PanaPaná
7 Capítulo 7 - ''É PRA VOCÊ, ALICIA!''.
Notas iniciais
Depois de muito esforço, Sr. Campos conseguiu arrancá-los da cama. Eles não tinham dormido quase nada, no máximo umas duas horas. Após a rotina matinal, eles foram para cozinha e tomaram café, nem mesmo isso fez com que eles despertassem.
– Vou dar 10 minutos pra descansarem o café e depois quero todos vocês lá no rio. — O avô de Alicia deu o recado e se retirou do local com Alan.
Alguns sentaram no sofá, outros ligaram a tv, escutaram música e MaJo chamou Daniel para um canto mais reservado da sala.
– O que foi, MaJo? — Perguntou o garoto curioso.
– Nada de mais. Só que desde que você me ajudou lá na mata eu não te agradeci formalmente. — Falou a garota com sua voz doce que encantava a todos, principalmente Daniel. E o Cirilo.
– Ah, não foi nada! Nem precisava agradecer. — Daniel falou sorrindo.
– Precisava sim, se não fosse você até hoje eu estaria lá no meio do mato. — Dramatizou a garota.
– Não exagera, MaJo!
Os dois riram.
De um lado do sofá, Alicia provocava Paulo.
– Pronto pra ver sua equipe perder de novo, Paulo? — Perguntou ela com deboche.
– Eu não nasci pra perder, Alicia! — Afirmou o garoto.
– E nem pra beijar! Ô beijinho ruim, hein Paulo! — A garota enquanto falava fazia careta.
– Eu acho que alguém quer mais um beijinho ruim. — Paulo já ia puxar Alicia pra mais perto quando a mesma se afastou.
– Sonha! — Ela falou e levantou do sofá.
A galera percebeu que os dez minutos já tinham se passado e após muito esforço pra tentar acordar Jaime, que havia pegado no sono no chão da sala mesmo, eles foram até o rio.
Quando chegaram, Sr. Campos e Alan já estavam os esperando.
– Pessoal, a prova de hoje vai ser a seguinte, prestem atenção! Cada equipe deve escolher um componente para mergulharem no rio e pegarem cinco bolas. O representante da equipe laranja deve pegar as bolas laranjas e, logicamente, o da equipe azul, pegará as bolas azuis. — Explicou Alan.
– É uma por vez! Quem for mais rápido ganhará a prova. — Complementou o Sr. Campos.
Houve um burburinho entre as equipes.
– Então, quem vai fazer a prova? — Perguntou Alan.
– Eu não vou! Deve ser muito perigoso esse rio. — MaJo falou, frescurenta como sempre.
– O máximo que pode ter são suas parentes, Maria Joaquina. As piranhas! — Valéria provou e arrancou risadas de todos.
– Cala a boca, Valeria. Ninguém te perguntou nada. — MaJo falou emburrada.
– Essa foi boa. — Laura disse rindo.
– Voltando... não há perigo, Senhorita! O rio não é fundo e não tem nenhum bicho que possam por em risco a vida de vocês. — Sr. Campos falou.
– Já tá decidido, da minha equipe vai a Valéria. — Daniel falou.
– E da minha, vai a Margarida. — Foi a vez de Paulo falar.
Após vestirem as roupas adequadas, as meninas se preparam e ao escutarem Alan sinalizar que podiam começar a prova mergulharam no rio. Enquanto elas desvendavam o fundo do rio, os colegas vibravam á beira do mesmo rio.
Valéria como sempre energética, achou logo uma bola da cor de sua equipe e voltou a superfície.
O pessoal da equipe azul comemorou, porém a alegria durou pouco e logo Margarida também apareceu com uma bola laranja. Foi a vez dessa equipe comemorar.
E assim foi toda a prova, bem acirrada. Porém no final, Margarida levou a vitória para o time laranja.
– Parabéns equipe laranja, parabéns Margarida! As equipes estão empatadas! — Disse o Sr. Campos.
A equipe laranja seguiu até a sede comemorando a vitória.
Passado umas três horas, eles almoçaram e ficaram de bobeira.
Marcelina foi até a varanda e viu Mário sentado num banco. A menina se aproximou.
– Oi Mário! — Cumprimentou a irmã de Paulo.
