POV Magali

— Que eu vou tentar fazer o teste pro time de torcida.

Depois de falar Mônica fica estranhamente quieta...

— Mô...- Eu a chamei.

—...

— Mô...- Chamei de novo.

Quando ia cutucar seu ombro a mesma solta um grito de rachar os tímpanos.

— Eu não acredito!!!!

— Pode acreditar- Eu falei.- mas precisava gritar tão alto?

— Desculpa fiquei animada.

— Deu pra perceber- Eu dei uma risadinha.

— Por que mudou de ideia?- Ela perguntou

— Por que você parecia tão esperançosa pra me ter na equipe...

— Não precisa fazer o teste só por que eu quero- Ela me interrompeu.

— Deixa eu terminar- Eu pedi.

—...

— E você também tinha razão, quero saber como é a sensação de dançar com outras pessoas- Eu falei.

— Fico feliz por tentar.

— É- Eu concordei.- mas ainda tem um problema.

— Qual?

— Meu medo de dançar em público- Eu a lembrei.

— Para superar o medo tem que enfrenta-lo- Mônica falou.

— Se eu dançar pra uma multidão vou travar na hora.

— Não disse pra fazer isso.- Ela disse, enquanto se sentava na cama.

— Não entendi.

— Tô dizendo pra ir em pequenos passos- Ela explicou.- comece com uma pessoa e vá aumentado com o tempo.

— Me ajudaria nessa empreitada?- Eu perguntei.

— Claro que sim- Ela respondeu.

Dou um abraço em Mônica e digo.

— Obrigada.

— De nada- Ela retribuiu o abraço.

Ficamos um tempo nos abraçando até que nos separamos.

— Mas ainda falta uma coisa.- Ela disse.

— O que?

— Você falar pro Cê sobre o seu segredo.

— Tá louca mulher!- Eu disse incrédula.- não posso fazer isso.

— Por que?

— Por que esse é meu primeiro segredo que escondo dele.- Eu respondi.- e nós prometemos sempre contar tudo um pro outro.

— Mas ele vai poder te ajudar com seu medo.

— Mas se eu contar ele vai ficar chateado por eu ter guardado durante tanto tempo...- Eu disse meio triste.

— Se ele for realmente seu amigo não ficará chateado- Ela me aconselhou.- e nós o conhecemos muito bem.

—...

— Se você não tentar nunca irá saber.

— Tem razão- Eu concordei.- vou ir falar com ele agora.

— Essa é minha amiga.

— Tchau

— Tchau.

Pego minha mochila, vou pra porta e saio da casa de Mônica.

Vou caminhando devagar até a casa de Cebola.

Quando chego toco a campainha.

— Oi maga- Cebola me cumprimentou após abrir a porta.

— Oi, posso entrar?

— Claro- Ele deu espaço.

Entro em sua casa e me sento no sofá.

— O que veio fazer aqui?- Ele perguntou.

— Vim te contar uma coisa.

— E seria?

— Eu...eu...

— Você...- Ele me incentivou a falar.

— Eu soube que lançaram novos upgrades de armaduras no jogo "super mecha striker"- Eu inventei uma mentira.

— Tá brincando!!- Ele disse animado.- temos que jogar pra ver esses upgrades!

— Concordo.

Subimos para seu quarto, ligamos o computador, conectamos os controles e começamos a jogar.

E vocês devem estar pensando...

Sim, eu sou uma fraca por não contar a verdade para meu melhor amigo.

E assim se passaram os dias...

Eu sempre tentando contar ao Cebola mas falhando no último minuto e tendo que inventar alguma coisa.

...Quinta feira...

— E ai?

Me assusto e quando me viro vejo Mônica ao meu lado.

— Quer me matar?- Eu perguntei.

— Desculpa, mas a razão pra você se assustar é por que está muito distraída- Ela falou.

— Acho que são os deveres que os professores tem mandando.

— É, estão mandando um monte deles- Mônica concordou.- mas não é sobre isso que vim falar.

— E é sobre o que?

— Contou ao Cebola sobre aquilo?- Ela perguntou.

— Olha só a hora, vamos entrar que estamos atrasadas- Eu inventei uma desculpa.

Quando ia me afastar Mônica segura minha manga da camisa.

