Palavras de amor
6 Capítulo 6
POV Cebola
— Amigos...
— Então...
— Então...
De repente um silêncio estranho se instala na sala e resolvo quebra-lo.
— Acho que a gente devia começar o trabalho- Eu disse, tentando puxar um assunto.
— É mesmo, com toda essa briguinha que a gente teve nem fizemos nada- Mônica concordou.
— Quer começar hoje?- Perguntei.
— Tá, na minha casa ou na sua?- Ela concordou e depois perguntou.
— Na minha, pode ser?- Eu sugeri.
— Claro, me manda uma mensagem com o endereço- Ela disse.- posso te perguntar uma coisa.
— Pode
— Você não sai muito né?- Ela perguntou.
— Não...eu sou mais do tipo que fica em casa sozinho- Eu disse, olhando para meus pés.
— Não precisa ficar envergonhado, eu também as vezes gosto de ficar em casa- Ela disse, me fazendo levantar a cabeça.- que foi?.
— A grande e popular Mônica Sousa gosta de ficar em casa?- Pergunto, boquiaberto e a mesma ri um pouco.
— É, pode parecer estranho mas gosto de um tempo só pra mim- Ela admitiu.- e as vezes eu só saio com os outros por que eles insistem muito.
— Eles pegam no seu pé, né?
— As vezes...- Ela disse, depois abaixou sua cabeça. Parece que ela ficou chateada...
Quando eu ia falar uma coisa o sinal bate então nós dois saímos de cima da mesa do professor.
— Bom...
— Então vai ser na sua casa- Ela disse, e depois vai se sentar no seu lugar.
— É...
Depois disso sento em minha carteira e vejo os outros alunos entrarem em sala.
— Falou com ela?- Magali me perguntou, enquanto se sentava.
— Sim, falei com ela e nos entendemos- Eu respondi.
— Que bom, não vai fazer o trabalho sozinho- Ela disse.
— Sim, e também a gente ficou amigos...- Eu falei mas a Maga me interrompe.
— Opa, volta a fita, como assim ficaram amigos?- Ela perguntou.
— Eu me desculpei com ela, como você me aconselhou e depois perguntei se a gente podia ser amigos e ela aceitou- Eu expliquei, mas a maga esta me olhando estranho.- por que esta me olhando desse jeito?.
— Eu disse pra se desculpar, não pra ficar amiguinho dela- Ela disse irritada.
— Está com ciúmes dona Magali Fernandes?- Eu perguntei, com um pouco de ironia.
— Eu! Ciúmes! Me poupe senhor Cebolácio- Ela disse, depois cruzou os braços.- é que eu não confio nela.
— Cadê a Magali fofa que eu conheço?- Eu perguntei.
— Está aqui, mas só quer te ajudar.- Ela disse.
— Eu sei que você quer meu bem, mas fica tranquila, a Mônica é diferente- Eu a acalmei, ou pelo menos, tentei.
— Ok, não esta mais aqui quem falou.- Ela disse, fazendo sinal de rendição.- mas pra deixar claro, ainda não confio muito.
— Ok, não vamos mais tocar no assunto, por que não gosto de brigar com a minha melhor amiga- Eu disse, dando um basta na situação.
— Ok, eu também não gosto de brigar com o meu melhor amigo- Ela concordou.
Helen, professora de inglês entra em sala.
— Hello guys- Ela nos cumprimentou. A Helen sempre fala em inglês conosco pra a gente aprender mais e só podemos falar se for em inglês.
— Hello teacher- A metade da classe a cumprimenta.
— Open your books on the page seventeen.- Ela pediu, e todos abrem o livro.- we are going to review the statives and dynamics verbs.
Então a aula seguiu normalmente, e depois de muitas outras finalmente fomos liberados, mas antes de ir embora fui a biblioteca ver se responderam, faz uns dias que não vejo.
...Biblioteca...
Entro na biblioteca, dou um oi para Dona Margarete e vou até a mesa e vejo que tinham escrito.
“Tudo bem, também quero deixar assim, com o mistério mas a gente ainda vai continuar conversando pelas escritas, né?”
