Vozes do passado

Vozes do presente

Vozes sedentas do futuro

Vozes da minha própria voz

Deito minha cabeça em melâncolia

Nostalgia, tristeza, felicidade

Tudo em sintonia

Na mais perfeita distopia

Passado vulgaz que não posso mudar

Erros que teimo me culpar

Vozes que não querem calar

O presente que não sabe se libertar

Presente que sente

Mas que se diz inconsciente

Um tanto carente

Mas também indiferente

O futuro que sempre se diz presente

Me ameaça com promessas sem precedentes

E que me faz temer sem antecedente

Horas se passam, e tu já está presentes

Cabeça que não sabe parar

Cabeça que não sabe o que pensar

Cabeça que não sabe planejar

Cabeça que não sabe executar

Corpo que teima em parar

Vitórias que teimo recusar

Derrotas que teimo aceitar

Eu que teimo não me amar

Amores que vem a abandonar

Amizades que vem a separar

A solidão que me aguarda a noite

E a qual eu não sei calar

A solitude que me faz falta

E os meus pensamentos que me auto flagelam

O ponteiro do relógio que gira

Minha cabeça que não para

Sentimentos que acordam

Sentimentos que dormem

Sorrisos que mascaram

Lágrimas que nunca escorrem

Eis minha persona

Eis minha mente

Eis que não durmo

Eis que não paro

O crônometro do futuro passa

O presente é passado

O futuro é presente

E minha mente é incosistente

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.