Papai Por Encomenda
4 Treinando o Papai
Notas iniciais
Como prometeu Alice chegou à casa do escritor por volta das oito da manhã. A morena havia deixado seu filho na escola, sempre com um aperto no peito, afinal se pudesse ficaria agarrada a ele o dia todo, porém precisava trabalhar, tinha um filho e só o trabalho de seu marido, Frank, não iria ajudar em muita coisa.
Ela não hesitou ao tocar a campainha, e logo foi recebida por um Remus com olheiras, afinal ele não dormira direito no período da madrugada e Charlotte insistiu em querer acordar às seis da manhã, e assim a mulher lhe cumprimentou logo indo até o lugar onde a pequena estava. Charlie estava no seu pequenino cesto e agitava as mãozinhas e as perninhas rechonchudas rapidamente, e seu choro ecoava por toda a casa, como se quisesse indicar algo. Alice a tomou nos braços e a balançou como se estivesse a acalentando, e assim a menina parou um pouco de se agitar.
– Primeiro passo, saber identificar o que ela realmente quer. – sorriu e acariciou o rosto pequenino do bebê – Arranje-me uma toalha, precisamos forrar o sofá.
Remus saiu então da sala rapidamente, e seguiu até o banheiro, retirando uma toalha do armário e logo voltando para a sala, indicando a amiga que tinha pegado.
– Ótimo, agora a estenda no sofá, precisamos trocar a frauda dela, e quero que você aprenda. – ela esperou que ele fizesse o que ela havia pedido, e assim deitou a menina por cima da toalha. – Pronto agora você com cuidado, comece a retirar a roupinha dela. – indicou a ele e assim com cautela Lupin o fez, deixando a pequena criaturinha apenas com sua frauda.
– Mas Lice, não temos fraudas. – o escritor lembrou a amiga –
– Errado! Logo após deixar Neville na escola, passei numa farmácia e comprei o que iríamos precisar pelo menos por hoje, assim você depois terá tempo para comprar o que for necessário. – explicou a ele – Agora lá perto da minha bolsa tem uma sacola com alguns itens, pode pegar para mim?
E assim, o moreno fez, logo trazendo a sacola cheia de coisas de bebê.
– Obrigada. – disse e abriu um dos pacotes de fraudas, pegou uma frauda e entregou ao moreno.
Assim ela lhe explicou todos os passos de “como trocar uma frauda”, e Lupin logo pegou a pratica, e Charlie estava limpa novamente.
Alice passou o resto da manhã com Remus, lhe explicando as coisas de “como cuidar de um bebê”, e logo o papai já estava sabendo realmente de várias coisas, e assim, pouco antes da morena ir embora, apareceu um Sirius completamente sonolento.
– Alice! – pronunciou – O que faz aqui essa hora da madrugada?
– Madrugada? Tem certeza? – ela observou o amigo – Acho que seu relógio anda um pouquinho atrasado. Mas de qualquer forma, já estou de saída, preciso trabalhar. Espero que Charlie sobreviva morando com vocês dois, afinal não é fácil – riu e assim despediu-se dos dois, avisando que mais tarde Marlene passaria ali para ajudar o amigo com a decoração do quarto da menina, e também para falar do processo de guarda, o que seria o mais complicado.
***
Marlene chegou por volta das treze horas e assim conversou com o amigo sobre o processo de adoção, explicando a ele tudo o precisava saber, e que já havia aberto o processo, e agora era só aguardar, para enfim poder registrar Charlotte como sua verdadeira filha. Assim que explicou certinho, Remus a levou a um dos quartos que faziam como depósito, e disse que ali seria o quarto da menina. Ela então lhe deu as ideias para arrumar as coisas e assim combinaram de sair na próxima semana para comprar os itens necessários para montar o quarto da menina. Sirius, como sempre, não deixou de importunar a mulher nos momentos em que ela ficou por lá, e assim conseguiu roubar um beijo na bochecha dela, logo ganhando um tapa firme, no rosto. Mckinnon saiu de lá pisando firme e o Black apenas riu. Lupin, porém olhou para o amigo e disse:
– Quando vai parar de fazer isso com ela e a pedir em namoro? Essas briguinhas de vocês já encheram o saco!