Depois disso me acalmo, pego minha caneta preta e respondo.
“Claro que sim, posso não te conhecer pessoalmente mas é legal conversar contigo desta maneira”
Guardo minha caneta, saio da biblioteca e vejo Magali.
— Escrevendo pra sua admiradora?- Ela perguntou.
— Sim, ela disse que tudo bem de deixar o mistério- Eu respondi.
— Pode me responder uma coisa- Ela disse.
— Claro- Eu disse, um pouco confuso.
— Por que quer deixar esse mistério?- Ela perguntou.
— Por que se a gente se encontrar talvez a pessoa possa ficar decepcionada pois estava conversando com um idiota...- Eu disse, chateado.
— Não começa, você é a pessoa mais legal que eu conheço e a pessoa que esta te escrevendo vai gostar que é você- Magali me animou.
— Acha mesmo?- Perguntei.
— Com certeza- Ela respondeu, me dando um sorriso.
— Tem razão, mas por hora vamos continuar com o mistério.- Eu disse, e sai da escola.
Mas antes de sair do pátio ouço alguém me chamar.
— Cebola!-???
Me viro e vejo Mônica vindo em minha direção.
— Me chamou?- Eu arrisquei brincar.
— Não, eu chamei seu irmão gêmeo- Ela falou irritada, e eu me calei.- to brincando bobo, claro que eu te chamei.
— E o que é?- Perguntei.
— Já que vamos começar a fazer o trabalho hoje eu vim perguntar se posso te acompanhar até sua casa- Ela propôs.
— Pode sim- Eu respondi. Vai ser a primeira vez que alguém vai a minha casa, sem ser a Magali, óbvio...
— Legal, vamos?- Ela perguntou.
— As damas primeiro- Eu disse, educadamente.
— Obrigada, meu bom senhor- Ela brincou.
Ficamos o caminho todo sem falar nada, ela é uma garota legal mas não sei puxar assunto, só com a Maga...
— Chegamos- Eu disse, peguei as chaves e abri a porta e entramos.- o meu...
E de repente uma flecha de mentira bate bem perto de mim.
— Errei!-???
— Maria!- Eu a repreendi.
— Qual o problema?- Ela perguntou
— Por que não brinca no seu quarto- Eu falei.
— O que foi isso?- Mônica me perguntou.
— Me desculpa, essa é a Maria- Eu a apresentei.- minha irmã.
— Oi- Maria disse.
— E as vezes ela adora fazer uma bagunça- Eu disse, um pouco envergonhado. Não queria causar má impressão, é a primeira vez dela aqui...
— Tudo bem, eu não ligo- Mônica disse, e depois se abaixou pra falar com Maria.- oi Maria, meu nome é Mônica, que lindo arco e flecha.
— Você acha?- Ela perguntou, feliz.
— Sim, eu tinha um igual quando era pequena.- Ela respondeu.
— Viu Cebolinha, alguém gosta do meu brinquedo- Ela falou, depois me mostrou a língua.
— Eu prefiro as suas bonecas- Eu disse. Mas devia ter ficado calado pois Maria colocou uma flecha falsa no arco e e tentou me acertar.- errou!
— Meleca- Ela reclamou.
— Não fique assim, eu posso te ajudar- Mônica disse.
— Pode mesmo?- Maria perguntou.
— Sim- Ela disse e ficou ao lado de Maria.- antes de atirar olhe bem o seu alvo e coloque a flecha.
Maria olha o seu alvo, que no caso era eu, depois coloca a flecha.
— Agora eu atiro?- Ela perguntou.
— Não, você esta com os olhos fechados, por isso sempre erra.- Mônica a alertou.- dessa vez abra os olhos e atire.
Maria abre os olhos e depois puxa a flecha que acerta bem em minha testa.
— Acertei!!- Maria comemorou.- finalmente acertei uma!.
— Sabia que conseguiria.- Mônica, disse e depois se levantou.
— Ok...- Eu disse, e tirei a flecha da testa.- se as senhoritas já acabaram com a aula, a gente tem coisa pra fazer.
