Notas iniciais
Oiiieeeeeeee Acreditam que tem mais recomendações? Vocês querem me matar do coração? Não aguento de alegria!!! Obrigada! Escrever é algo que amo fazer, no começo fazia isso só para mim, já era o bastante. Tanto que foi assim que escrevi essa história uns anos atrás, só para mim e depois fui convencida pela Gabi a postar, agora depois de tanto carinho eu só posso dizer que não escrevo mais para mim, escrevo para todas nós. OBRIGADA!!! AKIRA CHAN, ENKANTADA HOLMES, CISAN, OHANA PINKS, cada uma mais linda que a outra, todas com palavras muito carinhosas. me emocionei com todas. OBRIGADA!!!!!!

Pov – Annie

Meu príncipe, me envolvendo, ele está aqui. A pessoa que mais amo no mundo, meu parceiro da vida, está aqui e ainda é como antes. Ainda cuida de mim, protege, mesmo sem saber que sou eu.

─Quando pensava que podia ser você meu coração parecia que ia explodir.

─Sentia o mesmo, se tivéssemos falado um pouquinho só do passado teria sido diferente. – Ele me faz carinho no rosto. – Você se esquivava a cada pergunta.

─Por que não queria te contar, fiquei com medo de pensar mal de mim príncipe, as pessoas pensam sabia?

─Eu sei. – Ele beija minha testa.

─O que aconteceu aquele dia? Para onde foi levado? Eu esperei meses, ficava quase o dia todo sentada perto da porta para ser a primeira a te ver voltar. – A lembrança me embarga a voz, ele me abraça ainda mais.

─Eu não sabia o que estava acontecendo gatinha, não sabia nada e só obedeci. Sinto muito te deixar no escuro.

─O que aconteceu? Como tem irmãos?

─Nasci mesmo na Grécia como a gente pensava, o mais novo de quatro irmãos, minha mãe largou meu pai e ele foi mandado para cá com os filhos, ela largou todos nós.

─E você era bebê? – Ele afirma.

─Descobri que cheguei no abrigo com dois anos, achava que tinha nascido lá. Não lembrava de nada antes de lá. Meu pai era alcoólatra, me entregou para o abrigo, ficou com os outros por que eles eram maiores e podiam se cuidar.

─Separou vocês? Que coisa triste separar irmãos.

─Ele morreu um pouco depois, mas meus irmãos não desistiram nem esqueceram de mim.

─Gosto deles. – Ele sorri.

─Ficaram sozinhos, se virando, foram aprendendo coisas, trabalhando e acabaram ficando ricos, sempre me procurando, colocaram até detetives atrás de mim. Foi quando me encontraram.

─E levaram você de mim. Não gosto tanto deles assim. – Eu brinco.

─Eles não sabem de nada que me aconteceu. Nunca contei.

─Eu entendo, é difícil contar todas essas coisas.

─Um dia amanheceu e um dos seguranças me mandou pegar minhas coisas. Fui para diretoria. Três caras bem vestidos me esperando, o diretor disse que eram meus irmãos e que eu tinha que ir com eles e fui.

─Não lembrou de nadinha?

─Não. E pior é que os três paspalhos passaram dois dias falando em grego o tempo todo, eles achavam que era a minha língua, mas não entendia nada do que estavam dizendo, pensei que eles tinham vindo de marte.

Rio com a ideia, depois toco seu rosto, deve ter dado muito medo. Sozinho do lado de fora com estranhos.

─Eu tinha medo deles, achava que em algum momento iriam me maltratar, sei lá, acho que pensava que o mundo era como o abrigo. Um dia eles se tocaram que eu não falava aquela língua. Deixei minha família com dois anos, sabia meia dúzia de palavras nessa época que logo esqueci é claro.

─Daí as coisas melhoraram?

─Aos poucos fui ficando mais confiante. No começo armei uns planos de fuga. Depois eles me encheram de comida, roupas, cuidados, aulas o dia todo de tudo que era coisa, fui me apegando a eles, depois decidi estudar direito, me formei e comecei a tentar consertar as coisas.

─Ficou um homem bom, sem ódio como quase todo mundo.

─E você. Como foi?

