POV Cebola

Agora que já cheguei em casa, estou no meu quarto ainda pensando na pessoa que tenha escrito pra mim...

— Cebolinha...

— Maria?. O que esta fazendo aqui no meu quarto?- Perguntei, um pouco desconfiado pois ela só vem quando quer algo.

— A sua irmã não pode vir aqui só por que tá com saudade?- Ela disse, com um sorriso inocente.

— Saudade?- Perguntei, sarcástico.- a gente vive juntos na mesma casa a muito tempo. Desembucha logo o que a você quer.

— Ah, tá bem, você ganhou- Ela se deu por vencida.- se lembra do estojo de maquiagem que a mamãe me deu no natal?

— Lembro, e dai?- Eu disse.

— Então...eu já testei ele nas minhas bonecas mas agora quero testar em outra coisa...- Ela falou. E eu juntei os pontos de onde ela queria chegar.

— Ah não!- Eu neguei com a cabeça.- nem pensar que vou ser a sua cobaia, eu to ocupado.

— Com o que?- Ela perguntou. Ótimo...a Maria me pegou.

— Com...várias coisas.- Eu menti.

— Que tipo de coisas?- Ela perguntou, com uma cara de desconfiada.

— Dever de casa, os professores mandaram um monte e eu não comecei a fazer- Insisti na mentira.

— Mentiroso!- Ela falou- eu te conheço Cebolinha, e mesmo que os seus professores tenham mandado até mil deveres de casa o senhor já deve ter feito!.

Meleca, odeio quando sou previsível...

— Ok, você tá certa. É que eu to cansado, pode ser amanhã, ou nunca...- Eu falei e depois sussurrei a última parte.

— Tudo bem...- Maria disse, um pouco chateada.

— Não, não faça a carinha triste- Eu disse, não gosto quando ela fica triste ou chateada.

— Eu vou pro meu quarto...- Ela disse, e depois vai até a porta. Droga, detesto me sentir assim com ela.

— Maria, volta- Eu a chamei, e ela voltou.- acho que eu posso brincar com você.

— Verdade?- Ela perguntou.

— Sim, mas pra eu levantar dessa cama quero ver um sorriso nesse seu rostinho travesso- Eu falei, depois a vejo abrir um grande sorriso.- esse ai.

Me levanto da cama e vou até Maria.

— Vamos nessa!- Eu falei, e Maria pega em minha mão e me leva até seu quarto.

...Alguns minutos depois...

— Já acabou?- Eu perguntei. As vezes eu posso ser impaciente, mesmo não parecendo muito. E esse é um desses casos de impaciência, mas não posso reclamar, to fazendo isso pela minha irmã.

— Prontinho- Ela disse, e depois fecha o estojo de maquiagem.- quer um espelho pra você ver como ficou?.

— Não, eu confio na maquiadora, deve ter ficado incrível- Eu recusei o pedido, pra falar a verdade nem to afim de ver como fiquei.

— Por favor! Pra você me dar sua opinião!- Ela disse, fazendo o olhar pidão.

— O olhar pidão, você sabe que eu não resisto- Eu disse, fechando os meus olhos.

— Por favor!!!!- Ela gritou.

— Ta bem, ta bem...- Eu aceitei. A Maria pode ser bem persuasiva quando quer.

Peguei o espelho...e caramba, eu tava entupido de maquiagem.

— E ai? Gostou?- Ela perguntou.

— Amiga, eu adorei a maquiagem, você é profissional ou o que?- Eu brinquei. Sim, eu pareci um homossexual falando.

Depois de ter feito a brincadeira Maria cai na gargalhada, e não consigo conter e acabo rindo também. A maria pode até ser irritante quando quer mas não a trocaria por nada nesse mundo, minha vida em casa sem ela iria ser um tédio.

— Cebola, visita pra você!!!- Minha mãe chamou.

— Bom Maria, a sessão de maquiagem vai ter que acabar por aqui, tenho que ver quem é- Eu falei, me levantando e indo pra porta.