— É mesmo- Ela concordou.- vamos nessa
Subimos as escadas e entramos no meu quarto.
— E esse é o meu quarto...- Eu disse, um pouco incomodado.- não repara na bagunça.
— Tudo bem, é quase igual ao meu- Ela disse, deixando a bolsa no chão.
— Quase?- Eu perguntei, confuso.
— É, tirando as coisas de menino o meu quarto também é bagunçado.- Ela disse, e eu comecei a ri mas depois parei.- Pode continuar rindo, é uma situação engraçada mesmo.
— Não mais engraçada do que ser alvo pra arco e flecha- Eu disse, e a mesma riu. Nossa...é a primeira vez que alguém ri de uma piada minha, geralmente eu sou muito ruim em contar alguma piada.
— Tem razão- Ela concordou.- mas vamos parar de rir e começar o trabalho.
— Sim senhora.- Eu disse, e me sentei na cama e ela se sentou em minha frente com uns livros.- que preparada.
— Melhor prevenir...- Ela ia falar mas a interrompi.
— Do que remediar- Eu completei.- já sei, minha amiga falou pra mim.
— Tudo bem, sabichão- Ela debochou.- mas você viu o papel com os países?.
— Sim, todos o que escolheu são bons e eu quero fazer da Inglaterra- Eu falei.
— Ótima escolha, tava torcendo pra que você escolhesse ela- Ela falou.- vai ser manu-escrito ou impresso?
— Eu pensei em escrito mas ai eu vi que como ia ser muita coisa pra pesquisar preferi impresso.- Eu expliquei.
— Concordo, vamos ter que pesquisar muita coisa mesmo- Ela disse, e abriu um dos livros.
— Vou pegar meu laptop pra ver se tem algo na internet- Eu disse, saindo da cama.
— Ok- Ela disse, sem tirar os olhos do livro.
Pego meu laptop e fico pesquisando várias coisas sobre a Inglaterra para o trabalho. Depois de uma hora e meia paramos pra ver o nosso progresso.
— O que achou?- Perguntei.
— Tá ficando bom, mais algumas coisas e podemos...- Ela disse mas foi interrompida por uma voz.
— Pimpolho, eu queria saber se...-???
— Mãe, não me chama assim na frente de uma amiga.- Eu disse, envergonhado.
— Desculpa, não sabia que a Magali estava...- Ela disse, mas parou ao ver a Mônica.- você não é a Magali.
— É...sou Mônica...
— Prazer querida, é bom conhecer outra amiga do Cebola- Minha mãe disse, dando um sorriso gentil.- estou incomodando vocês.
— Na verdade...- Eu ia falar mas Mônica me interrompe.
— Não, a gente já tinha acabado mesmo- Ela disse, fechando o livro.
— Ok, eu só queria saber se você não quer me ajudar lá na confeitaria- Ela perguntou.
— Você sabe que eu gosto de ajudar mas hoje...
— Eu quero!- Mônica disse, animada.
— Quer?- Eu perguntei, surpreso.
— Sim, sempre quis aprender a cozinhar- Ela disse.
— Tudo bem, tenho uma ajudante- Minha mãe disse.- e você, filho?.
— Tudo bem, não da pra recusar ajudar na confeitaria que tanto adoro.- Eu disse, depois vejo minha mãe abrir outro sorriso.
...Confeitaria...
— O que a gente faz?- Mônica perguntou, enquanto colocava o avental.
— Coloquem esses doces em forma de pirâmide na vitrine, enquanto eu pego os salgados.- Minha mãe pediu.
— Sim senhora- Eu e Mônica falamos juntos.
Começamos a arrumar os doces em várias pirâmides e depois de acabarmos minha mãe fala.
— Acabaram?
— Sim
— Acabamos.
— Ótimo, vocês podem ir lá pra trás e fazer um bolo enquanto eu atendo aqui?- Ela perguntou.
— Claro- Respondemos e fomos para os fundos.
— Você vai ter que me ensinar, eu não sei nem fritar um ovo- Mônica falou.
