Paleta
3 Gold, Silver e Crystal
Notas iniciais

Alegria parecia irradiar da grande casa amarela. O raios de sol iluminavam o local, e os sons das risadas de humanos e pokémon se ouviam por toda a parte.
Bem diferente da sua casa. Oh, espere...nem isso ele tinha.
A relação entre Silver e Giovanni era uma coisa complicada, não só por ele ser o líder do Team Rocket, enquanto ele vivia combatendo-os. Na realidade, ele tinha até ganhado o respeito de Silver, porque vira que apesar de tudo, o homem realmente se importava com ele.
Mas não é como se pudessem simplesmente ser uma “família feliz”. Na verdade, ele sequer sabia onde o pai estava.
E ele ainda não tinha decidido se aquilo tudo era melhor ou pior do que não saber quem era sua família.
Mas, voltando, era a casa de Gold, também conhecida como “Casa Pokémon”. Era um daqueles lugares que faziam você se sentir à vontade instintivamente.
Porque Silver estava lá? Bem... essa é uma boa pergunta. A verdade é que apesar de negar até a morte (por parte de ambos, aliais) aquele cabeça dura era um bom amigo. Por isso, visitas como aquela eram raras, mas não impossíveis. Eventualmente também fazia um passeio até a escola/creche de Crystal, outra boa amiga que ele fingia que não era.
O garoto atravessou o pequeno portão e avançou pelo quintal bem cuidado, eventualmente desviando de um ataque aleatório vindo de algum pokémon de Gold.
Finalmente, chegou no “olho do furacão”, onde o moreno de cabelo “explosivo” se localizava. Ele ria, jogado no chão, enquanto pokémon de todos os tipos o rodeavam.
– Hey, olha quem chegou! — exclamou ao pousar os olhos dourados no amigo, um típico sorriso torto abrindo caminho por seu rosto.
Seus “parceiros” viraram as cabeças para o ruivo, e Silver pôde jurar que o mesmo sorriso do dono se alastrou por todos os pokémon do local. Instintivamente recuou um passo, sabendo que coisa boa não sairia dali.
– Atacar! — gritou Gold, e no segundo seguinte ele estava no chão, esmagado por dezenas de pokémon que lhe faziam cócegas e tentando desesperadamente não rir. Provavelmente seu treinador também teria se juntado a eles, se não estivesse ocupado demais caindo na gargalhada.
– Gold, quer parar de agir como crian... Ah, Silver! — comentou uma voz feminina, que acabou por pertencer a Crystal, que saíra da casa do moreno. Mordeu o lábio para reprimir uma risada pela situação do amigo.
– Ah, Garota super séria, convenhamos, isto é completamente hilário. — falou o dito cujo despreocupadamente, apoiando um dos braços no ombro da garota (que imediatamente o retirou, lançando-lhe um olhar repreendedor).
Depois de algum tempo, Silver finalmente foi capaz de se livrar das cócegas e se colocar de pé, com o rosto vermelho e uma falha expressão indiferente. E por alguns segundos, observou a visão que tinha à frente.
Os pokémon voltavam aos poucos às habituais brincadeiras, o som de risadas novamente preenchendo o quintal. Gold falava alguma bobagem para Crystal, que revirava os olhos, mas sorria. Ambos então se viraram para o garoto, chamando-o para a conversa.
E naquele momento, Silver sentiu algo quente em seu peito. Não reconheceu a sensação de imediato, mas assim que o fez, permitiu-se soltar um leve sorriso de canto. Talvez ele tivesse um lar depois de tudo.
Fale com o autor