— Eu não caio nessa desculpa- Ela disse.- ainda temos quinze minutos antes de entrarmos.

— Mas os lugares...

— Vão continuar lá- Ela disse.- e estamos esperando os meninos.

—...

— Você contou pra ele, né?- Mônica perguntou.

— Claro!!- Eu respondi em um tom agudo.

— Não contou.

— Como pode saber que estou mentindo?

— Você fica com a voz aguda quando mente- Mônica falou.- percebi nas raras vezes que conta uma mentira.

— O que!!

— Viu.

— Eu não...- Tratei de mudar meu tom.- eu não fico com a voz aguda.

— Maga...

— Ok!- Eu me rendi.- não contei...

— Você tinha prometido.

— Sei disso- Eu falei.- mas sempre que vou falar eu travo e invento uma desculpa qualquer.

— Magali os teste para o time são em duas semanas e você precisa superar o medo- Mônica me avisou.

— Eu sei disso também!- Eu disse, quase gritando.- sou uma fraca...

— Você não é fraca- Mônica pôs a mão em meu ombro.- só precisa tirar as neuras da cabeça.

— Tem razão- Eu concordei.- prometo que assim que acabar a aula vou falar com ele.

— O que vai falar com o careca?

Pulamos de susto e quando nos viramos vemos os meninos.

— Oi meninos!- Nós duas os cumprimentamos.

— Podem responder a minha pergunta- Cascão falou.

— Isso é coisa minha- Eu disse.

— Certo.- Ele concordou.

— Mas por que está com uma cara de cansaço cê?- Mônica perguntou.

— É que está sendo um grande trabalho tapar os buracos que o Toni fez no grêmio- Cebola falou.- e ontem meus pais saíram e pediram pra eu cuidar da Maria, o que foi uma missão impossível.

— Por que?

— Ela estava com a corda toda!- Ele disse exasperado.- não parava quieta e foi com muito custo que a coloquei pra dormir.

— Colocou calmante na bebida dela?- Cascão brincou.

— Não, mas na próxima vou fazer isso.- Ele disse.

Nós três o olhamos com caras de susto.

— Brincadeira- Ele levantou as mãos em sinal de rendição.

— Ufa!- Nós nos aliviamos

Ficamos conversando um pouco depois o sino toca e entramos na escola. Fomos para a sala e sentamos nos nossos lugares.

— Bom dia alunos!- A professora nos cumprimentou.

— Bom dia professora Luana!

— Começaremos com as leis de termodinâmica hoje...

A professora nos dá a aula e depois vamos para o intervalo.

Mas ao invés de irmos para o refeitório fomos para o pátio.

— A gente devia fazer isso todo dia- Cascão sugeriu enquanto se sentava na grama.

— Concordo- Mônica o imitou.- ficar sempre no refeitório às vezes é sufocante.

— Também acho- Eu falei.- e é bom pegar um ar puro.

— Então está decidido.- Cebola falou e se deitou no meu colo.- de vez em quando vamos passar o intervalo aqui.

— E eu posso saber por que você está no meu colo?- Eu perguntei.

— Deixa eu ficar- Cebola pediu.- só um tiquinho.

— Ok.

— Então me acorde quando acabar o intervalo- Ele disse e fechou os olhos.

Dou uma risadinha pequena e começo a afagar os cabelos de meu amigo.

— Oi Mônica...

Nos viramos e vemos Carmem.

— Oi- Mônica a cumprimentou.- como saiba que estávamos aqui?

— Não sabia.- Ela respondeu.

Depois disso Cascão e eu damos olhares desconfiados um para o outro.

— Será que eu posso sentar?

— Claro.

Eu e Cascão mandamos olhares incrédulos para Mônica.

— Somos amigas agora- Ela respondeu a pergunta muda.- podem confiar ela mudou.

— Tudo bem- Eu falei.- acho que todos merecem segundas chances.

— Pode sentar- Cascão disse enquanto deitava-se no colo de Mônica.

— Parece que nós viramos travesseiro maga- Mônica brincou.

— Pode apostar- Eu fui na dela e Carmem deu uma risada.

— A gente sabe que as duas nos adoram e nos deixam fazer isso se quisermos- Cascão falou.

— A parte de adorar é verdade mas a outra nem tanto.

