Notas iniciais
Se você está lendo isso, somente agradeço por ler *-*

Capítulo 001

2 de Novembro, 2015.

Quase três anos se passaram, não três dias, nem três semanas e muito menos três meses. Mas sim quase três anos de rancor se passaram, de ódio, de sede de vingança por uma única pessoa, cujo nome era Ellie Smorch.

— Você é uma inútil! – Dylan rosnou, jogando os papéis que pediu no rosto de sua funcionária. – Eu pedi só a porra do gráfico mensal e não do anual. – explicou com fúria.

Tremendo, a pobre secretária ajeitou seus óculos em seu rosto.

— Que gritaria é essa, Dylan? – Maria Héllen abriu a porta com violência, exigindo explicações.

— A culpa é sua – Dylan acusou, aproximando-se de Héllen com a expressão ameaçadora. – Só me arruma funcionárias incompetentes que não servem nem para imprimir os lucros mensais da empresa.

— Ah, agora a culpa é minha? – Héllen riu com incredulidade – certo... Agora a culpa é minha, porque eu sou a imbecil da patroa que trata todos os seus funcionários como lixo. Certíssimo, a culpa é minha, porque todos que entram aqui não aguentam um mês de serviço, pois a porra de um homem amargo os assusta. Sim, a culpa é toda minha. – rosnou, sentindo suas pernas tremerem.

Dylan Moclyn estreitou seus olhos, fechando seus punhos.

— Fora daqui – ele gritou para a secretária que saiu correndo no mesmo instante – e você... – aproximou-se lentamente de Maria que ergueu o queixo, deixando bem claro que ele não a intimidava.

— E você, o que? – alfinetou ela, olhando-o ameaçadora.

— Não se intrometa nos meus assuntos. – ele exigiu numa voz baixa, firme e temerosa.

Maria Héllen Moclyn encarou aqueles olhos verdes totalmente gélidos.

— Eu me intrometo aonde eu quiser – ela sorriu debochada – você acha que me manda ou me assusta? – riu ainda mais, debochando e Dylan quis socar o rosto dela, mas controlou-se – Mas se engana querido se pensa assim... – pegou o queixo dele e segurou com força. -, pois o verdadeiro Dylan Moclyn que eu conheço não é e nunca foi assim.

— Saiba que esse Dylan morreu, ele não existe mais – Dylan retrucou com ódio.

Seus olhos faiscavam rancor, raiva.

— Está engando de novo querido – teimou Maria Hellen, encarando-o.

Seus olhos azuis cintilavam tristeza.

— Ele está trancando a mil fechaduras, entretanto, quando Ellie voltar ele irá reaparecer, isso é ape... – se interrompeu, tremendo ao escutar um soco ao seu lado, na parede.

— Vai embora daqui – Dylan mandou, pausadamente. – Suma daqui, Maria Héllen Moclyn! – gritou, tremendo de ódio.

— Está fazendo isso, porque sabe que é verdade – Maria Hellen sussurrou com a voz embargada. Contudo, se encontrava séria. – sabe que tudo que digo é verdade, você ainda a ama sempre amará, meu irmão— sorriu triste, abaixando a cabeça.

Dylan se afastou dela, de suas verdades, totalmente abalado para logo esmurrar sua mesa de trabalho.

— Para de dizer o nome dela. POR QUE INSISTEM EM DIZER O NOME DELA? – Rosnou socando a mesa de vidro várias vezes. – Chega de lembrar-se dela! – deu um último soco, fazendo sua mesa de vidro trincar.

Dylan escuta a porta se abrindo e assim se vira encontrando o olhar frio de Lara Moclyn, a mesma abraça Maria Héllen que chorava compulsivamente e a tira do local logo em seguida.

Ele fecha os olhos suspirando profundamente, abrindo-os logo em seguida observando o generoso corte que fez em sua mão.

— Vou te destruir, Ellie Smorch. Irei destruir seu coração, o pisotear. – ele sorriu docilmente ainda olhando o corte. Então pegou seu telefone e começou a discar – Alo, Eduardo? Quero encomendar acompanhantes – falou impaciente. -, mas dessa vez não quero uma, quero duas – ficou quieto ouvindo o homem do outro lado. – Okay, amanhã quando eu chegar aí em New York quero elas pronta já no endereço de sempre. Lembrando que a minha preferencia são as ruivas... Agora vou desligar, até breve. – desligou para logo voltar a admirar seu corte. – Mas fique calma Ellie, não será hoje a sua destruição, primeiro tenho que me diverti. – falou sozinho dando um sorriso calmo. – Agora vamos trabalhar, Dylan – resmungou se mandando e revirando os olhos.

(...)

— Ele está cada vez pior – Diz Maria Héllen, segurando firmemente a xícara em suas mãos – está piorando cada vez mais – seus olhos estavam desfocados, não se direcionavam a nenhum canto especifico.

Há um suspiro profundo na sala.

— Ele faz odiá-lo cada vez mais – sussurra Lara, encarando a irmã.

Héllen direciona seus olhos azuis ao rosto de Lara, observando-a.

— Tão abatida, ela esconde algo— Hellen tinha certeza.

— Você não pode odiá-lo, Lala— censurou Hellen – ela o abandonou e não ao contrário.

Os saltos de Lara ecoaram dentro de seu escritório, assim ela parou em frente a grande janela e ficou em silencio alguns minutos, observando o caótico transito lá fora.

— Ele teve culpa, ele fez ela o abandonar! – retrucou, rangendo os dentes. Fechou seus olhos tentando controlar sua raiva – Mas vamos encerrar esse assunto, estou com fome! Vamos? – seus olhos eram suaves ao olhar sua irmã.