─Fiquei sozinha, aguentei até acabar. Ficou bem ruim depois que foi embora. Você sabe. ─ Não preciso entrar em detalhes com ele. ─Minha mãe tinha uma amiga de infância, Trace quando ela morreu meu pai estava sempre pedindo ajuda a ela para cuidar de mim, ela e o marido denunciaram ele, fui parar lá no abrigo quando ele foi preso, uma vez, uns meses depois que você foi embora ela foi me visitar.

─Não te tirou de lá? – Ele me pergunta indignado.

─Não príncipe. E eu estava bem machucada, mas isso a deixou bem culpada, quando eu saí fui procurar por ela, não sabia o que fazer, eles abrem a porta e tchau. Não conhecia nada do mundo.

─Nem sei como pode ser isso. O que teria sido sem meus irmãos.

─Dormi umas noites no sofá dela, mas o marido dela me odeia, ela me deu um dinheiro que meu pai tinha deixado para mim, ele ficou doente na prisão e morreu. Só uns dólares e aluguei um quarto, fui mudando de emprego, eu sou meio atrapalhada você sabe.

─Mas é inteligente e muito capaz.

─Capaz de me dar mal isso sim. Um dia eu encontrei uma menina do abrigo, Mary Ellen, ela disse que Los Angeles era cheio de oportunidades, que estava indo para lá com um emprego, que eu devia ir e me daria muito bem e adivinha se eu não fui feito uma idiota.

─Para de falar assim.

─Mas foi mesmo, gastei tudo que tinha numa passagem e num quarto quando cheguei lá e a garota só queria se prostituir nas ruas de Los Angeles. Esperar ser descoberta e ficar rica e famosa. Arrumei emprego de garçonete e me afastei dela, fiquei um ano lá, só tentando voltar. Lá parece que todo mundo é ator, modelo, essas coisas. Dividia um apartamento bem pequeno com umas garotas, todas garçonetes e atrizes, mas já viu como eu sou, se não estou gritando no meio da noite estou perambulando pela casa. Elas me mandaram embora e não tive escolha, tive que voltar e procurar a Trace ou não teria nem onde dormir. Daí acabei aqui.

─Para minha sorte.

─E minha. – Olho em seus olhos, o tempo passou, ele cresceu e ficou rico e importante, no fundo sinto medo. – Ainda é meu príncipe?

─Como sempre foi. Nada mudou, essas coisas todas a nossa volta, nome, dinheiro, são só coisas, ainda sou eu, ainda é você. ─Ainda somos nós, mas agora as coisas que sinto são confusas, porque me apaixonei por ele. ─ Voltou lá alguma vez?

─Não posso, não consigo. Nem passo perto. Você voltou?

─Também não posso gatinha, mas as coisas mudaram. Não é mais como era. Mudei tudo. Quando me formei fiz três coisas, assumi meu lugar na empresa para conseguir pagar tudo que meus irmãos fizeram por mim, para eles ficarem orgulhosos, depois me ofereci para trabalhar na associação, e procurei um senador amigo do Leon, fizemos um acordo, nenhum dos dois queria a mídia falando sobre o assunto, mas ele demitiu todo mundo, colocou profissionais sérios, eu sustento o abrigo, quando saem de lá os jovens vão para a faculdade, ou conseguem um emprego, ninguém sabe que sou eu, mas alguns deles trabalham para mim na minha empresa.

─Mesmo assim não voltou lá?

─Não consigo. Não sabia como procurar você, só me lembrava de te chamar de gatinha.

─Eu também não sabia como te achar, todo mundo te chamava de grego.

─As pessoas não te chamavam de gatinha. Por que não me lembrava?

─Quase ninguém me chamava príncipe, quando estávamos juntos falavam com você. Quando eu estava sozinha usavam meu sobrenome, Keller.

─Talvez eu tenha alguma lembrança disso agora que falou. – Ele fica buscando na memória. – Não importa mais, estamos aqui agora. Deve ser coisa do destino.

─Destino. – Me encosto mais nele, acho que só quero ficar assim segura para sempre sentindo seu perfume, seu abraço protetor, é de novo como se nada pudesse me atingir.

Nos afastamos um momento para poder olhar um para o outro, meu coração fica batendo forte, sinto um reboliço dentro de mim, coisas que a vida e o passado sempre me impediram de sentir. Que achava que não existiam para mim.