— Ok, obrigada. Sei que posso te irritar as vezes mas...você é um ótimo irmão mais velho!- Ela disse, depois vem até mim e me abraça.

— Digo mesmo de você, minha pirralha predileta- Eu disse, depois desfaço o abraço e saio de seu quarto.

Desço as escadas e quando chego na sala vejo Magali, sentada no sofá.

— Que surpresa, você aqui em minha humilde residência- Eu falei, e Magali riu.

— Você sabe que as vezes eu venho te...- Magali disse, mas parou ao ver minha cara.- o que aconteceu com o seu rosto?. Parece que um palhaço vomitou na sua cara.

— Ta falando da maquiagem, né?- Perguntei.

— Do que mais eu falaria- Ela disse, tirando de sua bolsa um lenço.- aqui, pega esse lenço umedecido que resolve.

— Valeu- Eu disse, pegando o lenço e tirando a maquiagem.- e pra que você tem um lenço umedecido na sua bolsa, maga?.

— Melhor prevenir do que remediar, né?- Ela disse, jogando o lenço fora.

— Tem razão, vamos pro meu quarto pra gente conversar com privacidade- Eu falei.

— Ta bem

Subimos as escadas e entramos em meu quarto.

— Por que você veio?- Perguntei, enquanto me sentava na cama.

— Uma amiga não pode vir sem ter motivo- Magali disse, enquanto deixava a bolsa no chão.

— Pode, mas a gente se viu hoje cedo na escola, boba- Eu duvidei.

— Ai Cebola, você e seu jeito desconfiado- Ela disse e eu a fitei com dúvida.- ok, vim perguntar se você já descobriu quem foi a pessoa que escreveu a mensagem.

— Pra falar a verdade, não descobri nada- Falei, e me joguei na cama.

— Caramba! O grande gênio Cebolácio não sabe algo!. Alguém me trás uma água por que eu quero acordar!- Ela falou, enquanto gesticulava com as mãos, surpresa.

— Muito engraçado, dona Magali Fernandes- Falei com sarcasmo.- é que se eu ainda acho que deve ser alguém me zoando.

— Olha Cebola, você só vai saber se escrever naquela mesa- Ela falou.

— Claro, e quando eu escrever no dia seguinte vai aparecer alguém e me zoar por que eu fui acreditar que alguém esteja interessado pois eu sou o “nerd invisível”- Eu falei, pegando um travesseiro e jogando em Magali.- pensa, maga.

— Sabe qual o seu problema?- Ela falou, pegando o travesseiro e jogando em mim.

— Qual?- Perguntei, atirando novamente o travesseiro.

— Você é muito inseguro- Ela disse, desviando do meu ataque.- comigo você se solta, mas com os outros você é sempre tímido. Você tem confiança, só precisa tentar se soltar mais com as pessoas, não só comigo.

— Eu me solto contigo pois te conheço a muito tempo- Eu expliquei.

— Então, vamos mudar isso- Ela disse, pegando o travesseiro no chão e atirando em mim.

— Mudar?- Eu disse, e pego o travesseiro, o colocando na cara.- quer mudar o meu jeito, pensei que gostasse de mim.

— E eu gosto- Ela disse, se sentando na cama.- não vou mudar tudo em você, só essa insegurança. Ai...quem sabe...a gente consiga fazer mais amigos...

— Onde você está querendo chegar?- Perguntei.

— Que...amanhã você não vai ficar na biblioteca como sempre faz e sim vai comigo pro refeitório.- Ela explicou, então eu tiro o travesseiro da cara e a encaro, incrédulo.- qual o problema?.

— O problema é que eu vou ser massacrado no refeitório! É lá onde aquele grupinho que implica comigo fica!- Eu falei, tentando controlar a raiva.- a biblioteca é o meu lugar seguro.

— Por favor, é tão chato ficar no refeitório sozinha- Ela disse, com uma voz fofa.

