Palavras de Conforto.
1 Promessa?
Os motivos podem ser vastos.
A paixão pode ser repentina e imprevista.
Mas no final, elas surgem e nós nos permitirmos mergulharmos em mar desconhecido.
Somos aventureiros no fim.
(...)
Havia sido uma batalha muito intensa contra o Deus Archon de água, sacrifícios foram feitos por todos naquela ocasião, ela própria havia tido que sacrificar seu palácio de Jade, para que sua Terra e seu povo não perecessem diante daquele mal hediondo e antigo. Ela observou aquela batalha com seus próprios olhos e os relatos e contos de testemunhas lhe fizeram saber que houvera outras batalhas antes desta, tão importantes quanto.
Aquele viajante não sabia a hora de relaxar, Ningguang daria a razão para Ganyu desta vez, a mesma tendo chance de trabalhar e lutar ao lado dele mais do que a própria Ningguang sabia dizer isso melhor do que deveria, aquela maldita criança de fora havia tentado prejudicar seu lar ainda mais, e se não fosse pela intervenção corajosa de um forasteiro, um combatente de outro lugar que não este, sabe-se lá que trevas ela estaria imersa agora.
Esses pensamentos a corroeram como uma lança cravando em sua carne, ele havia feito muito por eles, por ela e sentia que lhe devia dar alguma coisa, se ele lhe pedisse uma quantia quase irreal de mora, ela teria a certeza de lhe oferecer isso prontamente, mas não pareceu ser o caso pensando agora. Se ele lhe pedisse um lar para repousar ela lhe daria uma das mansões de Liyue mais prestigiosas com a vista para as colinas mais ampla que se há de ter.
Mas seu pedido foi para que cartazes fossem colados para encontrar sua querida irmã, ela mesma não acreditou no que ouviu, além de ter sido a única vez que ela o tivesse escutado, falando com sua própria voz e não com aquela pequena fada, sua companheira de viagem, ela ficou além de surpresa com o descaso da ideia de ter uma nação lhe oferecendo um favor.
Como a representante desta nação, ela com certeza lhe daria qualquer coisa que ele pedisse para que sua dívida fosse paga, mas isso se provou ilusório no final das contas, ela suspirou em pesar com isso.
Ela não entendia os motivos daquele viajante, talvez ninguém soubesse ao certo tendo em vista que ninguém o conhecia, ela ouviu boatos de que ele foi encontrado neste mundo a pouco tempo, isso havia soado estranho em sua cabeça, pois dava a entender que ele viera de outro mundo.
— Será possível? — ela sussurrou para ela mesma em seu quarto, uma suíte alugada que ela se hospedou e pagou meses e meses adiantado para que tivesse um teto até sua segunda casa de jade fosse construída.
— Minha senhora? — uma de suas criadas havia lhe despertado de seu intenso pensamento, tendo sua cabeça vagando por respostas que ela não tinha, e aproveitando a brisa que sua varanda lhe oferecia, Ningguang não a notou chegando. — Está tudo bem com a senhorita? O quarto não é de seu agrado? Podemos mudar rapidamente!
A mulher foi parada de seus devaneios com o erguer de mãos de Ningguang.
— Não há problemas. — ela lhe garantiu e sorriu de lado ao ver a criada entender em seguida, ela se ergueu de sua poltrona e se voltou para as ruas de Liyue, havia se cansado de repousar há algum tempo. — Tirarei um tempo para esticar minhas pernas, uma escolta não é nada necessária.
A criada ofereceu espaço para ela passar por si e rumar ao primeiro andar. — Como queira, minha senhorita. — provando seu respeito, a criada não pediria que suas outras ajudantes acompanhassem Ningguang, se ela desejasse ficar sozinha assim seria.
Ningguang arrumou seus cabelos em seu tradicional jeito e saiu de sua pousada, não demorando meio segundo para que seu povo e súditos a reconhecessem e lhe saudassem no melhor dos sentimentos. Ela os considerou em coração leve e retribuiu, parando de momentos em momentos até mais um lhe pedir um momento para agradecê-la pelo que ela havia feito.
Não era estranho todos saberem a quantidade de amor e recursos que Ningguang tinha sobre seu palácio de Jade, e o fato dela sacrificar o que mais amava e se esforçou para ter em prol da vida deles melhorou ainda mais, se possível a sua imagem. Ela aceitou os agradecimentos e voltou a caminhar.
Ela passou pela Guilda dos aventureiros, pela praça dos artesões, até foi em direção ao porto de embargue, tudo porque sua cabeça girava em uma questão singular.