– Oi Marce, senta aqui. — O garoto falou dando espaço para a amiga sentar.
– O que tá fazendo aqui sozinho? — Estranhou a garota.
– Só tava admirando a vista mesmo, esse lugar é bem bacana! — Explicou o garoto.
– Isso é verdade! — Concordou a garota.
– Depois que você chegou ficou ainda mais bonito.
Os dois coraram. Marcelina não acreditou no que ouviu e Mário não acreditou que tinha dito aquilo.
– Desculp... — O garoto ia se desculpar quando foi interrompido.
– Não... não precisa se desculpar. — A menina falou ainda tentando processar o que havia escutado.
– Marce, de uns anos pra cá eu tenho sentido algo mais forte por você. — Afirmou o garoto.
– É sério? — Marcelina pensou que estava num sonho, do qual não queria acordar.
– Muito sério.
Mário se aproximou dela e a beijou calmamente.
Enquanto isso, Margarida e Jorge conversavam na cozinha.
– Você e a MaJo ainda estão namorando, Jorge? — Perguntou Margarida.
– Sim. — Afirmou ele.
– É que vocês ficam tão distantes, parece que nem namoram. — A garota falou.
– Eu sei, tá bem estranho o nosso namoro. Fazer o que, né? — Lamentou Jorge.
– Quando eu namorar, vou ficar bem agarrada no meu namorado. Não vou largá-lo um minuto se quer. — Margarida falou em tum tom brincalhão.
– Acho melhor você não passar muito tempo com a Laura. — Jorge falou no mesmo tom da garota.
Os dois riam.
– TODOS OS GAROTOS AQUI NA SALA AGORA!. — Berrava Paulo.
Os meninos se dirigiram até lá, exceto Mário.
– O que foi, Paulo? — Perguntou Adriano.
– Bora jogar futebol! — Chamou o garoto.
– Todo esse berreiro pra jogar futebol? — Cirilo perguntou.
– Bora, larguem de reclamar! — Falou o garoto.
– Cadê o Mário? — Koki perguntou e olhou para os lados procurando o amigo.
– Quando eu vi, ele tava indo pra varanda. — Jorge falou.
– Então bora lá! — Chamou Daniel.
Os meninos seguiram para a varanda.
Ao ouvir passos, Marcelina se afastou de Mário.
– Acho que alguém tá vindo. — A menina falou.
Mário olhou e virou-se para ele.
– São os meninos, inclusive seu irmão.
Quando chegaram na varanda os meninos convidaram Mário pra jogar e ele aceitou. Paulo desconfiou ao ver sua irmã ali com o amigo mas resolveu tirar satisfações depois.
Quando os meninos estavam prestes a começar o jogo, Valéria e as meninas foram até o local.
– Podemos jogar? — Carmen perguntou.
– Claro...que não! — Jorge falou.
– Os times já estão organizados mas vocês podem torcer! — Falou Cirilo como sempre educado.
As meninas se contentaram em sentar em um ''projeto de arquibancada'' e cada uma ali tinha sua torcida definida. É claro que a unica que poderia se manifestar com mais euforia era Valéria.
Os meninos se dividiram em dois times, um jogava sem camisa e outros com. Para a felicidade, não confessada, de Alicia, Paulo ficou no dos sem camisa.
Quinze minutos já havia se passado, nenhum time havia feito gol. Algumas meninas pulavam e torciam, outras ficavam mais na sua e Alicia babava no irmão de Marcelina. E a garota percebeu.
– Vou ali pegar um babador pra você, amiga! — Brincou Marce.
– Oi? — Alicia voltou para a Terra. — Cala a boca, Marce!
As meninas perceberam e riram, deixando Alicia vermelha.
– O Paulo pode ser irritante entre outras coisas mas que ele ficou mais gostoso com o tempo não podemos negar! — Valéria falou.
– Deixa o Davizinho te ouvir, Valéria Ferreira. — MaJo brincou.
– Calminha, eu sei que Paulo Guerra já é de Alicia Gusman. — Valéria falou.
As meninas concordaram.
– Vocês não sabem de nada. — Alicia afirmou já irritada.
Mal sabia que sua irritação iria aumentar. Paulo fez um gol e ao fazê-lo gritou: ''É PRA VOCÊ, ALICIA!''.
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