— Ok, pega a farinha enquanto eu pego os outros ingredientes- Eu pedi, e a mesma assente.
Pego os outros ingredientes e os coloco na mesa e vejo Mônica com a farinha já aberta.
— Pronto!- Ela disse, colocando a farinha na mesa.
— Não coloca a farinha aberta assi...- Não consegui terminar a fala pois ela já tinha colocado a farinha aberta na mesa, fazendo com que solta-se um pouco em mim.- assim de qualquer jeito...
— M...me desculpa- Ela disse, segurando o riso.
— Achou isso engraçado?- Perguntei.
— Um pouquinho...
— Então toma!- Eu disse, jogando um pouco de farinha em sua cara. Confesso que foi engraçado.
— Quer guerra?- Ela perguntou, e depois quebrou um ovo em minha cabeça.- então teremos!.
Começamos uma guerra com todos os ingredientes que íamos usar pra fazer o bolo e acabamos sujando o lugar onde estávamos.
— Crianças, eu vim ver como vocês estão...- Minha mãe parou de falar, após ver o desastre que fizemos.- o que houve aqui?.
— Olha, o que aconteceu foi...- Eu ia falar mas fui interrompido.
— Minha culpa- Mônica disse, se colocando em minha frente.- acabei derrubando um pouco de farinha no Cebola e acabamos fazendo uma guerra, se quiser brigar...que seja comigo.
— É verdade?- Minha mãe perguntou.
— Não, a culpa foi toda minha- Eu a defendi. As vezes quando minha mãe fica com raiva é o apocalipse, pelo menos é o que eu acho...- eu devia ter avisado antes dela colocar a farinha na mesa e nem ter jogado um pouco na cara dela...brigue comigo.
Fecho os olhos esperando o grande sermão, mas ao invés disso minha mãe falou.
— Eu não vou brigar com vocês- Ela disse.
— Não?- Eu e Mônica perguntamos, confusos.
— Não, foi um acidente e já foi.- Ela disse, dando um sorriso. Uau...e eu achando que ia ouvir um sermão vindo dela.- mas vocês terão que limpar a bagunça feita.
— Tudo bem, a gente que fez a besteira- Mônica concordou e depois pergunta.- onde esta o material de limpeza?.
— Vou pegar- Minha mãe disse.
Minutos depois minha mãe volta com o material de limpeza e começamos a arrumar o desastre que tínhamos feito na cozinha. Demoramos muito tempo mas depois acabamos.
— Ufa, terminamos.- Eu disse, cansado.
— Sim, não devíamos ter começado a guerra- Ela concordou, limpando a testa.
— Não devia ter dito que a culpa foi sua- Eu disse, guardando o esfregão.
— Eu sei, mas não queria te encrencar- Ela falou.- e convenhamos, a culpa foi mesmo minha, fui uma desastrada.
— Ei, o posto de desastrado já tem dono, não roube ele de mim- Eu brinquei, na esperança dela rir. E parece que funcionou, pois ela ta rindo muito.
— Ok, pode ficar tranquilo, não roubarei- Ela disse, depois pega em seu celular.- nossa, esta tarde, eu tenho que ir.
— Desculpe te prender.- Eu disse, envergonhado.
— Tudo bem- Ela disse.- posso não ter aprendido a fazer um bolo mas eu me diverti hoje.
— Jura?- Eu perguntei.
— Juro
Mônica pega sua bolsa, vai até a porta mas antes fala.
— Nos vemos na escola?- Ela perguntou.
— Sim, a gente se vê- Eu respondi e estendi minha mão, para que ela apertasse.
Mas ao invés de aperta-la Mônica me da um abraço. No começo eu fiquei surpreso mas retribuo.
— Tchau- Ela disse, desfazendo o abraço e saindo pela porta.
Guardo o restante dos materiais de limpeza e vou pra frente da confeitaria, onde encontro minha mãe.
— Cadê a sua amiga?- Ela perguntou.
— Foi embora- Eu disse.
— Pensei que ela ia ficar mais- Ela disse.- não tinham um trabalho?.
— Temos, mas estamos na metade, mais algumas coisas e acabamos- Eu disse.
