Palavras de um milênio

1 Em que mundo nós somos?


Nós nascemos com essas estranha sensação de mortalidade, de que a vida é curta e que temos que fazer o que pudermos com ela.

Nós nascemos, porém, com a ideia de que a grandeza é somente para os grandes, de que se não dermos suor e lágrimas para o que somos mandados fazer, não seremos ninguém.

Nem nascemos e temos que saber o significado da nossa vida, nossas vocações, desejos, planos para o futuro, caso o contrário, somos todos um fracasso, jovens preguiçosos.

Talvez tenhamos nascido, mas de que serve isso, se esses mesmos jovens julgam sua vida sem valor, sem sentido?

De que servem todos os anos de estudo árduo, de sacrifícios em nome da tão louvada boa educação, se seremos mandado para um de três empregos, medicina, engenharia, direito, por dinheiro, o qual gastaremos para manter nossa saúde e ganhar cada vez mais dinheiro?

Talvez tenhamos tentado fazer nossas vidas no sonho americano, na ideia de tornar-se rico e fazer o mundo girar, enquanto tudo o que queremos é um sentido para essa coisa tão inútil chamada vida. Procurando um sentido para fazer esse mundo girar que não fossem ordens e falhando penosamente?

Talvez tenhamos tido nossos filhos. Colocamo-los nesse mundo miserável, para que tenham uma vida pequena como a nossa.

Talvez tenhamos morrido, com a única convicção de que nunca vivemos.

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