Palavras que surgem.
4 O último Suspiro
Notas iniciais
Estou velho, fadigado, em mim não corre mais aquela vida que entes tinha.
Nada é mais como antes, vivi, desperdicei, sonhei e alguns sonhos eu não realizei.
Vi e ouvir, mas hoje, esses dois, nem sei mais o que são.
Sei que irei deitar, dormir enfim e nunca mais acordar.
Porém, já morri, de tantos que são os arrependimentos,
Quando podia ter falado, mas fiquei calado,
Escondi o que tinha de mais precioso
Meus sentimentos.
Em segundos fiz, em horas não resolvi,
E por todo esse caminho, sofri.
Fui grande, conquistei muito, e de tudo isso, não me restou mais nada.
Não posso mais fazer escolhas, é tarde de mais para isso.
Agora entendo.
Entendo que somos prisioneiros do tempo, e a morte é o nosso real compromisso.
Entendo que o que tanto busquei na juventude, eu não tenho mais, e o que deixei de buscar é o que eu tenho mais falta.
Não temos o tempo, o tempo é que nos tem.
Estou omisso, verdades vão comigo, segredos nunca ditos, estando escondido onde ninguém poderá achar.
Estou velho, não conto mais os dias, pouco me importa o amanhã, só espero não o ver mais, não o ouvir mais, não sentir o mais e por fim, exalar meu último suspiro.
Fale com o autor