Notas iniciais
Olá! Meu primeiro crossover nhoooom *-*

Sou apaixonada por DW e Sherlock e essa ideia me veio do nada :)

Leve insinuação de Johnlock porque sim.

ENJOY ♥

O ano era 1983. Sua vida era incompleta. Aos plenos 7 anos o pequeno Sherlock Holmes não havia feito nenhum amigo além do Billy. Quem é Billy? Uma caveira que ganhara do irmão mais velho que lhe dizia "Será o seu único companheiro na vida, se importar não é uma vantagem, Sherlock".

Mas que criança de sete anos se sente feliz com uma caveira, uma inteligência acima do normal e um irmão mais velho irritante?

Sherlock já estava grandinho o bastante para parar de acreditar no Papai Noel, mas naquela noite de Natal ele pediu com todas as forças do seu coração o seu maior desejo no mundo: um amigo.

De joelhos ao pé da janela e encarando a lua, junto com a neve que caía ele implorava:

- Por favor, Papai Noel, me dê um amigo, é tudo o que eu mais quero. Pode trocar o Mycroft por uma pessoa mais legal, o que acha?

Quando ia se levantar, já sem esperanças de ter seu pedido atendido ouviu um barulho. Algo caindo no quintal de sua casa.

- Papai Noel? — correu pegando seu casaco longo, levantou a gola, ajeitou-o contra o corpo e foi até lá — Uma cabine de polícia? Quem está aí?

Havia uma cabine de polícia meio caída entre as árvores. Logo as portas foram abertas, assustando o menino. Um homem sem sobrancelhas e com uma gravata borboleta saiu de lá com uma coisa na mão.

- Não, não, não!! — ele resmungava mais para si do que para a cabine.

- Ei? Você tá legal? — Sherlock perguntara.

- Oi! Olá! Oi! — o homem se aproximou do menino animado em vê-lo ali e balançando sua mão fazendo-o rir — você é exatamente como eu imaginava.

- Te conheço?

- Um dia você vai — o homem sorriu.

- Quem é você?

- Vamos lá, você pode me dizer quem eu sou.

- Você parece um maluco, suas roupas são atuais mas parecem bem velhas e seu olhos... Você é humano?

- Ah, excelente! Esperava um pouco mais, porém você ainda é uma criança oras! — riu — eu sou o Doutor.

- Sherlock Holmes. Doutor o quê?

- Só... O Doutor!

- Eu pedi o papai Noel, não um médico — Sherlock disse meio desapontado.

- Eu vim aqui te mostrar uma coisa — o Doutor apontou um aparato que brilhava verde para sua cabine de polícia e ela parou de esfumaçar — Vamos!

- Pra onde?

- Para um lugar que você vai adorar — sorriu.

Sherlock ainda meio desconfiado seguiu o homem.

- Esta é a TARDIS!

- Tempo e dimensão relativa no espaço — se espantou ao entrar na cabine, era maior por dentro — como? Como você? Uau!

O menino corria ao redor da TARDIS e entrava novamente, como era possível?

- Ahá! — Doutor mexia em algumas alavancas e apertava alguns botões — aqui vamos nós!

A TARDIS fez seu típico som e passou a viajar pelo espaço e tempo. Quando chegaram ao destino ela pousou e o Doutor chamou o menino até a porta.

Estavam em uma rua pouco movimentada. Baker Street, o menino pôde ler.

- Venha! — O Doutor o puxou pela mão e o levou ao Speedy's, um café ao lado do 221B, Sherlock notou.

Os dois se sentaram em uma mesa bem ao fundo do café, longe das únicas pessoas que haviam ali.

- Porque me trouxe aqui?

- Estamos em 2015. Esse é seu aniversário de quarenta anos e você já conheceu o seu melhor amigo.

O coração do menino disparou de felicidade. Ele observou o local e viu alguns adultos sentados na mesa da janela. Eles riam e conversavam divertidamente, apesar do homem moreno parecer um pouco rabugento, como ele mesmo era.

- Aquele ali sou eu?

- É sim. Mas você não pode fazer contato com ele, ia mexer com sua a linha temporal e essas coisas tempo-espaço.

Sherlock sorriu.

O grupo de adultos estava animado. Havia um moreno alto e com cabelos cacheados que parecia obrigado a estar ali, um loiro levemente alcoolizado com porte de militar, uma senhorinha muito simpática, um policial grisalho e um homem de terno e gravata com um guarda-chuva apoiado na cadeira.

Eles começaram a cantar "Parabéns" e o loiro se levantou erguendo uma taça:

- Ao meu melhor amigo que eu tive que arrastar para descer as escadas e ser sociável uma vez na vida! Parabéns Sherlock! Nunca esperei ter alguém como você em minha vida e espero poder tê-lo ao meu lado por muitos anos!

- Parabéns Sherlock! — os outros se reuniram. O Sherlock adulto tentava não sorrir mas o sorriso inundava seu rosto.

Já o pequeno observava feliz e não pôde evitar sorrir também.

Ficaram ainda alguns minutos ali, apenas observando, mas o Doutor ficara com medo que o Sherlock adulto notasse algo estranho.

-Agora temos que ir.

Os dois saíram do café em direção à máquina do tempo, não sem antes o pequeno Sherlock dar uma última olhada em seu futuro. Parecia promissor.

O Doutor o deixou em casa, com um sorriso estampado no rosto.

- Obrigado, Papai Noel — Sherlock o abraçou por longos segundos, sinceramente feliz por não estar condenado a viver sozinho. Agora ele tinha esperanças.

- De nada, pequeno Holmes. Não se preocupe em procurá-lo, Sherlock, ele virá até você!

A TARDIS se desfez com seu barulho habitual e Sherlock correu de volta ao seu quarto.

- Billy, você não vai acreditar... — e então o jovem menino contara à caveira tudo o que lhe havia acontecido e como ele um dia teria um melhor amigo para chamar de seu.

Notas finais
E aí? Mereço opiniões, né?

Ficou muito fofo, vai!

Aloha, meus androids ♥

PS: quem quiser Johnlock é só dar uma olhada nas minhas histórias :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!