— Ok, a Mônica me parece ser legal
— E ela é- Eu concordei, depois bocejo.
— Vejo que certo alguém esta com sono- Minha mãe disse.
— Não é sono, é cansaço de limpar tudo.- Eu disse, me sentando no balcão.
— Tudo bem, vá pra casa, tome um banho pra tirar a sujeira e durma- Minha mãe mandou.
— Tá.- Eu disse. Desço do balcão, dou um beijo na bochecha de minha mãe e saio da confeitaria.
Fico andando uns minutos, chego em casa, dou um oi para meu pai e minha irmã, subo as escadas e vou pro meu quarto.
Chegando lá entro no banheiro, tomo um banho demorado e quando acabo vou pro meu armário, escolho um pijama e desmaio na cama.
...Dia seguinte...
Acordo com o som do despertador, mas como queria dormir mais um pouco me viro para desliga-lo mas vejo que estava atrasado para escola.
— Caramba! To atrasado!- Eu gritei em desespero.
Num pulo sai da cama, vou pro armário e coloco uma roupa. Desço as escadas e vou pra cozinha.
— Oi filhote- Meu pai me cumprimentou.
— Sem tempo pra falar, eu to atrasado pra aula!- Eu disse, bebi um pouco de leite da caixa e vou em direção a porta da cozinha.- tchau família querida!.
Saio de casa e vou correndo o mais depressa pra chegar a escola.
...Colégio...
Chego no colégio e entro o mais rápido e vou pra sala. Quando entro não vejo ninguém.
— Atrasado senhor Cebola-???
— Eu sei maga- Eu concordei e me virei pra Magali e perguntei.- E por que a sala esta vazia?.
— O professor de sociologia ficou doente e não pode vir- Ela explicou.- então estamos com tempo livre.
— Entendi, mas onde estão todos?- Perguntei.
— No campo, eu estava indo pra lá, quer vir?- Ela perguntou.
— Quero- Eu aceitei e fomos até o campo conversando sobre coisas aleatórias.
...Campo...
Entro no campo com Magali mas quando íamos nos sentar nas arquibancadas vemos Toni se aproximando.
— Ah não, o Toni tá vindo- Eu disse, um pouco aflito.
— Eu estou contigo Cebola, se ele for te importunar enfrentaremos essa barra juntos- Magali disse, colocando a mão em meu ombro.
— E é por isso que eu te amo- Eu disse.- sempre esta ao meu lado quando preciso.
— Eu também te amo, seu bobo- Ela disse, me dando um sorriso.
Mas uma coisa estranha acontece, Toni passa reto por mim e vai até o bebedouro que tinha no campo.
— Ué, eu achei que ele ia sacanear a gente ou algo do tipo.- Magali disse, confusa.
— Também achei, o que será que deu nele?- Eu perguntei, também confuso.- ele nunca perde uma chance pra me bater ou sacanear.
— Eu não sei mas vamos aproveitar esse dia pois é um evento raro.- Ela disse e vai se sentar na arquibancada. E resolvo segui-la e me sentar ao seu lado.
Ficamos conversando sobre várias coisas até sermos interrompidos por uma voz.
— Oi cê-???
— Oi Mônica- Eu a cumprimentei.- e por que cê?.
— Gosto de dar apelidos pros meus amigos- Ela explicou.- mas quero te dar uma coisa, quer dizer, na verdade duas.
— E o que é?- Perguntei.
— Bom, quando eu cheguei em casa ontem resolvi pesquisar mais coisas pro nosso trabalho.- Ela disse, e tira do seu bolso um pendrive em forma de coelho.- esta tudo aqui no meu pendrive, da uma olhada e junta com o resto.
— Pode deixar- Eu disse, e peguei o pendrive.- bonitinho a escolha do pendrive.
— Gosto coelhos- Ela disse, envergonhada.- não me julgue.
— Não estou julgando...
— Por acaso estou interrompendo algo?- Magali disse, fria.
— Opa, desculpa, de verdade.- Eu disse.- Mônica essa é a Magali, minha melhor amiga.