Por que não havia desejo? Como uma empresaria de sucesso o desejo de ter mais quando se era possível e quando a vontade era grande, não havia problema algum em aceitar mais, quanto mais recusar favores! Ela se sentia incomodada talvez? Com o fato de não ter nada que aquele viajante pudesse lhe pedir? Ela não descartou o pensamento.
Ela havia sido jogada de escanteio, e isso não há agradou nem um pouco. Ela suspirou em uma irritação não comum para ela, talvez ela devesse comprar anonimamente todas as flores de Lily para irritar Keqing? Talvez isso melhorasse seu humor, afinal ela adorava brincar assim com aquela moça.
Ela decidiu deixar isso para um plano noturno, ela prepararia a papelada mais tarde e falaria com os vendedores, seria divertido fazer isso.
O cheiro de algo sendo frito a interessou mais do que pensou, sentindo um ardor em seu corpo ela reconheceu os sinais. Era passado do meio dia e ela havia ficado divagando sobre o viajante e seus trejeitos únicos e interessantes que nem havia se dado o trabalho de avisar suas criadas para lhe prepararem algo de comer.
Era um cheiro proveniente de um restaurante local de sua cidade, ela já havia ouvido falar sobre o restaurante Wanmin muitas vezes porém ela sempre se alimentou de pratos especiais e preparados para seu paladar, ela tencionou que deveria voltar para sua pousada e deixar a paciência esperada até ela receber algo bom para ela.
— Esse cheiro está ótimo! Não acha Aether? — Ningguan reconhecia aquela voz a qualquer lugar agora, pois se aquela fadinha simpática estava em algum lugar, significava que o viajante também estava.
O viajante não lhe disse nada, apenas acenou e se sentou em um dos bancos sobre a barraca humilde e convidativa daquele lugar.
Ali estava ele, o ser que a tirou de órbita e de andar elegante, ali estava o ser que carregava as respostas para suas perguntas insondáveis. Ela ignorou a ideia de voltar para a pousada, ela rumou até o jovem.
Quando ela se aproximou o suficiente, o que parecia ser o chefe culinário daquele lugar simpático a reconheceu de imediato e lhe saudou como se estivesse extasiado.
— Senhorita Ningguang! — o Chefe Maoo se curvou para ela. — O que traz a senhorita aqui? Não que eu esteja reclamando de sua presença, isso jamais!
Ningguang o observou por um momento ou dois, tencionando suas respostas até encontrar uma que não soasse estranha. — Senti um cheiro agradável e decidi espiar para verificar de onde vinha, e me deparei com seu restaurante.
Maoo sentiu como se o céu tivesse se aberto sobre sua cabeça e o mar dando-lhe passagem aberta para a boa sorte. — Eu absolutamente posso te oferecer sabores ainda melhores, se minha senhorita desejar!
— Deixarei sobre seus cuidados esta tarefa, Chefe... — ela tencionou um momento, pensando em seu nome, ela não sabia no entanto.
— Chefe Maoo, senhorita. — ele sorriu de bom grado para a confusão de Ningguang, não era de esperar que ela conhecesse todos de Liyue, pois era uma terra vasta e repleta de vida, afinal.
Com este assunto tratado, ela andou elegantemente até um dos bancos daquela barraca e se sentou sem nenhuma cerimônica, a primeira a lhe saudar foi obviamente, Paimon.
— Ohhhh, Ningguang está aqui? Eu não esperava essa estrela tão rápida pela manhã. — Paimon comprimentou a mulher com sua casual brincadeira, após terem interagido algumas vezes e Ningguang lhe dar um pedaço do mapa de um tesouro, Paimon começou a tratala casualmente, não que isso a incomodasse, ela precisava de pessoas corajosas assim.
Aether como era muito quieto e não era dos seres mais sociais, apenas lhe deu um sorriso lateral e acenou com sua cabeça, a saudando.
Não era bem o que ela esperava quando vissem sua persona, mas fazer o quê.
— Eu não esperava te encontrar aqui, viajante. — Ningguang decidiu puxar alguma conversa com ele, ela não obteria nada dele se o deixasse continuar em seu silêncio.
Aether a olhou brevemente e olhou para Paimon em seguida, a fadinha voou sobre os dois alegremente. — Aether estava com fome, então nós decidimos passar em um lugar que sabíamos que estava aberto o quanto antes, para sermos os primeiros e não esperarmos na fila! Sim, sim, Paimon não deu a ideia de nada disso, Paimon está apenas seguindo.