— Concordo com ela, por isso rala do meu colo- Mônica falou e empurrou Cascão.

— Ai- Ele grunhiu de dor.- você já foi mais amável comigo Mô.

— E você já foi menos preguiçoso.

Depois disso a conversa foi fluindo normalmente, e devo admitir...a Carmem está mesmo mudada.

— Hei.

Nos viramos e vemos Titi e Jeremias.

— E aí- Eu os cumprimentei.- como souberam que estamos aqui?

— A gente já planejava vir aqui- Jeremias falou. — Podemos nos juntar.

— A vontade.

Quando os dois se sentaram Mônica e Cascão me lançaram um olhar confuso.

— Eles pediram desculpa pra mim e pro Cebola e nós aceitamos.

— Certo- Os dois concordaram.

E num ato involuntário paro de afagar a cabeça de Cebola e a coloco em minha perna.

— Hei, quem disse que era pra parar?- Cebola resmungou enquanto abria os olhos.

Mas antes de responder Titi fala.

— Parceiro, você está com uma cara péssima.

— E amassada- Jeremias complementou.

— Obrigado pelos elogios- Cebola foi irônico.- me deixem dormir.

— Ninguém está te impedindo.

— Só volto a dormir se você continuar com os afagos- Cebola disse e fez um biquinho.

— Tá bem- Eu concordei e recomecei os afagos.

Às vezes o Cebola se parece com uma criança manhosa.

Continuamos a conversar até a hora que o intervalo acaba.

Mas tenho que admitir que tô gostando dessa nova amizade com a Carmem, Titi e Jeremias, eles estão amadurecidos.

— A hora da soneca acabou bebê- Eu disse enquanto sacudia meu amigo.

— Certo.

Ele abriu os olhos e saiu de meu colo.

— Foi bom enquanto durou.

Nos levantamos, saímos do pátio e voltamos pra sala.

Depois de assistirmos várias aulas vamos embora.

— Cebola...

— Que?

— Quer ir na minha casa?- Eu perguntei.

— Foi mal Magali mas eu tava planejando ir pra minha e aproveitar um cochilo- Cebola falou.

— É que eu quero te falar uma coisa.

— Ok, vamos nessa.

Vamos caminhando até a minha casa.

— Cheguei!- Eu anunciei enquanto entrava.- e trouxe o Cebola comigo!!

Como ninguém responde presumo que ainda estejam no trabalho.

Subimos a escadas e entramos no meu quarto.

— O que você quer falar?- Ele perguntou enquanto se sentava na cama.

Isso ai...hora de contar a verdade...

Respiro fundo pra tomar coragem e começo a falar.

— Eu escondi de você um segredo.

— Eu...

— Espera- Eu o interrompi.- e o segredo é que eu sei dançar desde pequena.

Pego meu celular e entrego para Cebola.

— Aqui, pode ver um vídeo que minha mãe gravou quando eu tinha dez anos- Eu falei.

—...

— Cebola...

—...

— Cebola...

—...

— Olha eu sei que prometemos nunca ter segredos uns dos outros- Eu disse e senti meus olhos lacrimejando.- e você tem todo direito de me odiar e detestar por causa disso...

— ...

— Fala alguma coisa...

Então me ponho a chorar pois tinha a certeza que havia perdido a confiança do meu melhor amigo.

Porém sinto braços envolveram meu corpo um afago em minhas costas.

— Eu não detesto e nem odeio você maga- Ele falou baixo.

— Mas você ficou sem falar nada...- Eu falei no mesmo tom.

— Por que eu fiquei surpreso por saber da novidade.- Ele disse enquanto levantava meu rosto e limpava minhas lágrimas.

— Não está com raiva por eu ter escondido algo de você?

— Eu nunca seria capaz de sentir raiva da minha melhor amiga.

— Me desculpa por guardar isso de você por tanto tempo.

— Desculpas aceitas- Ele falou.- mesmo que não precise.

— Obrigada.

Desfazemos o abraço e dou um sorriso pequeno.

— Agora me conta como isso tudo aconteceu.

Dou uma risada leve e começo a contar como descobrir meu amor pela dança até o teste pro time de torcida.

— Uau, muita informação pra um dia- Ele brincou.

— Eu sei.

