PanaPaná
10 Capítulo 10 - O amor está no ar.
Notas iniciais
Quando eles se separaram por falta de ar, Paulo não deixou de perguntar.
– Por que você fez isso?
O garoto tinha um sorriso enorme no rosto.
– Ah... sei lá, Paulo! — Alicia gaguejou.
– Confessa logo, Lilica! Confessa que você não vive sem mim. — Paulo falou convencido.
– Não viaja não! Eu só te beijei porque não tinha nada melhor pra fazer...
– Que desculpinha mais esfarrapada, Gusman!
Enquanto isso, MaJo tinha a resposta que Daniel sempre quis ouvir.
– Responde MaJo! — Pediu o garoto.
– Você SEMPRE teve chances Daniel. Eu nunca deixei de gostar de você. — A menina falou emocionada.
Daniel sorriu e a puxou para um beijo, afinal, não queria perder mais tempo.
Depois de não conseguir uma resposta convincente do porque Alicia tinha o beijado, Paulo estava sentado na varanda da casa quando Mário chegou.
– Posso falar com você? — Perguntou.
– Fala.
– É sobre eu e a Marce...Paulo eu gosto de verdade da sua irmã! — Mário falou.
Ele estava um pouco afastado de Paulo, pura precaução... vai que o Guerra tem um surto e resolve partir pra porrada?
– Tudo bem, Mário. Eu não vou embaçar... porém você vai ter que seguir umas regras! — Paulo falou.
– Regras? — Perguntou sem entender.
– Sim! Número um: não quero você agarrando a minha irmã por todos os lugares, principalmente na minha frente. Dois: nada de ficar sozinho com ela no quarto. Três: Quando voltarmos pra cidade você vai ter que ir lá em casa falar com meu pai, pra mostrar que quer algo sério com ela...
– Eu aceito! — Mário falou.
– Tá pensando que acabou? Regra número quatro: magoa a minha irmã e eu te mato! E por ultimo: a Alicia não pode saber que eu deixei vocês namorarem. — Paulo concluiu.
Até a quarta regra, Mário tinha entendido perfeitamente porém na ultima ele não entendeu.
– Por que ela não pode saber? — Mário perguntou.
– Não posso falar, só diz pra ela que vocês não me contaram nada! — Paulo respondeu.
Se Alicia descobrisse que Paulo aceitou o namoro não haveria mais motivos pra ela continuar fazendo tudo que ele quisesse e o garoto queria que isso durasse mais um pouco.
– Não entendi mas beleza!
Eles apertaram as mãos e Mário saiu doido pra contar pra Marcelina a novidade.
O dia passou e logo já era noite novamente mas essa seria bastante especial.
Adriano, Laura, Jaime, Kokimoto, Cirilo, Margaria, Jorge, Carmen, Davi e Valéria estavam sentados e no meio deles tinham uma fogueira aquecendo-os o frio.
Maria Joaquina terminou de se arrumar e foi ao encontro dos amigos junto com Daniel. O garoto passou a tarde toda pensando se deveria ou não fazer uma coisa que estava prestes a fazer, depois de pensar muito decidiu que sim.
– Galera, eu queria que todos estivessem aqui porém eu não posso esperar mais. — Começou Daniel atraindo a atenção de todos.
– Ih... fala logo Daniel! — Adriano pediu.
– MaJo, você aceita namorar comigo? — Ele perguntou segurando a mão da garota que estava vermelha.
– Claro que sim! Claro que sim! — A garota aceitou.
Eles se beijaram na frente de todos.
Jorge, por incrivel que pareça, não ficou chateado com a cena. A companhia de Margarida estava fazendo tão bem, que ele percebeu que Maria Joaquina era apenas uma amiga.
Cirilo, depois de uma conversa mais cedo com a Carmen já tinha decidido desencanar da MaJo.
Já Mário e Marcelina estavam na sala assistindo um filme.
– Eu ainda não acredito que meu irmão aceitou o nosso namoro! — Marcelina falou toda sorridente.
– Eu também, mas eu esqueci de falar uma coisa! — Mário lembrou.
– O que?
– Ele pediu que a gente não falasse pra Alicia...
– Por que? — Marcelina não entendeu.
– Também não sei, ele não quis falar. — Mário respondeu.
– Vai entender esses dois... — Marce riu.
– Bom... mas como não tem ninguém por perto... — O garoto se aproximou mais dela e a beijou.
– Sabe, Marce... eu queria te pedir em namoro oficialmente, na frente de todos! — Mário falou.
– Ah, que fofo! Depois você faz isso, o importante agora é que a gente fique junto! — A garota respondeu.
E os dois se beijaram novamente.
Vocês devem estar se perguntando por onde anda o (quase) casal mais briguento do PanaPaná, Alicia passou a tarde toda estranha, desde que beijou o Paulo mais cedo ela ficou no quarto lembrando de todos os momentos que já passou ao lado do encrenqueiro.
Quando ela se deu conta, o mesmo estava entrando no quarto.
– O pessoal tá lá fora, não quer ir? — Perguntou o garoto se sentando na cama onde Alicia estava deitada.
– Não. — Respondeu monossilábica.
– Tá pensando em nós? — Ele perguntou.
– ''Nós?'' existe nós? — Ela respondeu com outra pergunta.
– Alicia, por que você não acredita que eu posso gostar de alguém de verdade? — Outra pergunta.
– Porque você é Paulo Guerra! — Ela respondeu.
– Isso é tão ruim assim? — O garoto riu.
– É! — A garota confirmou e riu também.
– Eu gosto de você, Alicia. Sei lá... eu nunca pensei que fosse dizer isso pra garota nenhuma mas... O seu jeito simples de ser, sem ligar pra besteiras me deixa maluco.
Alicia ficou calada.
– Não vai falar nada?
– Falar o que? — Perguntou a garota.
– Algo do tipo... Eu também gosto de você Paulo, você é o cara mais gato que eu já conheci...
Alicia não pode deixar de rir. Como ele podia ser tão bobo?
– Ah, Paulo... essa história de namoro sempre foi complicada pra mim. E me surpreendi você dizer que gosta do meu jeito, sabe que antes, as meninas pegavam no meu pé dizendo que nenhum garoto ia se interessar por mim por causa disso.
– São todas umas invejosas, você é linda, muito linda Alicia, e esse teu jeito marrento só me deixa mais louco por você.
– Alguém grava isso pra depois você não negar! — Pediu a garota entre risos.
– Eu sou capaz de gostar de alguém de verdade. — Paulo falou sério. — De VOCÊ de verdade!
Eles se aproximaram e se beijaram.
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