─É tão igual e tão diferente. –Ele me diz quando toca meus cabelos e sua mão desce com um carinho por meu ombro e braço até encontrar minha mão e entrelaçarmos os dedos.

─Quando é igual?

─Quando ainda quero proteger você mais que qualquer coisa, quando me sinto bem a seu lado mais que com qualquer pessoa.

─Quando é diferente?

─Quan... quando não é mais o bastante. Quando quero tocar você de um jeito que não queria antes, que nem sabia que existia, quando quero beijar você.

Eu quero isso, quero isso com todo meu coração, quero que seja ele porque não pode ser mais ninguém.

─Príncipe eu quero o mesmo. Quero que me toque e me beije. – Não tenho medo de dizer. Não tenho medo de nada com ele.

Vamos nos aproximando bem lentamente, meu coração vai dançando de encontro ao dele e nem sei se sou eu ou ele, mas sinto seus lábios sobre os meus e sua mão na minha nuca enquanto a outra ainda segura a minha como sempre foi e seus lábios são macios e vou me envolvendo e então minha boca cede a dele e mergulho num mundo novo e meu corpo cola ao dele, sua mão aperta minha cintura e vamos nos beijando e é tudo alucinante.

Às vezes nos afastamos uns instantes só para respirar e sorrir um para o outro e ele logo captura meus lábios de novo e quando me dou conta estamos deitados no sofá trocando beijos e isso me deixa feliz como nunca me senti em toda minha vida.

Ficamos ali, trocando carinhos e beijos, e olhares longos, eu sabia que era um príncipe, era um príncipe desde menino.

─Aquelas coisas que aconteciam com algumas garotas maiores... – Ele diz gentil, carinhoso, mas sabemos os dois o que é. – Não quero machucar você de nenhum modo gatinha. Aquilo aconteceu com você?

─Shiu, não fala disso. – Eu não posso pensar racionalmente em nada disso, não sem me partir ao meio. – Eu não posso falar disso, eu não consigo pensar nisso, é você aqui, então é certo e me faz bem, só não fala disso, não....

─Desculpa, está segura agora, desculpa, não muda nada para mim, acabou não pensamos e nem falamos mais. – Ele me abraça, só me mantem em seus braços até aquilo tudo ir embora de novo, e quem sabe para sempre. – Está bem?

─Estou. É você aqui príncipe, então estou segura e confiante, porque é você eu não tenho medo de nada. Eu estava até querendo um pouco isso quando você era o Nick.

─Ei, estava me traindo comigo mesmo?

─Estava príncipe. – Ele me beija, depois me olha com aqueles olhos risonhos que as vezes ele tem.

─Eu andei querendo beijar uma tal de Annie também, estava bem difícil resistir, ainda bem que chegou gatinha.

─Só a Annie senhor príncipe?

─Você ficou com ciúme da garota alta e elegante chamada Cindy?

─Fiquei. – Ele me beija. – Não tem graça príncipe. Eu tenho ciúme de você e do Nick.

─De mim eu sei. – Ele vai lembrar que briguei com uma menina que queria namorar ele no abrigo e nem gostava dele desse jeito.

─Príncipe aquela menina queria namorar todo mundo do abrigo, se namorasse com ela nem ia mais ligar para mim.

─Eu não queria namorar com ela, eu não queria namorar ninguém, eu nem gostava de gente naquela época, no meu mundo só tinha nós dois e a espera para sairmos de lá.

─Eu chorei, fui lá na casa da Sarah chorar.

─Por que é uma gatinha muito manhosa. Demorei três segundo no telefone, nem era para passar a ligação, a senhora Kalais devia ter dito que não atendo ninguém aqui, só se for minha família.

─Ela falou, mas eu fiquei com ciúme e brava e meio nervosa e me esqueci.

─Eu fiquei com ciúme do seu compromisso. Achei que era um cara, criei toda uma história, imaginei que ele viria pegar você aqui e subiria e me apresentaria ele e eu teria que ser educado e depois quando você voltasse eu iria colocar um milhão de defeitos nele e você teria que desistir dele.

─Nossa príncipe, que mente criativa. Por isso se formou em Harvard.

─O gênio da família. O Ulisses que diz, não sou eu.

─Você ficou bem bonito príncipe. Acho que já era bonito assim quando a gente era criança, mas eu não pensava nisso.