— Mas você acha que consegue fazer o teste?- Ele perguntou.- já que você falou que tem medo de dançar em público.

— A Mônica disse pra eu ir em passos pequenos.

— É uma ideia boa- Ele disse.- vai começar quando?

— A Mônica disse que os testes começam em duas semanas então tenho que fazer isso p mais rápido possível.

— Então é só falar quando começamos o plano.

— Obrigada por oferecer ajuda.

— Amigos são pra isso.

Conversamos mais um pouco depois Cebola vai embora.

Entro no banheiro, tomo um banho rápido, volto pro meu quarto e coloco um pijama.

Pego meu celular e mando uma mensagem pra Mônica.

— Está feito, contei pro Cebola.- Magali

— E como foi?- Mônica

— Muito bem, você tinha razão. Só tinha que tirar as neuras da cabeça.- Magali

— Eu te disse, mas o que faremos?- Mônica

— Fala pro Cascão o meu segredo e no sábado vamos iniciar o plano pra superar o medo- Magali

— Pode deixar, beijos- Mônica

— Beijos- Magali

Desligo meu celular, fico lendo um livro e quando a noite chega me ponho a dormir.

E assim se passaram as duas semanas, com o plano em ação eu comecei em passos pequenos.

Iniciei dançando sozinha, pra depois dançar com a Mônica me assistindo...

Depois Mônica e Cebola...

Mônica, Cebola e Cascão...

Mônica, Cebola, Cascão e minha mãe...

Mônica, Cebola, Cascão, minha mãe e meu pai....

E assim por diante, sempre acrescentando mais gente...

...Terça feira...

O meu despertador toca então me levanto da cama, vou até o armário e coloco uma roupa.

— É hoje...o dia do teste pro time- Eu pensei.

Desço as escadas, vou pra a cozinha onde sento junto aos meus pais.

— Como está?- Meu pai me perguntou.

— Pra falar a verdade...ansiosa- Eu desabafei.- tô sentindo um frio na barriga só de pensar no teste.

— Vai se sair bem querida- Minha mãe falou.- só precisa ter confiança em si mesma.

— É, acho que você tem razão.

Termino de comer meu café da manhã, pego minha mochila e vou para escola. Atravesso o portão e vou até Cebola.

— Animada pra hoje?- Ele perguntou assim que me viu.

— Animada não é bem a palavra certa.

— E qual seria?

— Esquece, vamos mudar um pouco de assunto- Eu pedi.- só por agora.

— Pode deixar.

Ficamos conversando coisas aleatórias até ouvirmos uma voz.

— Finalmente consegui chegar até você.

— Quem é você?- Eu perguntei.

— Maga essa é a Aninha- Cebola a apresentou.- é a vice presidente do grêmio. E Aninha essa é a Magali, minha melhor amiga.

— Prazer- Ela estendeu a mão.

— O prazer é meu- Eu apertei sua mão.

— Agora que fomos devidamente apresentadas- Aninha falou.- preciso falar com você.

— Sobre...

— Um assunto do grêmio.

— Algo de errado?- Ele perguntou.

— Não, mas é que o dia das bruxas está por vir e sempre damos um festa....

— E...

— E como presidente é sua tarefa organiza-la- Ela explicou.

— Tá maluca né!- Ele disse, incrédulo.- você está querendo que EU, a pessoa que é mais de ficar em casa seja o organizador de uma festa!

— Mesmo que você deteste ir a festas, baladas ou sociais, é seu dever- Eu falei.

— Não tá ajudando- Ele sussurrou pra mim.

— Foi mal- Eu levantei as mãos em forma de rendição.

— Sei que você é mais caseiro mas...

— Deixa eu adivinhar- Eu a interrompi.- o Toni também nunca fazia isso.

— Eu ia falar que é a responsabilidade dele- Ela falou- mas não, isso era a única coisa que o Toni fazia mas sempre tentava trazer bebida alcoólica.

— Ele era retardado ou o que?- Eu perguntei.- a festa é pra todos e além de proibido tem menores de idade!

— E eu não sei- Aninha disse.- mas ele disse que não teria graça mas a sorte é que eu sempre impeço que isso aconteça.

— Quando a coisa não pode piorar...

— Piora- Cebola completou.- ok, eu organizo a festa.

— Que bom.