A mulher de negócios reconheceu que a ideia foi totalmente da fada e não do viajante, ele realmente era um poço de ouro por seguir uma criatura com desejos tão voláteis e repentinos, talvez mais uma de suas qualidades?
— Como você têm passado? Já faz uma semana desde o ocorrido. — ela voltou sua atenção para o loiro, notando que seu cabelo usualmente em trança estava preso em um nó muito menor do que o costume, os cabelos dele quase que caíam sobre seu ombro, dando-lhe um toque ainda mais feminino, se é que era possível devido ao rosto jovem dele, ela achou que lhe caiu muito bem, no fim.
— Bem. — foi tudo o que ela ouviu dele, sua expressão continuava suave e sua linguagem corporal nunca havia lhe traído, ele continuava relaxado e imprevisível, Ningguang orou aos Deuses por este homem não ser um negociante, ela teria problemas.
Esta havia sido a segunda vez que ela ouvira sua voz, ela tratou de ecoar o som em sua mente para não se esquecer de como era.
— Você não é muito de falar, ao que deu para se notar. — ela suspirou um pouco incomodada que seus esforços de conversar e conhecê-lo não se provassem bons, uma conversa unilateral era péssima.
— Você também acha não é? — Paimon se intercalou no assunto. — Aether não é muito versado com a língua local ainda, e ele é secretamente muito tímido com mulheres.
Ningguang se surpreendeu com suas descobertas, ela não tinha conhecimento que o viajante tinha tal nome, ela ecoou o nome em sua mente e decidiu que achava bonito e exótico, ela nunca tinha ouvido nada igual. E então ele era tímido com mulheres, hm?
— O ser que derrotou um Fatui extremamente poderoso e ainda sim deu todo o seu corpo para ajudar a causa e salvar vidas diversas, não é capaz de conversar com uma mulher? — ela lhe provocou, esperando uma reação explosiva ou uma vergonha mal escondida, mas mesmo assim ele continuava com sua típica expressão suave, não se abalando por nada, isso a surpreendeu.
— Não adianta lhe provocar de um jeito tão aberto, ele não morde a isca! — Paimon esfregou os cabelos de Aether para ilustrar que nada poderia lhe perturbar. — A paciência dele não tem fim, acredite eu tentei descobrir.
Com certeza Ningguang acreditaria, mas ainda assim não era de se render com a primeira adversidade.
— Te encontrar aqui foi até algo bom, pois eu estive curiosa com coisas relacionadas a você, e desejo saciar essa curiosidade se você não se importar. — mais uma vez ela voltou-se para ele, mas notou que o mesmo nem ao menos a olhou enquanto recebia um prato quente que o chefe havia lhe dado, ela olhou para frente e percebeu que ela também havia ganhado um, o mesmo que Aether recebeu. — O que é isso?
— Salada de caranguejo vermelho. — respondeu Paimon se sentando em outro banco e não se importando com mais nada além de se saciar. Ela havia perdido sua tradutora.
Aether provou seu almoço com calma e degustou com certo prazer descrito em seu rosto, com este rosto novo, ela tencinou que deveria provar também, ela não queria ser rude com o chefe também. E ela não se arrependeu, apesar do sabor ser sim muito rudimentar e estar abaixo de suas costumeiras iguarias, era incrível como o Chefe pudesse ter feito algo tão bom assim.
— O que você quer saber? — Aether soltou uma frase solta para ela, não a olhando e se concentrando em comer antes de mais nada, novamente ela se sentiu jogada de lado, ela bufou mentalmente.
— Por que você se importa tanto com sua irmã? — após um segundo de reflexão ela percebeu que isso havia saído estranho demais de fato, ela reintegrou. — Digo, eu quero saber por que você escolheu justamente isso? Quando eu te disse que poderia te dar qualquer coisa, por quê algo tão simples veio à mente? Você podia ter ousado mais e eu não me importaria.
— Aether bão fe imforta com nafa abém do essenfial. — Paimon tentou responder rapidamente e acabou falando de bocha cheia, sorrindo envergonhada ela repetiu após mastigar. — Aether não se importa com nada além do essencial, é por isso que ele não quis pedir uma casa ou dinheiro, ele não se move assim, afinal!
De fato uma característica intrigante, se esta era sua bussola moral ela podia dizer que estava além da surpresa, há muito tempo ela não encontrava alguém tão direto e correto como o viajante, seria possível devido ele ser peculiar até o âmago? A resposta parecia positiva sobre isso.
