Panic! At My Life
1 One-shot
Notas iniciais
Amo gente linda que manda Reviews, sim?
Vai ganhar presente do papai noel Ou não.
Minha fic das dorguinhas. Eu fui cherar Whisky ao invés de beber, olha no que deu
Vou tentar como a Li, cheirar açucar...
Well, boa leitura, espero que gostem, ou não. Tudo é bem vindo. Mas mantenham o nível, sim?
“Some people fight
Some people fall
Others pretend
They don\'t care at all
If you want to fight
I\'ll stand right beside you
The day that you fall
I\'ll be right behind you
To pick up the pieces
If you don\'t believe me
Just look into my eyes
\'cause the heart never lies
Another year over
And we\'re still together
It\'s not always easy
But I\'m here forever” – The heart never lie — McFly
Quatro de Julho de 2009 – Lar dos Urie.
O moreno apoiou o rosto nas duas mãos espalmadas cobrindo sua face. Ele tremia como um animal, o coração excessivamente adstringente enquanto algumas lágrimas insistiam em cair. Motivo? Ryan estava partindo. Não só partindo seu coração, mas partindo mesmo, da casa dos dois, e talvez até da cidade. E não, — claro que não – ele não queria que seu amante fosse embora com Jon. Maldito Jon. “Que ele morresse” praguejou.
Sua mente implorava para que Ryan ficasse com ele. Era de sua propriedade. Como essas pessoas não podiam ver?
Ryan apareceu noutro extremo da sala com algumas sacolas nos ombros e um malão de couro. Percorreu os olhos sob sua (ex) casa, cada móvel, e suspirou. A expressão triste que ele trazia não deixava duvidas de que aquilo também era penoso para ele. Só que mais custoso ainda era aturar as oscilações a que Brendon vinha tendo.
Seu rosto marcado pela mão impetuosa de seu moreno ainda queimava. Desenhada com perfeição cada dedo e a palma do mesmo. O olho extremamente roxo e inchado, camuflado com maquiagem descomunal. O lábio inferior cortado do lado direito ainda com o sangue estancado a mostra.
E Jon foi o único que teve a coragem de ajudá-lo. Ao contrário de todos, já que o resto deles sabia: Brendon partiria a cara daquele que tivesse a ousadia de tirar seu garoto de sua posse. – E este realmente estava cogitando tal possibilidade com Jon.
- Quer que eu leve para você, Ryan? – Jon tentou sorrir pegando a mala e as sacolas do menor.
- Sim, obrigado Jon. – aceitou, sem olhar nos olhos do outro – Pode nos deixar sozinhos só por mais um momento?
- Tudo bem, Ryan. – assentiu ainda com receio, já planejando se esconder atrás da porta para defender o menor caso algo ocorresse errado.
Brendon desviou o rosto e olhar de seu (ex) garoto para o abajur no criado-mudo quando ele se aproximou. Viu de soslaio quando o outro sentou ao seu lado no sofá de couro azul céu. Suas mãos estavam gélidas e suadas.
O maior abaixou a cabeça fixando os olhos nos sapatos sujos. Uma lágrima despencou molhando-o.
- Ryan, eu... Eu sinto muito... Eu não queria... – encarou-o com os olhos lacrimosos – Você sabe que não precisamos acabar assim. Eu te amo, meu garoto. – suplicou e acariciou o rosto do menor.
Ryan fechou os olhos ao sentir as caricias daquele que tanto admirava, mas teve que ser convicto com seu bem estar e com afeição se soltou das mãos quentes do maior, arrepiando-se. Aquelas mãos já lhe tinham proporcionado demasiado prazer deveras, e em mesma proporção dor e medo. Como agora.
- Brendon... – levantou os olhos para seu amado – Eu já te disse... Quando você promete que vai parar... Eu queria acreditar... Eu acreditei... Só que isso machuca. Literalmente. – afagou as mãos do maior que o olhava desesperado por perdão e por reconquistá-lo.
- Eu sei... É que é algo mais forte que eu... Eu juro que tento, você viu... Eu até fui ao psiquiatra como você pediu. – justificou-se.