— Nem tente fazer a voz fofa, por que dessa vez, ela não vai funcionar.- Eu falei, tapando os meus ouvidos.

As vezes quando eu não quero fazer algo com a Magali, ela faz uma voz fofa pra me convencer. Ela começou a usar isso quando a gente tinha oito anos. Eu não tava com vontade de sair de casa, mas a Maga queria ir pro parque, por que lá estava tendo um festival com várias brincadeiras e comidas. Eu recusei, mas como ela queria muito fez uma voz fofa e não pude resistir e acabei indo com ela, mas admito que me diverti.

— Ok, se vai tapar os ouvidos, não tenho outra escolha a não ser fazer cócegas!- Ela falou.

— O que!- Eu tentei protestar, mas ela já havia começado a sessão de cócegas.- p...p...para maga!! E...eu n...não to res...respirando!!.

— Então amanhã você vai pro refeitório comigo?- Magali perguntou.

— Não!

— Então vou continuar com as cócegas até você aceitar a minha proposta- Ela disse. Caramba, a maga não vai desistir dessa ideia.

— T...tá b...bem!- Eu gritei.- eu...eu v...vou!.

Magali para de fazer cócegas em mim e me olha com um sorriso vitorioso.

— Ganhei!- Ela comemorou.- então está decidido, amanhã nós dois vamos pro refeitório.

— Ok, mas o que a gente faz enquanto a mensagem na mesa?- Perguntei, me sentando na cama.

— Isso é com contigo- Ela falou, depois sai da cama e vai pegar sua bolsa.- a gente se vê amanhã.

— Tchau, sua maluca- Eu disse

— Também te adoro- Ela disse e vai até a porta.- tchau, Cebolinha.

Magali vai embora, então ligo a tevê e fico a tarde inteira jogando vídeo game. Quando percebo que já estava de noite, desligo o jogo, vou tomar banho, depois visto meu pijama e vou dormir.

...Dia seguinte...

Meu despertador toca, eu o desligo e me levanto. Mas quando olho o relógio percebo que havia dormido demais.

— Essa não! Vou me atrasar- Eu surtei

Vesti minha roupa o mais rápido que pude, desci as escadas, vou até a cozinha.

— Bom dia filhote- Meu pai me cumprimentou.

— Sem tempo pra falar, eu tenho que correr pra eu chegar na escola antes do sinal tocar.- Eu disse, tomando o meu leite.

— Não vai comer nada?- Minha mãe perguntou.

— Não da, vou levar essa banana pra comer no caminho- Eu disse, e peguei a banana. Depois sai pela porta da cozinha.- tchau gente!

Vou correndo o mais rápido que posso, e chego antes do sinal tocar mas sem querer acabo me esbarrando em alguém.

— Ai!!-???

— Foi mal! Eu juro- Eu disse, e dei minha mão pra pessoa se levantar. Quando ela ia aceitar ouço alguém me falar.

— Tá maluco! Derrubar a minha namorada desse jeito- Toni falou, enquanto ajudava a garota a se levantar.

— Toni, eu to bem- A garota disse

— Não, vou ensinar esse nerd que ninguém se mete com a gente- Toni disse, então pega na gola de minha camisa e quase me da um soco, sorte que a garota ficou em minha frente.

— Chega, vamos logo pra sala- Ela disse, e Toni solta a minha camisa.

— Você deu sorte, mas na próxima não vai se dar tão bem, seu nerd- Ele me ameaçou, depois me empurrou, fazendo os livros da minha mochila caírem.

— Vamos indo, linda- Ele disse

— Vai indo sem mim

Toni vai embora, então cato os meus livros e os coloco na mochila. Mas vejo a garota se abaixar e me ajudar. Quando eu ia pegar o meu caderno nossas mãos acabam se tocando.

Levanto minha cabeça e vejo uma garota de cabelos negros channel, pele morena e lindos olhos castanhos.

— Me desculpa mesmo pelo meu namorado.- Ela disse, enquanto se levantava.- ele não consegue controlar o temperamento. Você está bem?

