Pandora
1 Prólogo.
Sempre acreditei que, para sobreviver a vida, é necessária uma certa estabilidade.
Durante toda a minha pequena existência, procurei qualquer que fosse essa estabilidade, mesmo com as pedras que a própria vida jogava sobre a minha cabeça. A única coisa, porém, que me deu algum senso de segurança foram as quentes patas de Felix e a famosa frase de minha mãe: "pedra com pedra não machuca, mas cria fogo".
Nunca fui fã de cachorros, especialmente após um pequeno acidente quando eu ainda era pequena. Felix, porém, não era apenas um cachorro. Isso, porque quando o segurei pela primeira vez, aos meus 15 anos, havia acabado de perder minha melhor amiga, e, nada melhor como consolo do que um Pitbull preto, de orelhas cortadas, já adulto, entregue as mãos de uma adolescente com pavor de cachorros.
Essa, porém, não é a história de Felix, ou de como ele me ajudou a sair de um período horrível em minha vida, sendo marcado para sempre em meu coração.
Essa é a história de Pandora.
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