— Mas vou precisar de sua ajuda- Ele disse.

— Minha?

— Por que a surpresa?- Eu perguntei.

— O Toni nunca me deixava ajudar com nada...

— Lembra que os tempos mudaram.

Aninha dá um sorriso e Cebola fala.

— E vou precisar da sua ajuda também Magali.

— Pode contar comigo senhor presidente.- Eu concordei.

O sinal toca e vamos para a sala.

Entramos sentamos em nossos lugares e minutos depois chegam Cascão e Mônica.

— Foi mal pelo atraso- Mônica falou e se sentou na carteira.

— Dormimos demais- Cascão a imitou.

O professor de português chega e começa a aula.

O sinal toca e vamos até o refeitório.

— Tenho que ir- Mônica falou.

— Pra onde vai?- Cebola perguntou.

— É.

— Arrumar as coisas pro teste com as meninas.

— E onde vai ser o teste?- Eu perguntei.

— No ginásio- Ela respondeu.

— Mas hoje tem educação física- Cascão falou.

— Como vai ter o teste os meninos vão ter aula no campo e as meninas usam o ginásio- Mônica explicou.

— E pra quem não vai fazer o teste?- Cebola perguntou.

— Como a professora vai ficar com a gente pros testes e quem não quer vai embora mais cedo.

— Sortudas- Eu e Cebola dissemos juntos.

— Não fiquem assim- Cascão disse.- Você Cebola esta melhorando a cada dia no futebol e você Magali vai se sair bem no teste.

— Espero que esteja certo...pois agora não tô com fé nisso...- Eu pensei

— Estou indo.

— Leva isso pra você comer no caminho pelo menos- Cascão entregou uma maçã e um suco.- pra enganar a fome.

— Valeu por cuidar de mim.

— Tudo pela minha irmã de coração.- Cascão deu um sorriso à ela.

— Tchau- Mônica se despediu e deu um beijo na bochecha de Cebola.

— Tchau...

— Tchau- Mônica me dá um abraço e depois sussurra em meu ouvido.- estarei te esperando lá e torcendo mentalmente.

— Ok...

POV Mônica

Saio do refeitório e vou andando apressada até o ginásio. Entretanto...

— Mônica...

Paro de andar, me viro e dou de cara com Toni.

— O que você quer?- Eu frui fria. E parece que ele ainda continua com a aparência horrível mas resolvi ignorar.

— Podemos conversar...

— Já esquecer que não quero papo com você nunca mais- Eu o lembrei.

— Sim, mas...

— Mas...

— Esquece...

— Se veio me perturba não é o lugar e nem a hora- Eu disse quase irritada.- estou com pressa!

Saio do corredor, entro no ginásio, vou até o vestiário e coloco o uniforme do time.

Saio do vestiário e vou me juntar as outras meninas.

— Cheguei e estou pronta pra ajudar- Eu falei.

— Ótimo, ajude a tirar os equipamentos que usamos para praticar vôlei.

— Pode deixar.

Ajudo as outras meninas a tirar os equipamentos até ficarmos cansadas.

— Pronto.- Carmem falou.

— Ótimo, agora sentem-se pra esperarmos as meninas que vão fazer os testes.- A treinadora Marcela falou.

— Temos um problema treinadora- Penha falou.

— E qual seria?

— A Amanda me mandou uma mensagem dizendo que está gripada e não pode vir.

— Isso não é bom, ela é a vice capitã do time sem ela não teremos uma terceira pessoa pra julgar.

— Eu poderia julgar no lugar dela- Eu me ofereci.- só por hoje.

— Não, a vice capitã sempre julga ao lado da líder- Penha se intrometeu. Isso já tá ficando chato.

— Tudo bem eu não julgo- Eu falei e fui em direção a arquibancada.- mas boa sorte pra arranjar outro dia pros testes e sem atrapalhar o cronograma dos treinos...

— Tudo bem!- Ela cedeu.- pode julgar conosco!

Ponto pra mim...

Vou até as duas e me sento à mesa. As portas se abrem e várias garotas entram mas não vejo Magali no meio delas.

— Que venha a primeira candidata!- Marcela chamou.

Depois de julgarmos ainda faltava poucas para terminarmos mas meu único pensamento era...

Onde esta a Magali...