Notas iniciais
Perdida no meu mundo

Lá estava eu. Sorrindo abertamente. Nada me atormentava naquele momento. O dia estava claro como o meu nome. Os pássaros cantavam perfeitas notas. Com cantos de chamar rapidamente nossa atenção. Eles eram os meus famosos Fluis. Eram pássaros azuis como o belo mar do Caribe. Onde nunca tive a oportunidade de conhecer -realmente-. Eles tinham uma plumagem de dar inveja nos mais belos pavões. E seu canto era delicado. A grama em que eu estava deitada estava tão quente, e incrivelmente verde. Era deliciosamente maravilhoso gostosa a sensação de estar deitada de costas numa grama quentinha, como o meu edredom depois de um certo tempo enrolada nele. Eu olhava ao mesmo tempo para os Fluis com sua harmônica sinfonia de encher os ouvidos e admirava a pequena cachoeira que estava à minha frente. Sua espuma era tão branca. Me tenta a tocá-la a todo momento. Tudo é tão calmo e bom. Por que não morar aqui para sempre? Poderia ser feliz eternamente. Todos os dias eu iria fazer um passeio aventureiro com os meus melhores amigos: o João, a Antônia e a Alicia. Eles são demais e adorariam que eu vivesse aqui para sempre. Nós nos divertiríamos muito. Sempre. Mas eu não sei bem se essa é a palavra certa. Já que não posso viver aqui. Sou obrigada a conviver em um mundo onde não tenho uma imagem cativante como esta que vejo agora, sem pássaros, grama verde e cachoeira, nem muito menos amigos. E por falar nisso não sou feliz. Simplesmente odeio esse mundo em que sou obrigada a conviver com pessoas que eu não queria conviver. Por isso que nenhum deles existe aqui. Viver em um mundo onde nada é alegre. Este horrível mundo onde chamam de realidade. Prefiro o meu mundo. Onde sou rainha, dona, amiga, cidadã, amiga e feliz. Prazer sou Clara Clarice.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.