- Sei disso, querido... Mas tentar não tem sido uma opção há tempos – Os olhos verdes de Ryan estavam nublados, a voz estava suave como o canto de um pássaro deprimido, e ele não conseguia deter seu próprio remorso. Sentia-se culpado. Agora, pelo que?
- Olha, — Brendon segurou o queixo do garoto com uma não costumeira delicadeza forçando-o a encará-lo. – Eu sei que não fui o melhor dos namorados... Aliás, eu fui uma porra de namorado! Mas me dê uma semana ou um mês... Sei que posso mudar isso, mas não sem você!
- Eu fiquei aqui todo esse tempo, e você não conseguiu, Brendon. – informou.
O maior suspirou derrotado.
- Mas... E se...? – arfou – Não tenho mais chances entoa? De ter você de volta? – sentenciou.
- Sinto muito, Brendon. – decretou.
Os olhos castanhos doutro deixaram o resquício de esperança se esvair. Sua expressão se tornou cansada e reprimida. Iniciou-se uma sessão de choro silencioso. Cena ou não, Ryan não conseguia se deter. Sentia pena daquele homem lindo, talentoso e inteligente, porém doente. Queria poder ajudá-lo. Mas não podia continuar sofrendo daquela maneira. Não era justo.
- Hey. – segurou o rosto de Brendo. – Te amo – e selou seus lábios pacificamente sentindo o gosto salgado das lágrimas de ambos.
Eles ainda se amavam, muito. Eram conectados ainda como o mar e o céu. Talvez Ryan amasse-o mais do que Brendon, todavia ele não conseguiria continuar naquela vida complicada. Os surtos que atacavam seu namorado eram assustadores. Ele tinha que fugir.
Separaram-se com ternura. Ainda existia muito desse sentimento neles.
— Adeus, Brendon. – sussurrou na porta da sala, antes de atravessá-la.
Flashback
“Ryan sentou-se ao lado de Brendon em um restaurante para tomarem o café da manhã. Estavam em uma das turnês.
- Bom dia! – Brendon exclamou costumeiramente.
Entretanto Ryan se manteve quieto. Sentia o rosto inchado do lado esquerdo a pulsar. Brendon continuava comendo comumente apenas reparando no rosto do garoto.
- Da próxima vez... – iniciou com um ovo mexido na boca — ...disfarce mais. Está muito na cara! – comentou sobre o “machucado” do amante.
- Próxima vez? – Ryan o encarou – Como assim ‘próxima vez?’ – a voz deste era irritada e chorosa.
Brendon o encarou em silêncio.
- Ahn... – balbuciou – Você entendeu. – acrescentou continuando a comer meio constrangido.
Fim de Flashback
- Tudo pronto? – Jon perguntou no fim da escada que dava para o jardim.
- Sim. – disse enquanto descia e carregava uma caixa pequena.
- Acha que ele vai se recuperar? – questionou
- Não sei. Espero que sim. – sorriu com meiguice ao chegar até o andar de Jon.
- Talvez vá ser melhor para os dois.
- É, talvez... – concordou, mas com pouca convicção.
- Hey! RYAN! – uma voz estridente gritou do alto.
Jon e Ryan viraram-se instantaneamente.
Era – como presumiram – Brendon. Ele segurava uma arma contra a própria cabeça e tinha a expressão de que via seu fim e toda sua vida passando pela mente.
- Não...! – Ryan não pode sufocar o grito de terror – Brendon, não!
- Eu te amo RYAN! – engatilhou a 8mm. – Adeus... – apertou o gatilho e estiou-se morto no azulejo do corredor.
“Nãooo!!!” A voz do pequeno Ryan replicou pelo corredor da escadaria. “Brendooon!!! Não!!!”
Antes de seu ultimo suspirou a imagem ofuscante e tremula de Ryan em prantos correndo em sua direção foi de eterno vigor...
Notas finais
E ai? Quem vocês acharam? Podem me falar?
Beijos, reviews são um amor
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