— Então nada pode te comprar? — ela questionou alta, não se dando conta de que estava falando ao invés de pensar para si. — É uma pena, eu adoraria te comprar pra mim.
Após um segundo ela percebeu que havia dito isso em voz alta, e sentiu uma ligeira queimação em seu rosto eclodir, ela havia cometido um deslize muito bruto, como ela poderia se recuperar disso agora?
— Por que você me compraria? — Aether se interessou em saber dos motivos de uma mulher como Ningguang o desejar ao ponto de lhe oferecer um valor.
A mesma agradeceu por ele levar isso adiante e não questionar algo sério. — Eu não entendo você. — ela começou a se explicar enquanto se degustava de seu prato, dando um tempo para saborear ela retornou seu monólogo. — Por que você nos ajudou? Se arriscou não menos? Você é alguém de fora de nossas histórias e costumes, e mesmo assim você lutou por nós, eu nunca vi nada parecido em minha vida, eu não entendo você por agir assim, mas eu quero entender, mais do que tudo.
O loiro mastigou a resposta por uns segundos e ficou em silêncio até soltar um suspiro cansado, como se estivesse se lembrando de algo antigo.
— Quando alguém precisa de motivos para salvar uma vida, ele não está a salvando, a está prendendo. — ele lhe respondeu isso, embora sua expressão e voz continuassem suaves, ela pôde sentir um toque amargo ou até mesmo nostálgico dele, como se já tivesse falado isso muitas vezes para alguém. — Eu não desejo acorrentar ninguém sobre minhas ações, não é pra isso que eu vivo.
— Então você se move pela bondade de seu coração e pela moralidade da vida? — ela não questionou isso de uma forma zombeirão ou pejorativa, ela realmente queria saber, se ele dissesse que sim ela acreditaria com sua alma.
— É tão difícil de aceitar? — ele lhe entregou um sorriso quase abatido, como se já esperasse pela descrença dela, mesmo ele não sabendo que Ningguang em nenhum momento o descartou dessa forma, pois ela podia aceitar isso vindo dele.
— Não é isso. — ela respondeu. — Eu acredito em você, é que eu só estou... Surpresa de alguém como você ainda existir aqui.
— Eu devo me ofender? — foi tudo o que ele respondeu enquanto deixava os talhares sobre o prato, indicando sua satisfação.
— Foi um elogio, a propósito. — ela resmungou baixinho. — Por que você é tão difícil assim? Não deveria ser mais fácil de interagir com você? Você é um herói também, onde está seu carisma? As crianças vão evitar você se você apenas ficar quieto e não falar muito.
— Mas elas estarão vivas, no fim. — ele disse simplesmente após pegar uma sobremesa que Maoo lhe ofereceu cordialmente. — Então está tudo bem.
— Eu não entendo como sua cabeça funciona. — ela revelou a verdade. — Eu soube que você vai sair em viagem em breve. — ela se expressou, tendo ouvido de fontes confiáveis sobre os desejos dele, era agora ou nunca.
— Devo procurar minha irmã. — ele respondeu a mulher. — E como eu sei que posso contar com vocês, caso ela apareça aqui eu serei avisado, não é?
Se isso de fato ocorresse, Ningguang teria certeza de que ele soubesse disso, seria uma forma de lhe retribuir.
— Naturalmente. — ela disse. — Mas não é sobre isso que te perguntei isso.
— Estou ouvindo. — o loiro respondeu enquanto deixava o pequeno prato sobre o balcão após ter terminado com sua torta.
— Que tal você ficar mais um tempo? — ela disse sem medo, se ele partisse ela não poderia lhe seguir e ficar mais tempo ao seu lado para lhe entender e desvendar os mistérios que o cercavam. — Eu poderia te dar qualquer coisa para que você ficasse, se você partisse minha curiosidade não seria saciada.
Aether pela primeira vez, até mesmo para Paimon que ouvia tudo com ávido interesse, se impressionou com uma risada honesta, mesmo que contida do companheiro, ela nunca havia o visto rir.
Ningguang também não, e ela descobriu que não se importava dele estar rindo dela, ela estava mais ocupada gravando isso em sua memória com ferro e fogo. Por que o som lhe agradava? Por que a expressão alegre mesmo que contida a aquecia? Ela não sabia.