— Oi...
— Oi, é um prazer te conhecer- Mônica disse, e depois estendeu sua mão.
Mas Magali não a apertou, ao invés disso ficou com uma cara séria.
— Ok...
— Desculpa pela Maga, ela geralmente não é assim.- Eu disse.- ela deve ter acordado de mau humor.
— Eu entendo, as vezes também acordo mau humorada.-
— Mas qual era a segunda coisa?- Perguntei.
— A Penha vai dar uma festa na casa dela.- Ela disse, tirando da bolsa dois convites.- e todos da escola estão convidados.
— Sério?- Perguntei.
— Sim
— Não sei se aceito...
— Vai, pega, senão vou ficar chateada.- Ela disse, fazendo biquinho.
— Tá, eu pego- Eu ri e peguei os dois convites dela.
Mônica da um sorriso e depois vai até o seu grupo. Me viro pra conversar com Magali mas a mesma ainda continuava séria.
— Desfaz essa cara- Eu pedi.
— Ainda não acredito que vocês são amigos- Ela disse, irritada.
— Qual é maga, ela é legal e eu não gostei nada do que você fez- Eu a repreendi.
— O que eu fiz?- Ela se fez de desentendida. Sério que ela quer fazer esse jogo?.
— Não brinque comigo, a Mônica se apresentou na boa e você não fez nada.
— Eu já disse que não vou com a cara dela.- Ela disse, cruzando os braços.
— Esta fazendo o mesmo que eu
— O que?- Ela perguntou.
— Está julgando um livro pela capa- Eu respondi.
— Não estou
— Esta sim
— Não estou!
— Esta sim!
— Vamos parar- Ela disse.- estamos parecendo crianças.
— A única a agir que nem criança é você- Eu disse.
— Eu!!- Ela perguntou, incrédula.
— Sim.
— Eu só não confio nela, tá legal!- Ela disse, se levantando da arquibancada.
— Tente conhece-la só um pouco.- Eu disse, imitando o gesto dela.- e vai ver que ela é legal.
— Eu só quero o seu bem!
Quando eu ia falar ouço uma voz.
— Ah, estão todos ai.
A turma toda se vira e vemos o professor de educação física.
— Como sabem o professor de vocês faltou, então vou dar aula junto com o terceiro ano.- O professor, ou melhor, treinador Átila disse.
Ah não, de todos os professores pra nos darem aula tinha de ser educação física...
— Vão se trocar!- Ele gritou.- rápido!
Deixo minha mochila na arquibancada e vou pro vestiário sem olhar para Magali.
Colocamos o uniforme de educação física, voltamos pro campo e começamos a aula com uma corrida. Namoral...eu detesto essa aula...
— Paro!!- Ele disse, assoprando o apito.- podem ir beber água!!
Vou até o bebedouro, mas não tava afim de voltar pra aula me sento num banco.
— Cansado da aula?-???
— Sim, eu detesto educação física, Franja- Concordei com ele, cansado.- mas eu tenho que fazer, sou obrigado.
— Que pena- Ela disse, sem tirar os olhos do caderno.
— Mas por que você não esta fazendo?- Perguntei.
— Tenho problemas respiratórios, não posso me esforçar muito, mostrei meu atestado pro treinador Átila e ele entendeu mas pra compensar faço uns trabalhos sobre vários esportes.- Franja explicou.
— Você tem sorte
— Por que não pega um atestado falso?- Franja sugeriu.
— Eu poderia, mas seria uma mentira e eu detesto mentiras.
— Então vai ter que aturar
— É, vou mesmo
— Cebola! Saia já do banco e venha pra cá!- O treinador ordenou.
— E vamos continuar com a tortura- Eu disse, me levantando.
— Boa sorte.
— Vou precisar...
Vou até o professor e o mesmo fala, ou melhor grita.
— Bom rapazes! Vamos treinar futebol hoje.
Ótimo, além de ser obrigado a fazer os exercícios também vou ser obrigado a jogar, eu não sou um bom atleta...
O professor divide os times e começamos a jogar. Ou no meu caso...tentar pois sou um fracasso nesse esporte.