— E...e...eu...é...eu...- Comecei a gaguejar, sério Cebola, isso é hora de bancar o tímido.

— Tudo bem...- A garota disse. Agora ela deve achar que sou estranho.- vou tomar isso como um sim.

— Mô!!!

— Bom, eu tenho que ir- Ela disse, e depois foi embora.

Uau, acho que essa foi a primeira vez que não to chateado por que o Toni quase me bateu. Para Cebola, ela já disse que ele era o namorado dela. E ela deve ser do grupo que me importuna e importuna a Magali.

Mas ela me ajudou a catar o meu material. Não, para com esse pensamento!.

— Parece que rolou um clima-???

— Para com isso Maga- Eu falei, para a minha amiga.- mas...por curiosidade...quem era ela?.

— Aquela era a Mônica Sousa, a garota mais popular do colégio.- Magali explicou.

— Ah...- Foi tudo o que consegui dizer. Até lembrar o que Magali havia dito a dois minutos atrás.- e não rolou clima.

— Eu tava brincando, todos sabem que...

— Ela namora o Toni, já descobri- Eu disse.

— Vamos apaixonado, temos que ir pra aula de física- Magali falou, enquanto ia pra sala.

— Eu não to apaixonado!- Eu falei, enquanto a acompanhava.- ela é popular e tem namorado, e eu sou um invisível.

— Eu só to brincando.- Ela disse.- e pela última vez, você não é invisível. Eles é que tem inveja.

— Não começa com esse papo de novo.- Eu disse e entrei em sala.

Depois de assistimos a aula, a professora nos libera pro intervalo. Então me levanto da carteira, e vou com Magali até o refeitório.

— Tá pronto?- Magali perguntou.

— Não sei...- Eu disse, receoso.

— Você vai conseguir, eu acredito em você- Ela me incentivou.

— Tá...- Eu disse, mas quando coloco a cabeça pra fora, vejo um monte de gente. E me bateu aquele pânico. Então me escondo atrás da porta.- foi mal maga, mas eu não consigo. Desculpa...

— Ok, eu entendo- Ela disse.

— Entende mesmo?- Pergunto, pois achei que ela ia ficar chateada.

— Sim, pelo menos você ter aceitado o meu pedido já foi um começo- Magali disse, e colocou uma mão em meu ombro.- logo você vai conseguir. Eu vou entrar, a gente se vê na próxima aula.

— A gente se vê- Me despeço, e a vejo entrar no refeitório.

Então vou até a biblioteca. Pego um livro pra ler, mas sem querer me distraio e vejo o que eu e a pessoa misteriosa tínhamos escrito.

— A maga ta certa, só depende de mim pra descobrir se é alguém tirando uma comigo ou não- Sussurrei pra mim mesmo. Pego meu estojo, o abro e escrevo na mesa com a caneta preta...

“Você é alguém que está zoando com a minha cara?"

Guardo minha caneta no estojo.- pronto, a carta foi jogada. Agora só falta a pessoa me responder.

Guardo o estojo em minha mochila, me levanto da mesa e quando ia embora acabo esbarrando em outro alguém.

— Ai!!

— Droga, por que eu vivo esbarrando em tanta gente- Me dei uma bronca.

— Minhas pesquisas!-???

— Me desculpa, eu não quis derrubar as pesquisas- Eu disse, me abaixando e catando os papéis.

— Sem problemas- O garoto disse.- você só deixou cair, não estragou nada.

— Não tá bravo comigo?- Perguntei.

— Claro que não, foi um acidente- Ele disse, e me ajudou a catar.- a propósito, meu nome é Franja.

— Sou Cebola- Me apresentei, e apertei sua mão.- prazer.

— Eu já ouvi falar de você. Boas notas em todas as matérias- Franja falou.- você deveria já estar na faculdade.

— Valeu, os professores já falaram isso- Eu disse, depois ri um pouco.- mas prefiro terminar o colégio. E a propósito, eu não te vi na minha turma.