– Namoro? Você só pode estar brincando. – soltou uma risada alta – Olha cara, deixa que da minha vida amorosa cuido eu, ok? Sei exatamente o que a Mckinnon quer, e isso só eu posso dar, acredite.
– Conta outra cara, você está caidinho por ela...
A conversa só foi interrompida por um choro.
– Ela deve estar com fome, depois converso contigo. Olhe Charlotte enquanto eu preparo a mamadeira dela, ok? – Lupin disse e assim seguiu para a cozinha, enquanto o amigo foi olhar o bebê.
Sirius apenas agradeceu, pois o amigo esqueceu-se daquela conversa chata e entediante.
***
– A situação dela não é uma das melhores – o médico explicou a ruiva que estava com um semblante extremamente preocupado.
– Por favor, Doutor, eu preciso que explique a real situação de minha amiga! – insistiu Lily, quase chorando –
– Acalme-se, Sra. Potter, se não vou ter que pedir que se retire – o médico disse a mulher – A situação da Sra. Meadowes não é uma das melhores, o acidente foi grave, e ela fraturou alguns ossos, e também teve lesões no cérebro, não podemos saber a real gravidade de tudo isso, mas precisamos fazer alguns exames, só posso lhe afirmar que a paciente está em estado vegetativo, ou seja, em coma, e não sabemos quando ela irá acordar, pode ser hoje, amanhã, ou talvez nunca. – explicou a jovem que percebeu uma lágrima escorrer pela sua face – Agora preciso ir. Sinto muito por sua amiga – deu um tapinha em seu ombro e assim deixou a ruiva ali no corredor, sozinha.
Ela então seguiu para a recepção onde estava seu marido, e andou apressadamente para abraçá-lo.
– O que houve lá dentro, meu amor? – ele perguntou enquanto acariciava suas madeixas ruivas –
– Ai Jay... – proferiu entre o choro – Ela está em coma! Não sabem quando ela irá acordar! E eu precisava falar com ela, é urgente!
– O que tem de tão importante assim para falar com Dorcas?
– Tudo Jay, ela deveria ter deixado Luna conosco! Liguei para a casa dela assim que descobrimos sobre o acidente, mas ninguém atendeu. Você se lembra que eu pedi para você ficar com Harry e que explicaria tudo depois?
– Sim, e o que aconteceu?
– Fui até a casa dela, e bem, não tinha ninguém lá, sabia que Luna precisava de cuidados, afinal é um bebê! Mas não a encontrei, a porta estava aberta, e as janelas também, nenhum vestígio, tudo silencioso. Creio que a prima dela fugiu e levou o bebê junto. – e assim ela encostou a cabeça no ombro de James e chorou mais –
***
A semana seguinte chegou rapidamente, e assim Marlene chegou à casa do escritor com uma caixa grande e entregou ao moreno.
– Hã bem o que é isso? – perguntou ele a olhando.
– É um presente para a Charlie. – explicou -
– Bem, ok. – e assim ele abriu, logo revelando um carrinho de bebê junto com uma cadeirinha. – Marlene...
– Não foi nada, eu sabia que iria precisa de um desses e então fui lá e comprei. Não se preocupe, eu só quero ajudar. – sorriu para o amigo – Bem, estão prontos? Posso montar o carrinho, assim podemos levar ela nele, e a cadeirinha você pode usar no carro.
– Obrigado, Marls, por tudo, mesmo. – agradeceu e enquanto a amiga montava o presente ele foi buscar a pequena.
Assim juntou suas coisas em uma bolsa e seguiu para a sala vendo que a loira já havia montado o presente, e colocou então a pequena na cadeirinha, logo os três seguiram para o carro da amiga, ao qual iriam ao Shopping da cidade, para poderem fazer as compras necessárias. Remus sabia que tinha dinheiro suficiente para arrumar o quarto da menina, afinal, Sirius quem bancaria essa parte, como um presente para a pequena Charlotte, ao qual cativou tantos corações, em tão pouco tempo.
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