Palavras Ao Vento
1 Palavras ao Vento...
Notas iniciais
Bom, e novamente, essa one é um desabafo (Really? -q)
Boa leitura :3
Eu sempre fui a líder da Grande Caçada... Até uma garota de cabelos longos e azuis-marinhos que manipulava correntes aparecer.
Trataram-na bem, assim como Lin em sua chegada; mas desta vez foi diferente.
Deram toda a atenção somente para ela; Até o velhote imortal, que antigamente fazia-me alvo de suas provocações e taras intermináveis, rendeu-se aos encantos da nova integrante.
Em missões, a garota levava todo o crédito. Se eu errasse uma coordenada e ela me corrigisse, a maioria fitava-me com olhar de reprovação, como tudo o que eu fizesse fosse o caminho errado.
De fato, eu não era nada comparada a garota que se denominava Gwen; Ela era linda, feminina, educada, fofa, e ao contrário de mim, sabia controlar seus próprios sentimentos e havia mais noção de liderança do que eu.
Durante muitos dias –muitos mesmo-, observei tudo calada... Até o Natal chegar.
Obviamente, toda a atenção, presentes, elogios e parabéns por missões concluídas foram para a moça. E todo o meu esforço para seu uma boa líder? E tudo o que eu havia feito por todos? Aquelas palavras “Você sempre será nossa líder, Elesis!” foram palavras ao vento?
Sem querer demonstrar minha fúria em plena Ceia de Natal, pedi licença e subi ao meu quarto, assentando-me na beira do colchão macio, enquanto olhava a janela.
Os incansáveis flocos de neve caiam sobre o chão lá fora, amontoando-se e permitindo com que o ambiente tomasse uma paisagem linda e única.
- Ruiva.
Uma voz familiar chamou minha atenção, que provinha da porta. Era o caçador de recompensas.
- O que faz aqui?
- Nada de especial, talvez.
Seus olhos rubros me fitaram por alguns instantes, inexpressivos. Pude notar que logo o rapaz suspirou brevemente, dando as costas e me deixando sozinha novamente.
Abracei minhas próprias pernas, escondendo meu rosto entre elas.
Pensando bem, a azulada das correntes daria uma líder perfeita. Até Lothos aparentou gostar mais dela.
- Tenho a certeza que meus serviços não são mais necessários por aqui... E, aliás, acho que já estou forte o suficiente e finalmente posso ir atrás de meu... De meus objetivos... – Sussurrei, levantando-me da cama.
Guiei-me até meu armário, pegando uma mochila e colocando algumas coisas necessárias em seu interior para minha partida; Roupas, dinheiro, kit de primeiros socorros... Acho que era o bastante para alguns dias.
Só teria de aguardar todos dormirem e assim... Será meu adeus.
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Ao badalar do pêndulo de um relógio, representando exatamente às 2h15min da manhã, a ruiva pegou sua pequena mochila, colocando-a em suas costas, na medida em que ajeitava sua espada na bainha de sua cintura. Enrolou também um cachecol fino em seu pescoço... Afinal, a noite estava fria.
E assim, pôs-se a descer as escadas do QG em silêncio absoluto... Só não esperava que ainda houvesse alguém acordado à uma hora dessas.
- O que faz por aqui acordada, ruiva? – Indagou o rapaz loiro, encostado à parede próximo a porta, na escuridão da imensa sala de estar.
A garota ignorou a princípio, dirigindo-se a porta, como se não houvesse dado a mínima a presença do caçador de recompensas.
Encostou levemente seus dedos compridos na grande maçaneta da porta, parando por um instante. – Indo atrás de meus objetivos talvez... Não há mais nada que me segure por aqui. A azulada dará uma ótima líder. Ou até... Sieghart.
Lupus permaneceu em silêncio; não era uma boa hora para retrucá-la, afinal das contas.
- Mande lembranças.
Elesis girou a maçaneta e abriu uma fresta da porta, deixando alguns flocos de neve juntamente da brisa gélida, invadir a morada dos heróis.
O loiro assentiu brevemente, sem encará-la. Não entendia muito bem o motivo de a garota partir, já que achava que sentimentos eram desnecessários e fatigantes.
A porta foi cerrada e a brisa gélida cessou. Porém, a ruiva já não se encontrava ali; Já havia partido.
E naquela noite, a neve que caía incessantemente, fora testemunha da partida daquela ruiva esquentada, mas não pôde denunciá-la sobre o caminho que seguiu, apagando suas pisadas. Deixou-a seguir ao encontro de seus objetivos, sobretudo, com a dor de ter sido substituída no peito, por aqueles que disseram que nunca a abandonaria.
Isso é o que podemos chamar de palavras ao vento...
(...)
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