e também parecia querer que eles não juntassem a mesa deles com a nossa.
Meu celular tocou, era uma mensagem da “Jamia, amor da minha vida” – nome que ela tinha gravado no meu celular – e dizia: “Frank vem me ajudar”. Procurei Jamia por perto de onde eu tinha avistado a mesa da Lindsey e vi que ela estava acenando para mim. Fui até lá.
- Frank, me ajuda, se ela não quer que a gente junte as mesas, a gente vai ter que fazer o pessoal querer, porque olha o estado do Gerard – olhei para a nossa mesa. Gerard estava com a cabeça entre os braços, fazendo-os tampar o rosto e seu peito mexia, deixando claro que ele estava chorando. Passei a mão na cabeça.
- Vamos pedir ajuda aos indulgentes.
Nós falamos com a galera e pedimos para que eles nos ajudassem e juntassem a mesa deles com a nossa, pra no mínimo deixar a Lindsey perto do Gerard e fazer com que eles vejam que eles se amam mais do que tudo nessa maravilhosa e pequena vida e viverem felizes para todo o sempre, até que a morte os separem e blah blah blah.
Enquanto a Jamia convencia os caras de ajudar a Lyn e o Gee, eu fui falar com o bebê chorão e mandar ele lavar o rosto porque a Cinderelindsey estava voltando.
Ele lavou o rosto e quando ele voltou encontrou uma Lindsey emburrada, sentada na nossa mesa, do lado da Jamia. O lugar que o pessoal deixou para o Gerard era bem na frente de onde a Lindsey estava. Eles se encararam por uns segundos, a Lindsey voltou a olhar para o nada e o Gerard fez uma cara triste para mim.
- Cara, vai ficar tudo bem – falei assim que ele se sentou. No fundo, nem eu tinha muita certeza do que tinha acabado de dizer.
Notas finais
Sério, eu queria saber se vcs ainda gostam da fic, se a "reta final" está ficando legal, é importante. Podem elogiar ou criticar, fiquem a vontade. :3
Vou tentar postar o próximo capítulo na semana que vem.
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