Panic Attack
1 Capítulo 1 - Panic Attack
Notas iniciais
Meus olhos lacrimejavam e o ar se tornava cada vez mais difícil de puxar para dentro de meus pulmões cansados. Minhas mãos tremiam e suavam, bati em alguns objetos do quarto. Olhei para um lado, e em pé á frente de mim estava o Nogitsune, parado me encarando. Meu coração batia depressa e fechei os olhos.
-Não... Não você não está aqui... –Murmurei sem ter certeza das minhas palavras.
-Stiles! –Ouvi uma voz que não parecia ser do Nogitsune.
Tornava-se cada vez mais difícil de respirar, me esforcei para abrir os olhos. Com a visão turva pude ver uma garota com grandes cabelos flamejantes entrar em meu quarto. Lydia?
Ela se aproximou de mim, parecendo preocupada.
-Stiles... Ataque de pânico? –Ela perguntou e apenas concordei com a cabeça. Ou acho que concordei, pois mal tinha noção do que fazia com meu corpo.
-Tudo bem, não se apavore, apenas respire. –Ela tentou me acalmar.
Minha mente quase que instantaneamente viajou na lembrança do dia em que tive um ataque de pânico enquanto estava com Lydia... Lembrei-me da forma com que ela me fez melhorar.
Foi como se Lydia lesse meus pensamentos, pois logo ela mergulhou seus lábios macios nos meus me fazendo parar no mesmo lugar, segurar a respiração e meu coração começar a bater ainda mais rápido. Era inacreditável que aquilo estava acontecendo novamente. Lydia estava me beijando de novo e aquilo era tão perfeito que por um momento cheguei a pensar que estava sonhando.
Lydia se afastou de mim, me encarou percebendo que eu já estava melhor, mas diferente da primeira vez nós não nos afastamos e conversamos constrangido com o momento. Novamente ela colou seus lábios nos meus e outra vez senti como se meu chão tivesse desaparecido. Eu estava mesmo beijando Lydia Marin!
Okay, eu precisava fazer algo certo? Não podia ficar apenas parado sem fazer nada não é? Meus olhos cederam e se fecharam, movimentei lentamente meus lábios sobre os dela e ela correspondeu, movimentando os dela também. Okay, aquilo era muito bom, precisava de mais, queria mais. Queria sentir mais do gosto de Lydia, minha língua escorregou sobre seus lábios pedindo passagem que ela concedeu como se ansiasse por aquilo tanto quanto eu. Minha língua escorregou sobre a dela, explorando sua boca e provando de seu gosto adocicado e viciante. A língua dela escorregou para a MINHA boca, explorando e provando do MEU gosto. Um pequeno gemido involuntário soou de minha garganta. Como um beijo poderia ser tão bom e despertar tantas emoções ao mesmo tempo? Eu só queria ficar ali, beijando-a para sempre, o tempo todo. Nunca me cansaria. Mas nós precisávamos respirar, logo comecei a sentir meu peito doer por falta de ar e Lydia se afastou lentamente, parecendo precisar respirar também. Abri os olhos devagar e Lydia ainda abria os dela. Nossas respirações estavam ofegantes e nossos lábios inchados.
Nos encarávamos sem dizer nada, apenas... olhando um para o outro.
-Acho que vou começar a ter mais ataques de pânico. –O que diabos eu tinha dito? As palavras simplesmente saltaram de minha boca sem que eu tivesse controle.
Lydia riu e desviou o olhar, sentando-se em minha cama.
-Por favor, não. Isso é assustador. –Ela disse. Okay. Era assustador me beijar?
-Bem... Mas por outro lado seria bom, só para poder beija-lo de novo. –Ela continuou.
Meu Deus, eu havia mesmo escutado aquilo?
-O-O que? –Gaguejei. –Você... Quer me beijar de novo?
Que pergunta mais estupida. Ela sorriu e me olhou novamente.
-Talvez. –Disse, mordendo o lábio inferior com um sorriso travesso, encarando minha boca. O desejo de beija-la novamente começou a crescer dentro de mim, eu simplesmente precisava sentir tudo aquilo novamente.
Impressionante como eu havia esquecido completamente do meu pesadelo e meu recente ataque de pânico.
-Você... Anda tendo muito ataques de pânico ultimamente? –Lydia perguntou.