— Tudo bem – suspirou Maria Hellen, sabendo que aquele assunto jamais iria tão longe.

DYLAN MOCLYN

Amassava mais um papel, acho que pela milésima vez?

Inferno, minha concentração foi totalmente embora depois que Maria Hellen me fez lembrar-se daquela cretina!

Direciono meu olhar a porta quando ouço batidas firmes nela.

— Entre – resmunguei alto suficiente para a pessoa escutar. Era o meu cunhado, ele estava fodidamente sério.

Oh, com certeza já soube o que ocorreu aqui!

— Seus gráficos, Dylan – ele disse secamente, praticamente jogando a papelada na minha mesa trincada.

— Isso é trabalho da minha secretária – digo, franzindo o cenho.

Cole me olha.

— Sim, mas só se tivesse uma – Cole retruca, ironicamente.

— Do que está falando? – indago arqueando a sobrancelha.

Cole gargalha debochadamente.

— Oh, vamos lá! Está pensando que aquela pobre secretária aguentaria um dia a mais de humilhação? Se bem que até bateu o recorde de trabalho, nove dias! – disse cinicamente como se estivesse pensando em algum avanço, dando de ombros logo em seguida.

— Lógico que ela iria embora como uma cadelinha – dei de ombros, negando com a cabeça. – Não há mais funcionários bons e competentes.

— Oh sim, claro... – Cole concorda com ironia. – É tudo que você sabe dizer “Não há mais funcionários bons e competentes”. – disse facilmente me enjoando.

— O que está insinuando?

— Eu não estou insinuando nada, camarada!— ele trincou os dentes, olhando-me com ódio – só lhe digo algo, Dylan... – aproximou-se de minha mesa – Grite com minha noiva mais uma única vez que esquecerei que tenho muito respeito por ti, por ser meu cunhado, e quebrarei malditamente sua cara – rosnou, vermelho de raiva.

Cruzei os braços, arqueando minhas sobrancelhas.

Oh!

Um sorriso involuntário apareceu em meus lábios, falhei miseravelmente tentando controla-lo.

— Devo considerar como uma ameaça, Cole? – Indago em tom inocente, enquanto levantava-me da cadeira.

— Considere como quiser – Cole retruca com pose ameaçadora.

Suspiro profundamente, totalmente impaciente, para essa “ameaça tola”.

— Se não tem mais nada para fazer, pois eu tenho e não tenho tempo para tolices – disse calmamente, sentando-me de volta e franzindo o cenho para a papelada que havia na minha frente. Pouquíssimo trabalho pela frente, amigo— meu subconsciente me zombou.

Inferno teria um trabalho malditamente fodido em breve.

— Você me dá nos nervos, seu idiota – Cole rosnou, mas continuei concentrado nas minhas papeladas até o ouvir sair e fechar a porta em um estrondo.

Abusado, pensei revirando os olhos.

NARRADORA

— eu sentirei sua falta – ele disse a ela, olhando o pequeno garoto brincar no balanço com sua pequena princesa.

Droga, ela estava o abandonando! Sua única e verdadeira amiga estava indo embora.

Ele nunca a quis como alguém que quer um petisco o qual queira devorar, e muito menos a olhou uma única só vez de alguma forma especial. Tinha plena consciência o quanto, absolutamente, adorável e linda ela era: tinha pernas muito bonitas e seios do tamanho bom, ela era esculturalmente perfeita! Contudo ela foi muito boa com ele, quando ele estava malditamente na pior que o fez protetor dela. Protegê-la era o mínimo que poderia ter feito, ainda mais quando soube que ela carregava um filho.

Saiu de seus devaneios ao sentir os braços delicados dela o rodearem.

— Não chora, bonequinha— ele pediu, beijando o topo de sua cabeça -, não gosto de vê-la chorar.

— Mamãe, mamãe o que aconteceu? – a voz infantil afobada, os interrompe. – Está chorando – disse tristemente o garotinho. Os olhos azuis e analíticos da pequena garotinha observava calmamente a mulher a qual seu companheiro se preocupava.

— Venha aqui meu amor – ela sorriu chorosa abrindo os braços para logo sentir seu pequeno lhe abraçar.

— Vou sentir muita falta de vocês – o homem disse mais uma vez, a sinceridade em sua voz era quase palpável.

O garotinho o mirou com seus olhinhos espertos e curiosos.

— Venha com a gente, tio.

Ele sorriu melancólico.

— bem que eu gostaria, mas prometo ir visita-los. – prometeu.

A pequena criança sorriu abertamente, completamente feliz com a promessa.

— Agora vamos brincar – saiu correndo com garotinho em seu encalço dando gostosas gargalhadas de ouvir. – Vem princesa. – gritou gargalhando.

A garotinha ao ser chamada, abriu um enorme sorriso que mostrava sua lindas covinhas, mas primeiro ficou parada refletindo e depois saiu correndo e gargalhando com os dois.

Ela ficou os admirando, encantada com a facilidade que eles tinham de fazê-la feliz, tirar sua melancolia. Sorriu ao ver seu pequenino implorar por sua ajuda, brincando com seu “titio”, ele chegava a gargalhar. E com isso ela solta um suspiro, lembrando-se da gargalhada deliciosa que seu antigo amor a presenteava todos os dias.

Notas finais
Hey, o que acharam??? (por favor, sem vácuo). Estou muito feliz em compartilhar essa história, mas e aí o que acharam? Um beijo e um queijo. Fuime~