Palavras

8 Ouvinte


Notas iniciais
Desculpe a demora para postar.Tive algumas idéias para aumentar a fic ,estando uma delas nesse capitulo, não sei se esta bom mas espero que gostem, então elogios criticas e ameaças de morte é só dar uma passada nos reviws :D

A indignação e a raiva cresciam dentro de mim, mas de alguma forma esses sentimentos serviram de desencadeadores, me trazendo de volta a vida

Ele entrou no quarto, caminhava em paralelo a uma das prateleiras de livros, olhando os como se procurasse algo, em um movimento rápido retirou um deles da prateleira e caminhou em minha direção sentando se ao pé da cama, me sentei em um pulo afastando me dele que esticou o braço em minha direção pondo o livro sobre meu colo e fazendo sinal para que o pegasse.

___O que quer que eu faça com isso? Perguntei irritada, ele esticou se abrindo o livro que estava em minhas mãos e gesticulou acho que pedindo para que o lesse em voz alta.

Não entendia, porque não falava comigo, nem o motivo para querer que eu lesse para ele, essas duvidas me deixando cada vez mais confusa, Não usou de violência em momento algum, apenas me fitava com um olhar curioso creio que esperando que começasse a ler, pensei por alguns segundos dando um profundo suspiro.

Por algum motivo sua mudança de atitude me é mais assustadora do que quando e violento quando agi assim sinto por ele ódio e repudia, mas quando é gentil me desestrutura e faz com que me sinta vulnerável, não sei por que me sinto assim e isso só me assusta ainda mais.

Dirigi meus olhos para as paginas do livro lendo suas primeiras palavras uma vez, antes de tornar a lê-las, mas agora as pronunciando em voz alta. Ele me lançava olhares rápidos, parecendo apreciar o som da minha voz, li cerca de três capítulos, quando ele finalmente se levantou, e saiu.

Apesar de não saber porque ele agia dessa maneira, decidi usar isso a meu favor, não permitiria que me fizesse de idiota iria fugir mesmo que morresse tentando, afinal permanecendo ali minhas expectativas de futuro não eram muito melhores.

Não conseguia dormir, minha mente maquinava estratégias compulsivamente, desejando de alguma forma ter uma epifania que desse resposta a tudo mas infelizmente a mesma não ocorreu.

Me sentei na cama, decidida a por em pratica meu plano de fugir dali, peguei a folha e o lápis que escondia debaixo do travesseiro e pus me a escrever.

...Não entendo porque ele não fala comigo, sinto falta de ouvir a voz de outra pessoa, me sinto muito sozinha, passar meus dias presa em um quarto esta me deixando louca se isso continuar assim penso, que tirar minha própria vida será melhor....

Olhei para as palavras que acabara de escrever, me sentindo satisfeita com elas, se ele como das outras vezes fizesse oque pedi talvez conseguisse sair dali, se falasse comigo poderia tentar arrancar dele informações sobre a localidade da casa onde estamos, oque me ajudaria muito se de algum modo conseguisse entrar em contato com alguém, e se permitisse que andasse por outras áreas da casa minhas chances de fuga seriam maiores.

Iria usar o jogo que criou contra ele mesmo, apesar de ainda não ter encontrado um motivo para tudo que se passara.

No dia que fui raptada, não me lembro de nada de estranho ter acontecido, voltava da faculdade por volta das 11:30 da noite, meu noivo costumava me buscar mas nesse dia ele não pode ir, então caminhei até o ponto de ônibus, na rua de traz do campus, estava um pouco frio mas a noite estava clara, quase não haviam pessoas na rua. A ultima coisa que me lembro e de estar em pé no ponto, até que senti alguém me puxar pela cintura tentei me soltar sem conseguir ver o rosto de meu agressor, mas pela estrutura do braço que crusava em frente ao meu corpo tapando minha boca para que não gritasse pude deduzir que era um homem,tentei com todas minhas forças fugir mas me empuraram contra uma das pilastras metalicas do ponto de onibus me fazendo bater a cabeça , em seguida vi tudo girar ao meu redor até que tudo se tornou escuro perdendo assim a consciência acordando, já em meu cárcere.

Enfiei novamente a folha debaixo do travesseiro deixando de proposito uma pequena ponta do papel a mostra, deitei na cama me virando dando as costas para porta, tentando então dormir, torcendo para que ele mordesse a isca.

Já de manhã, fui acordada pelo canto de um passarinho que pousara em uma das grades do lado de fora da janela, encarrei o pássaro por alguns segundos antes que o mesmo içasse voo, e em meu coração realmente desejei ser aquele pássaro e poder simplesmente fugir voando.

Em seu já costumeiro horário apareceu me trazendo comida, carregava uma bandeja, mas nela continha dois pratos, entregou um a mim e pegou o outro, sentando se na cama e começando a comer de inicio me surpreendi, mas depois percebi que poderia ser meu plano se tornando realidade, pois avia escrito que estava passando muito tempo sozinha, comi oque havia me trazido, e assim que ambos acabamos ele recolheu os pratos e a bandeja e saiu, mas voltou logo em seguida, me entregando novamente o mesmo livro que me dera para ler no dia anterior sendo que dessa vez já sabia oque ele queria que fizesse.

Li para ele novamente e em vários momentos fiz comentários tentando faze-lo interagir comigo, mas ele só me olhava sem me dar respostas, talvez ele fosse mais esperto do que eu julgava que fosse e tivesse percebido meus objetivos, já sentia uma ponta de desanimo se formar dentro de mim quando ele se levantou saindo do quarto, voltando em seguida com um bloco de papel e uma caneta em mãos, se sentando novamente ao meu lado pondo se a escrever algo enquanto permanecia apreensiva me perguntando oque ele pretendia.



Notas finais
Não sei se alguém já leu, mas tive uma pequena epifania e mudei um pequeno trecho da historia se já leu me desculpe por isso, mas foi só a parte da descrição do sequestro dela, mas acreditem vai valer a pena a mudança!!!Bjcaas e comentem tá