Notas iniciais
- O.... O.... O.... que você pensa que tá fazendo????? Ela olha ao redor, vendo onde estavam, começa a se lembrar que estava se afogando.

Uma semana se passou desde o incidente, por mais que Sarah perguntasse o que tinha acontecido, Eric não falava nada com nada, mas algo aconteceu, ele passou a ficar mais recluso, olhando para a natureza. Mesmo com a família, ele olhava para as pessoas mas sua mente estava em outro lugar, começou a cometer pequenos erros de esquecimento, coisa que nunca tinha acontecido antes, isto foi intrigando Sarah.

Uma tarde quando foram na cidade buscar café e açúcar, no caminho de volta ela tenta novamente.

— Eric?

— Oi Sarah?

— O que está acontecendo contigo? Estou preocupada.

— Não é nada, não se preocupa. Até que conseguimos fazer um bom negócio na cidade não é?

Ele dá um pequeno sorriso.

“Ele está mudando de conversa novamente como sempre faz quando entro neste assunto, basta”.

Sarah vira na direção de Eric e salta sobre ele, ele quase desvia mas ela sabia que ele não sairia da frente, pois ela poderia acabar se machucando, ele a segura e cai com ela em seus braços. Caindo no chão, antes dele se recuperar, ela senta sobre sua barriga, o agarra nos ombros e olha bem nos olhos. Sua voz sai fraca e tremida, seus olhos começam a lacrimejar.

— Por favor, me diga o que está acontecendo...

Lagrimas caem sobre o rosto de Eric que fica parado olhando para ela com uma cara de surpresa. Ele fica com uma cara meio que em dúvida e vira o rosto para direita tirando o contato visual, limpa as lagrimas que tinham caído em seu rosto e respira fundo. Ele a olha, um olhar sério e forte como ela nunca tinha visto ele olhar antes.

— Eu recebi um sinal, uma voz ressoa em minha mente, a voz me chama para sua casa.

— Que sinal? Que voz? Como assim em sua casa?

A cara de dúvida era imensa em Sarah.

— Sarah, fui chamados pelos deuses para uma grande tarefa, eles me chamam de “o escolhido”.

— Como pode ter certeza que são eles e não está ficando doido? Você sabe por acaso onde é a casa de um deus? E qual deus você está falando? Existe muitos.

Ela sai de cima dele e senta ao seu lado, onde ele senta encostando as costas nela.

— Nunca contei isto para ninguém, eu mesmo achei que estava enlouquecendo, demorou anos para que eu pudesse acreditar nesta história.

— Anos?

— Sim Sarah, eles conversam comigo desde que me lembro ser gente.

— E o que fez você acreditar neles? Que era alguém especial?

— Eu consigo curar a ferida de qualquer criatura que eu toque, esta habilidade eu descobri quando você se afogou, a usei para poder ti curar, após meu primeiro socorro não funcionar.

— Você usou uma magia em mim aquele dia?

“Era por isto que ele estava com as mãos sobre mim...”

Sarah começa a se sentir cabisbaixo.

— Não fique triste que usei a magia em você, ela é benéfica, sempre fez bem.

Ela fala alto e com raiva se levantando.

— Não é sobre isto que estou triste. Vamos embora, senão iremos chegar tarde.

Andaram mais algum tempo.

— Sarah pare.

Ela para.

— O que foi?

— Fomos seguidos, se eu disse corra, você corre e me deixa pra trás.

— Nunca ti deixarei pra trás.

— Não estou ti dando uma opção, se não quiser que ambos sejamos levados, vai ter que confiar em mim, você confia em mim?

Os olhos dela começaram a lacrimejar e o coração começou a bater rápido, principalmente quando saindo das sombras, surge o mesmo grande gordo que tinha levado Sarah como escrava.

— Olha o que temos aqui, os 2 pequenos ratos.

Da um sorriso e vai se aproximando.

— Lembram de mim certo? Não sabia que alguém poderia ter tanta sorte como eu.

Sarah começa a tremer e cai de joelhos, seu corpo tá pesado, sua respiração quase não vem. Eric olha para ela, Sarah sente a presença de Eric ao seu lado, sente sua segurança, sente seu carinho e proteção, sua tremedeira e seu medo foi embora, como poderia alguém mexer tanto com ela com apenas um olhar?

— Lembro de você sim, mas não sei seu nome. O que deseja de nós?

Ele olha de modo firme para o gordo. O Gordo para e rir de si mesmo, como poderia está com medo de uma criança? E segue andando.

— Me chamo Maxwell FontForte, sou o tesoureiro do prefeito da cidade. E estou aqui apenas para convidá-los a minha casa.

Eric deixa os olhos meio serrados com a frase de Maxwell e sente todo o mal e malicias em suas palavras.

— Vá Sarah.

Sarah começa a correr, Masxwell vendo-a correr começa a correr em direção dele.

— Se você correr, vou pegar seu primo.

Corre na direção de Eric sorrindo e gritando. Ela confiando no que Eric diz, continua.

— Aff ela correu, mas pelo menos tenho você.

Ele pôs a mão no ombro de Eric e aperta tentando puxar em sua direção. Eric olha em direção de Maxwell e não move nem um centímetro por mais que Maxwell forçasse.

— Venha comigo, pare de fazer resistência.

— E o que quer comigo?

— Irei ti levar como escravo, ganharei dinheiro contigo, assim como ganhei dinheiro com aquela rata após matar os pais dela.

Eric abaixa o rosto, sente a fúria tomar conta de si. Levanta o rosto e da um passos em direção a Maxwell o olhando nos olhos.

— Acho que você entendeu errado algo...

— Como assim entendi errado? Vamos logo ratinho...

— Os deuses me deram poder de curar os feridos...

— Como assim feridos?

Eric encosta a mão no rosto de Maxwell e grita.

— E me deu poder para julgar os malignos!!!

— EXTERMINAR O MAL.

Uma luz explode no rosto de Maxwell saindo da mão de Eric, seu rosto começa a queimar, a dor era imensa, urros de dor saíam de sua boca.

— O que fez comigo?????

— Esta é uma marca que vai ti seguir para sempre, sempre estará marcado como um infame, e sofrerá por isto. Agradeça aos deuses por suas misericórdia, e não apareça mais na minha frente, na próxima, não serei tão piedoso.

Virou e foi embora, deixando Maxwell no chão gritando e chorando de dor.

Notas finais
Seguindo a sequência, espero que tenham gostado. Se possível deixem um comentário com criticas, sugestões ou elogios. Nos vemos no próximo capítulo =)