— Bom, em teoria eu devia estar no segundo ano, mas estou no terceiro- Franja disse, ajeitando os papéis.

— Maneiro- Eu disse.- que papéis são esses?.

— Projetos, pras minhas futuras invenções- Franja.

— Que tipo de invenções?- Pergunto.

— Muitas invenções, mas ultimamente eu tenho...

Quando Franja ia falar fomos interrompidos por flashes de câmeras.

— Há! Finalmente te achei-???

— Silêncio, isto aqui é uma biblioteca- Margarete, a bibliotecária, reclamou.

— Ah não, achei que aqui a você não me encontraria- Franja, reclamou.

— Eu não desisto nunca, meu bem. Agora fale sobre os seus projetos-???

— Não, quantas vezes vou ter que dizer...eu não vou falar nada!- Ele gritou.

— Silêncio

— Desculpa interromper a briga, mas quem é ela?- Perguntei.

— Foi mal, ela é a Denise, a chefe do jornal da escola. E só por que eu to fazendo esses projetos ela quer descobrir o que é- Franja disse.

— Prazer, Denise, a diva, fabulosa, um pouco geek e produzida no glamour- Denise se apresentou,.

— Só um pouco?- Ouvi franja sussurrar.

— Não começa- Denise falou.

— Prazer Denise, eu sou...- Eu ia falar mas ela me interrompe.

— Cebola Menezes, o garoto mais inteligente do segundo ano, bom aluno, o seu signo é escorpião, sofria de dislalia mas melhorou pois fez tratamentos, tímido e sua melhor amiga é Magali Fernandes- Denise falou.

— Uau, você acertou, como sabe?- Perguntei.

— Amore, como chefe do jornal do colégio e uma futura jornalista ou dona de um famoso blog, eu tenho que estar informada de tudo- Denise explicou.

— Pra não dizer que é fofoqueira...- Franja sussurrou.

— Vou ignorar o seu comentário Franja. Mas eu também sou da sua sala- Denise falou.

— Legal, acho que eu tenho que ir. O intervalo acabou- Eu disse.

— Tem razão, a gente tem mesmo que ir- Franja disse, colocando os papéis em sua mochila.- tchau Cebola, qualquer dia a gente se encontra de novo?.

— É, pode ser

— Vamos nessa Cebola- Denise falou

— Pode ir, tenho que guardar um livro- Eu disse

Denise e Franja saem da biblioteca, então guardo o livro e vou pra sala.

— Demorou um pouco- Magali disse

— Foi mal, tava conversando- Eu disse, enquanto me sentava na carteira.

— Com quem?- Ela perguntou.

— Franja e Denise- Eu falei, e depois abri o livro.

— Que legal, o franja me parece gente boa mas a Denise...- Magali falou.

— Qual é, a Denise pode ser um pouco doidinha mas é bem legal- Comentei.

— To orgulhosa, é bom ver que ta superando a timidez- Magali disse.

— Pode ser que sim- Eu concordei.- ah, e eu escrevi de novo na mesa, agora só falta esperar responderem.

— Legal- Ela disse.

O professor chega e começa dar a aula. Depois de vários tempos de aula, finalmente fomos liberados.

— Tá pronto pra ver se responderam?- Magali perguntou.

— Pra ser sincero...não.- Eu respondi.- to com medo de que seja alguém tirando uma.

— Só vamos descobrir vendo- Ela me incentivou.

— Ok...

Vamos juntos para a biblioteca, entramos e vamos até a mesa. Vejo que tinham respondido, estava escrito assim...

“Claro que não, eu juro. Sou uma pessoa legal e pra te provar tente me achar no refeitório. Sempre estou lá no intervalo”

Dou um sorriso após ler a mensagem.

— É, parece que ninguém esta te zoando- Magali falou.- então é uma admiradora secreta.

— Pode ser, só vou descobrir amanhã- Eu disse.

— Como assim- Magali perguntou.

— Que amanhã eu vou ficar no refeitório....