— Você me lembra alguém, Ningguang. — essa havia sido a primeira vez que ele a chamou pelo nome, seu coração havia trovejado com a forma que ele havia lhe chamado, como se a conhecesse há muito tempo. — Eu não pretendo ficar mais tempo aqui, não é bom para um viajante que procura algo, ficar parado, não acha?
Havia lógica, mas era uma lógica tão ruim para seus desejos que ela queria lhe negar.
— Então você vai mesmo partir. — ela não pode evitar de se entristecer com a ideia de que o viajante misterioso não estivesse mais ao seu alcance, para sempre longe e além de seus olhos.
Aether olhou para aquela mulher por um momento, ele já havia passado por esse cenário algumas vezes, sendo um viajante de mundos, ele havia deixado muitas pessoas para trás, muitos amores, talvez mais do que ele fosse capaz de se lembrar, mas ele havia aprendido com seus erros. Ele se ergueu do seu banco e colocou as mão sobre o rosto da mulher que era bonita demais para se ignorar.
— A tristeza ofusca seu brilho e mata sua perspectiva. — ele rogou para ela. — Eu irei partir sim, e não há nada que vá mudar isso, mas não é o fim do mundo, até por quê...
Ningguang se encontrava em uma queimação fervoraste em todo o seu corpo e ela mal podia pensar, ela não esperava por essa atitude em nenhum momento, mas ela podia aprovar isso sem demoras.
— Quando eu a encontrar, talvez não seja uma má ideia um viajante ter um lugar para voltar, um teto pra se abrigar e uma companhia, também. — ele sorriu bondosamente para ela, a derrotando ainda mais se era possível, ela se encontrava impotente de dizer nada sobre seu rosto agora. — A grande e bela Ningguang, se encontrando incapaz de dizer nada diante de um simples viajante, os rumores que se espalhariam disso...
Esse garoto... Ele a havia provocado da mesma forma que ela havia tentado, a única diferença é que ele havia lhe atingido.
— Tenha paciência, eu voltarei para saciar sua curiosidade. — ele a respondeu suavemente, como se ela fosse uma criança, e talvez fosse em alguns sentidos, ele se relembrou de uma cena passada em outro mundo, havia algo que ele tinha deixado de fazer para uma pessoa e ele se arrependera muitas vezes, desta vez ele pensou agir diferente.
Ele segurou seu rosto não com suas palmas, mas escorreu seus dedos sobre o queixo daquela mulher tão fascinante e lhe roubou um beijo casto nos lábios, percebendo que a mesma lhe retribuiu rapidamente ele aprofundou seu toque e colocou sua mão sobre seu cabelo, a puxando para perto de seu rosto, seus lábios se fecharam sobre o outro e ele dançou uma música lenta e apaixonante com suas línguas, ele aproveitou cada segundo a sensação que aquela mulher estava lhe causando.
Ele se afastou após alguns segundos, tendo que respirar um motivo bom o suficiente para cessar suas ações com a negociante.
Ningguang se encontrava com a respiração pesada e o coração trovejando dentro de seu peito, ela sabia que estava envergonhada e perdida, mas não estava irritada com isso, ela havia sido beijada em praça pública não menos, e isso não a incomodou nem ao menos um momento, ela ousava dizer que pareceu ser uma ótima ideia, definitivamente.
— Como um selo de uma promessa, eu voltar para cá. — ele se afastou dela e depositou moedas o suficiente para pagar até mesmo pela refeição dela. — Então me espere! Eu irei retornar e você terá todo o tempo do mundo para saciar essa curiosidade.
Ele a beijou rapidamente e pegou Paimon pelos braços que estava além da surpresa, se encontrando sem forças nem para reclamar de ser levada como uma bolsa.
Ningguang percorreu os dedos em seus lábios, fazendo um esforço para se lembrar do que havia lhe acontecido e seu coração alegre pela proposta e pela promessa, ela não imaginava essa virada de acontecimentos.
Ela observou o Chefe Maoo lhe entregar um pequeno prato contendo uma fatia de torta, olhando para o rosto dele, ela percebeu que estava tão vermelho quanto o seu.
Ela percebeu que eles tiveram um espectador o tempo todo, então ele havia visto tudo, inclusive ela ser basicamente reivindicada em praça pública.
— Sobremesa? — foi tudo o que ela ouviu ele ter a coragem de lhe dizer, evitando olhar para seu rosto o tempo todo.
Ela agradeceu isso profundamente, ela também não queria ver ninguém agora. Aether era uma raposa em pele de ovelha, mas algo lhe dizia que isso lhe combinou bem.
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