Desviei o olhar do dela com o assunto delicado que ela havia tocado. Eu evitava ao máximo falar sobre esses assuntos com as pessoas a minha volta, mas naquele momento eu me sentia tão confortável ali com ela que talvez... Bem, Talvez eu devesse me abrir um pouco, afinal. Ás vezes eu sentia que explodiria guardando tudo aquilo para mim mesmo, ás vezes, na verdade na maior parte do tempo aquilo me sufocava.
-Ás vezes quando meus pesadelos são muito ruins, acordo gritando sem saber direito se estou sonhando ou não... Então meus pulmões começam a pedir por mais ar do que eu posso respirar e enfim, ataque de pânico.
Novamente olhei para ela, que me olhava pensativa.
-Com o que é seu sonho? –Ela perguntou.
Hesitei novamente.
-Pode me contar... Você precisa, estou vendo nos seus olhos o quanto isso machuca e perturba você, ás vezes é bom desabafar Stiles.
Pensei um pouco. Talvez.
-A maioria das vezes é com Nogitsune voltando e me possuindo novamente... E... –Vasculhei minhas lembranças, sentindo a dor do trauma invadir meu peito. –E eu machuco as pessoas, todos vocês... Meu pai, Scott... Você. E eu simplesmente muitas vezes não consigo acordar, eu tenho que gritar até que minha garganta doa para que eu possa acordar... E eu fico preso ali, vendo todos vocês morrendo e me culpando.
Algumas lagrimas escorreram pelos cantos dos meus olhos.
-E eu olho para minhas mãos e tem sangue e... –Não fui capaz de prosseguir, minha voz morreu e minha respiração falhou.
Lydia escorregou sua mão pela minha.
-Hey... São só pesadelos, você nunca faria algo assim, Nogitsune não pode voltar para te possuir, nós o prendemos.
-Esse é o problema... No sonho eu não estou possuído o tempo todo, eu estou... Matando-os porque eu quero.
-Hey, olhe para mim. –Ela disse segurando meu rosto entre as mãos e me fazendo olha-la. –Você nunca faria isso. Nunca! Eu sei, porque eu te conheço e sei o quanto o seu coração é bom. –Nesse momento ela colocou a mão sobre meu peito e eu estremeci levemente. – Sei o quanto você lutaria. O quanto você luta para proteger todos que você ama, todos, e você nunca seria capaz de fazer mal a algum de nós, na verdade, a qualquer outra pessoa. Por mais que ela merecesse.
Uma paz inexplicável tomou conta do meu corpo. Aquilo era verdade, pensando agora meus pesadelos eram... Só isso, pesadelos. Eu nunca faria nada de mal para quem eu amava, jamais.
-Sabe o que eu acho? –Ela disse. –Acho que se você fosse um lobisomem você seria um Alfa genuíno, assim como Scott. Pois vocês dois tem um grande coração e um grande caráter, coisas tão impossíveis de se achar nas pessoas hoje em dia.
Ri com a ideia de ser um lobisomem, eu provavelmente logo seria morto por um caçador.
-Obrigada... –Eu disse, sinceramente. –Por estar aqui comigo, precisava disso.
Ela sorriu.
-Vou sempre estar aqui quando precisar, sempre. Para qualquer coisa que você quiser e precisar.
-Qualquer coisa? –Eu disse sorrindo.
-Hm... Sim –Ela disse hesitante, mas sorrindo.
-Tem uma coisa que eu queria muito agora. –Eu disse, não sabendo da onde vinha a coragem para aquilo.
-Muito? –Ela disse, se aproximando e novamente colocando uma mão em meu rosto, escorrendo pelos meus cabelos e pousando em minha nuca, os dedos brincando com alguns fios.
-Muito. –Eu disse sorrindo.
-Ótimo, porque agora que provei não sei se vou conseguir parar de fazer isso. –Respondeu, se aproximando e novamente grudando nossos lábios, com força e desejo.
Minhas mãos foram para sua cintura e ela arranhava levemente minha nunca com uma mão e com a outra o pescoço. Nossas línguas se exploravam e se provavam avidamente.
Definitivamente, jamais iria machuca-la ou me cansar de seus beijos. Nunca a deixaria ou cansaria de sua companhia. Eu a amava e com certeza aquilo nunca mudaria. Eu nunca deixaria de amar Lydia Marin.
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