— Já chega!- O professor pediu, e o vejo vir até mim.- já pensou entrar na banda da escola?.
Fico calado e abaixo a cabeça enquanto alguns garotos do time riem.
— Treinador-???
— Que foi Cascão?- O professor perguntou.
— Eu posso ajudar ele- Cascão sugeriu.
— Quer mesmo?
— Sim, eu quero- Ele confirmou.
— Tudo bem, estou confiando em você pois é nosso melhor jogador.
— Pode deixar.- Ele assentiu.
— Tudo bem, estão todos dispensados!!
Todos vão pros vestiários mas antes de Cascão ir o paro.
— Por que quer me ajudar?.
— Eu também era ruim no futebol quando criança, mas meu pai me ajudou.- Ele explicou.- e vi que você tem potencial, só precisa praticar, e além do mais você é amigo da Mônica e todo amigo dela também é meu amigo.
— Valeu...
Nos trocamos no vestiário e depois de muitas aulas fomos pra casa.
E assim se passaram dias, depois da discussão Magali e eu não nos falamos direito, continuando a escrever com a pessoa misteriosa e eu gosto disse pois temos várias coisas em comum. E também hoje é a entrega do trabalho de geografia.
...Colégio...
Entro no colégio e fico procurando Magali, mas ouço uma voz.
— Procurando a sua melhor amiga?-???
— Sim, Denise- Eu concordei.- não a acho em lugar algum.
— Foi por causa da discussão né?- Ela perguntou.
— Sim, como sabe?- Perguntei.
— Sou do jornal da escola, sei de tudo que acontece por aqui.- Ela respondeu.
— Então sabe onde ela está?
— Sei, ela esta no banheiro. Se quiser posso tira-la de lá?- Ela sugeriu.
— Adoraria.- Eu disse. E vejo Denise entrar no banheiro.
Uns minutos depois vejo Denise e Magali vindo até mim.
— E aqui está, vou indo- Ela disse, e depois sai de perto de nós.
— O que você quer?- Magali perguntou, fria.
— Vim em paz- Eu disse, com as mãos em sinal de rendição.- aquela foi nossa primeira discussão e eu não gostei nada.
—...
— Nos conhecemos a muito tempo, não quero acabar com nossa amizade só por que eu fiz uma nova amiga- Eu disse, um pouco chateado.
— Tem razão, eu também não gostei de te dar um gelo nesses dias, somos melhores amigos.- Ela disse, também chateada.
— Então vamos parar com essa bobeira e voltarmos a conversar- Eu sugeri e estendi minha mão.- amigos pra sempre?.
Magali me da um sorriso e aperta minha mão.- amigos pra sempre.
Dou um abraço em Magali que retribui.
— Mas pra deixar claro, ainda não confio muito nela.
— Eu sei, mas sem implicância
— Tá, sem implicância.
Desfazemos o abraço, entramos na sala e sentamos nas nossas carteiras.
— Bom dia, seus esquisitos- O professor pedro nos cumprimentou.- preparados pra mostrar os trabalhos?.
— Sim!!- Todos responderam.
— Ok, chamarei por ordem.- Ele explicou.- primeira dupla: Magali e Cascão.
— Me deseje sorte- Magali sussurrou enquanto saia da carteira.
— Você não precisa- Eu sussurrei de volta.
Magali e Cascão foram para o centro da sala e começaram a explicar o trabalho deles.
— Muito bem pros dois, nota 9,4
Cascão vai se sentar em seu lugar e Magali se senta ao meu lado.
— Eu disse que você não precisava de sorte- Eu disse, cutucando seu ombro.
— O senhor sempre sabe de tudo.
E o professor chamou a segunda dupla e foi assim por diante, cada dupla explicando sobre o país mas o meu pensamente era...onde esta a Mônica que ainda não veio?.
Eu não posso apresentar o trabalho sozinho, eu vou bancar o ridículo na frente de todos...
— E a última dupla de hoje é: Cebola e Mônica...
— Ai não...
E nesse momento eu pensei comigo mesmo...fodeu...
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