─Você sempre foi bonita, mas antes eu olhava para você como uma criança bonita. Gostava dos olhinhos assustados. Lizzie me lembra você, não a aparecia, o jeitinho, por isso fiquei tão próximo dela.

Meus dedos tocam seu rosto, ombro, seu perfume me deixa meio distraída, me sinto pronta, eu desejo ser dele, e não tenho medo.

─Acho que quero que me beije.

─Gatinha eu estou tentando ir com calma, os beijos me levam a querer mais.

─Também quero mais príncipe, quero tudo. Quero que a gente deixe acontecer sem medo. É só por que é você. Só você e o Nick. – Rio de sua careta.

─Aquele Nick é uma invenção, ele não é inteiro, é só um jeito de ir em frente. Esse sou eu, o cara que só você conhece.

─A gente está junto. Nem acredito. E se eu acordar e for um sonho?

─O jeito é não dormir gatinha. – Ele diz antes de me beijar e daí acabou, não tem mais nenhuma razão, raciocínio, só o corpo pulsando.

Acho que a vida toda me preparei para ele. Para pertencer a ele.

─Não aqui gatinha. Na minha cama, onde quis você desde que me acusou de ser um velho babão. – Ele diz se afastando de mim, mas só o bastante para me erguer em seus braços e me carregar em seu colo.

─E sem personalidade príncipe, não esquece.

─Tudo no primeiro dia. Eu só podia estar mesmo louco por você para ainda te convidar para jantar comigo.

Eu o beijo, e estamos em seu quarto, ele me põe com cuidado na cama, se deita comigo, nos beijamos, trocamos carinhos suaves, ele é gentil, paciente, não tem pressa, não me assusta, fico emocionada.

─Eu gosto quando toca em mim.

─Gosta? Acho que podemos avançar um pouquinho então. – Ele diz gentil, depois seus lábios cobrem os meus e sua mão entra por dentro da minha blusa e quando toca minha pele meu corpo reage e me deixa surpresa. Um gemido escapa dos meus lábios e isso é tão novo. Seus lábios descem por meu pescoço e sinto meu corpo vibrar. Minha blusa desaparece, assim como a dele. Agora posso sentir sua pele, e toca-lo e gosto, nada me dá medo, ou vergonha.

─Isso é bom. Tocar você assim.

─Me deixa ainda mais vivo. Também gosto das suas mãos em mim gatinha.

É muito bom saber, quero deixa-lo se sentindo como eu me sinto, então deixo minhas mãos passearem por ele, os carinhos vão ficando mais quentes, mais íntimos e o resto das roupas vão nos deixando e o tempo todo ele mantem os olhos em mim, quer ter sempre certeza se estou bem, se estou feliz e não fujo do seu olhar, deixo que veja o bem que me faz.

─Isso é bom. Estar aqui. – Quero dizer como me sinto, garantir que está tudo bem, mas de repente fica tão intenso e urgente que eu não consigo mais pensar direito. Mesmo assim ele ainda continua cuidadoso e gentil, meu corpo sempre querendo mais e mais e tudo reagindo e me deixo dominar pelo desejo e vamos juntos nos movimentando.

Acho que sussurramos coisas sem sentido, trocamos beijos, tudo é meio incerto, apaixonante e intenso. Então é como se tudo fosse ao limite, depois vem uma onda de choque e um mundo de paz me invade e me deixa absurdamente completa.

─Tão linda, delicadinha. Está tudo bem?

─Está, mas acho que quero chorar. – Ele me beija. Me envolve. Eu me aconchego em seus braços.

─Nada de chorar, só vamos ficar aqui. Juntos.

─Vou dormir aqui?

─Porque? Está querendo dormir com aquele Nick?

─Não dá príncipe ele só fica trabalhando e trabalhando.

─Acho que estou sempre querendo mostrar para eles que mereço tudo que fizeram por mim, ao mesmo tempo acho que fujo um pouco do passado. Quando trabalho não penso.

─Acho que a gente arrumou um outro jeito de fugir príncipe. – O jeito que ele me olha faz meu coração saltar como num susto, depois dispara fora do ritmo mais uma vez e parece que ele entende como me sinto, por que logo está me beijando mais uma vez.

Notas finais
Espero que gostem. Beijosssssssssssssssssssssssss