[...] "Por muito tempo passei despercebido. E de repente, quando começam a me perceber, já é tarde. Eu costumava caminhar no meio da multidão e ninguém me enxergava de verdade. As pessoas estão acostumadas a ver apenas o que queremos que elas vejam, elas nem se dão o trabalho de olhar por traz dos olhos.

Queria alguém que pudesse olhar por traz dos meus olhos e dizer o que vê, pois tudo o que eu vejo nesse momento é um mar de pensamentos insanos e inconsequentes. Minhas atitues foram inconsequentes, sempre pensei pra que ter medo?

Sempre gostei mais do silêncio do que do barulho, mas agora, neste momento o seu silêncio está me corroendo. Quebra este silêncio e me diz o que vê em meus olhos?"

Nick se aproximou secando as lágrimas que desciam pelo rosto de Matt e disse:

" Mergulhei de cabeça em tantos mares que não me levavam a lugar nenhum. Destinei tanto tempo para pessoas que não me acrescentavam nada. De repente você aparece e faz toda atitude de coragem e ousadia valer a pena, faz valer cada segundo e tempo dedicado..."

E antes que Nick pudesse terminar já era hora de Matt se despedir, desaparecendo aos poucos disse suas últimas palavras:

"Você viu além dos meus olhos, não viu?"

Matt partiu, e Nick ouvia um toque familiar que a chamava de volta para a realidade. Nick abriu os olhos com um bom dia de sua mãe. Se arrumou e desceu para tomar café.

"Teve uma noite boa, filha?"

"Sim tive mãe, e também um ótimo sonho."

"E o que tinha neste sonho para ser tão bom?"

" Olhos. Lindos olhos."